Notas iniciais
Boa noite, estava sem internet e ela voltou só agora, pedi a Julia linda para revisar esse capítulo, então acho que ficou um pouco menos confuso para quem não estava entendendo. Beijos. Espero que gostem :D

Marina já suada pelo nervosismo percorreu os olhos pelo banheiro, e Clara estava sentada na borda da banheira, se abaixou pegando as folhas leu rapidamente passando principalmente pelo resultado final, Seu coração deu um tremendo salto, sua garganta ficou tão seca que chegou a pensar que não conseguiria respirar, de tão rápido que seu coração pulsava sua cabeça se alarmou girando com força, se apoiou na pia segurando as folhas, fechou os olhos, e agora o que deveria fazer? Aproximou-se recuperando a calma… Sentou se do lado de Clara que já não chorava mais…Mas seu olhar distante denunciava que estava a quilômetros dali…

Mari: Nós vamos nos casar, Clara… – Clara não disse nada, não a olhou nada, sabia que fazia parte do jogo Clara mesma havia aceitado as regras – Providenciarei tudo o mais rápido possível não se preocupe… – Se sentiu tão pequena ao olha-la daquele jeito, estava claro que Clara não queria aquele filho, nem muito menos a Marina, ergueu o queixo com arrogância aquela mulher não sentia nada por ela?

Mari: Se você não disser nada vai ser mais difícil compreender.

Clara: Eu quero a minha mãe… – Marina não riu porque Clara realmente falava sério, estava grávida de um filho que não queria, de uma mulher que não queria, e não tinha ninguém para compartilhar sua dor…

Mari: Clara, eu sei.

Clara: Não, você não sabe Marina… – Disse finalmente e a olhou nos olhos carregados de algo que Marina não pode distinguir. – Eu já amava meu filho antes mesmo de saber que ele vinha… – Sorriu debilmente para logo depois assumir a expressão de tristeza…

Então Marina compreendeu que o problema não era o bebê, mas sim a mãe dele, ela.

Mari: Infelizmente você não tem escolha Clara, é um filho meu que você vai ter.

Clara: Não se atreva a ser arrogante comigo… — Clara a olhou nos olhos

Mari: Você não me ama? Ok, é claro que também não amo você, mas… Nosso sentimento não importa, há uma criança nesse meio, e nada vai ser mais importante que ela, me entendeu? Nem a minha arrogância e nem muito menos a sua… – Clara, fechou os olhos sentindo como se Marina estivesse ainda lhe dando murros no estômago, se levantou pegando as folhas das mãos Marina… Encaminhou-se até o quarto quando ouviu quase como um grito em seguida um murro na porta…

Mari: PORQUE NÃO SENTAMOS E CONVERSARMOS COMO QUALQUER OUTRO CASAL QUE ESPERA UM FILHO FARIA CLARA…

Clara: POR QUE NÃO SOMOS UM CASAL MARINA, E EU NÃO TENHO NADA MAIS PRA FALAR, SIM, IREMOS CASAR, SIM MONTAREMOS UM CASA LINDA E MATAREMOS A TODOS DE INVEJA, SIM, VAMOS CRIAR NOSSO FILHO JUNTAS, SIM MARINA EU ACEITO ESSA PORCARIA DE TEATRO PELO RESTO DA MINHA VIDA! — Respirou fundo, havia falado sem parar, estava vermelha e sem fôlego e pela primeira vez se sentiu enjoada, levou a mão a boca tomando ar, respirando uma e duas vezes… Enquanto Marina continuava paralisada a olhando horrorizada.

Clara: E outra, você não colocará nenhuma única mulher na minha cama, está me entendendo? Nenhuma outra mulher na minha cama Marina! – Clara levou as mãos na cabeça apavorada.

Clara: Santo Deus isso é um pesadelo, só pode ser, é você voltar para a minha vida para que tudo vire de pernas por ar, tanto tempo construindo uma nova vida digna, sem mulheres toda noite em sua cama, sem roupas extravagantes, tanto tempo aprendendo a ser como eu sempre deveria ter sido, arrumando um bom emprego, subindo na vida, subindo no meu próprio conceito, para você voltar e fazer novamente este estardalhaço na minha vida, mais uma vez, porque é você, você me tocar que me ponho novamente como uma meretriz e me enfio em qualquer buraco junt... Mas que inferno! Isso só pode ser castigo, isso só pode ser meu maldito castigo… — Marina se aproximou Clara a pegando pelos braços a chacoalhando até que Clara não conseguisse dizer mais nada…

Mari: Você é doente por você mesma Clara… – Disse se afastando e pegando a primeira roupa que viu pela frente… – Sua egoísta, você só pensa em você mesma, como se um filho fosse impedir e atrapalhar tudo o que você conseguiu em toda a sua sofrida vida… – Ironizou.

