Uma linda mulher
34 Linha dura
Notas iniciais
Clara dirigiu em quanto o sol nascia, estava preocupada com Gabriel, endireitou os cabelos passando as mãos pelo rosto quando parou na garagem de casa, tirou o lápis borrado, desceu do carro colocando o agasalho de Marina, abriu a porta com cuidado sem fazer muito barulho ainda era cedo, mas certamente Marina acordaria em pouco tempo, subindo até seu quarto, estranhou que sua camisola estivesse no chão, se despiu não fazendo nenhum barulho, colocou sua camisola, se deitando na cama, afastando os cobertores com cuidado , se cobriu fechando os olhos, Marina com os olhos abertos, virada de costas para Clara, observava atento a cada movimento da esposa pelo quarto, Clara fazia o máximo para não se encostar em Marina, havia seriamente pensado em viajar para Madrid em quanto ela chegava, mais tinha planos tinha outros planos.
Mari: Karla está melhor ? – Clara se arrepiou dos pés a cabeça, tomando um susto que mal conseguiu disfarçar, ela estava acordada ?
Clara: Sim, está melhor… – respondeu com a voz baixa e disfarçada.
Mari: O que ela tinha ?
Clara: Um problema pessoal Marina, me fez prometer que eu não diria a ninguém… – ela fechou os olhos sentindo a primeira facada nas costas.
Mari: Um problema pessoal?
Clara: Sim, um problema pessoal… – Se assustou ainda mais quando ela se virou a pegando de jeito, ficando assim por cima de Clara, com seus corpos colados, Clara mal pode respirar, seus rostos estavam tão colados, podia sentir a batida do coração de Marina, batia lento, com alguém que morria aos poucos.
Clara: Estou morrendo de cansaço Marina, terei que acordar em poucas horas, e você em apenas minutos estará de pé. – Respondeu de forma tão ignorante e seca, que se acalmou, “Clara, Marina não pode desconfiar de nada” – Marina engoliu seco, controlando seu interior que gritava para que ela gritasse e dissesse a Clara que não estava na casa de Karla mais sim com Sophia fazendo o que? Em quanto Clara lutava com seu interior, para que não tirasse a camisola, lhe arrancasse aquela roupa e se entregasse como uma tola para a mulher que já possuía outra mulher, se lembrou de Elisa, se lembrou do exame, da gravidez, se afastou ainda mais encolhendo seu corpo.
Marina se virou saindo da cama com pressa, entrou no banheiro tomando um ducha, sua cabeça fervilhava, mas entre as veias de seu corpo sentiu uma antiga dor voltar em seu peito foi quando sua mãe faleceu e agora com Clara...... pulsava-lhe o sangue, e ela chamava, chamava para que Marina erguesse a cabeça e pegasse tudo o que lhe pertencia, e isso incluía completamente a sua mulher, Clara… Saindo do banheiro já vestida, ao vê la novamente com os cabelos na bagunça em que estavam, espalhados pelo lençol branco como ficavam quando ela acabava de possui la seu sangue ferveu, e ferveu de maneira quase incontrolável, deu um beijo em Gabriel pegando sua pasta, sentou-se na mesa pegando seu notebook, discou o código de segurança do programa das empresas , digitou alguns números e letras, e rapidamente a foto de Sophia, junto com todos seus dados apareceram ao lado, pegou o endereço o anotando em algum lugar, com seu porte arrogante virial e atraente, colocou seus óculos escuros que contrastavam com o seu terninho de linho azul quase claro, arrancou, chegando ao seu ponto de encontro estacionou na frente de um edifício luxuoso.
Sophia: Bom dia para a senhora também senhora Meirelles, a que devo a honra da sua ilustre visita ? – Marina sorriu sarcasticamente tirando os óculos.
Mari: Sophia não tenta colocar minha mulher contra mim eu sei que ontem ela veio te procurar.
Sophia: Clara só queria desabafar.
Mari: Eu sei que você não gosta de mim Sophia,desde daquela nossa última conversa.
Sophia: Nem me lembro mais disso Marina, muitas coisas mudaram.
Mari: Porque o que é meu Sophia sempre será única e exclusivamente meu, e acredite que Clara veio te procurar por culpa minha. E talvez seja por isso que você ainda esteja de pé, e inteira na minha frente… – completou em quanto tomava o rumo até a porta.
Sophia: Você enlouqueceu Marina Clara é minha amiga.Marina mais sei que você influencia ela a acabar com nosso casamento e ficar com outra.
