Uma linda mulher

25 I'm in love with you, and all these little things


Notas iniciais
Mais um capítulo. Modifiquei a história como algumas pessoas pediram... Espero que gostem *-*

Clara: Há algo errado… – Marina se aproximou pegando-a pela cintura ajudando Clara a andar, havia tirado as meias e o tênis e também o moletom, e sua pela brilhava pelo suor do nervoso que sentia.

Mari: Eu sei que há algo errado… Por favor — Disse a protegendo em seus braços, beijando-lhe a testa com nervosismo – Qual é o seu nome?

Condutor: Juan.

Mari: Juan, você poderia chamar alguém da enfermagem lá embaixo, para da uma olhada na minha mulher? – Clara franziu a testa fechando os olhos, ao ouvir “minha mulher’’, se abraçou a Marina tentando fazer com que seu estômago parasse de tremer daquela maneira, sentindo que com mais força Marina se abraçava a ela... Clara fechou os olhos, rezando para que tudo isso fosse um pesadelo…

Juan: Mas é claro que posso senhorita, espere apenas alguns minutos…

Clara treme, seria melhor que desse um banho bem morno… Marina agradeceu entrando dentro da suíte e foi direto para o banheiro, onde deixou que a torneira despejasse a água morna, enchendo a banheira, com Clara ainda em seus braços, tirou suas roupas.

Mas quando chegou a hora de com cuidado a colocar na banheira, Clara não se desgrudou Marina.

Marina respirou fundo sem dizer nenhuma palavra, com cuidado tirou sua calça e da maneira que pode entrou na banheira junto com Clara, colada a ela.

Clara abriu os olhos ao sentir a deliciosa água morna tocar seu corpo, ainda estava nos braços Marina.

Depois de 20 minutos, Marina se levantou e por fim se separaram, mas ainda sem dizer nenhum palavra nem a olhar nos olhos Marina se enxugou enquanto Clara em outro canto do banheiro se enxugava, olhou para trás, Clara estava melhor e já não estava mais pálida, saiu do banheiro botando uma calça e blusa bem larga dessa vez branca, deixou no banheiro uma camisola para Clara, era preta e vinha acompanhada de um hobby extenso até as canelas…

Clara vestiu sem dizer nada, colocou sua roupa intima limpa e caminhou até o quarto… Estava cansada, Oh Deus tão cansada, deitou-se na cama que já estava feita e fechou os olhos, mas suas mãos deslizaram pela cama a procura de Marina, do seu corpo, e teve a plena certeza que não a encontraria ao seu lado na cama.

Marina caminhou até a porta onde o médico havia acabado de sair, não havia nada de grave apenas havia dito que seria excelente que Clara fizesse exames e procurasse uma obstetra, Marina agradeceu voltando ao quarto, onde Clara continuava profundamente adormecida encolhida na cama, levemente coberta.

Mari Foi até a varanda pegando o telefone ligou para casa de sua tia Marieta que não demorou preocupada para entender o telefone.

Marieta: Oh minha filha, está tudo melhor, onde vocês estão? Clara ainda se sente mal? – Marina fechou os olhos molhando os lábios.

Mari: Estamos na suíte, Clara está dormindo, o médico já a examinou disse que está tudo bem… – Um enorme silêncio se fez na linha, Marina levou as mãos aos olhos. — Clara está grávida Marieta, e as coisas não poderiam ter sido piores do que hoje.

Marieta: Oh Marina, Não há o que dizer.

Mari: Vamos nos casar… – Marieta sorriu tristemente do outro lado da linha

Marieta: Clara concordou?

Mari: Na verdade vamos nos casar pelo meu filho… Clara não quer esse casamento, e disse que só o faria pela criança. – Abriu os olhos entrando na sala e deitando-se no sofá.

Marieta: Acha que é a melhor opção? Não é melhor que conversem e…

Mari: Não tem diálogo entre a gente Marieta, não há o que se falar, eu me descontrolo e acabo dizendo coisas impensáveis e Clara grita dizendo que me odeia. Não há solução, essa criança tem duas mães, portanto vai ter uma família. – fechou os olhos novamente, voltaremos em algumas semanas, falta pouca coisa para se terminar aqui.

