Uma linda mulher
27 Gabriel
Notas iniciais
Já se fazia mais de um mês que elas estavam em lua de mel, esse tempo todo Flavia trabalhava arduamente para deixar a casa que Marina irá dar a Clara impecável, elas iriam embora no dia seguinte.
As malas já estavam prontas, tudo estava em seu devido lugar. Marina estava dormindo tranquilamente, Clara não teve a mesma sorte a insônia resolveu lhe pegar. Estava há horas tentando dormir, por fim quando o relógio marcou duas horas da manhã resolveu se levantar. Saiu dos braços de Marina, lhe dando um beijo na testa. Iria colocar o roupão, mas sabia que não tinha ninguém na casa, decidiu sair como estava mesmo, só com uma blusa branca grudada no corpo e um short preto curto.
Já estava passando um pouco das duas horas da tarde quando elas entraram no jatinho, se acomodando abraçadinhas no assento macio. Claro, não sem antes ter alimentado Clara, com um macarrão com bastante queijo e molho branco, que ela adorou.
Clara: Olhou pela janela, sentindo como é bom estar de volta apesar de sentir saudades da Itália, que vai sempre estar em sua memória.
Elas permaneceram em um silêncio confortável, até que pararam em um local desconhecido para Clara, uma rua bonita, cheia de casas enormes e luxuosas, nas calçadas palmeiras gigantescas davam um ar sofisticado ao local. Leoni parou em frente a um portão altíssimo de madeira, mas não esperou nem por um momento e logo o portão foi aberto automaticamente, lhe revelando o local por onde ela passaria maravilhosos momentos, descobriria tristes segredos, encontraria preciosidades escondidas, onde daria e receberia o mais puro amor que alguém já sonhou na vida.
Clara: Descansar de que? Não estou cansada, Marina.
Mari: Esqueceu que fará uma consulta à tarde?
Clara: Você irá comigo?
Mari: É óbvio. Que pergunta mais tola. Não só nessa consulta como em todas as outras.
Estávamos a caminho do consultório. Pouco depois do almoço ela ligou informando que faríamos uma ultrassonografia. A partir dai tive que beber liquido o tempo todo. Estava começando a me incomodar.
Mari: Nervosa?
Clara: Não. Deveria?
Felizmente não precisei esperar muito. Minha bexiga parecia que ia estourar.
Melissa: Primeiro farei sua ficha,Clara. É fundamental.
Respondi a milhares de perguntas. Mas eu estava incomodada. A doutora Melissa mais parecia uma modelo de revista. Pelo menos Marina pareceu não notar. Seu olhar esteve o tempo todo em mim.
Melissa: Bem…vamos lá? Sua esposa ficará?
O olhar de Marina disse tudo. Deitei-me e esperei enquanto ela me preparava. Agora eu estava nervosa. E se realmente não tivesse bebê algum? E a expressão no rosto dela só aumentava minha preocupação. Parecia estar em dúvida. Marina, incrivelmente, estava calada.
Relaxei o máximo que pude quando introduziu o aparelho. Meu olhar assim como o de Marina estava fixo na tela. Por fim, Melissa sorriu.
Clara: Estou grávida?
Melissa: Muito grávida. de 17 semanas e 5 dias a 22 semanas e 1 dias de gestação, ou seja, mais ou menos cinco meses.
Marina acariciou minha mão.
Clara: Nosso bebê, Marina.
Melissa: Pode se trocar, Clara Maria. E venha para preenchermos seu cartão de pré natal.
Assim que ficamos a sós Marina ajudou-me a sentar depois me abraçou.
Mari: Ah…Clara. — Beijou-me com fervor. Senti seu coração disparado no peito e percebi a sua batalha para não chorar novamente.
Clara: Um menino, Marina. Teremos um bebê.
Mari: Sim, meu amor… Abraçou-me novamente e depois segurou meu rosto em suas mãos.
Mari: Clara…eu…você…porra, olha o que faz comigo.
Clara: Amo você, Marina. Apenas isso.
Mari: Você é minha vida,Clara. Vocês dois são minha vida agora. Em seus olhos a luta fervorosa para não demonstrar novamente sua fraqueza. Em vão. Percebi que perdeu a batalha quando enterrou o rosto em meus cabelos.
Porque quando os abriu de novo sentada na cadeira notou que desde do dia do seu casamento havia se passado muito tempo, tanto tempo…
~.~
Cinco anos depois...