Mari: E se Clara já não a amasse mais, bateu com força no volante dizendo um palavrão, teria Clara de volta, nem que isso custasse que toda a verdade fosse dita, Marina precisava dela, de seu corpo, do seu calor amor e carinho, precisava senti la sua, completamente sua novamente…pegou o telefone novamente, discando o número da recepção, onde certamente Karla atenderia.
Karla: Sim senhora Meirelles..
Mari: Karla me faça um favor, Diga para a minha mulher que a espero ás 19:00 no estacionamento da Venturini.
Karla: Mais senhora Meirelles a Senhora Clara.
Mari: Só faça por favor o que eu digo Karla, e avise que eu ficaria seriamente zangada se tivesse que ir até a sala dela para busca la, com vontade ou sem vontade… –Dito isso agradeceu e desligou o telefone novamente, estacionando na frente da Empresa Meirelles, Deus queira que tudo desse certo…… Desceu do carro pegando sua pasta do seu lado, cumprimentou formalmente os funcionários subindo direto para sua sala no último andar, tirou o blazer e o, óculos escuro, sentou se a mesa recomeçando sua rotina, só que dessa vez com uma grande diferença, seus pensamentos estavam bem longes dos negócios.
Clara: Após deixar tudo pronto em casa, dirigindo o carro Clara olhou pelo retrovisor Gabriel, do qual não havia trocado quase nenhuma palavra com a mãe, o olhou mais profundamente, estava cada vez mais parecido com Marina, mordeu os lábios franzindo a testa..
Clara: Há algo errado querido ? – Gabriel continuou fitando a janela, não se dando o trabalho de responder a.
Clara: Filho estou falando com você.
Gabriel: Não quero conversar com você mamãe, tive pesadelos e você não estava comigo, ninguém estava comigo.
Clara: Ohh Gabriel, não fale assim, precisei sair querido, te deixei dormindo junto com a sua mãe… – Respondeu com a voz terna e carinhosa.
Gabriel: mamãe Mari não estava dormindo, mamãe não dormiu a noite inteira esperando por você, acordei ela estava lá em baixo… – Clara franziu a testa achando estranho, ela estava profundamente adormecida quando Clara saiu, derepente seus estomago gelou, e seus dedos deram uma leve tremida.
Clara: Me desculpe certo ? Não foi a minha intenção abandonar você, apenas precisei sair, Gabriel ? – Encostou o carro no portão da escola – Você me desculpa, prometo que nunca mais sairei do seu lado quando tiver pesadelos.
Gabriel: Só se você prometer que também não sairá do lado do mamãe Mari quando ela tiver pesadelos.
Clara: Sua mãe é grande e não tem pesadelos – respondeu controlando a raiva na voz.
Gabriel: mamãe tem sim pesadelos, e ligou para você, porque o telefone estava fora do gancho jogado no chão quando eu desci para falar com ela… – Clara franziu ainda mais as sobrancelhas, seria para Elisa que Marina teria ligado àquela hora da madrugada, olhou seu celular e não havia nenhuma chamada perdida…Clara respirou fundo voltando atenção para frente.
Clara: Quando chegarmos conversarmos.
Gabriel: Vou para a casa da vovó Marieta hoje, amanhã não tenho aula esqueceu ?
Clara: Esqueci… – Fechou os olhos – Desculpe, então te busco para te levar até a vovó Marieta.
Gabriel: A vovó vai me buscar… Xau mãe… – desceu do carro caminhando de cabeça baixa até o portão da escola para entrar caminhando entre os alunos, Clara ficou o observando por um bom tempo, raramente Gabriel acordava a noite, Droga, droga de casamento, arrancou chegando por fim na Venturini, subiu direto com a expressão pensativa, Gabriel não sai de sua cabeça cumprimentou Karla.
Clara: Bom Dia Karla.
Karla: Bom dia Dona Clara, Ah sua esposa ligou.
Clara: Diga que jantar é… – não conseguiu completar.
Karla: Ela disse para senhora se encontrar com ela no estacionamento ás 19:00…
Clara: Tenho outros compromissos hoje, ligue e cancele Karla por favor.
Karla: É… – quase gaguejou – Senhora, ela disse que ficaria seriamente zangada se tivesse que subir aqui e te pegar com a sua vontade ou contra a sua vontade… – Karla parecia totalmente constrangida, e Clara se colocava vermelha de raiva como um pimentão.
