Notas iniciais
"Essa sedução que você exerce sobre as pessoas, quem te conhece não te esquece nunca mais" Ei gente, boa leitura!

Clara: Um minuto Karla esqueci de ver os recados… – Voltou para a base do telefone apertando o botão da secretária eletrônica.

Marieta: Clara, aqui é Marieta ? Onde você e Marina estão ? – Ela parecia preocupada Clara franziu a testa – Há horas estou tentando te ligar, Gabriel não está bem, está com febre alta, vomitando sem parar o corpo dói e está tendo caláfrios, já liguei para Flavinha, ela disse que não atendiam o celular, me ligue o mais rápido que puder, se ele não melhorar e nenhuma de você duas ligarem irei ao pronto socorro… Marieta ! — Clara arregalou os olhos sentindo seu corpo mais uma vez tremulo, desligou o telefone sem se despedir de karla, subiu de volta a quarto botando uma calça jeans e uma camiseta preta, a primeira roupa que viu pela frente, com os cabelos soltos mesmos e quase sem nenhuma maquiagem, escovou os dentes colocando os tênis, pegou sua bolsa as chaves e o celular desceu e quase havia se esquecido de trancar a porta de tanto que havia corrido, arrancou marcando o asfalto com o queimar dos pneus… Chegando na casa de Marieta, estacionou dentro da casa deixando as portas do carro abertas, seu peito apertava Oh ela havia pressentido, porque não havia ligado ? Entrou batendo a porta subiu com pressa as escadas, e Marieta andava de uma lado para o outro e com médico no quarto.

Clara: Marieta ? – chamou Clara, com os olhos procurando por Gabriel que estava deitado na cama, ele suava e estava pálido.. – Santo Deus o que está acontecendo ? – largou a bolsa no chão se aproximando da cama, sentou se passando as mãos pelo rosto de puro suor frio do filho, olhou para o médico, estava desesperada… – O que houve Marieta ? O que ele tem… – Olhou novamente para Gabriel – Filho, acorda querido, é a mamãe…Gabriel, filho abra os olhinhos para mim ? – Ele nem se mexia, Clara se levantou com o coração acelerado se aproximou de Marieta que estava também completamente assustada.

Marieta: Clara eu não sei, fui busca lo na escola e ele se queixou de dor no estomago, que não estava com fome, mesmo assim o fiz comer, ficou desanimado o resto do dia, e quando estava para cair a noite, começou a se sentir mal, liguei para vocês duas mais ninguém atendeu, Marina simplesmente desapareceu ! Não sabia o que fazer, chamei o doutor quando a febre começou a aumentar… – Clara finalmente observou o médico se aproximou o cumprimentado.

Dr Cruzes: Bom Dia Dona Clara.

Clara: O que está acontecendo, o que acha que é o que ele tem ? — Dr– Ainda não sei dizer Dona Clara, o levarei para fazer exames no hospital, os sintomas são de febre bem alta os olhos estão caidos vomita com frequência,sente dores na coluna e no pescoço, calafrios, está dormindo pelo medicamento que dei.

Clara: Mais um palpite alguma coisa, acha que é algo grave ? – estremeceu.

Dr: Sendo sincero estou preocupado, analiso desde de uma virose alta a uma meningite senhora Clara…

Clara: Meningite ? — Seus olhos tremeram olhando incrédula para Marieta que já começava a entrar em prantos… – Mais como ? Gabriel é saudável, não sai muito de casa, e… Santo Deus, eu preciso leva lo para o hospital… – Andava de um lado para o outro.

Dr: Não é esse o caso, e bactéria que causa a doença pode estar em vários lugares Senhora, restaurantes, se encontra em vários lugares, e só nesse ano houve vários casos de meningite, mais como Marieta disse se for mesmo a doença faremos o máximo para tratar com rapidez.

Clara: Não fará o máximo, farão tudo, onde é melhor Doutor, em que hospital, em que lugar ? — Se aproximava da cama, embalou Gabriel no colo o cobrindo, o pequeno tremia… – Oh Meu Deus, me ajude… – fechou os olhos, caminhando com pressa rumo a saída em quanto o médico continuava a falar.

