Uma linda mulher
36 Perguntas e Respostas
Notas iniciais
Gabriel: Sabe, eu estava pensando que se você me fizesse um leitinho bem gostoso, eu não colocaria para fora… – Clara sorriu ainda mais se levantou pegando as coisas não na grande mais sim na pequena mala de Gabriel, que continha tudo o que ele precisasse ou viesse a precisar, tanto de roupas na grande e acessórios, quanto na pequena de comidas e bebidas… E pensei que quando nós saíssemos poderíamos eu você e a mamãe ir à praia ! O que acha ? – Clara se calou, no pequeno balcão que continha um pia bem limpa, colocou as coisas para fazer a vitamina em cima da bancada branca, Gabriel franziu a testa… – Você me ouviu mamãe?
Clara: Desculpa querido, pensamos nisso em um outro dia ok ?
Gabriel: Ok ? – Respondeu tristonho – Mais só vale se for eu você e a mamãe certo ? – Clara novamente não respondeu, apenas sorriu mirando o filho, em 5 minutos, picou algumas frutas leves que o doutor havia falado que Gabriel poderia comer, bateu tudo com um reforçado leite colocando na mamadeira deu para Gabriel, que acabou tomando tudo depois de muito custo… – Assistiram, televisão falando baixinho, por toda manhã, até quando mais um vez os remédios deram sonolência e Gabriel adormeceu… Clara saiu do quarto, estava morta de fome, tomou um café reforçado na lanchonete do hospital, comprou um capuccino e um pãozinho com manteiga na chapa para Marina, ainda lembrava o quanto gostava de tal café da manhã, caminhou até o quarto mais viva e atenta… Entrou não fazendo barulho, Gabriel permanecia adormecido, agarrado a um ursinho que adorava, com o café da manhã nas mãos Clara se sentou ao lado de Marina, sua mão se mexeu para acorda la mais não conseguiu… Permaneceu ali, com o cheiro do capuccino em suas mãos e o cheiro natural maravilhoso de Marina em sua frente, a observou e sentiu o queixo trêmulo, olhou para baixo em quanto segurava as lágrimas de um fracasso que doía mais agora do que antes, e quando a voltou a mirar Marina a olhava com os olhos abertos e ainda casados… Clara se assustou respirando com dificuldade, a ponta do nariz já estava vermelha, tratou de disfarçar e ser coerente.
Clara: Seu café… – Marina olhou nas mãos dela e sentiu cheiro de capuccino, sorriu.
Mari: Obrigada… – Se levantou calçou o tênis, entrou no banheiro escovou os dentes penteando os cabelos , sentou se no sofá ao lado de Clara pegando seu café o comendo com calma… – Ele acordou ?
Clara: Sim… – Não pode deixar de sorrir – Pediu por um leite, a vitamina que toma todos os dias, conversarmos, assistimos um montão de desenho repetido, depois os remédios chegaram e depois de uma horinha dormiu de novo.
Mari: Mais está bem, sem febre ? perguntou preocupada, terminando de comer os pãezinhos se levantou bebendo com calma o capuccino se sentando na cama ao lado do filho.
Clara: Não, estava um tanto febril, e com um pouquinho de dor no pescoço e nas costas, mais o doutor falou para termos calma e esperarmos o remédio fazer efeito.
– Marina assentiu beijando o filho nos cabelos e nas bochechas… Marina tem alta prevista ? – Clara negou com a cabeça tento consciência de quanto ela era linda.
Clara: Flavia e Robert, também vieram… – Marina a olhou com preocupação e Clara fez um gesto, dizendo que nada havia dito – Ele tratou de inventar uma desculpa e ir embora, mais Flavinha lhe deixou um beijo…E disse que está tudo certo nas empresas – Marina assentiu voltando a beijar Gabriel com grande sentimento e ternura.
Mari: Vá para casa, tome um banho e descanse, ele não vai acordar agora, vimos pela madrugada… – Clara assentiu se levantando.
Clara: Marina eu vou para a casa que era da minha mãe… – disse a olhando nos olhos com sinceridade, e Marina a olhou franziu a testa baixando para rapidamente levantar a cabeça e dizer tristemente.
