Uma linda mulher

7 O noivado de mentira.


Notas iniciais
"O amor e um pingo de mel num balde de amargura" Aproveitem a leitura.

Percorreu de volta o caminho até o banheiro onde Clara tomava uma ducha quente com os cabelos presos no alto da cabeça, percorreu aquele corpo, sentiu aquele cheiro doce em sua pele…

Mari: Faça o que achar melhor Vanessa mais para a minha cama você não vai voltar…

– Voltou para a sala tirando cada peça de roupa…

Vanessa: Você já está com outra não é verdade, mais você é minha Marina e você sabe disso, somos apaixonadas uma pela outra além do mais já estou sabendo da festa da casa da sua tia Marieta, então todos esperando que você me apresente como sua noiva…

Mari: Eu nunca precisei que eles esperassem algo de mim, Vanessa qual é a tua? Foi você que quis partir, você sabe como funciona comigo Vanessa além do mais eu nunca fui e nunca vou ser uma dos seus cachorros que você liga e te atende, e quer saber vá à festa da minha tia Marieta, e querida, juro que lhe farei uma surpresa super agradável…

– Sem pensar duas vezes Marina desligou o telefone, o jogando longe…

Levou as mãos a cabeça, precisava de um banho, precisava de Clara, tirou toda a roupa e entrou no banheiro, diminuiu a intensidade da luz e Clara a mirou, ela se aproximava entrando dentro do boxe…

Sem dizer muita coisa a pegou novamente de jeito, a encostando à parede e assim permaneceu com a água caindo em seu corpo…

Ela estranhou não disse nada apenas o pegou de volta… Terminado o banho em silêncio Marina a levou para a cama, onde mais uma vez perderam o controle e o limite da razão…

Clara acordou e ela já não estava mais lá… Era tarde e sua cabeça latejava, se levantou e viu o bilhete em cima de sua cama…

Clara…

Passaremos a tarde em um torneio, compre mais vestidos…

E esteja pronta ás 16:00..

Passarei no hotel somente para pega la…

Mandei servir o café da manhã, coma, precisa de você inteira essa noite… !

Marina…

Sentiu o tão esperado frio no estomago…Mais logo gelou por um bom motivo, precisava de roupas, precisava urgentemente de roupas…

Mais se lembrou da maneira como havia sido tratada, precisava ligar pra Marina, o que vestir, sapatos, o cabelo, como fazer…

Pegou o telefone e com a ajuda da agenda e ligou para Marina, que por sinal estava o meio de uma reunião…

Mari: É bom que seja importante Clara, há um grupo de empresários esperando por mim na sala ao lado…

– Clara fez uma careta, grossa e prepotente ah! Sentiu vontade de atacar qualquer coisa na cabeça dela! Porém se acalmou…

Mari: Sabe o que é, ontem fui tentar comprar um vestido, mais em uma loja as mulheres me trataram mal e…

Mari: O que ?-seu tom era irada — Me de 20 minutos esteja pronta vamos sair…

– Nem pode se despedir, e a linha já soava que o telefone havia sido desligado…Não deu nem 20 minutos Marina já a esperava na porta do hotel…

Clara: O que você está fazendo – Disse entrou no carro incrédula – Você não estava em uma reunião e…

Mari: Nós vamos as compras – se pôs a dirigir.

Clara: O que?

Mari: Nos vamos as comprar tenho um tempo,Anda coloca o sinto..

– Clara franziu a testa, estava com os sapatos da noite anterior o vestido que estava na noite em que se conheceram mais, a diferença era que estava com uma camisa dela por cima…

Desceram do carro e Marina a pegou pela cintura indicando posse as mulheres que passavam a olhando de cima abaixo…Entraram em uma loja e o gerente logo foi atender…

Gerente: Em que posso ajudar senhorita? – Marina sorriu.

Mari: Ta vendo ela bela mulher? – Disse apontou para Clara que sorriu –– Há nessa loja algo tão belo quando ela ?

Gerente: Sim, quer Dizer não, claro que não, há coisas lindas como ela e… – Marina logo cortou o assunto.

Mari: Ta vendo seus vendedores ?– Disse o gerente respondeu que sim...

– Eu pretendo gastar uma quantia meio que absurda nessa loja se todos eles estiverem completamente voltados para tender essa mulher, minha mulher…-completou olhando nos olhos de Clara…

Gerente: Ah entendo com toda certeza senhorita Meirelles… Mary, Lilan, Sofhi, Luan, venham até aqui agora!