Marieta: Doutor Cruzes foi o médico de Marina quando mais nova também pegou Meningite , Clara cadê a minha sobrinha..? – Clara beijou a cabeça de Gabriel e olhou para Marieta.

Clara: Eu não sei, sua, nós, ontem, nós… – Se calou olhando para o médico que já no celular preparava tudo o que fosse necessário… – Acabou Marieta, acabou… – Marieta franziu a testa agora sim deixando escapar uma lágrima, Clara mordeu os lábios tinha que ser forte.… Conduziu com velocidade mais cautela até o hospital Central e Particular da cidade, nervosa e ansiosa, agradeceu por todo uma equipe estar a espera de seu filho, Olhou para o Doutor Cruzes na esperança que em seu olhar fizesse o compreender, para que fizesse de tudo, de tudo.

Clara: Não exite, gaste o quanto e além do que precisar, faça qualquer coisa… – O Doutor assentiu dando instrução para as enfermeiras que agiam com cautela e responsabilidade, Clara beijou o filho com carinho na testa… E o viu se distanciar, avistou Marieta sentada na sala de espera sentou se ao lado dela ainda com o corpo trêmulo, Oh Deus como seu coração apertava…Marieta lhe apertou as mãos em sinal de consolo.

Marieta: Eu sinto Muito, querida… – Clara assentiu olhando para a imagem de Jesus no alto da parede, fechou os olhos com força, era seu pedido, seu último pedido… As horas se passaram, começou a caminhar de um lado para o outro, nada de noticias, informações, levou a mão à cabeça, latejava Oh como latejava… Sempre quando nervosa, girava a aliança, mais para o seu maior desespero ela não estava lá, olhou para o dedo sentindo seu queixo tremer, fechou os olhos e o que aconteceu a seguir parecia ser em câmera lenta, no toque do seu dedo ao lugar vazio que antes era preenchido pela aliança, seu coração deu um salto, ao ver que Marina corria para dentro do hospital, a procura de informação, discutia com algumas enfermeiras que mão sabiam dar informações, estava perdida, completamente perdida, talvez até mais que ela…Olhava de um lado para o outro, com os cabelos caídos na cara, estava com o terninho do outro dia, a camisa para fora da calça completamente amassada e seu belo rosto, agora tão pálida como o de Gabriel denunciava que não havia dormido nem se quer um minuto da noite, Marina continuava procurando por algo, conversando a distância com a enfermeira que tentava manter a calma, e Clara não disse uma palavra, continuou a mirar sentindo que apenas em mais alguns segundos Marina sentiria a presença dela, e foi o que aconteceu porque de imediato seus olhos alcançaram os de Clara, Marieta se levantou apreensiva pasma, nunca havia visto Marina essa maneira.

Marieta: Meu Deus Clara… – Clara não disse nada, Marina correu até ela, parando em sua a frente a pegou pelos baços, e sem muita força.

Mari: O que está acontecendo ? Clara ? Onde está o Gabriel ? – Clara segurou o choro, naquele momento algo havia mudado, a ver tão acabada e vulnerável, a fez querer se aproximar o deitar em seu peito e dizer que também estava com medo, ao perceber que ela também não respondia Marina lhe choacolhou os braços, finalmente tendo uma reação de Clara.

Clara: Eles disseram que pode ser meningite… – deitou a cabeça fechando os olhos – Eu não sei, não disseram mais nada… – Marina franziu a testa baixando os olhos fundos e repletos de olheiras, Santo Deus Marina estava acabada, Marieta se aproximou dando a sobrinha o abraço que esposa e mãe de seu filho não tinha dado…Clara abraçou a si mesma caminhando pelos corredores sem rumo completo.

Marieta: Clara, querida… – Ela não havia ouvido, Seria alguma espécie de castigo por sua vida e passado ? Sentou se em um corredor perfeitamente branco onde em alguma das salas algum bebê recém nascido chorava, esfregou as mãos em seus braços, e decidiu desaparecer por alguns minutos.