Marieta: Casamento sem amor, mesmo pelos filhos Marina, acaba sendo pior do que nenhum casamento, acredite filha, há muito o que refletir, não é fácil viver como duas desconhecidas sobre o mesmo teto…

Mari: Não Marieta, quero que ele veja e seja criado por nós duas… Eu nunca tive nessa vida, tirando meu glorioso emprego, meu nome e meu dinheiro, e sem perceber ele veio, de mansinho, me matando de surpresa… Não é justo que uma parte de mim vague de um lado para o outro hora comigo e hora com a mãe dele… – Marieta franziu a testa se entristecendo.

Marieta: Não será fácil…

Mari: Nunca nada foi fácil…

Marieta: Clara não vai perdoá-la….

Mari: Eu sei que não vai… – Dito isto se despediu desligando o telefone, deitou se no sofá fechando os olhos, na certeza que sua vida nunca mais seria a mesma, e com essa certeza adormeceu… Já era noite quando acordou, sentiu as dores nas costas por ter dormido de mau jeito, a campanhia tocou, quem seria essa hora? Deu um pulo no quarto e viu que Clara seguia lá na mesma posição, caminhou até a porta atendendo…

Mari: O que você está fazendo aqui ? — Vanessa sorriu deixando as malas no chão, se aproximou beijando de surpresa os lábios de Marina… Marina se afastou incrédula… – Vanessa acorda, o que você está fazendo aqui?

Vanessa: Entrei de férias, ai lembrei que você vinha para Madrid e não resisti de saudades, vai Marina confessa você também está morrendo de saudades, é impossível que depois de mais de um Mês convivendo com a mesma mulher você não iria se enjoar, eu a conheço querida está doidinha para mudar de ares…

Mari: Você só pode ser maluca Vanessa…

Vanessa: Ok já percebi que você não está enjoada de Clara… – Marina não conteve o riso, estava tão cansada para entrar em uma nova discussão.... – Mas de qualquer jeito, vem vamos conversar e tomar um drink eu prometo que não faço nada.

Marina respirou fundo, até que seria bom conversar com alguém tentar relaxar se tranquilizar, coisa que seria praticamente impossível com Vanessa, mas de qualquer jeito respirou fundo, Clara não se importaria nem se Marina estivesse com a mais bela das mulheres em uma cama de Motel, entrou na suíte pegando uma camiseta a vestiu junto com seu tênis novamente saiu entrando com Vanessa na suíte do andar debaixo, ela guardou lá as malas, conversando como uma mulher normal, sobre assuntos agradáveis como Marina jamais havia visto antes, se surpreendeu até que Vanessa seria uma boa companhia…

Vanessa: O que foi querida? – Se aproximou a beijando na bochecha… – Marina você esta chorando ? – Marina não respondeu…

Mari: Eu acho que ela não me quer mais… – Vanessa franziu a testa. Marina estava falando de Clara?

Vanessa: Você está falando da Clara…?

Mari: É claro né Vanessa, de quem mais eu poderia estar falando? De você? – Vanessa arregalou os olhos, com a imensa vontade de jogar toda aquela farsa para os ares.

Vanessa: Então ela é uma boba, a maior das bobas, porque eu quero você Marina. – Marina a olhou franzindo a testa. O que estava acontecendo com ela?

Clara acordou por fim com os raios da segunda feira anunciando que precisava se levantar, havia dormido a tarde inteira e mais a noite inteira, havia acordado apenas para beber um copo de água seu corpo reclama por descanso e assim havia descansado, não havia nem sinal de Marina pela suíte, nada, nenhuma respiração nem um perfume, exatamente nada…

Se trocou botando um vestido social preto, fez toda a sua higiene matinal, prendeu os cabelos em um rabo de cavalo, e se maquiou com um pouco mais de cor pelas olheiras, botou os sapatos de salto passando seu perfume, passaria em qualquer lugar para tomar seu café da manhã, Será que Marina já havia ido para a nova empresa, e o pior tinham tantas coisas para decidirem juntas, tanto pessoalmente quanto profissionalmente, Clara precisava lhe perguntar se casariam apenas no civil, como seria a cerimônia, para quantas pessoas, era o seu tão esperado e planejado casamento, feito as pressas para se casar para somente cuidar de seu filho.