Mari: Não você fica em casa, se alguém tiver que sair, eu vou sair Clara…- sorriu ainda mais tristemente – Além do mais não terá um único problema, não vamos dormir na mesma cama durante um bom tempo… É a nossa casa, a sua casa Clara… e – balançou a cabeça Esqueça…Faça o que você achar melhor Clara… Quer que eu mande que alguém leve suas coisas para lá?
Gabriel também vai preferir ir com você, posso pedir para.
Clara: Para… – pediu quanto fechava os olhos se sentando – Não torne tudo mais difícil Marina… – abriu os olhos a mirando.
Mari: Se fosse difícil você não estaria partindo Clara… Quando você voltar eu vou para casa para tomar um banho… – se virou voltando a prestar atenção no filho.
Clara: Sobre o que me disse Ontem.
Mari: Leva para você, e quando você puder, se um dia você puder achar que é verdadeiro… – Não completou, se levantou indo até a janela… – Sabe Clara… – franziu a testa – É realmente verdadeiro, mais se mesmo assim você quiser o divórcio eu andei pensando e… – Engoliu o nó que se fez em sua garganta continuando a falar – E posso falar com o nosso advogado, ele é bom e competente e… – A mirou – Você deve estar querendo sair disso logo e eu… e eu acho que eu…Assino também o mais rápido e… Eu andei pensando que o Gabriel ficaria seguro com você… – Assentiu segurando ainda a respiração – E se você quisesse eu também poderia…
Clara: Marina… – murmurou a olhando nos olhos – Eu não quero falar disso hoje… – se levantou caminhando até ela — Daremos atenção única ao nosso filho, ele precisa de nós agora e.
Mari: Não chore…Eu estou a um fio de perder o controle… – Clara baixou a cabeça franzindo a testa. Não chore Clara.
Clara: Eu estava me perguntando agora em quanto você dormia, o que é que eu vou fazer da minha vida Marina… – mordeu os lábios mexendo as pernas – Eu não posso pegar meu filho e desaparecer, porque sem você ele não conseguiria viver… Eu não posso desaparecer sozinha, porque eu não conseguiria viver sem ele…Eu quero desaparecer agora mesmo, ou para ser sincera eu queria que você desaparecesse…Ou que você nunca tivesse surgido aquela noite na minha vida… Marina fechou os olhos se virando – Ou porque me casei com você…Eu estava me perguntando porque sou diretora e administradora de uma das melhores empresas desse país, e nunca consegui administrar minha própria vida, ou até mesmo onde eu falhei para que tudo fosse por água abaixo dessa maneira…Eu estava me perguntando se eu teria sido mais feliz se estivesse permanecido na fazenda, mais todos os fatos me levam a você ! Todas as minhas perguntas e conclusões possuem seu nome… Então seria natural que eu lhe perguntasse E agora o que eu faço ?
Mari: E seria natural que eu lhe pedisse para que voltasse para mim ?
Clara: Não, não seria.
Mari: Foi o que eu imaginei, mais eu lhe disse Clara, nada do que você fale ou faça vai mudar alguma coisa compreende ? Quer partir ? Vá, Quer fugir ? Vá Clara, mais na certeza que logo depois eu te alcanço.
– Clara ficou a mirando por alguns segundos sem emitir uma sequer palavra, que diabos Marina pensava que estava fazendo? Tentou dizer algo mais as palavras lhe faltavam da boca, será que ela não percebia que não tinha mais volta nem motivos para essa volta ? Deu as costas caminhando pelo quarto até sua bolsa.
Clara: Seja o quer que você tenha em mente, não vai funcionar Marina.
Mari: Prove… – Clara a olhou quase que incrédula.
Clara: Não a amo mais.
Mari: Prove.
Clara: Eu já provei… – Ela falava sobre Júlia, mais de forma irônica e nada passional a olhou com firmeza emitindo um breve sorriso tristonho…Marina se aproximou e com a mesma firmeza de seu olhar a pegou pelos braços a colocando no banheiro, entrando logo depois… – O que você está fazendo.
Mari: Se o nosso filho acordar e ouvir as besteiras que daqui a pouco eu tenho certeza que vamos começar a falar não vai ser bom para ele.
Clara: Eu não vou discutir com você Marina, não aqui, não depois de termos falado tudo o que tínhamos para falar.