Clara: Gabriel…– Se levantou da cadeira próxima ao guarda roupa onde arrumava as roupas..... – Você vai se atrasar e me atrasar, tenho muito serviço para fazer hoje…Sai desse chuveiro….
Gabriel: Já estou indo mãe… A mamãe Marina já ligou ? Ela disse que me levaria na escola hoje… – Com a toalha no ombro Clara foi até o banheiro se abaixando para puxar o filho até ela o enrolando a toalha, Gabriel tinha 5 anos e colocando uma foto de Marina pequena e ele ao lado, poderiam ser considerados gêmeos… – Mamãe estou falando com você!
Clara: Desculpe meu bem, sua mãe Marina deve estar em alguma reunião por isso ainda não voltou de Madrid , eu o levarei para escola tudo bem?
Gabriel: Não, não está tudo bem… – Claro esqueci de dizer algo pensou Clara, o gênio também era o mesmo de Marina...
Gabriel: Ela havia prometido que me levaria a escola hoje, meus amigos gostariam de conhecer a minha outra mãe, assim como eu conheço o pais deles…
Clara: Diga isso a sua mãe Marina quando ela chegar certo?
Gabriel: Não… – Disse levantou as mãos para Clara colocar a camiseta da escola e logo depois a cueca…
Clara: Você não pode concordar uma única vez comigo? – Gabriel sorriu saindo do banheiro para vestir à calça da escola e logo depois o tênis, Clara se sentou na ponta da cama lhe passando perfume e penteando os cabelos do filho…
Clara: Não quero essa camiseta imunda a hora que o senhor chegar estamos entendido? E nem marcas de batom nesse colarinho…
Clara se aproximou enchendo de beijos, Gabriel se contorcia pedindo para que parasse mais Clara sabia que o que ele mais adorava ela quando ela sorria e lhe enchia de beijos, Gabriel pegou sua mochila de rodinha caminhando atrás dela, Se pudesse imaginar uma criança que venera suas mães esse era Gabriel, amava sua mãe Clara e era enlouquecido por sua mãe Marina, a quem devotava um orgulho e respeito fora de série…
Olhou sua mãe, Clara como todos os dias se levantava preparava o café para Gabriel e Clara subia separava sua roupa arrumava, os quartos, separava a roupa de Gabriel esperava que ele tomasse banho o arrumava, ia até seu quarto, se arrumava o encontrava lá em baixo para o deixar na escola com um beijo de boa aula, sua rotina durante os últimos cinco anos, nada além disso nada mais que isso..
Gabriel notou que todos os dias Clara sempre estava de preto, seu guarda roupa era preto e seu olhar parecia cheio de alegria que via no rosto das demais mulheres, Clara sorriu a ele como sempre fazia quando o pegava a observando profundamente como sempre havia feito Marina, e fazia de tudo para que ele percebesse a felicidade que rondava seu interior…
Clara logo após de deixar o filho seguro na escola dirigiu até a Venturini, para mais um dia longo de trabalho, Deu o bom dia sério a todos como sempre fazia, e o edifício parecia se calar quando Clara entrava, afinal agora era a presidente e dona das empresas Venturini, em um acontecimento fatal Luis havia falecido quanto voltava das férias, e sua mulher debilitada pela perda, havia pedido a Clara que assumisse a presidência e que cuidasse como sempre havia feito das empresas Venturini…
Clara aceitou comandando assim a empresa com mãos de ferro, costumavam se comentar que Clara era super feliz, sempre sorria, jamais brincava apenas chegava dizia bom dia a todos e se trancava em sua sala assumindo com mãos de ferro sua responsabilidade, o que sabiam era que amava acima de qualquer coisa, o pequeno e único Gabriel e sua mulher…
Sua secretária entrou na sua sala, Clara a olhou esperando que lhe dissesse o que queria…
Karla: Sua esposa esta na linha dois Clara…
Clara: Diga que estou ocupada Karla e diga que o jantar é as 19:00… – Karla abaixou a cabeça saindo da sala dando o recado no telefone
Luiza: Clara? – Ela se virou e sorriu abraçou Luiza se sentando na sua mesa…
Clara: Não sabia que haviam chegado de viagem.
Luiza: Chegamos ontem Sophia já não aguentava mais ficar sem fazer nada…
Clara: Ela deve estar linda…
Luiza: Ela sempre foi linda… Mandou milhares de beijos, e disse que te liga amanhã…
Clara: Certo, mas precisa de algo ?