Entrou no elevador com sua pasta nas mãos, e logo no andar de baixo o condutor parou, abrindo as portas e sentiu o tremendo cheiro de álcool sentiu um tremendo enjoo, olhou para ver quem era o desafortunada, e suas pernas bambearam aos seus olhos se depararem com os olhos de Marina…

Vanessa: Bom dia, Clara… – Ela também cheirava a álcool Clara pode sentir, e estava apenas com uma camiseta larga e de calcinha, subiu os olhos olhando Marina, estava com os sapatos nas mãos, a camiseta toda esgarçada e os cabelos envoltos, os olhos assustada estavam tão esbugalhados quanto os de Vanessa.

Clara engoliu seco, se equilibrando no sapato de salto fino e alto… sentiu sua cara arder de vergonha ao olhar a cara de pena que o jovem condutor a olhava…

Marina começou a tremer e a suar como se especialmente nela fizesse um calor de 50° graus, Vanessa olhou Marina e sem dizer nada entrou de volta para sua suíte…

Condutor: Senhorita , a senhorita vai entrar? – Marina não disse nada, e Clara continuou com os olhos ofuscos e com as mãos trêmulas a olhando diretamente nos olhos… E com uma força inexplicável para que sua dor e seu pranto não a continuassem a correr como ocorria naquela momento, Clara ergueu os olhos com ainda mais desprezo…

Clara: Se você puder... suba, tome um bom banho, há pessoas esperando por nós – Engoliu o visível choro, Marina fechou a boca baixando os olhos… – Agora saia desse elevador antes que eu vomite com esse cheiro de vodka… – Marina rapidamente saiu a olhou, e tudo que viu foi uma placa de gelo que a olhava com um desprezo que lhe doía…

Mari: Eu não dormi com ela… Clara me olhe nos olhos, eu não…

Clara: E você também não vai mais dormir comigo, sai Marina eu estou grávida e estou ficando enjoada… – Assim que Marina tirou os pés do elevador o mesmo se fechou E Clara se apoiou contra o respaldo do elevador fechando os olhos, para respirar sem parar, deixou sua pasta cair no chão, o condutor se assustou pegando a mesma…

Juan: Senhora, está tudo bem ?

Clara: Só faço isso andar mais rápido, pelo amor de Deus…

Juan: Nós podemos voltar, falar com a sua esposa…

Clara: Ela não é minha esposa – quase gritou – Ainda não é minha esposa…

Marina subiu em um pulo quase ela mesmo vomitando pela situação, tomou um banho longo onde esfregou todo o corpo e acabou arranhado seu pescoço, não havia dormido com Vanessa tinha plena certeza disso, mas até então Clara acreditar, estava tudo perdido, o resto de esperança que tudo se resolvessem e o casamento com tanta fé desse certo. Sentiu vontade de estapear a si mesma, se trocou rapidez colocando com agilidade o terninho, penteou os cabelos escovou os dentes mais umas 3 vezes, pegou sua pasta e as chaves do carro, não demorou muito para chegar ao edifício que estava quase completamente decorado possuía cerca de 5 gigantescos andares, construções magníficas feitas exatamente para a recriação de filiais de grandes empresas, foi direto para as salas de reuniões…

Onde Clara falava com os outros organizadores a respeito dos detalhes restantes, o silêncio se fez presente quando Marina entrou na sala, Marina cumprimentou a todos, e assim que terminou, Clara pegou sua pasta se despedindo dos demais organizadores…

Clara: Bom, senhores a minha parte acaba de ser concluída nesse projeto, estarei aqui até o meio da semana caso necessitem de algo estou a disposição… – Deu um sorriso triste às seis pessoas presentes na sala que se despediram igualmente a ela, saiu da sala deixando Marina desnorteada e perdida com tantas pessoas a olhando, sem pensar duas vezes correu a tempo de a pegar no elevador…

Mari: Não faz isso, não faça dessa maneira, Clara não piore o que já está quase perdido… – Clara desviou a atenção para o pescoço de Marina que sangrava, parecia um arranhão de unhas compridas… sorriu irônica antes de fechar a cara franzindo a testa e com mais um tom desprezível disse:

Clara: Seu pescoço está sangrando querida… Dizem que pior que uma mulher que ama uma mulher com coração ferido na realidade dizem tantas coisas que na prática é tão diferente, há pessoas que estão acostumadas a dizer ‘’Eu te amo’’ no primeiro segundo que se conhecem e há pessoas que podem passar anos e permanecem sem dizê-lo.

Mari: Clara, me perdoa, eu não deveria ter ido beber com a Vanessa, sim, eu sei que eu não deveria ter te deixado sozinha. Me perdoa por isso.