Mari: Você disse tudo o que tinha para dizer.
Clara: Não, eu disse e você fez.
Mari: Nós fizemos.
Clara: Não, você fez.
Mari: Você parceria mais sincera se olhasse nos meus olhos Clara…Porque é a última coisa que você tem feito nas últimas semanas.
Clara: Seus olhos eram a única coisa em que eu ainda acreditava em você, quando eles mentiram pela primeira vez se tornaram desnecessários para os meus olhos.
Mari: E disse a verdade a você Clara… Sobre Elisa eu te contei toda a verdade.
Clara: Eu não quero saber mais sobre nada disso, o que está feito está feito Ok ?
Mari: Não, não está bem.
Clara: Porque você está fazendo isso ? – gesticulou com as mãos se encostando à porta do banheiro – Agindo como um adolescente que não aceita derrota… Marina acorda, nosso casamento depois da lua de mel desandou e você melhor que ninguém sabe disso e está acabado.
Mari: Essa é a sua maldita maneira de pensar não a minha… Eu não me casei pensando que ia tudo acabar, me casei pensando que poderíamos começar algo naquele instante para vida inteira Clara e durante esse tempo que eu estive fora não trair você.
Clara: Porque não me pediu em casamento naquela semana ? Porque depois que eu fui embora, não foi repleto de rosas vermelhas até o lugar no qual eu morava dizer que eu era a mulher da sua vida, porque você só se deu conta disso depois ao me encontrar toda mudada, uma dama como na qual você queria que eu tivesse sido naquela semana ? Porque de deu uma anel de mais de 400 mil reais se nem ao menos me conhecia, porque me comprou vestidos caríssimos se eu era só a sua.
Mari: Não diga isso.
Clara: Prostituta ? Porque Marina ? Porque ? Porque, eu quero respostas, eu tenho perguntas e agora eu quero respostas… O que leva uma mulher a apresentar uma mulher que mal conhece a sua família inteira com um anel maravilhoso de noivado se a conhece em apenas 72 horas ? Porque me escolheu ? Porque me pagou ?
Mari: Porque você disse que me amava.
Clara: Qualquer uma que é paga por uma semana é capaz de dizer isso, acorda Marina é hora de dizermos a verdade.
Mari: Eu disse a verdade, sempre disse a verdade em relação a isso, eu lhe disse que não dava a mínima ao seu passado, lhe disse que não me importava em quantas camas minha esposa havia passado antes da minha, eu não pedi para que você se transformasse em uma dama depois que saiu da suíte naquele domingo Clara…Você se fez dessa forma porque como eu algum dia esperasse voltar a me ver, e jogar na minha cara o que havia perdido, porque é isso o que você faz durante esses cinco anos, durante todo o nosso casamento, me mostra o que eu havia perdido… É para dizer verdade vamos, lá eu estou mentindo ? – Clara se calou levantou a cabeça de forma desafiadora – Eu estou mentindo agora Clara? Você se esqueceu do nosso aniversário de cinco anos, você só não esqueceu do primeiro e segundo aniversário porque estávamos em clima de lua de mel ainda e dos outros todos você esqueceu querida.
Clara: Depois três meses você se afastou por causa das viagens e isso não é um casamento.
Mari: Era… – Afirmou com veemência – Era sim um casamento, eu me casei acreditando que fosse… Você sempre havia sido viva, esperta, engraçada, Santo Deus eu nunca havia rido tanto como na semana que ficamos juntas na minha vida… Eu podia adivinha quando sorria sem você emitir uma expressão labial, eu adivinhava quando você iria chorar antes que acontecesse ! Eu queria me casar com aquela mulher, com aquela Clara.
Clara: As coisas mudam.
Mari: Não Clara, você muda como o tempo muda…Quando se sente insegura se retrai, quando se sente segura dá tudo de si…A sua, melhor defesa é o seu pior defeito, esconde-se, atrás da sua própria infelicidade… Você sente raiva, me odeia me despreza mais já se perguntou porque ? Eu pergunto Porque, Mais uma coisa querida – se aproximou gesticulando com os dedos, — Não vale os últimos acontecimentos… – Marina se sentou na borda da banheira a olhando, a encarando com os olhos bem atentos… Ela mordeu os lábios a olhando na mesma intensidade, e simplesmente percebeu que para aquela pergunta ela não havia resposta… Ela a odiava e a desprezava por…Era obvio era pelo motivo que…A olhou novamente nos olhos engolindo a saliva.