– Clara sorriu olhando para Marina… – A nossa bela mulher precisa de roupas…

Mari: Muitas roupas, e muita bajulação… – o gerente sorriu com os olhos brilhando, Clara se afastou e as vendedoras começavam a se aproximar com roupas, vestidos sapatos, milhares de coisas em cima de Clara que sorria perguntando a opinião de Marina, que às vezes assentia e outras fazia careta sorrindo, o que deixava Clara cada vez mas maravilhada…Alguns minutos depois o gerente se aproximou…

Gerente: Bom senhorita Meirelles, quanto exatamente absurda é a quantia que o senhorita vai gastar… ?

Mari: Chega a ser obscena… – respondeu Marina em um tom seria, o gerente quase pulou de alegria chamando mais meia dúzia de pessoas para atender Clara…

Que gargalhava e sorria no seu jeito de garota que fazia com que Marina não tirasse os olhos dela…

Estava tudo tão divertido e mágico, Clara experimentava roupas e mais roupas, desfilava sobre os saltos elegantes com seus acessórios, maravilhosos, fazia graça esbanjava sensualidade…

Gerente: Então senhorita Meirelles, como estamos nos saindo…?

Mari: Mais bajulação, muito mais atenção… – ela sorriu da careta que Clara fez para um terninho cor de abóbora em quanto tomava seu café…

Gerente: Bom senhorita Marina, eu ando acompanhando seu trabalho e…

Mari: Nela, mais bajulação nela, não em mim! – o gerente sorriu sem graça, e Marina gargalhou dizendo não com a cabeça, quando Clara colocou uma saia preta bem curta, ela sorriu franzindo a testa e ela novamente, disse que não…

Marina: Olhou o relógio, precisava sair…Olhou Clara se aproximando…

Mari: Preciso voltar, lembre se ás 16:00 divirta – se…

– Foi então que se aproximaram como se fossem dar um selinho, porém na hora se deram conta desviando e Marina a beijou em cheio no pescoço, saindo distribuindo cheques e sorrisos, ela sorriu ela era sensual, Ohh se era! Mais seus pensamentos voltaram para a porta quando Flavia entrou cumprimentando a todos…

Flavinha: Ah você por aqui…Fazendo compras? — Disse se sentou na poltrona observando Clara…

Clara: A Mari… a senhorita Meirelles acabou se sair daqui, se estivesse chegado um pouco antes encontraria comigo…

Flavia sorriu, havia visto a irmã sair…

Flavinha: Então vem, eu a ajudo escolher, com tantas roupas e bajulação você se sentirá totalmente perdida

– Clara gargalhou, saíram na loja uma hora depois, e Flavia levou Clara ao cabeleireiro, onde fez um corte diferente e um pouco mais repicado no cabelo, fez as unhas à sobrancelha, estava linda quando saiu do banheiro do local…

Maquiada de salto alto, vestia um terninho na cor lilás que combinava com sua maquiagem suave e maravilhosa, sorriu a Flavia que apenas falou algumas coisas para o cabeleireiro que retocou o cabelo de Lua, que agora estavam loiros escuros…

Flavinha: Uál, que linda mulher… – Clara deu uma voltinha e Flavia sorria, ela ainda rebolava…

– Vem vamos para a minha suíte há algumas coisas que você precisa saber desse meio maluco em vivemos…

– Clara sorriu agradecida não se reconhecendo na frente do espelho… Mexeu nos cabelos nas roupas, nas milhares de sacolas que estavam em suas mãos…

Começou a caminha do lado de Flavia, que estava com um vestido maravilhoso preto e branco e caminhava com leveza elegância…

Chegaram ao hotel… Indo direto para suíte onde Flavia ensinou a Clara os talheres, algumas maneiras de falar, como andar, que roupa vestir em determinadas ocasiões, como se maquiar delicadamente, sorrir na certa proporção…

Clara sorriu caminhando com leveza vendo seu sucesso de aprendizado refletido na gargalhada orgulhosa de Flavia…

Flavinha: A Marina vai enlouquecer…

Clara: Como? Clara não havia escutado.

Flavinha: Nada, Nada, anda vai, você está linda… E já está atrasada… – Clara se olhou mais uma vez no espelho…

Clara: Isso não faz parte do meu mundo Flavia.. São mentiras que serão reveladas no final da semana…

Flavinha: Deixa de pensar nisso, você está maravilhosa, amanhã no mesmo horário você volta e teremos mais algumas conversas, e te darei algumas dicas…

– Clara sorriu abraçando Flavia mais uma vez agradeceu saindo do lugar não sem antes colocar seu chapéu… Em um lilás um pouco mais claro…

Pegou sua bolsa, respirou fundo pegando o elevador, não era reconhecida teve consciência disso…Sorriu com satisfação quando Marina se virou ainda no telefone e a olhou de cima abaixo com seu terninho italiano cinza claro de um corte impecável, ela parou de falar no telefone, e ela sorriu com delicadeza…