Luiza: Sim… – Luiza hesitou — Esqueça, apenas preciso da assinatura de alguns documentos, e Gabriel ?
Clara: Está ótimo, está na escola acredita que esses dias pareceu com uma mancha de batom na camisa ? – Luiza gargalhou – É sério, e se põs a gargalhar quando eu perguntei o que era…Está cada vez mais esperto…
Luiza: Eu imagino, diga que vou jogar futebol com ele no domingo…
Clara: Certo, agora preciso trabalhar Luiza… – Luiza se levantou se despedindo dela Clara. O final do dia chegou depressa, pegou Gabriel na escola checando com milhares de beijos e cócegas se havia alguma marca de batom, chegaram em casa e para a surpresa maravilhosa de Gabriel, Marina havia chegado mais cedo de Madrid…
Gabriel abriu um maravilhoso sorriso pulando no colo da mãe Marina que lhe deu um enorme abraço o beijando também por todos os lados…
Gabriel: Mamãe Mari, eu pensei que iria voltar ontem, não me ligou hoje pensei que tinha esquecido de mim.
Mari: Imagina filho, eu estava por demais ocupada e quando tive um tempo aqui já era tarde.
Mari: Como você está senti tanto a sua falta, — Abraçou o filho o beijando uma e mais outra vez.
Gabriel: Não gosto quando você viaja por tanto tempo… – Marina estava em Madrid fazia mais de um semana…
Mari: Essa foi a última vez eu prometo, agora suba lave as mãos que vamos sair para jantar… – Gabriel sorriu a deu um gritinho de animação, olhou Clara… E como se adivinhasse o que ele perguntava ela respondeu.
Clara: Pode colocar o tênis novo, e a blusa que a tia Marieta deu é para ficar na gaveta senhor Gabriel… – Gabriel sorriu subindo as escadas correndo – Não corre filho… Clara: Respirou fundo deixando a maleta em cima da mesa levantou a cabeça olhando para Marina..
Mari: Boa noite meu amor, que saudade de você Clara…
Clara: Boa noite Marina eu também estava com saudade meu amor, Ocorreu algum problema ? — prendeu os cabelos em um alto rabo de cavalo pegando alguns documentos…
Mari: Não, só antecipei a minha volta, e as coisas por aqui como estão…
Clara: Normais, marieta pediu para você ligar para ela… – Subia as escadas até seu quarto…
Mari: Não precisa se arrumar vamos a um lugar simples…
Clara: Ok, doçura vou me arrumar para gente ir, eu, você e o Gabriel.
Mari: Ok, minha linda Clara.. – Caminhou até ela tirando o Sobretudo Feminino e abrindo a camiseta com naturalidade, Clara respirou fundo, sentindo seu coração bater mais rápido e suas pernas tremerem se afastou...
Mari: Eu acabei de chegar de uma viagem de mais de uma semana, e estou louca de saudade de ti e doida para fazer amor com você… fechando os olhos, estava exausta e tudo o que queria era se deitar em uma cama com Clara e descansar sobre seu corpo, a quanto tempo não faziam isso? – Clara desceu as escadas voltando para pegar seus sapatos…
Clara: Ok, 15 minutos eu estou descendo… – Marina ficou parada na ponta da escada em quanto observava ela subindo e olhando em seus olhos, desceu o olhar sentando no primeiro degrau da escada.
Surpreendeu-se quando ouviu os barulhos de passos, e seu filho se sentando a seu lado, Marina o pegou no colo o abraçando…
Gabriel: Acho que a mamãe se esqueceu que hoje fazem cinco anos que você se casaram… – Marina sorriu, sim Clara havia se esquecido… – Ela está cansada mãe mari, não fica triste…
Mari: Está tudo bem campeão… – Sorriu se levantando…
Mari: Agora fique aqui quietinho que eu vou me trocar… – Gabriel sorriu sentando se no sofá ligando a televisão, Marina subiu até o quarto e abriu a porta, Clara estava de costas e ainda estava um tanto, molhada, já estava de calcinha mais tentava a todo custo abotoar atrás o fecho, e Marina fechou os olhos sentindo o cheiro da pele de Clara impregnado no quarto gelado, estava um tanto escuro, só a luz da lua iluminava o ambiente…
Marina se aproximou pelas costas Clara, e com cuidado passando os dedos por toda a coluna até chegar ao fecho do sutiã o abotoou com rapidez, Clara se arrepiou fechando os olhos, deu um passo para frente se afastando..