Mari: Você não tem uma resposta Clara, porque não existe uma… Não é sobre Elisa pelo qual brigamos, a questão não é sobre Júlia, nem sobre Flavia ou Robert nota ? A questão é sobre nós, eu e você Clara e a semana da qual nos conhecemos… Odeia -me porque fizemos um maravilhoso e único Sexo. Ótimo você está coberta de razão, me odeia por querer me casar e proporcionar uma família ao nosso menino que nem eu nem você tivemos , ótimo você mais uma vez está coberta de razão… Quando nos conhecemos eu lhe falei Clara, que só poderia te dar o que tinha e nada mais… Eu não tinha amor.
Clara: Você tinha dinheiro.
Mari: Exatamente, eu tinha muito dinheiro, uma perfeita lábia , um bom terno ,uma bilionária empresa e nada mais… Eu nunca tive nada mais do que isso antes de você, Pelo amor de Deus me escute, você e o meu filho são as únicas coisas que me fazem um ser humano, Droga, Clara eu amo vocês, amo você amo o Gabriel…Amo a minha família, eu tive que ser a mulher da família antes de poder ser a adolescente, tive responsabilidades, mágoas, desamores como você, na hora de dizer sim naquele altar, eu nem me lembrava de como havia a conhecido, só me lembrava do como faria para te convencer que era por amor… Então eu torno a dizer Clara… Talvez seja você, talvez seja eu, talvez seja amor,minta e diga que nunca me amou.
Clara: Eu amei você, mais acabou… – Seus olhos eram de mais pura sinceridade – Não há amor que resista Marina ! Não há…Eu não odeio você, eu não sinto raiva eu apenas sinto…Sinto que foi tanto tempo perdido…Poderíamos ter sido felizes com outras pessoas, criando o nosso filho, talvez Gabriel tenha sido mais feliz… Quem sabe Marina ? Nosso jogo de sedução ultrapassou nossos limites.
Mari: Isso nunca foi um jogo Clara.
Clara: Sim foi Marina, se eu não estivesse engravidado , nós não casaríamos se lembra ? Meu filho nunca foi e nem nunca vai ser um erro, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na minha vida, mais mesmo assim poderia ter sido de outra maneira.
Mari: Poderia Clara, mais não foi… É o nosso destino, seu destino, meu destino !
Clara: Jogamos demais Marina,mais agora eu estou cansada de jogos ! De fingir que está tudo bem quando nunca esteve, quantas festas, eu tive que sorrir abraçada a você quando há dias não nos dizíamos nem Bom dia ?
Mari: Isso é passado Clara, não vai mais voltar ! Olha para frente, Droga, o que você quer ? Eu estou te perguntando agora que Diabos você quer? Porque quando eu penso que você está indo você volta como naquela noite da festa da Flavinha quando eu penso que você está comigo você se afasta como na manhã seguinte !
Clara: Eu quero ser feliz, quero sorrir, brincar, gritar, quero a minha vida de volta, a minha felicidade, eu quero tudo o que você me tomou… Porque de uma forma ou de outra você me tomou Marina, e você sabe disso !
Mari: Eu não posso deixar você partir, seja sozinha ou com outra mulher eu não posso Clara.
Clara: Júlia não tem nada a ver com isso…–Se desencostou sentando se no chão na frente de Marina — A diferença entre vocês é que quando a vejo sei quem ela é, quando vai mentir… Mais você não ,Marina temo que não a conheço mais.
Mari: Não, Não diga isso porque não é a verdade, olhe para mim…É a mesma pessoa ! Sou eu se lembra ? Por trás disso tudo sou apenas uma mulher sem poder nenhum sobre nada e ninguém…Eu me sentia segura mesmo quando tudo dava errado porque eu sabia que você me amava, mais agora… – Levou as mãos ao rosto de Clara, a fazendo mira la – Olha nos meus olhos, e se você disser que tudo não passou de um erro, e que já não me ama mais eu te deixo ir…Mais se você não disser… – fechou os olhos aproximando suas faces – Ah se você não disser Clara, eu vou saber, eu vou saber que tem saída, que tudo pelo que eu vivi nesses últimos anos tem uma saída.