Caminhado até ela sensualmente e com muita elegância…Ela desligou o telefone

Mari: Santo Deus, Você viu por aí a Clara…

– Clara não conteu sua gargalhada extravagante Marina sorriu – Ah ok já a encontrei…- Olharam-se por alguns instantes, as mãos dela procuraram a cintura de Clara, que de imediato as mãos dela alcançaram o peito dela sorriram uma a outra e as pessoas também sorriam ao vê las…

Mari: Você está deslumbrante Clara… – ela sorriu baixando os olhos para boca dela

Clara: Obrigada… – umedeceu os lábios e percebeu que ela fazia o mesmo a trazendo para cada vez mais junto ao seu corpo…

– Não faça isso… – fechou os olhos lentamente para depois abri los de novo… – Não o faça Marina…

– Resistindo a tentação ela se afastou a pegou pela cintura caminhando rumo a limusine que os aguardavam na porta do hotel…

O caminho foi um tanto silencioso, Um tanto não, bastante silencioso, Clara remexia os dedos os estralando a todo o momento, e Marina com uma tranquilidade inabalável, sua arrogância e bem estar intactos seguia olhando para fora da janela.

Clara respirou fundo quando avistaram o parque pessoas sorriam, gargalhavam próximas aos seus maridos,tomavam seus drinks, caminhavam com seus filhos, em quanto outras pessoas caminhavam a cavalo.

Olhou Marina que agora a mirava… Não disseram nada, mais antes que Clara pudesse tentar abrir a porta, o motorista se pôs a abrir, Clara sorriu descendo do carro com ajuda do mesmo…

Nesse momento foi como se um profundo silêncio se apoderasse das mulheres e homens presentes no local, ela sorriu mais uma vez ao motorista esperando que Marina descesse, e o choque foi ainda maior quando as solteironas quase entraram em pânico ao ver aquela mulher descendo do carro, Clara se virou tentando entender o porque da expressão delas, estavam surpresas e umas tanto horrorizadas…

E foi na mesma hora em que o sol bateu no rosto dela, clareando e dando brilho àqueles olhos que agora pareciam, a comer viva, Clara deu um passo para trás, e se virou vendo o sorriso sensual que Marina mesmo sem querer lançava a todas elas.

Ela mirou Clara, que agora tentava parecer o mais natural possível naquele ambiente tão diferente do seu, caminhou para o lado de Marina, e sentiu quando as mãos dela enlaçaram sua cintura de forma possessiva a trazendo para junto a seu corpo a abraçando, caminhando os lábios molhados até o pescoço de Clara chegando finalmente em seu ouvido dizendo…

Mari: Sorria Clara, as pessoas esperaram por isso desde do dia em que ouviram meu nome…

– Clara estremeceu e disse com total inocência…

Clara: Sobre o que fala ? – Ela sorriu a apertando ainda mais contra seu corpo e Clara foi obrigada a colocar as mãos no peito dela…

Mari: Falo sobre o fato de me verem enlouquecida por uma única mulher…Querida elas estão se corroendo de inveja…

– Clara mordeu os lábios, então era isso, essas eram as mulheres que almejavam Marina, tanto em sua vida como em sua cama, sem se dar conta um ciúme repentino se espalhou pelo seu corpo… puxou a dobra do blazer contra seu corpo, ela então a olhou nos olhos, seus lábios estavam próximos, quase se tocando, Clara os umedeceu, e Marina sentiu o calor percorrer seu interior parando no ponto certo de su sua feminilidade.

Mari: Não faça isso Clara, estamos em público me mataria de vergonha… – ela gargalhou com gosto arrancando a atenção de mais curiosas que não paravam de observar…

Clara: O seu problema Marina é que é tão maluca por me controlar, que esquece de controlar a si mesma… – ela levou as mãos à nuca dela, colando suas testas, ela fechou os olhos e seu coração bateu forte, uma duas vezes antes que ela se aproximasse com calma e com os lábios colados dissesse:

Mari: Seu eu beija la vai ficar pior Clara, e você sabe disso.. – ela quase soltou um gemido, suplicando para que ela o fizesse…

– Não faça assim… – agora foi vez dela de fechar os olhos e morder os lábios – não faça isso comigo..

– Clara então abriu os olhos respirando fundo, uma e duas vezes, seus lábios latejavam e seu corpo queimava por um toque dela..

Marina franziu a testa ao vê la se soltar dela, afrouxou os braços ao redor dela, e Clara sentiu as pernas bambas…

– A Noite você vai pagar por isso, e como vai… – Clara sorriu e ela sorriu de volta, se separando não notaram o quase silêncio que o local fazia…

Caminhando sem soltar a cintura de Clara foi até onde se encontrava Ana…

E os comentários recomeçaram.. assim como o barulho, parecia agora que tudo voltava como antes…

Ana: Hey moça, pensei que não viria, já sabe quem esta aqui ? Pedro e Luiza..