Clara: Obrigada.. –Marina balançou a cabeça dizendo que sim, viu que na cama sua roupa assim como todos os dias já estava separada, a pegou e se encaminhou ao banheiro, e quando fechava a porta se lembrou de lembrar a Clara…
Mari: Hoje é nosso aniversário de casamento, Gabriel já percebeu que você havia esquecido… – Clara fechou os olhos praguejando, realmente havia se esquecido…
Clara: Eu dou um jeito… – Colocou um vestido de algodão preto e por cima um sobretudo da mesma cor, em quanto Marina continuava parada na porta do banheiro a olhando… – Precisa de mais alguma coisa Marina? – A mirou na espera que Marina assim entrasse no banheiro...
Mari: Ás vezes você anda com a cabeça nas nuvens. – Clara se calou sentindo um enorme buraco em seu estômago e sorriu amargurada…
Clara: Meu amor, me perdoa. Prometo que vou revompensá-la
Levando as mãos ao rosto... se levantou calçando as sandálias de salto alto, já estava maquiada e os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo alto, desceu sorrindo ao Gabriel que não correspondeu, Clara se sentou ao lado dele em quanto que com um bico enorme ele a ignorava…
Clara: Filho, assim eu fico magoada…
Gabriel: Você deixou a mamãe Mari magoada… – Bufou inflando as bochechas.
Gabriel: Aposto que nem um presentinho você comprou para ela…
Clara: Eu já pedi desculpas Gabriel... e eu vou comprar um presente para ela. – Clara disse percebendo que o filho iria chorar o pegou no colo o mirando tristemente…
Clara: A mamãe Mari já é grande filho, e eu já pedi desculpas a ela, amanhã poderemos ir nós dois no shopping e comprar algo bem bonito o que você acha?
Gabriel: Tudo bem, mamãe. – Marina nesse instante desceu as escadas sem deixar de ouvir o fim da conversa…
Gabriel: Você ama a mamãe Mari? – Marina parou na frente de Clara e Gabriel com o maxilar apertado, Clara levantou os olhos olhando Marina na mesma intensidade que ela a mirava…
Clara: Amo, eu amo a sua mãe querido… – Marina sorriu, Gabriel sorriu e Clara assentiu.
O restaurante era realmente muito confortável e a vontade, fazia tempo que não entrava em um lugar assim, no longo de seu casamento os jantares e festas de gala haviam aumentado, era difícil que saíssem ainda mais para um lugar como aquele…
Sentaram-se, e Clara pediu uma cadeira mais alta para Gabriel, pediram pizza, de vários sabores doce e salgada, enquanto Gabriel e Marina faziam a maior bagunça fazendo com que todos no restaurante prestassem a atenção na bela família sentada na mesa ao lado…
Clara seguia quieta observando tudo e rindo as vezes da esperteza de Gabriel, fora um bebê tão tranqüilo, grande parte de sua gravidez havia trabalhado, pelo fato dos enjôos serem poucos e apenas algumas vezes ao longo dos meses, mais o que mais pesava era seu emocional, uma mulher grávida recém casada com ambas os noivas felizes, porque Marina amava aquele garoto mais do que amava a si mesma…
Desde que Gabriel havia nascido estava presente em todas as datas em todas as palavras, no primeiro andar, no primeiro dente, Marina estava sempre tão perto...
Quase fechou os olhos se lembrando de um momento especial, Marina estava ao seu lado e Clara estava no hospital fazendo a ultrassonografia ao saber que era um menino a médica lhe felicitou, perguntando da esposa de Clara, ela havia informado que estava viajando, mas na mesma hora o celular tocou era Marina, lhe perguntando se Clara já sabia de algo…
E Clara emocionada, que Marina estivesse ao seu lado e lhe beijasse a boca durante um longo tempo fechou os olhos e disse…
Clara: É um menino Marina… Clara disse que é um menino… – Marina havia chorado segurando mão de Clara havia fechados os olhos desejou que Marina sentisse naquele momento a emoção que ela sentia…
Gabriel: Mamãe Clarinha…? – Clara sorriu olhando o filho..