– Clara ergueu o queixo, pronta para dar um ponto final nessa fase de sua vida, conhecer pessoas novas, se dedicar novamente ao seu trabalho, fazer algum curso, mudar de ares, se apaixonar novamente,tudo poderia ser tão certo se ela ao menos conseguisse fazer seu corpo e seu coração se normalizarem quando aqueles olhos olhassem nos seus olhos… Fechou os olhos e não disse uma única palavra.
Mari: Eu não te tocarei em um só lugar até que volte a confiar em mim, não dormirei na sua cama nem voltarei a dizer que é minha mulher…Eu estou pedindo para que fique… Olha, nos meus olhos… – Clara ergueu a cabeça fazendo o que Marina havia pedido – Nada de fazer amor, nada de gritos ou gemidos até que você possa olhar nos meus olhos e sinta o amor e prazer que você sempre sentiu em quanto fazíamos o que quer que seja… Então eu te digo mais uma vez, que você está livre para ir, se apenas me dizer algumas palavras.
E mais uma vez, ela não disse uma única palavra !
E dizer que nada do que houve importou para você…
E mais uma vez, ela não disse uma única palavra !
Marina fechou os olhos sentindo como se seu coração voltasse a bater em ritmo normal, Clara não lhe olhava nos olhos e continuava sem dizer uma única palavra…Na verdade Marina desconfiava que ela ainda estava a procura de tentar dizer que não a amava, mais agora era hora de começar novamente a sedução, conquistar o desejo e o prazer que ela havia com Marina, confiança e logo depois o amor…O silêncio permaneceu até que em um pulo ela se levantou saindo do banheiro indo direto para o lado de Gabriel, Marina fez o mesmo preocupada que estivesse acontecendo alguma coisa, mais Gabriel apenas havia se mexido e passado às mãozinhas na testa, que novamente adquiria uma fina capa de suor, sinalizando que talvez a febre esteja passando, Clara se sentou na cama lhe alisando o rosto e os cabelos, Marina fez o mesmo, depositando alguns leves beijos na testa, com todo o carinho pegou uma toalha passando sobre o pescoço e a testa de Gabriel, Clara observou a cena e finalmente subiu os olhos para Marina , que agora permanecia em frente à janela se levantou observando o relógio se aproximou de Marina nas suas costas.
Clara: Eu não confio em você.
Mari: Eu sei que não… – Se virou para ela tomando lhe as mão com firmeza – Deixe que eu te levo…Apenas deixe que eu te leve, e te devolverei tudo, a confiança o prazer o desejo, e talvez algum dia o amor.
Clara: Disse que não confio em você, não que não a amo Marina.
Clara se afastou saindo do quarto sem mais nenhuma palavra… Marina engoliu o nó em sua garganta e em frente ao leito de seu menino, jurou que sua família estaria unida, e que Clara voltaria a ser dela… O Dia seguinte amanheceu estranho, Clara por fim havia se convencido, de ir até a casa e passar uma noite confortável sobre sua cama, estava exausta e precisava de um bom banho e de uma ótima noite de sono, levantou se após na madrugada ter alimentado com uma vitamina feita por Marina mesmo o filho, conversaram e bastante sonolento, novamente o pequeno havia voltado a adormecer, não sem antes perguntar pela adorada mãe Clarinha, Marina tomou um banho olhando para fora viu que o frio havia se intensificado, pegou a manta quente de Gabriel jogando por cima do grosso lençol que cobria o filho… Com uma calça jeans e uma blusa preta que lhe cobria a metade do pescoço, sentou se no sofá com seu computador em seu colo, pondo se a parte de tudo o que ocorria na empresa, ouviu baterem na porta e em logo seguida Sophia entrou com um ursinho enorme de pelúcia, Marina mordeu os lábios contendo a vontade de faze la dar meia volta.
Sô: Bom Dia Meirelles – A cumprimentou, se aproximando de Gabriel, lhe afagando os cabelos e deixando o ursinho no chão ao lado da cama… – Clara não está ? – Marina levantou apenas os olhos sem mexer um único músculo.