Clara: O bebê não tem nada a ver com isso Marina.

Mari: Estou certa que impedirei que você durma na cama de qualquer uma como você é acostumada a fazer… – Ouviu o barulho do estalo do forte tapa que levou na cara, não conseguia completar e junto com o tapa veio a ardência se sentir os cinco dedos no rosto Marina, levou as mãos ao mesmo reprovando a si mesma por ter dito o que disse…

Clara: Você tem razão Marina, mas infelizmente querida, É COM ESSA VAGABUNDA QUE DORME NA CAMA DE QUALQUER UMA QUE VOCÊ VAI SE CASAR, E PIOR VAI TER UM FILHO SEU… Veja pelo lado positivo sua imunda a partir de agora eu serei a sua vagabunda… – Dito isso Clara correu para o seu armário pegando qualquer roupa, um agasalho preto o vestiu, trêmula e enjoada calçou os tênis e prendeu rapidamente o cabelo em um coque, pegou seus óculos escuros as chaves do carro alugado, e com Marina ainda ali parada com a mão no rosto caminhou até a saída…

Mari: CLARA… – Disse Gritou saindo correndo – CLARA, VOLTA AQUI, NÃO TERMINAMOS AINDA DE CONVERSAR E É PERIGOSO QUE SAIA TÃO NERVOSA… – A porta bateu em um grande estrondo – Clara…- Gritou pelo corredor parando quando a porta do elevador se fechou e quando viu quase todos os hospedes do lado de fora a olhando com total horror, na certa teriam ouvido a discussão já que falavam tão alto, engoliu seco limpando o suor de sua testa, sem dizer nada correu de volta para a suíte colocando também um agasalho, o primeiro que viu , calçou o tênis preocupada, Clara não podia dirigir nesse estado, e se algo lhe acontecesse e se… Seu corpo se arrepiou em uma descarga elétrica negativa, não podia nem imaginar se algo de ruim acontecesse a Clara e o seu filho nunca se perdoaria… sem nem mesmo pentear direito os cabelos pegou as chaves do seu carro e seus óculos, botou a carteira no bolsa e saiu em disparada…

Clara limpou a testa tentando prestar a atenção na direção, estava em alta velocidade, pegou seu celular discando para qualquer número de sua agenda e por um milagre de Deus quase chorou ao ouvir a voz tensa de Flavia após ela mesma dizer ‘’alô’’

Clara: Flavinha, é a Clara… – Fungou tentando recuperar o controle.

Flavia: Estou percebendo, mas criatura, o que há? Onde você está? Estou ouvindo um barulho de carros, você está chorando e dirigindo?

Clara: Flavinha, estou grávida… – Piscou longamente lutando para não fechar os olhos e cair no choro – Estou grávida da sua irmã… e ela, ela — Gaguejou — E Marina acabou de me chamar de vagabunda… – Soluçou os dedos trêmulos no volante — Marina nunca vai se esquecer, jamais vai se esquecer…

Flavia: Santo Deus, você está descontrolada, espere. Respire e encoste o carro…

Clara: Não, Marina deve estar vindo atrás de mim Flavinha.

Flavia: Você precisa se acalmar antes que faça uma besteira, ok? Encoste Clara, está nervosa demais para dirigir, onde está a Marina?

Clara: Não sei, a deixei na suíte mais deve estar um pouco atrás de mim. – Respirou fundo – Estou grávida, Flavia, eu estou grávida.

Flavinha: Eu já ouvi querida, há alguém aqui que quer falar com você… – Flavia aflita passou o telefone para sua tia Marieta que estava ao seu lado, o telefone estava no viva voz..