Doutor: Mais entenda mãe… – conversava com Marina que prestava atenção atenda – Aplicamos o medicamento, até descobrirmos o antibiótico adequado com um exame característicos em casos de Meningite…Não podemos afirmar a senhora que é mesmo, mais nesses casos os sintomas são claros, Nesse momento o garoto está medicado, e neste momento não corre perigo de morte, quando pensamos em meningite associamos, ela completamente a morte, mais não funciona assim, existe a meningite viral e a de bactérias, são coisas diferentes, o se o caso do Gabriel for meningite precisa imediatamente ser tratada, por isso faremos exame que nada mais é do que cultivar bactéria de uma amostra do fluido espinhal. Assim saberemos qual é e com que medicamento adequado podemos medica lo.

Mari: Sim… — respondeu com um fio de voz se sentando… – olhou ao seu redor, Clara havia desaparecido e mais de 30 minutos – Posso vê lo , Sabe se minha mulher está com ele ? ?

Dr: Não, não está, e também não pode vê lo, faremos agora o exame acho que já estão o levando para a sala, detectaremos a causa e assim damos o diagnóstico certo e medicamos ai sim , as mães poderão vê lo… Não fique tão abatida senhora Meirelles, está pálida se sente bem ?

Mari: Não, não me sinto, mais não é nada físico, preciso encontrar minha mulher, receio tenha acontecido algo.

Dr: Ok, esperem por noticias, não demoro a mandar uma enfermeira para informa las, aí poderão acompanha lo até o quarto e permanecer por lá quanto tempo precisarem certo ?– Marieta sorriu em agradecimento e Marina fez o mesmo estendendo a mão para o Doutor… Estava tudo bem explicado, e ainda que o Doutor Cruzes insistisse e falasse que no momento ele estava bem , algo ainda a preocupava, queria ver a metade de seu coração, precisava certificar se de que tudo estava bem , que os olhos de Gabriel seguiam abertos e brilhantes quando olhavam para os olhos da mãe Mari de que tanto de orgulhava… Mais precisava achar a outra metade desse coração, Clara precisava procurar por ela…

Mari: Sabe onde Clara está Marieta ?

Marieta: Não sei filha, não disse quase nada desde de que chegamos, andava lentamente de lá para cá mais não dizia nada, onde você estava Marina, eu perguntei por você e ela disse que havia acabado… – Marina se levantou jogando uma mirada cúmplice para Flavinha.

Mari: Não , não acabou Marieta, o que é certo é que ainda nem começou… Qualquer noticia ou aparecimento de alguma enfermeira me ligue, estou no celular, qualquer coisa Flavinha, preciso avisar Clara, antes que ela mesma se mate.

Marieta: O que você fez Marina? – Perguntou Flavia também abatida se sentando na cadeira.

Mari: O pior erro das mulheres Marieta…– Marieta baixou a cabeça se concentrando em sua velha oração, Marina começou a caminhar pelos corredores a procura de Clara… Uns cinco minutos depois Marieta havia ligado dizendo que podiam esperar por Gabriel no quarto 12 B da ala infantil… Marina agradeceu desligando o telefone, e em mais alguns minutos de caminhada, a encontrou sentada no final do corredor em um sofá branco inclinada para frente com as mãos no rosto… Se houve algo que ferisse e matasse, talvez Marina usasse contra ela Marina e também tirou o blazer.

Mari: Se acalma… — A segurou novamente pelos braços — Ele disse que farão um exame para saber se é mesmo meningite e qual é o caso, assim poderão dizer ao certo o diagnóstico , e poder receitar o medicamento, está medicado e dormindo, disseram que podemos esperar no quarto, inclusive você está no corredor dele… Nesse instante não corre perigo de morte Clara, Apenas está dormindo… – Clara fechou os olhos respirando aliviada deixando os tensos ombros caírem para frente, nunca havia sentido tanto medo em vida, era uma sensação horrível…Levou as mãos a cabeça em quanto Marina caminhava até o sofá deitando a cabeça para trás, deitando de leve o corpo na mesma posição, ainda sentada, Clara abriu os olhos, e novamente ouviu o choro de criança, se abraçou e viu um casal, que havia recebido alta saindo com a ajuda de uma enfermeira, o bebezinho era lindo, loiro, lembrava Gabriel…E a mãe sorria com os olhos brilhantes em quanto com carinho e doçura era levada pelo marido na cadeira de rodas, lembrou se do nascimento de Gabriel. Virou se com cuidado mirando Marina„ “o fim da sua linha Clara “

Clara deu um primeiro passo, e logo depois deu outro fechou os olhos e continuou a caminhar até parar de frente para Marina… Ela abriu os olhos cansados e a mirou, balançou a cabeça e ela fez o mesmo, seus olhos se perguntavam aonde e a quantos anos haviam fracassado, não obtiveram resposta, Marina estendeu as mãos em um gesto único e particular, Clara inclinou a cabeça dando um pesada e afoita respiração.