Mari: Está para chegar, aconselho que se vá e se eu me lembra darei o aviso que você veio até aqui.
Sô: Vamos Marina, não seja insuportável certo ?
Mari: Ok, sinta se à vontade Sophia.
Sô: Luiza mandou um recado, disse que se possível para você ou Clara ligarem para ela na parte da tarde, há algo na empresa que vocês precisam dar uma olhada.
Mari: Alguma coisa séria?
Sô: Ora me poupe né, Marina , não sou sua garota de recados.
Mari: Ok obrigada… – Sophia se sentou no sofá ao lado de Marina.
Sô: Sei que não é da minha conta, mais Clara é minha amiga, já sabe sobre Elisa Marina ? – Marina fuzilou Sophia com o olhar.
Mari: Escute Sophia, faz tempo que tenho percebido o seu empenho em fazer que meu casamento.
Sô: Não seja idiota, Só acho que a boba da Clara não deveria continuar sendo a boa moça, boa mulher e boa mãe em quanto sua esposa.
Mari: Meu filho está no quanto Sophia, pois bem se que falar sobre isso podemos ir até lá fora… – Saindo ambas do quarto adentraram em uma salinha ao lado de recepção.
Marina Clara a considera muito Sophia, é como sua melhor amiga, se conhecem há tantos anos, eu agradeço de certa forma a ajudinha no destino, que você deu ao colocar Clara no seu lugar aquela noite, mais de qualquer maneira não lhe dá o direito.
Sô: De assegurar a felicidade dela, Clara é mais inocente do que o Gabriel Marina, é incapaz de ver que vai ser motivo de chacota se alguém descobrir que Elisa está grávida de um filho seu, Não sabia né, pois é o comentário das secretárias do segundo andar da Meirelles… E até chegar na Venturini não vai se demorar, e a tola da Clara vai se passar por ridícula, por uma esposa que mal pode segurar…. – Se calou bufando. Sô qual é Marina, sabemos bem do tipo de mulher que gosta, bastou Clara ser bem de vida e não necessitar do dinheiro, que você a trocou por uma ralé em dois instantes, é disso que você gosta ? Transformar vagabundas em damas?
Mari: Clara não era uma vagabunda, e acredito que você também não.
Sô: Me poupe, sabia o que fazíamos Marina, tanto que pediu que engravidase na primeira oportunidade, o que deseja é que Clara fique dependente e presa na barra da sua calça até quando você se cans.
Mari: Orgulho ferido Sophia.
Sô: De maneira nenhuma moça…Além do mais se eu fosse a sua mulher eu a manteria bem presa na minha cama, não se lembra ? – Marina se levantou bufando.
Mari: Não me venha com essas Sophia, Clara não apreciaria saber que sua melhor amiga já fez de tudo pra dormir com sua esposa.
Sô: Assim como a minha mulher, faz de tudo para dormir com a sua esposa… – Marina franziu a testa – A única coisa que não sou é estúpida Marina, se duvidar até seu filho já notou que a tia Luiza adora olhar a mamãe Clara..Seria uma troca justa não acha moça ?
Mari: Acho que está falando bosta de mais para um só dia.
Sô: Não, é meu ego e meu orgulho gritando para que você e Luiza aprendam a lição…Uma mulher ás vezes basta.
Mari: Significa que você não basta, já que sua esposa segue tão empenhada em ter a minha mulher.
Sô: Significa então que Clara não basta para você, ter outra mulher e mais meia dúzias que aquecem a sua cama quando Clara recusa a compartilha la ?
Mari: Minha mulher sempre me bastou Sophia, e todos os sentidos não só na cama.
Sô: Havia me esquecido, que o sexo, é a única coisa que mantém esse casamento de pé.
Mari: E o seu o que mantém Sophia ? Clara não tem nada a ver com o fato de sua retardada maulherzinha deseja la feito uma idiota desde do dia em que foram apresentadas…Eu cuido do que é meu.
Sô: Então tome cuidado com Júlia Marina, porque ela sim está propenso a tirar a sua jóia rara… Quanto ao que houve entre nós duas no passado, asseguro que esquecemos, foi uma tolice em um momento de raiva minha e a minha esposa correr para os braços da Clara…Não permitirei que façam chacota dela Marina…Isso não.