Mari: Eu dei um jeito para que fossem convidados.. – Disse sorriu apertando os dedos na cintura de Clara..

Ana: É por isso que amo você.. e ela quem é ? – perguntou olhando Clara de cima a baixo..

Mari: Ela, é Clara Maria Fernandes, minha…

Ana: Sua… ? Clara sorriu ,horas ela não sabia o que dizer…

Clara: Sou prima de Marina, prazer.. – Ana gargalhou alto.

Ana: Prazer… – estendeu as mãos — Então essa é a razão para a sua distração constante e a saída repentina hoje no meio de uma reunião importantíssima…você precisava dar de comer para sua prima não é Mari..

– Ana gargalhou, e Clara sorriu e Marina se pôs séria… Ana apenas olhou Clara novamente de cima abaixo… sacudiu a cabeça olhando para Marina..

Ana: Estou e vendo ali o secretário da Marinha vou fazer novos contatos, não desapareça por favor Marina, temos muito o que fazer aqui…

– Marina não respondeu apenas ficou parada, nesse mesmo segundo, algumas mulheres e seus maridos os vieram cumprimentar e agora foi à vez de Clara se aproximar , pousando uma mão sobre o ombro de Marina, em quanto à outra mantinha em sua cintura…

Júlia: Então quer dizer que você é a famosa Vanessa ?

A imaginava uma ruiva e muito mais alta querida.. – as outras mulheres riram com simpatia…

Sonia: Anunciará o noivado ainda nessa semana Marina ? Fiquei sabendo que sua tia Marieta irá morrer se não o fizer…

Júlia: Vanessa Querida gostaria de dar uma volta conosco ?

– Clara olhou Marina, então havia outra mulher, sua noiva ainda por cima…

Sentiu-se tentada a dizer que não era Vanessa mais sim uma prostituta que dormiria com ela até o final da semana por 3 mil reais, e pelo modo que ela apertou contra si, Clara chegou a pensar que ela podia ler seus pensamentos…

Mari: Mais quanta indelicadeza Júlia,essa não é Vanessa querida, é Clara minha noiva… – Clara quase se pôs a engasgar…sua o que?

Júlia: Oh… — a loira alta levou as mãos a boca – Eu sinto muito Mari, pensei que ela .. é quer dizer Vanessa e você estavam…

Mari: Exatamente estávamos, agora minha paixão é um anel de noivado é dedicada especialmente a ela …

Mari: Querida não irá se apresentar ? – Clara saiu de seu transe, engolindo seco, se sentia enjoada… olhou pra as suas mulheres fúteis a sua frente..Sorriu como elas as cumprimentando com um beijo no rosto…

Clara: Clara Maria Fernandes… encantada…

Júlia: Sou Júlia.

Sonia: Sou Sonia prazer… – Então sentiu que Marina a soltava,a deixaria sozinha ali com aquelas mulheres?

Mari: Preciso ir trabalhar Clara.. divirta se…

Clara: Não Marina…

Júlia: E nem eu, sabe Clara jamais imaginávamos que Marina um dia se casaria, você sabe a fama que ela tem…

Sonia: Deixe disso, Júlia mais tudo isso o que falam.. – engasgou – Sobre ela… è você sabe… sobre ela na cama…

– Clara sorriu se era jogo que ela queria, ela jogaria como uma profissional..

Clara: Não se sinta inibida querida… – disse irônica sem que as futilidades em pessoas percebessem…

Júlia: Ela é tão boa quanto falam ? – Clara sorriu sensualmente…

Clara: Insaciável…é um tanto há mais do que me falam, sexo sempre foi tudo entre nós… e ela a faz como ninguém..

– Júlia e Sonia se colocaram a gargalhar muito mais a vontade, Clara sorriu se virando encontrando o olhar em cheio de Marina…ela sorria também ela lhe mandou um beijo e uma piscada, e ela fez um gesto com sua própria mão, como mostrando algo em seu dedo..

Porém Clara percebeu que não era sobre o dedo dela que ela falava mais sim sobre o seu, que agora continha um anel de diamante maravilhoso e mais brilhante do que qualquer outra coisa que havia visto, engasgou com a própria saliva, como havia ido parar aquele caro anel no seu dedo…

Ela era perfeita… tão brilhante como os olhos dela na certa estariam agora, suas bochechas se avermelharam…

Notas finais
Oi pessoas lindas!! Novamente quero agradecer pelos comentários.