Marieta: Escute Clara... — falou firme

Clara: Oh, senhora Marieta, eu sinto muito, não deveria ter escutado, eu sinto mesmo…

Marieta: Me escute sua menina teimosa, encoste agora mesmo esse carro, vai cometer uma loucura, aí sim a Marina vai ressucitá-la só para poder matá-la novamente… ENCOSTE AGORA ESSE CARRO CLARA. – Respirou fundo com os dedos trêmulos e encostou ao acostamento, baixou a cabeça a apoiando no volante…

Marieta: Agora preste atenção, você ficará aí até que se acalme e depois retornará para o hotel, está sendo tão infantil e mimada, pondo em risco a sua vida e a do meu neto…

Clara: Eu acho que vou vomitar… – Clara olhou no retrovisor não sabia de que cor estava…

Marieta: Nada disso, respire fundo, ande, respire fundo e abaixe a cabeça na altura dos joelhos..

Clara: Não consigo, ohhh Marieta chame alguém por favor…

Marieta: Marina já deve estar te alcançando, vamos lá respire Clara, fundo, isso… Respire – Clara se concentrou em fazer o que ela lhe pedia respirou fundo e o tremendo mal estar pareceu passar um pouco, não sabia nem mesmo onde estava, parecia ser uma rodovia…

Marieta: Isso, muito bom, siga respirando com a cabeça baixa, tire os cabelos da nuca e abra bem os vidros… Clara fez com lentidão o que ouvia de Marieta que olhava apreensiva para Flavinha que falava com Marina do outro lado da linha.

Mari: PERGUNTE A CLARA ONDE ELA ESTÁ FLAVINHA, EM QUE RODOVIA NÃO VEJO O CARRO…. – Pisou ainda mais fundo no acelerador multiplicando a velocidade, afastou os cabelos do rosto…

Flavia: Tia, onde ela está? pergunte onde ela está…

Marieta: Clara, ainda me ouve?

Clara: Sim…

Marieta: Onde você está? em que rodovia? CLARA, EM QUE RODOVIA?

Clara: Na principal, na principal que leva a Madrid, Ohh não Marieta está voltado o enjôo.

Marieta: Continue respirando… continue respirando fundo…

Marina desligou o telefone sem nem mesmo se despedir da irmã, em uma manobra abusada e impensada desviou o carro a tempo para entrar na maldita rodovia, pisou fundo e viu finalmente um tanto a frente o carro encostado no acostamento, estacionou o seu logo atrás e saiu do carro em um tiro, se encaminhou para o carro de Clara ela estava abaixada no assento respirando fundo com o telefone nas mãos…

Marina abriu a porta do carro a pegando contra vontade a trazendo para seu colo, desligou o carro esporte, fechando as portas e ligando o alarme, correu até seu carro com Clara ainda nos braços para a sentar no banco de trás do passageiro se ajoelhando no chão de frente para e la…

Mari: ESTÁ TUDO BEM? SUA MALDITA MALUCA, ME RESPONDE ESTÁ TUDO BEM? pegou no rosto de Clara, com uma mão em cada lado, colou seus lábios em um selinho desesperado a abraçando com força como podia.... – NÃO FAÇA ISSO, ME SOQUE E XINGUE MAIS NÃO ME MATE ASSIM, NUNCA MAIS FAÇA ISSO, ME COMPREENDE CLARA NUNCA MAIS FAÇA ISSO… – A olhou nos olhos a beijando novamente por todo rosto, por todos os lugares – Daremos um jeito, faremos algo, ok ? Se não me quiser tudo bem eu posso suportar, mas nunca mais faça isso, nunca mais… – Clara percebeu como o coração de Marina batia rápido e com o cheiro do corpo Marina e de como a abraçava com tanta força, a fazia pouco a pouco se recuperar corando novamente.

Mari: Me perdoe, eu perdi a cabeça meu amor me desculpe, me desculpe… Eu darei tudo o que você quiser, qualquer coisa que você quiser, se você quiser não nos casaremos, qualquer coisa, a mais cara a mais absurda tudo o que você me pedir… – Clara fechou os olhos debruçando a cabeça no ombro de Marina que seguia mais assustada e muito mais afobada que Clara naquela hora… Não teve o que fazer a não ser esperar deitada sobre aquele ombro, até que Marina se acalmasse… E se voltasse a lembrar que a meretriz iria arruinar para sempre sua vida…