Clara: Filha da mãe arrogante… – levou a mão a pouca deixando transparecer que seus pensamentos não deviam ser ouvidos, Karla arregalou ainda mais os olhos se sentando em sua mesa… – Me ligue na Meirelles em 5 segundos Karla, por favor…
– Clara entrou rasgando na sua sala jogou com violência sua bolsa na mesa, sentando se em sua cadeira, em poucos segundos a secretária de Marina havia atendido.
Merie: A senhora Meirelles está tratando de um assunto importante pediu para não ser incomodada, quer deixar recado senhora ?
Clara: Marie é o seu nome não é ? – perguntou cheia de fúria – Então me faça um favor Marie, diga a senhora Meirelles que é Clara Meirelles no telefone, a esposa dela, garanto que Marina atenderá, especialmente se a senhora deixar bem claro que estou de péssimo humor para gracinhas essa manhã.
Marie: Um segundo senhora Meirelles – Sussurrou assustada a secretária, Clara sorriu de nervoso e incredulidade, porque ainda estava casada com essa.
Mari: Estou ocupada Clara.
Clara: Sério que você está ocupada ? Então deixe me te dizer algo rápido que não ocupará mais de alguns segundos, tenho compromisso hoje a noite com a Karla, não poderei sair compreende ?
Mari: Não, não compreendo, e quer saber você também não vai sair com a “ Karla”.
Clara: Desculpe me mais acho que não entendi.
Mari: Não Clara, você entendeu, ás 19:00 em ponto eu estou esperando você na porcaria do estacionamento da Venturini, fugir da minha cama é uma coisa, mais fugir de mim é outra bem diferente.
Clara: Sua maldita arrogante.
Mari: Ótimo, voltamos aos insultos, esse é o nosso casamento, belo e maravilhoso do sábado da festa da Flavinha.
Clara: Eu não vou dormir com você.
Mari: Eu não estou pedindo que o faça ou estou ? Estou apenas dizendo que passo para te pegar as 19:00 e nada mais… – Clara bateu os pés atacando de raiva uma caneta longe, sua vontade era navegar pelo fio do telefone até encontrar a cara arrogante de Marina e lhe meter uma enorme bofetada…
Clara: Eu não sou a sua amante Marina, que você manda e desmanda quando sente vontade… – o silêncio se fez presente, Clara sorriu vitoriosa com os lábios trêmulos havia acabado com ela.
Mari: Ás 19:00 Clara, e não me faça esperar… – Marina desligou o telefone segurando a respiração, Santo Deus estava uma pilha de nervos, fitou o homem sentado a sua frente com um olhar quem poderia chegar até a matar… – Se você não fosse o marido da minha irmã Robert , eu juro por todos os Santos que te mataria… – Robert se levantou caminhando sem emitir nenhuma palavra ou emoção..
Robert: Você entrou nessa porque quis Marina, eu diria a Flavinha assim que acabou, sua irmã não é tão fraca quanto parece.
Mari: Mais a minha mulher é, fraca mais não burra a ponto de não notar que há algo errado.
Robert: Você tem grande parcela de culpa nisso Marina não se faça de vitima , depois que você me apresentou ela quando era sua secretária e começamos a conversar e Elisa estava triste e me contou porque seu pai tinha falecido. Ela foi chorar nos meus braços, não sinto nada por ela, eu amo a sua irmã e você sabe disso.
Mari: Ela está grávida Robert é minha amiga e me pediu ajuda. É melhor mesmo que você entenda Robert… Concerte os seus erros e diga a verdade para a minha irmã por si próprio Robert, ou eu mesma farei, e não será de maneira agradável para a sua situação… – Robert assentiu, saindo da sala, Marina se sentou levando as mãos na cabeça. O dia se passou com tanta rapidez e preocupação, que se controlou para manter o que tinha em mente. Eram 19:10, fechou os olhos apreensivos e quanto se preparava para subir, ouviu o barulho de salto, a porta se abriu, Clara entrou e a bateu com grande força, socando a pasta no banco de trás junto com sua bolsa, a mirou com a expressão de que Marina passaria por qualquer coisa para não ver.
Clara: Ok… – assentiu nervosa – Eu estou aqui, agora diga ? – Marina subiu os vidros fumes do carro, ligando o ar condicionado.
Mari: Se eu não fizesse desse jeito você não iria falar comigo.
Clara: Do que você está falando ? Você é minha esposa, mora na mesma casa que eu, eu converso com você todos os dias.
Mari: Pare de mentir, para, para Clara, me diga razões, estávamos perfeitamente bem a alguns dias atrás, o que aconteceu ? Está fria como um gelo, não me olha nos olhos não dorme comigo, não fazemos amor!