Mari: Você não vai partir, e nem se separar de mim, e nem sair minha vida Clara, estou lhe dizendo que não vou permitir, estou lhe dizendo que não posso viver sem você, me recuso a viver sem você, Não só te desejo te amo, por mais que doa agora, isso vai passar e eu vou te esperar , vou ser paciente como a mulher que você precisa, vou dar mais atenção ao meu filho, que Só Deus sabe o quanto senti meu chão se abrir quando recebi o recado… Baybe eu amo você…E mesmo que você já não me ame, quando for tempo, deixe que eu me apresente como sua novamente… – Clara franziu ainda mais a testa, estendeu as mãos relutantes e trêmulas se sentando no colo de Marina, como uma garota indefesa se deitou sobre seu peito, acomodando a cabeça no vale entre seu pescoço e seu ombro, como Gabriel fazia…Clara notou seu próprio perfume em Marina, ela cheirava a Clara, e Marina ainda cheiravaa ela, sua roupa e seu corpo ainda possuíam seu perfume, fecharam os olhos na mesma hora, e sob uma magia desconhecida e indecifrável chamada amor adormeceram.

Marieta: Clara ? – cutucou Clara e Marina com um sorriso no rosto – Clara querida acorde… Clara e Marina acordaram em um pulo, assustadas por terem adormecido pelo cansaço em quanto esperavam pela volta de Gabriel.

Marieta: Ele já está o quarto, está meio sonolento, mais chamou por vocês… – Clara e Marina assentiram e entraram na segunda porta do mesmo corredor com cuidado. Oh Clara chorou ao o ver ali deitadinho, quietinho , com um bico de choro.

Clara: Ohh Meu amor… – Me perdoe por não estar com você querido, perdoe a mamãe, eu prometo que ficaremos para sempre juntos ok ? Ficaremos por todo sempre, aonde você for eu vou, aonde eu for você vai, é uma promessa filho… – lhe beijou a testa de leve lhe acariciando os cabelos, Gabriel assentiu respirando com força, Marina se aproximou o abraçou também , logo depois se sentou na cama ao lado de Clara, acariciando os pés de Gabriel, que antes de adormecer murmurou orgulhoso.

Gabriel: Sou forte como você mamãe… – Marina se derreteu por inteira sorriu com o queixo trêmula do choro, e também murmurou baixinho em quanto Gabriel fechava os olhinhos.

Mari: Eu sei filho, a mamãe sabe querido… – Marieta sorriu para Marina, em quanto, Clara, compenetrada analisava cada movimento respiratório e o monitor ao lado de Gabriel.

Já na madrugada com o filho devidamente medicado com os antibióticos e novamente adormecido, Clara estava adormecida no sofá, quanto Marina do lado da cama, acariciava o cabelo e as orelhas de Gabriel, não conseguia dormir, não enquanto não ouvisse que seu filho estava completamente seguro, e que poderia voltar com saúde para seus braços… Piscou sentindo o peso dos olhos, virou para trás vendo Clara, profundamente adormecida depois de um banho no próprio hospital, deixando a cama do filho se ajoelho de frente para Clara, era hora de deixar tudo para viver sob o que realmente importava, e nada no mundo naquele momento para Marina, importava mais do que sua esposa e seu filho.

Mari: Eu preciso me lembrar do seu sorriso querida… – Marina apoiou a cabeça no sofá se sentando no chão, fechou os olhos em poucos segundos se viu completamente adormecida, sua respiração pesada denunciava a quanto estava cansada , na realidade nunca havia se sentido mais esgotada na vida, 2 dias sem pregar os olhos podia sentir suas olheiras fundas e seus olhos opacos, acordou com o tocar dos dedos de Clara em seu ombro, estava tão sonolenta tão cansada que não tinha forças nem ao menos para abrir os olhos.