Mari: Você está bem?- A olhou novamente a beijando nos lábios com desespero – Anda, me responde, você está bem? Flavinha me disse que estava em estado de pânico e dirigia em alta velocidade, imaginei qualquer besteira, Esqueça tudo o que te disse naquele quarto, esqueça tudo o que te disse por todo esse tempo…

Mari: A culpa é minha, a culpa é sua e eu adoro a ideia de ter um filho seu, porque não há mulher nesse mundo que eu deseje como eu desejo você… Eu faço tudo e qualquer coisa para que tudo dê certo… Eu sou péssima como cozinheira, e também não sei ser romântica eu logo aviso, que não sei que cor você gosta, ou quais flores você ama receber, não sei o nome dos seus pais nem sua comida preferida, não sei o seu número de sapato nem o seu número de roupas, nem imagino qual é a música perfeita para você e nem tenho ideia do que você mais ama, mas preciso que você esteja segura, sempre segura, comigo, na minha cama, na minha casa com o nosso filho… — Clara ergueu a cabeça a olhando nos olhos…Por incrível que pareça havia tudo desaparecido o nervosismo tudo, Marina estava lhe propondo um casamento por conveniência e não havia outra escolha a não ser aceitar… Cama, banho, comida, filho, teto e emprego, tudo vinha no pacote Meirelles e claro o coração de Marina não fazia parte, se é que Marina tinha um para oferecer…

Afastou-se pegando ar, Marina pensava mesmo que aqueles olhos que imploravam que Clara dissesse sim a convencessem ?

Clara: Sim Marina… Faremos um acordo, que caso esse casamento não dê certo o meu filho fica comigo, tudo o que você tem permanece com você quando nos divorciarmos, e tudo o que eu tenho segue comigo inclusive o nosso filho, eu continuarei trabalhando e você também… Nada de mulheres na minha casa enquanto eu e meu filho estivermos lá… E o principal, eu quero a Vanessa longe de você, de mim e do seu filho entende ? – Marina baixou a cabeça

Mari: Isso não é um casamento Clara, isso não é ter amor e criar nosso filho em uma família não seja…

Clara: Pode acreditar que em pouco tempo você vai me agradecer por isso…Uma meretriz nunca nasce para ser esposa…Não a esposa de uma dama como você…

Mari: E que tipo de mulher eu sou ? — Mordeu os lábios para não gritar de nervoso

Clara: O tipo de mulher que pede uma mulher em casamento e logo depois a chama de vagabunda, esse é o tipo de mulher que você é…

Mari: Se você não tivesse grávida eu já teria lhe dado umas boas palmadas, Clara… – Clara se calou baixando a cabeça.

Mari: Você não pode tentar pelo menos criar um ambiente amigável, você está preparando nosso divórcio antes mesmo que nos casemos…

Clara: Eu posso criar meu filho sozinha Marina eu faço isso por ele, não por você nem por mim…

Não valemos a pena, você não vale a pena… – Dito isso Clara se levantou indo até seu carro, e Marina continuou abaixada, engolindo seu orgulho que gritava para que a jogasse no banco de trás e a possuísse de forma primitiva e profunda…Lhe mostrando o que realmente vali a pena, levantou-se se encostando, levantou a mirada ao perceber que Marina estava com a chave de seu carro…

Mari: Você não vai voltar dirigindo, no caminho já me encarreguei que alguém venha buscar o carro…

Clara: Marina…

Mari: Você é surda Clara? , você vem comigo… – Se pôs tão séria que Clara se sentiu novamente enjoada, caminhou de volta para o carro se sentando no banco do passageiro…

Marina dirigiu em silêncio com sua cabeça pegando fogo e os olhos insitindo em lacrimejar olhou para ao lado e Clara olhava a janela e distraIdamente acariciava seu ventre por cima da blusa do moletom preto, fechou os olhos um segundo para logo os abrir recordando os sussurros Clara ao pé do seu ouvido em quanto faziam amor...

Um segundo para logo os abrir recordando os sussurros Clara ao pé do seu ouvido em quanto faziam amor

Mari: Se é tanto ódio assim como suas palavras proferem, porque disse que me amava ontem em quanto faziamos amor?