Clara: Então esse é o grande problema sexo… ? — a olhou nos olhos.
Mari: Eu não faço sexo com você, eu faço amor.
Clara: Desculpe, então você faz “amor” comigo em casa e faz sexo com a Elisa fora ? – Marina se calou ficando sem palavras, o que confirmou as suspeitas de Clara que sorriu com ironia – Você poderia ser mais cuidadosa compreende ? Você alguma vez já cheirou seu blazer Marina? Cheiram a perfume, a perfume de mulher.
Mari: Eu não fiz sexo com Elisa Clara, eu nunca dormir com ela acredita em mim por favor e um casamento sem confiança não vale a pena eu te pedir para confiar em mim.
Clara: Mais é claro que você havia falado séria, onde você estava na noite anterior a essa Marina ? Porque eu liguei para a sua sala, e liguei para o porteiro, e ele disse que nenhuma alma viva havia pisado na Meirellles depois que o último funcionário saiu… ? Onde você estava na segunda feira de manhã, quando você saiu e o sol ainda nem tinha saído ? Com que você está quando viaja para Madrid Marina , em quem você pensa quando está na minha cama ? – Marina não respondeu, bateu no volante com força antes de sentir algo sendo lançado ao seu rosto – Deixa que eu responda por você, você está pedindo filhos Marina, outra mulher que não sou eu… – Clara tremeu dos pés a cabeça quando fechou a boca observando a reação de Marina ao pegar o exame de Elisa que tanto havia procurado…Clara notou que ela havia ficado pálida com os olhos sem brilho.
Mari: Você mentiu ?
Clara: O filho é seu ? – Clara a encarava com os lábios trêmulos e os olhos a ponto de estourarem em lágrimas… – Estava no bolso do seu blazer, é engraçado que eu não sabia que havia um consultório ginecológico na Meirelles já que você passa grande parte das suas noites trabalhando lá em algo importante.
Mari: Não é meu, sim Clara, Elisa está grávida , mais a criança não é minha, porque quando eu lhe disse que não dormia com ela eu dizia a verdade.
Clara: E porque você espera que eu acredite no que você me fale?
Mari: Porque você me ama… – Clara havia estado preparada para rebater, mais na ultima palavra, ela havia a desarmado.
Clara: Não esteja tão segura disso.
Mari: Você mentiu também…
Clara: O QUE?
Mari: EU ESTOU FALANDO DA SOPHIA CLARA, DA SOPHIA EU ESTOU TE FALANDO, ou você pensa que eu não notei que que você saiu de madrugada e só voltou quando estava amanhecendo? — Clara se calou mordendo, os lábios.
– Karla não está com problemas pessoais, porque liguei essa manhã perguntando se ela estava melhor.
Clara: Então sinta na sua pele, o que é sentir quando você só volta de madrugada querida. Sinta na sua pele, acordar com o seu filho tendo pesadelos e pedir pela mãe e você dizer mais uma vez que ela está trabalhando…Eu quero que você se ferre Meirelles eu quero que você se ferre transando ou não com Elisa… Porque eu estou cansada de toda essa merda de casamento… – Finalmente seus olhos deixaram escapar algumas lágrimas.
Clara: Eu ainda não te trair Marina mas fique sabendo que tive proposta mais neguei. E ontem sair para conversar com Sophia.
– Marina com os olhos arregalados e o corpo inteiro em transe a olhou nos olhos, por fim fechou os olhos sentindo a dor das palavras, essa fora a terceira facada, a realidade. Abriu a porta do carro saindo do mesmo, a bateu se encostando ao carro debruçando a cabeça nos braços.
Clara continuava na mesma posição, respirando com força tentando manter o ar em seus pulmões…Marina merecia, Clara disse a si mesma em quanto observava no relógio que ela não voltava.…“Sua maldita fraca ela merecia o que você disse agora” …. Apertou os olhos, balançando a cabeça em negativa em quando mais algumas lágrimas escorriam pelos seus olhos… Abriu a porta descendo do carro estava tudo completamente deserto.
Clara: COMO VOCÊ SABE SOBRE SOPHIA?
Mari: PORQUE A SUA ÚLTIMA LIGAÇÃO DO TELEFONE DO ESCRITÓRIO ERA PARA A Sophia.
Clara: Assim como você cheira a Elisa cada vez que me abraça… Não pensei que a minha consciência vai pesar Marina quando a vida inteira você foi pegadora. – Quase gritou ao ver como os olhos da esposa se colocavam vermelhos.