Clara: Marina ? – a chamou novamente abaixada ao seu lado — Marina, acorda… – notou que ela se mexia – Marina ? – finalmente Marina havia aberto os olhos, o quarto estava apenas iluminado pelo abajur de bichinhos que Marieta havia trazido de tarde, sua primeira reação foi olhar para a cama, se tranquilizou Gabriel continuava dormindo, deveria ser por isso que Clara estava sussurrando… – Marina?

Mari: Sim ? – a olhou, viu que não estava muito diferente dela, os olhos opacos, as faces pálidas.

Clara: Tome um banho, e vá para casa…. Está tudo bem.

Mari: Não, Gabriel pode acordar e se agitar se não me, ver aqui, prometi que estaria aqui quando ele acordasse.

Clara: Marieta trouxe roupas limpas, tome um banho quente e se deite aqui.

Mari: Não volte você a dormir, ainda está pálida Clara…Sente seus olhos, estão cansados, eu ficarei bem.

Clara: Tome um banho quente… Se não quando Gabriel acordar é você que estará de cama, A quanto tempo não come ?

Mari: Desde de ontem a noite… – se levantou sentindo dores pelo corpo – Volte a dormir, não vou fazer barulho.. – Clara se deitou e assentiu silenciosamente, antes de dar uma olhada em Gabriel, que continuava a dormir conectado á alguns monitores e soros… Marina pegou as roupas na mala em cima da mesa, separou uma roupa confortável e entrou no banheiro, permaneceu lá por 30 minutos, sem fazer barulho saiu do cômodo secando os cabelos, e bem agasalhada pois fazia frio se sentou na cadeira lutando com seus olhos para os manter aberto, Clara a mirou cerrando a mandíbula Droga pensou ao sentir seu coração se dilacerar a vê la tão exposta e vulnerável observando com luta para se manter acordado Gabriel…Além do mais fazia frio, mesmo debaixo das cobertas ela podia sentir.

Clara: Marina ? – a chamou com o pouco de compaixão e coragem que tinha — Deite se aqui comigo… Faz frio, ficará doente se permanecer aí do jeito que está… – Marina a mirou nos olhos, e viu o quanto de força e coragem ela havia utilizado para fazer tal convite…. Prestes a sorrir viu quando Clara desviou o olhar para o filho, como que fugindo de Marina, então notou que o ressentimento a raiva e o desprezo continuavam ali, ocultos pela dor e pelo susto mais continuavam presentes, se levantou e em passos firmes se sentou no sofá Clara se afastou um pouco dando espaço para que ela deitasse, com um pouco de aperto caberia perfeitamente duas pessoas ali, Marina se cobriu com a manta já quente, se virou de costas se sentindo confortável, fechou os olhos, consciente que Clara fazia o mesmo, e respirava com velocidade para se manter calma e não a expulsar dali, adormeceu.

Clara: E acha que a febre passará ? – perguntou Clara ao doutor que examinava Gabriel na manhã.

Doutor: É o que esperamos Clara, os medicamentos surtem efeito depois de algumas horas, além do mais Gabriel ficará aqui por alguns bons dias, verificaremos os sintomas os medicamentos todos os dias, estamos controlando a febre e as dores, deixe os medicamentos agirem, quanto mais nervosa você ficar pior será, descobrimos a tempo Clara, está em boas mãos.

Clara: Eu sei que está… – mirou Gabriel que adormecera logo depois de tentar sem sucesso ingerir alguma coisa – Me sinto preocupada, quando não come, está tão fraquinho, mal fica acordado.

Doutor: Eu compreendo Clara, mais vamos aguardar por mais 24 horas o efeito dos medicamentos Ok ? Em 5 horas passo aqui para examina lo novamente… Clara ok obrigada.

Doutor: De nada… – observou Marina ainda adormecida no sofá – Sua esposa permaneceu acordada até tarde ? – Clara continuou olhando para o médico não querendo observar Marina.