Mari: Fique despreocupada que Clara está a par da situação… — se sentou sem muita paciência – Quando a Luiza diga a ela que apreciei a idéia de ela apontar Elisa no jogo de futebol daquele momento, foi muito esperta.
Sô: Darei o recado…Nunca menti nem a você nem a ninguém Marina, nem até mesmo a Clara, a acho uma senhora das mulher, mais de qualquer maneira seu caráter deixa a desejar.
Mari: O seu também Sô, especialmente quando quase dormi com você em cima da cama de um hotel.
Sô: Teria sido diferente… — se levantou – Eu pagaria para ver a cara de Luiza… Afinal você duas tem algo muito incomum, o ciúmes obsessivo por suas mulheres, as amando ou não.
Mari: Eu amo a minha mulher.
Sô: Eu sei Marina… — A olhou nos olhos – Agora dá para notar…Mande um beijo para Clara e deixe outro para o Gabriel junto com o ursinho, ele aparentar estar melhor.
Mari: Serão dados…E dê o meu recado a sua mulher… — A chamou já que saia — E Sophia, aquela noite de qualquer maneira, eu não dormiria com você.
Sô: Eu sei que não dormiria, é uma cordeira na pele de loba Marina, se derrete por uma única mulher, mais tem o dom de esquentar a todas !
Mari: Não mais !
Sô: Tome cuidado com Júlia Marina… – disse antes de caminhar com elegância e sensualidade até a saída – Ela sabe sobre o passado de nós três, não deixe que Luiza descubra… – Sorriu tristemente deixando a sala, já no quarto de Gabriel Marina confessou a si mesma que havia ficado surpreso com essa conversa, qual era a de Sophia ainda não sabia,não podia negar que era uma bela mulher e que também havia dado muito de si para estar a onde estava, observou Gabriel e sorriu, estava com uma aparência melhor…Fechou os olhos apenas descansando, seu corpo inteiro doía, Clara entrou pela porta com mais alguns pertences do filho, sorriu ao ver Marina e Gabriel de olhos fechados, se aproximou do filho lhe dando um beijo na testa lhe cheirando os cabelos…Afastou-se indo de encontro a Marina, a olhou a adorava quando estava de preto, ficava mais sensual ainda… Aproximou-se um pouco mais, tentada a lhe beijar os lábios… “- Nada de fazer amor, nada de gritos ou gemidos até que você possa olhar nos meus olhos e sinta o amor e prazer que você sempre sentiu em quanto fazíamos o que quer que seja…” A certeza com que Marina dissera que lhe dissera tais palavras, não era a mesma que ela tinha em si mesma para cumpri la, tudo nela gritava por Marina, seu coração, seus lábios seus corpo sua intimidade, sentia saudades de gemidos ou gritos descontrolados que os faziam estarem tão próximas e tão fundidos como em um só corpo, levada pelo perfume natural do corpo de Marina aproximou se, e aproximou se… Até seus lábios ficarem a meio centímetro dos dela, e quando fechou os olhos pensando em recuar as mãos de Marina subiram até sua cintura,levemente a apertando, Clara abriu os olhos dando de cara com os olhos de puro ardente desejo de Marina, Santo Deus ela havia prometido… Se olharem até suas respiração começaram a se fazerem cada vez mais e mais ofegantes…Clara notou com seus seios desciam e subiam de forma descontrolada pelo pequeno decote da blusa preta que havia colocado, Marina também percebeu pela forma que mordia os lábios para se controlar… Levantou-se arrastando Clara para um pequeno espaço dentro do quarto a onde estava um armário, era parecido com um closet do qual quem estava no quarto não poderia ver quem estava naquele pequeno espaço, continuaram a se olhar, mais dessa vez Clara fechou os olhos colando seus corpos, e Marina estava encostado na parede dessa vez, morderam os lábios ao sentirem seus corpos e suas intimidades coladas, quase que fundidas pois agora Marina com uma das mãos segurava na cintura de Clara e outra nas costas chegando quase a nuca a pressionava contra seu corpo… Ela deixou a cabeça tombar.
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