Mari: Entra no carro, Mais entra agora Clara…– Marina fechou os olhos ouvindo as palavras dela ecoarem, uma e duas vezes mais, em seu ouvido, sem parar, era insuportável… Sentou se no banco do Motorista em quanto Clara se sentou novamente com os dedos trêmulos do lado dela, olhando firmemente para frente, sem emitir nenhuma emoção em sua face, Marina botou as mãos no volante se inclinando para frente, o apertou com força fechando os olhos em quanto começava a falar.
Mari: Elisa está grávida de Robert… – Clara arregalou os olhos agora sim emitindo incredulidade olhando apavorada para Marina… – Robert teve um caso curto com Elisa durante alguns meses, eu descobri, e ele pediu que eu guardasse segredo até que ele resolvesse tudo e dissesse a minha irmã… – Clara pensou que havia parado de respirar estaria Marina mentindo dessa maneira para salvar a própria pele ?
Clara: Eu não.
Marina Eu e Elisa nos conhecemos antes, e se tornando minha colega de trabalho as vezes ela e eu conversávamos sobre tudo e com tempo ela se tornou minha amiga. Engoliu seco apertando ainda mais forte o volante. Elisa se tornou uma grande amiga, a minha melhor amiga… – Clara fechou os olhos com a intensidade da qual Marina falava da mulher – Ela e Robert se conheceram em um dos coquitéis, Flavia estava viajando a mais de 1 semana, e o idiota se deixou levar , Elisa se apaixonou e os dois começaram a ser ver com mais intensidade quando Flavinha viajava, então Robert teve o famoso peso de consciência e deixou tudo, para realmente, retomar o casamento com a minha irmã, não duvido que ele a ame…
– Clara permanecia estática, a olhando nos olhos com os lábios trêmulos e a testa franzida… – O filho é de Robert, na última das vezes que dormiram juntos não se protegeu…Elisa está perdida e não sabe o que faz, está apaixonada, e a única pessoa com quem podia contar era eu, seu amiga, sua melhor amiga....Descobri por um acaso, quando entrei na sala de Robert ele e Elisa estavam juntos, ele me suplicou para que não acabasse com o seu casamento, e não dissesse nada a Flavinha, seria pior se eu o fizesse, se eu contasse invés dele…Eu escutei, e dei uma data para que ele se resolvesse… Mais, Elisa ficou grávida e tudo se complicou…Isso acabaria com a minha irmã, o casamento dela tudo…
Clara: Então você preferiu acabar com o nosso.
Mari: Clara… – Clara levou as mãos à cabeça enxugando o rosto molhado… – Eu fiz uma escolha, não pensei que tudo iria desabar do jeito que havia desabado, Droga, Gabriel havia ficado doente, nós estávamos afastada por causa das minhas viagens.
Clara: levantou a cabeça a mirando com um desprezo que Marna pensou que seu peito se abriria e seu coração sozinho saltaria para fora. Clara você nunca pode, você nunca pode, você acabou com o nosso casamento, por pensar que eu não compreenderia, não ajudaria a você, não ajudaria a Flavinha ?
Mari: Clara, entenda, eu não podia.
Clara: MAIS HÁ ALGO ERRADO ENTÃO MARINA, PORQUE VOCÊ CHEIRA A ELISA SABIA, AS SUAS ROUPAS CHEIRAM A ELA… – Por fim se descontrolou — OU VOCÊ E ROBERT COMPARTILHAM A MESMA CAMA COM A MESMA MULHER OU ALGO ESTÁ ERRADO.
Mari: EU ESTAVA A AJUDANDO, ELISA E ELA NERVOSA E CHORANDO ME ABRAÇOU E EU NÃO TEM NINGUEM CLARA.
Clara: EU QUERO QUE SE FODA A ELISA OU VOCÊ, MENTIROSA, MALDITA MENTIROSA, E EU ME MATANDO E PENSANDO CADA VEZ QUE PENSAVA QUE VOCÊ ESTAVA NA CAMA DE OUTRA.
Mari: Eu vim para conversar não para discutir… Fugiu do meu controle. E não podia deixar com que a minha irmã sofresse, mais nós voltamos naquela madrugada, nos amamos e tudo parecia voltar ao normal, Clara eu nunca estive com ela na minha cama, Robert me disse que ela precisava de consolo,de consolo por ele ter a deixado… No final e acabei a consolando, ela está apaixonada.