Gabriel: Fecha os olhos temos uma surpresa… – Clara olhou para surpresa do filho e rapidamente fechou os olhos…
Clara: O que você está aprontando filho? – Gabriel sorriu e Marina tirou algo da bolsa colocando em cima da mesa junto com outra grande caixa de veludo…
Gabriel: Agora pode abrir… – Clara abriu os olhos e baixou a mirada, eram jóias, sorriu agradecendo ao filho e a Marina…
Gabriel: Abra mãe…. Clarinha abriu a pequena caixa, e estava lá como se sempre pertencesse a ela o anel de noivado que Marina havia lhe dado na semana em que ficaram juntas, seu corpo tremeu assim como seus lábios… Pegou o anel na mão recordando exatamente de como Marina havia o colocado,em quanto estavam no carro se beijando… Olhou Marina, que a observava atenta, antes de dizer qualquer outra palavra colocou o anel de volta ao seu lugar no mesmo dedo que a grossa aliança dourada ocupava…
Gabriel sorriu entusiasmado dizendo a Clarinha que abrisse a outra caixa…Ela assim o fez e sentiu seriamente vontade de sorrir de tanta felicidade ao se deparar com o jogo de colar e de brincos de diamante que havia usado na noite em que Marina havia lhe apresentado sua família, era o mesmo mas na caixa agora continha em letras corridas escrito “Doçura” Clara não pode deixar de sorrir sabia o que significava e não sabia o porque de Marina recordar tudo isso logo agora…Olhou o filho e Marina…
Clara: Obrigada, são lindos…Realmente lindos… — Fechou a caixinha… Levantou-se contendo o redemoinho no estomago, deu milhares de beijinhos e Gabriel se aproximou de Marina lhe dando um selinho rápido, mais quando se afastava Marina respirou fundo franzindo a testa…
Mari a puxou pela cintura a pegando pela nuca a fazendo sentar em seu colo, Clara tentou dizer algo, mas foi impossível antes que percebesse seus lábios tocavam os lábios quentes e molhados de Marina, quase desmaiou ao sentir o gosto de Marina novamente, ao sentir a guerra que suas línguas travavam, fechou os olhos, não teve como não se entregar… Quando por fim terminou olhou ao seu redor, e tudo parecia girar, as mãos de Marina apertavam fortemente sua cintura colando seus corpos, Clara levou as mãos aos lábios, olhou o filho que olhava maravilhado a cena, olhou a sua volta todos os olhavam com um belo sorriso nos lábios…
Gabriel se levantou murmurando algo que somente Marina entendeu, Clara se levantou com força se sentando de volta a sua cadeira…
Mari: Eu só queria que você soubesse que eu sinto a sua falta – Marina respirou fundo enquanto Clara sorria com o que tinha acabado de ouvir…
Clara olhou para os lados procurando Gabriel…
Mari: Ele foi pedir ao moço que trouxesse sorvete…– Clara sorriu. – Já que você não pode pedir para o menino. – ela riu.
Clara: Você está me acusando de não ser uma boa mãe é isso ? – Marina riu.
Mari: Eu estou te acusando de não ser nada menos que uma ótima e exemplar mãe… O Gabriel adora te ver sorrir compreende ? – Clara baixou a cabeça mordendo os lábios.
Marina avistou o filho que apontava para o pequeno parquinho na área livre do restaurante acompanhado com uma das monitoras do mesmo, Marina acenou consentindo que o garoto brincasse.
Os olhos de Clara se encheram de água
Mari: Você não é uma esposa normal…
Clara: Não você tem razão eu não sou, sou a melhor coisa que te aconteceu…
Mari: Santo Deus, eu te desejo tanto.
Clara: Era tudo o que eu tinha sonhado para mim…
Mari: Também era o que eu tinha sonhado para mim…
Clara: Como você cresceu, Marina… Agora aprendeu a conversar igual gente, antes não se passava de uma empresária milionária cheio de desprezo e arrogância a todos que babavam e idolatravam o chão que você pisava…
Mari: Passaram-se anos e Clara eu realmente mudei muito. E você sabe disso Clara, eu sei que você sabe… – O celular de Clara tocou interrompendo a longa e reveladora conversa era Marieta…
Clara: Oi Marieta…
Marieta: Oi Clara, está tudo bem ? – Clara olhou para frente mirando Marina que atenta olhava Gabriel se divertir e gargalhar com outras crianças do restaurante...
Clara: Sim, está tudo bem ? Aconteceu alguma coisa ?