Clara sentiu seu corpo sacudir trêmulo, e parecia que o ar não adentrava mais em seus pulmões, segurou se firme nos bancos fechando os olhos os com força antes que poder se fazer de dissimulada, como poderia ter sido tão estúpida…

Clara: Do que você está falando ? – Seus olhos estavam arregalados, mais parecia que não conseguia ver absolutamente nada, seu corpo tremia seu queixo estava trêmulo…

Marina a olhou rapidamente, pensando que Clara ainda seguia enjoada, mordeu os lábios batendo com força no volante sentia que iria explodir a qualquer momento…

Mari: Qual é Clara ? Eu fiz uma pergunta e estou esperando por uma resposta… – Mudou de marcha não contendo a raiva, dirigia em alta velocidade…

Clara: Se você não for mais devagar vamos morrer nós três dentro desse carro…. PEGA LEVE MARINA TEM CARRO NA NOSSA FRENTE…

Mari: NÃO MUDA DE ASSUNTO CLARA, DROGA PARA DE FUGIR DE MIM….

– Clara se assustou pelo grito intenso, finalmente criando coragem e força parou um tanto de tremer se virou para Marina e disse…

Clara: Quando estávamos sobre efeito de algo forte não pensamos no que falamos, com você é a mesma coisa, acontece disse sem pensar…

Mari: Você disse sem pensar…- Mordeu os lábios arregalando os olhos incrédulas – Enquanto nós fazíamos amor, completamente entregues ontem sobre o efeito de algo tão forte você diz coisas sem pensar…

Clara: Sim… – desviou o olhar tentando não voltar a chorar.

Mari: SUA MENTIROSA… SUA MALDITA MENTIROSA….

Clara: PARA DE GRITAR MARINA VOCÊ TAMBÉM ME DISSE ALGO ONTEM MAIS EU NÃO CONSEGUI OUVIR PORQUE VOCÊ TAMBÉM NÃO ME DIZ O QUE É ?

Mari: EU ESTAVA SOBRE O EFEITO DE ALGO MUITO FORTE CLARA, SINTO MUITO QUERIDA – Ironizou – NÃO CONSIGO ME LEMBRAR…

Clara: VAI PARA O INFERNO MARINA…

Mari: VOCÊ AINDA NÃO PERCEBEU QUE COMEÇAMOS HOJE A VIVER NELE ? – Clara se calou se assustando com a fúria do grito de Marina, se recolheu abraçando o próprio corpo, estava descontrolada, completamente descontrolada, se segurou no banco, o carro estava em alta velocidade, olhou novamente para frente…

Clara: Vai devagar Mari… – Não pôde completar

Mari: FICA QUIETA, EU PRECISO ME ACALMAR E COM A SUA VOZ ME PONHO LOUCA EM QUESTÃO DE SEGUNDOS… – Passados alguns minutos, Marina recuperou a consciência que poderia causar algum dano, reduziu a velocidade, não demoraram a chegar no hotel calada Marina saltou feito uma felina do carro batendo a porta, não teve um que não olhou principalmente o manobrista que abriu a porta para que ainda com as pernas bambas Clara descesse do carro.

Vendo Marina quase correndo entrando dentro do hotel sem dizer nenhuma única palavra…As mulheres a olharam, e Clara tentou dar um sorriso, que acabou saindo nervoso, agradeceu ao chofer, para depois caminhar lentamente para dentro sobre o olhar dos curiosos que se perguntavam na certa o motivo pelo agradável e sedutora presidente das empresas Meirelles nem ao mesmo esperar a diretora da maior empresa de Marketing descer do carro, Clara levou as mãos a cabeça , sentia uma baita dor, acompanhada com o mal estar, seu rosto pálido suava…

O condutor do elevador a observou com cuidado assim que Clara lhe disse o andar… e percebendo que algo estava errado perguntou:

Condutor: A senhora está passando bem ? – Clara engoliu seco contendo as náuseas para poder responder:

Clara: Sim está tudo bem… – Disse e respirou fundo, de repente se sentia sufocada dentro do elevador…

Condutor: Senhora, seria melhor que eu chamasse por alguém, está sozinha na suíte? — O elevador havia chegado, enquanto ele novamente perguntava a porta se abriu, e Marina estava parada, com a mesma palidez no rosto e o mesmo suor…

Mari: Ela está comigo, obrigada pela preocupação… – Clara a olhou tentou caminhar, mas suas pernas lhe faltavam…

Notas finais
Comentem o capítulo. P.s: Não me matem! Eu amo vocês. Obrigada!