Clara: AGORA ME RESPONDA AONDE ENTRA EU E O SEU FILHO NESSA HISTÓRIA, ONDE ENTRA A MULHER DA SUA VIDA QUE VOCÊ TANTO AMA ? Você não se questionou uma única vez sobre o que nós pensássemos sobre isso? MAIS TUDO O QUE EU SEMPRE TE PEDI FOI A VERDADE, A VERDADE… EU NUNCA MENDIGUEI A PORCARIA DO SEU AMOR, EU NUNCA PEDI NADA ALÉM DO QUE VOCÊ PODIA ME OFERECER, NADA MARINA… NEM O SEU AMOR.
Mari: VOCÊ ESTÁ SENDO.
Clara: MALUCA, SIM EU ESTOU MALUCA, PORQUE VOCÊ MENTE COM A MAIOR NATURALIDADE MARINA A QUANTO TEMPO 3, 4, 5 MESES ? Dentro de mim você mente, porque fora seria diferente.
Mari: CALA A BOCA CLARA… EU.
Clara: VOCÊ NADA MARINA… EU TERIA TE AJUDADO, eu teria me importado…PORQUE EU NÃO ERA PRESENTE NA SUA VIDA, EU NÃO ERA PRESENTE NA SUA CAMA. Clara O ERRO TAMBÉM FOI MEU, MAIS NÓS CONVERSAMOS MARINA, CONVERSAMOS SOBRE TUDO E TODOS…Eu te perguntei se havia algo mais, eu me comprometi a salvar o pouco que restava…Eu amava você, droga… – Levou as mãos no rosto deixando o choro tomar conta de sua essência, marina com os olhos arregalados e com a respiração ofegante a olhava…
Clara: DROGA, DROGA, DROGA MARINA… VOCÊ DISSE QUE IRIA SER DIFERENTE AGORA E GENTE SEMPRE IA FALAR O QUE ESTAVA ACONTENDO UMA PARA A OUTRA, E VOCÊ DISSE QUE ME AMAVA.
Mari: EU AMO VOCÊ… EM NENHUM MOMENTO EU TE MENTI QUANDO DISSE QUE TE AMAVA.
Clara: Mais é claro que não.. – A olhou novamente com os olhos vermelhos e o corpo inquieta de desgosto – É claro que você nunca mentiu sobre isso.
Mari: Eu fiquei com medo que você não entendesse me desculpa eu estava enganada e é casamento minha irmã que está em jogo. Marina, Clara preste atenção, presta atenção pelo amor de Deus.
Clara: Nesse momento eu estou pouco me ferrando …SEMPRE FOI MUITO MAIS FÁCIL RESOLVER NOSSAS DIFERENÇAS NA CAMA, ONDE ERAM SÓ GEMIDOS E NÃO PERGUNTAS.
Mari: VOCÊ ESTÁ ME MACHUCANDO.
Clara: NÃO ME DIGA…. — Ela segurou o choro ao ver que Marina chorava – AGORA VOCÊ CHORA ? VAMOS MACHONA, OLHA PARA MIM ENCARA A SUA MULHER… E DEPOIS DIGA A ELA QUE VOCÊ MENTIU E A FEZ ACREDITAR QUE ERA UMA BOSTA COMO ESPOSA POR ACREDITAR QUE VOCÊ DORMIA COM ELISA PRIMEIRO PARA DEPOIS DORMIR COM ELA, DIGA QUE VOCÊ É UMA BOSTA E NÃO ELA.
Clara: Engasgou com o choro jogando os cabelos para trás… – Eu me sentia a outra…Naquele Domingo no clube eu tentei ser compreensiva, imaginar porque minha esposa estava conversando em públiCo com a ex-secretária, mais eu disse — “NÃO CLARA, ELA DEVE ESTAR MAGOADA” – “NÃO CLARA, É SÓ MAGINAÇÃO DA SUA CABEÇA”
Mari: ME DESCULPE… DESCULPE-ME
Clara: FIM DA LINHA “BAYBE” Diga a verdade para sua irmã, antes que o casamento dela acabe como o nosso, cheio de mentiras e traições… Flavinha não merece isso Marina, ela é boa..Ela é digna, é sua irmã, não minta para ela…
Mari: O que você está fazendo ? – Franziu a testa como uma criança indefesa em quanto algumas lágrimas molhavam seu rosto –Você está me deixando ? — Clara virou para a janela abrindo a porta saindo — MARINA em pleno e alto desespero fez o mesmo correndo atrás dela a pegando pelos braços… –NÃO, CLARA NÃO, O QUE VOCÊ QUISER QUE EU FAÇA, EU FAÇO, QUALQUER COISA, EU…EU NÃO SEI VIVER SEM VOCÊ, EU, O MEU FILHO, O NOSSO FILHO… Clara eu… – Olhou nos olhos dela e sentiu seu coração dar um salto.Eu sei que Júlia está tentando conquistar você. JÚLIA? – o queixo tremulo denunciou que mais uma lágrima cairia, e Marina tombou a cabeça a olhando com ternura -Não, não corra para ela… Júlia sabe sobre nós, Júlia sabe sobre o nosso passado… CLARA ?