Marieta: Não, só lembrei que a Marina voltava hoje, não quer que o Gabriel durma aqui comigo? Sei lá para que vocês possam conversar e matar saudade uma da outra…– Clara fechou os olhos, se Marieta soubesse a quanto tempo se amavam…
Clara: Espere um segundo…. Marina – Ela a olhou. – Marieta está perguntando se o Gabriel pode ir dormir lá, se ele quiser por mim tudo bem… – Marina respirou fundo fechando os olhos, ás vezes Marieta parecia atender as suas preces…
Mari: Você decide Clara… – Clara sentiu o calor percorrer seu corpo junto com aquela onda de saudades que vinham quase todas as vezes que Marina voltava de uma viagem… Respirou fundo, as coisas pareciam estar em suas mãos… Fechou os olhos, era hora de algo em sua vida começara fazer sentido…
Clara: Deixaremos ele aí Marieta tem certeza que não se importa? Hoje ele está elétrico…
Marieta: De jeito nenhum. Sabe, a Marina passou aqui antes de ir para a casa… Clara é melhor que...
Clara: Eu sei Marieta, Eu sei, até daqui a pouco… – Clara desligou o celular, se levantou caminhando até o parquinho, era linda Marina notou, e ao perceber que não tinha uma pessoa sequer que não olhava Clara caminhar em cima do alto e fino salto sentiu aquela velho e primitivo ciúmes de posse, ”minha, você me pertence”.
Tentou não se importar aliás o que poderia fazer ? Socar todos elas era uma boa opção, mas de nada adiantaria, viu Gabriel a abraçando ao dar a noticia de que dormiria na casa de sua tia avó, e por um momento em quanto Clara abaixada na altura do filho lhe dava outro abraço apertado viu como Clara fechou os olhos acariciando o cabelo liso de Gabriel, Clara amava aquele menino, mais do que qualquer coisa na vida…
Pagando a conta foram embora, Deixado Gabriel na casa de Marieta Clara se despediu do filho com um grande beijo, Marina fez o mesmo…
Mari: Seja um bom garoto…Gabriel
Gabriel: Eu sempre sou um bom garoto – Sorriu da mesma maneira que Marina fazia..
Gabriel: Tchau mãe, Tchau mãe, amanhã não se esqueçam…
Clara: É sábado e nada de acordar cedo….
Gabriel : Isso mesmo… – Deu outro beijo em Clara, e entrou com Marieta que acenou para Marina e Clara, que sorriram agradecendo…
Clara olhou Marina, ela suspirou voltando a por o carro em movimento, chegara em casa e Clara subiu direto para o chuveiro, tomou um longo banho em quanto Marina fazia o mesmo.
Olhou-se no espelho, deixou os cabelos enrolados e livremente armados soltos, caído em suas costas, estava com um camisola preta de seda até os pés, respirou fundo vendo seu próprio reflexo no espelho, chegara a hora de decidir o rumo de sua vida, se levantou indo até o quarto onde Marina estava, tudo estava tão silencioso e escuro, caminhou até a cama trêmula pela pouca luz que iluminava o quarto viu que Marina estava deitada, seu corpo trêmula, parecia estar entrando em um estado de choque, tateou a cama com o queixo trêmulo sentando-se, respirou uma e duas vezes, Marina estava de costas para a cama, Clara se deitou e fechou os olhos com força, suas mãos alcançaram o corpo de Marina e devagar como uma garota que depois de tanto tempo precisava se sentir segura, Clara se aconchegou aos braços de Marina deitando em cima de seus seios com a cabeça no vão entre seu ombro e seu pescoço, Marina abriu os olhos olhando para baixo, Clara a abraçava com tanta força…
Marina sentiu seu coração bater forte e seu corpo se inflamar ao sentir o calor de Clara de mesclar com o seu… A abraçou rodeando sua cintura com os braços largos…Até fechar os olhos a com uma forte pegada a puxar pela cintura até a mesma ficar por cima de seu corpo…Completamente por cima de seu corpo…
Clara chorava Marina se deu conta, e com os lábios lhe secou todas as lágrimas, em quanto às mãos trêmulas de Clara encontravam os cabelos de Marina assim os puxando..
Marina fechou os olhos sentindo seu corpo sacudir ao percorrer a lateral do corpo de Clara com suas mãos..
Mari: Santo Deus, eu cheguei a imaginar que não me lembrava mais do seu corpo…- Clara soltou um gemido baixo ao sentir sua intimidade tocar a dela, franziu a testa aquilo tudo poderia ser chamado do que ?
E como aquele magnetismo sempre esteve no ar, esperando para voltar a ser mesclado na paixão de ambas, como telepatia Marina lhe respondeu também quase não suportando a pressão do corpo de Clara em cima do seu depois de tanto tempo…
Fale com o autor