Clara: Sim, está um tanto cansada.

Doutor: Posso perceber, se não comer essa manhã avise a que o colocaremos no soro também… — Sorriu com humor e Clara com educação sorriu também, se despediram deixando Clara assim sozinha no quarto, sentada com seu computador portátil na mesa, terminava de mandar as últimas mensagens para Karla, Quando Flavinha e Robert entraram no quarto.

Flavinha: Bom dia querida… – Sorriu Flavia falando baixo, Clara se levantou a abraçando com força – Oh não chore Clara, agora tudo está bem, olhe dorme feito um anjo… – Flavinha sorriu e Clara também sorriu mirando o filho.

Robert: Bom dia Clara… – Clara o olhou com um perfeito nó na garganta, sentiu seu estomago se enjoar ao olhar de volta para Flavinha que atenciosa mimava Gabriel para depois de abaixar na altura de Marina… Por sua mirada devasta, Robert recuou um passo percebendo que Clara sabia de algo, sua respiração já não estava normal, Clara olhou nos olhos e com um desdém que só Robert notou respondeu.

Clara: Bom dia Robert.

Flavinha: Está tão cansada Clara…- Brincou com ao cabelos de Marina… – Nunca a vi assim para falar a verdade, só quando mamãe morreu… – se entristeceu mirando o marido que sorriu de maneira única à mesma – Não é mesmo Robert ?

Robert: Sim querida… – Clara se afastou contendo a vontade de estapear Robert que estava em sua frente, na certa ele saberia que seu casamento já havia chegado ao fim.

Flavia: Mais e você como está ?

Clara: Preocupada Flavinha, não sei, ele apenas dorme pelos antibióticos, quando acorda apenas choraminga e quando eu me aproximo volta a dormir, o médico disse para termos calma e paciência…Não sei se ainda sente dor… Corta-me o coração…

Flavia: Entendo, mais o guri é forte… – sorriu acariciando agora os cabelos de Gabriel.. – Marina também… – mirou a irmã, percebendo que Clara recusava a mira la… – Estão brigadas ? Clara sorriu tristemente negando com a cabeça, na hora Flavia perdeu o sorriso e Robert inventou qualquer desculpa saindo do quarto…

Flavia: O que houve Clara ?Clara….Não dá mais Flavinha.

Flavia: Mais os motivos, até minha festa vocês estavam bem, normai.

Clara: As normalidades do nosso casamento, esqueça agora não é hora… Flavia fugir não é a melhor solução Clara, pense nisso ! Preciso ir, além do mais, sem vocês duas, aquilo está em movimentação total, que dar algum recado ?

Clara: Não sei que estamos em boas mãos, a Luiza está tendo problemas na Venturini ?

Flavia: Não tudo no controle Clara… Apenas fique com a cabeça no Gabriel… Preciso ir, deixe um beijo para a minha irmã… – sorriu abraçando Clara novamente., com um beijo na testa de Gabriel Flavia deixou a sala procurando por Robert, não se demorou e partiram, Clara se sentou na beirada da cama, acariciando os cabelos de Gabriel, lhe fazendo carinho nas orelhas e na face…Marina se mexeu, virando para o outro lado,mirou o filho e depois a esposa, baixou a cabeça e sentiu as mãozinhas lhe alisarem a face… – sorriu olhando para Gabriel pela primeira vez com os olhinhos bem abertos.

Clara: Olá meu anjo.

Gabriel: Olá mamãe, minhas costas e meu pescoço ainda estão doloridos.

Clara: Eu sei querido, mais os doutores já deram um remedinho, e já, já vai passar… – Gabriel assentiu.

Gabriel: Acho que também estou um pouquinho só enjoado.

Clara: Eu sei, mais precisa comer alguma coisa filho, se não, não vai sarar rapidinho.

Gabriel: Mais eu não consigo mamãe… – gesticulou, Clara sorriu lhe dando um beijo no rosto – Cadê a mamãe Mari? – Clara se afastou de modo que Gabriel pudesse ver Marina dormindo, sorriu mirando Clara acho que ela está cansada !

Clara: Sim, ela está querido.

Notas finais
Obrigada pelos comentários! Beijos xx.