Clara: Eu sei sobre o que ela sabe Marina.
Clara: Mordeu os lábios tentando conter o pranto – Também sou presidente da Venturini se lembra, tudo o que passa pelas suas mãos passam automaticamente pelas minhas.
Mari: Se você sabe, porque está partindo para ela.
Clara: Porque você não tolera que eu te deixe por outra mulher, e eu preciso te machucar como você quase me matou agora pouco.
Mari: Não fala isso, não faça isso… – A segurou com mais força aproximando seus corpos.
Clara: Eu sempre ouvi você dizer, a qualquer um a quem eu pertencia, que eu era a sua mulher.
Mari: FAÇA AMOR COMIGO,FAÇA AMOR COMIGO CLARA, E ESQUEÇA DISSO, ESQUEÇA DA JÚLIA VEM VAMOS… – Clara apertou os olhos notando que o desespero de Marina era tanto que recorreu a única coisa que as mantinham juntas.
Clara: Acabou Marina… Não dá mais querida… – Naquele instante sentiu a imensa vontade de toca la, se aproximou – A sensação do meu amor por você, e o êxtase do seu corpo unido ao meu corpo é único… – franziu a testa fechando os olhos – Que mulher precisa de outra pessoa em sua cama quando se tem você Marina?
Mari: Você… – baixou a cabeça derrotada, mordendo os lábios.
Clara: Não… – Sorriu de amargura e tristeza – Eu preciso de outra mulher, não de outro alguém.
Mari: Eu sou a sua mulher…Clara eu sempre fui… – Clara fechou os olhos não aguentando desabou em lágrimas, Marina se aproximou a abraçando com força, em quanto junto a ela fazia o mesmo, chorava… — Fim da linha “baybe” ela havia dito… Mergulhou suas mãos nos cabelos castanhos quentes e sedoso, e apertou os olhos ao mergulhar o rosto em seu pescoço, sentindo seu cheiro próprio particular e único… E o que houve depois o surpreendeu de uma forma tão descontrolada, que quando Clara uniu seus lábios em um beijo desesperado, sofrido, e Marina a pegou com mais força pela cintura respondendo a altura, o gosto de lágrimas com o sabor suave de mel dos lábios doces de Clara a fez delirar e querer mais e mais por aquilo, pareciam duas malucas percorrendo o estacionamento se devorando por fim o elevador privado que dava na sala de Clara.
Chegou, Marina a empurrou e a porta se fechou em quanto seus lábios voltavam a se delirar, Clara apertou o botão vermelho, o que fez com que o elevador parasse, sem tempo para miradas ou coisa e tal, Clara subiu a perna direita ao redor da cintura de Marina, em quanto Marina descia as mãos pelo seu corpo, de cima abaixo, seus corpo se esfregavam antecipando o movimento de união, suas bocas vermelhas e inchadas diziam mais do que qualquer palavra, Marina mordeu os lábios, ao sentir o hálito quente de Clara em seu pescoço, e as mãos pequenas lhe puxarem os cabelos de forma selvagem e prazerosa, Santo Deus Ela era de Marina, pertencia a ela, e jamais nenhuma mulher poderia mudar isso, se beijaram mais uma vez em quanto Clara lhe arrancava o blazer lhe arranhando agora o pescoço, Marina gemeu alto, lhe dando um puxão de forma que seus seios se chocassem com seus seios, Clara arqueou as costas recebendo beijos e lambidas quentes no pescoço…Gemeu alto ao sentir sua saia ser levantada até a altura da cintura e Marina a pressionar com força contra a parede, abriu os olhos tentando dizer que não, mais nessas alturas era impossível, seu corpo convulsionava por isso, sua alma gritava por um contato , Mariina lhe mordeu os lábios em desespero, a segurando sem machuca la pelos cabelos da nuca, em quanto corria a língua por toda boca da mesma, abria a calça de modo que apenas sua intimidade tivesse contado cru e nu com o ventre de Clara.
Clara: Não Marina eu não quero fazer amor com você porque nosso casamento acaba aqui.
Mari: Não por favor Clara, Marina a segurou pela cintura agora lhe beijando os lábios, mais até o gosto agora era diferente, estavam frios, estavam vermelhos mais frios, com mais Clara já não sentia nem ao menos seus beijos ao dela, franziu a testa continuando a olhar nos olhos.
Clara: Marina… – A chamou com sua respiração ainda um pouco ofegante,mais Marina não parava, suplicava para que Clara encontrasse o calor no corpo dela com seus olhos… Mais já era tarde, Oh Deus era tão tarde…Se isso era o única coisa que ainda as unia, havia se perdido com as mentiras e ocultação ao longo de 5 longos anos, Clara segurou o rosto de Marina com força e disse não negando com a cabeça.
Marina continuava de frente para a parede de metal do elevador, com as mãos debruçadas na mesma no alto da cabeça, apenas havia a abaixado para arrumar sua calça, os olhos estavam fechados e a respiração tão baixa que chegou a se perguntar se ainda respirava… Clara apertou o botão vermelho e o elevador voltou para o térreo, Marina não havia a mirado nenhuma só vez, continuava lá daquela mesma maneira… Clara se aproximou para tocar as costas dela, mais sua mão rapidamente se gelou, a abaixou e caminhou para fora do elevador até seu carro aonde pisou e arrancou.
Quantas vezes o elevador já havia aberto e fechado Marina não tinha a menor idéia… Fazia talvez uma hora que estava ali de pé, no mesmo lugar, esperando que Clara voltasse lhe tocasse as costas e lhe pedisse amor novamente, mais o vento gelado em seu rosto e em seu corpo inteiro,lhe deu a certeza que isso não aconteceria…Abriu os olhos vermelhos mirando finalmente a sua volta…Tudo em um vasto vazio e silêncio…Finalmente se virou caminhando até o carro no qual se sentou olhando para o banco ao seu lado, poderia Marina desistir ou viver sem Clara um só minuto da sua vida ? O vento soprava denunciando a noite fria, seus dedos tremiam no volante e suas pernas bambas tentavam encontrar o acelerador, engoliu a saliva sentindo o cheiro de Clara a impregnado em seu corpo, essas eram as consequências? De tudo o que ela havia feito no inicio para conseguir aquela mulher ? Era o que ela deveria pagar por querer Clara de maneira tão obsessiva, “Fim da linha Baybe “ mais uma vez martelou em sua cabeça, ouviu a distância seu celular tocar, seria bobagem, seria incapaz de estender suas mãos frias até o aparelho, fechou os olhose ao os abrir olhando no banco ao seu lado novamente, e grossa aliança dourada estava lá, a um passo de se perder, seu coração bateu forte com o desafio, ela tinha dona e voltaria para o dedo de Clara custe o que custar…Clara era de Marina, pertencia a ela e voltaria para ela.
Clara estacionou o carro no portão de entrada da casa, respirou fundo olhando para a mesma, alguma vez havia se sentido realmente em casa ? Olhou para seu lado no banco, seu celular tocava, era Júlia, deixou tocar e tocar até que o mesmo parou, desceu do carro, seria sensato que pegasse suas coisas ? Que saísse e fosse de encontro a sua mãe pegasse seu filho e escapasse pela primeira brecha ? Egoísta, chamou a si mesma, Marina e Gabriel seriam incapazes de viver sem um ao outro, mais não poderiam continuar dividindo a mesma casa e o mesmo quarto fingindo ao filho que suas mães faziam parte de um conto onde tudo e todos eram felizes, Gabriel era grande definiu Clara, ele entenderá ! Saiu do carro sem o estacionar para dentro de casa, subiu com rapidez as escadas e deixou para ver os recados da secretária eletrônica quando desce, Marina não voltaria para casa, ela tinha certeza disso…Sentou se no sofá bebendo um cálice de vinho sentiu os olhos avermelhados e ardentes, olhou o telefone precisava ligar para Gabriel, lhe dizer boa noite, mais o cansaço falou de maneira tão alta que seus olhos automaticamente se fecharam, e Clara apenas encostou a cabeça no respaldo do sofá.
Quando abriu os olhos o relógio marcava quase 8 da manhã, estava muito mais que atrasada, ás 8 costumava estar na empresa, pegou o telefone discando para Karla em quanto subiu caminhando direto para o seu guarda roupa, tirando o primeiro terninho que viu pela frente escutou pela décima vez o telefone apitar.
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