Clara: E VOCÊ PRECISAVA FAZER SEXO COM OUTRA MULHER? Você me usou, para obter o que podia ter até hoje sem todo esse sofrimento e desencontro…

Mari: EU NÃO FIZ SEXO COM ELA. NÃO DORMI COM ELA, CLARA! EU NÃO CONSEGUIRIA.

Clara: NÃO? CONTE-ME OUTRA, MARINA. – ela revirou os olhos visivelmente irritada.

Mari: Não, droga. Não conseguiria. Porque eu amo você, sua idiota! – ela disse com lágrimas nos olhos gritando as últimas palavras.

Clara arregalou os olhos ficando sem fala.

Mari: Eu amo você, amo você, Clara. Eu sempre tive tanto medo de expor meus sentimentos. Porque isso me deixaria mais fraca, eu sei que é idiota, mas é isso, você poderia ir embora e eu ficaria aqui como a maior estúpida de todos os tempos.

Clara: Eu também amava você… Eu amei você na semana que nos conhecemos, eu amei você quando aceitei carregar esse filho, eu amei você por tudo e por todos os sentidos da palavra amar… – Finalmente deixou uma lágrima cair e fechou os olhos engolindo a saliva – Eu não, eu não te amo mais Marina… – Ela ficou com a testa franzida.

Mari: Você está mentindo, Clara eu sei que você está mentindo… Por favor, não tenha medo agora. Eu tive medo de dizer isso por tanto tempo, e não deu em nada. Só em brigas, brigas e brigas. – Fechou os olhos controlando o choro contido em sua voz – Ainda dá tempo… temos tempo, querida… – Clara balançou a cabeça negativamente.

Clara: Você jogou o seu jogo, meu amor… – Sua voz era terna e um sorriso triste apareceu em seus lábios – Você tem razão, eu estava mentindo, eu amo você, mas não confio em você…– negou com a cabeça sem parar...

Mari: Eu era egoísta, Clara, eu precisava estar segura de que você nunca me deixaria… além do mais tinha Luiza, tinha ela sempre tão junto de você e… – Baixou a cabeça – Clara? Eu não sei o que dizer…

Clara: Vá embora Marina… – Mordeu os lábios trêmulos – Desaparece daqui por favor… – Levou as mãos à cabeça olhando a mão de Marina que continuava estendida…

Mari: Eu não vou a lugar nenhum, é isso o que eu mais quero, me casar, uma casa onde eu possa passar o resto da minha vida com meu filho e minha mulher… Eu não fiz nada de mal, eu apenas me enganei ao pensar que você também me amava, e que pode. – Clara a interrompeu.

Clara: Eu amava você, eu amo você, mas os meios não justificam os fins Marina… e nós fomos tão infelizes nesse tempo, porque a mulher que eu amava nunca havia me dito que me amava, por puro medo…

Mari: EU ESTOU DIZENDO AGORA! – Se remexeu inquieta tentando fazer com que Clara entendesse.

Clara: Marina... – Clara tentou buscar alguma palavra, mas nada lhe veio à cabeça.

Mari: Ei, está tudo bem, vamos ficar bem… – Ela limpava as lágrimas de Clara que agora chorava baixinho.

Clara fechou os olhos se sentindo inválida, olhou Marina, negando continuar a discussão, Marina fez o mesmo ao seu lado, e logo seguiram caminhando em silêncio para o quarto onde Marina fechou a porta e se sentou ao lado de Clara…

Ficaram lá paradas sem dizer uma única palavra por longos minutos…

Mari: Não dá mais, Clara. – Negou com a cabeça mirando-a – É agora ou nunca… ou acaba aqui ou começa aqui.

Clara se virou mirando-a e mordeu os lábios controlando o impulso e finalmente respondeu.

Clara: Começa aqui… – franziu a testa – Vai ser pior sem você, eu não vou conseguir. – Marina sorriu fechando os olhos como se tivesse vencido a mais longa das batalhas internas e externas e abriu os olhos a olhando nos mesmos.

Mari: Olá “doçura’’... – recordou a ela a maneira de como haviam se conhecido...

Clara: Olá, Baybe… – Respondeu Clara como se depois de tanto, tanto tempo, pela primeira vez pudesse enxergar sua futura esposa à sua frente.

~.~

Era noite, e a chuva caia com força enquanto Clara descia do carro com a ajuda de Marieta que estava deslumbrante em seu vestido dourado, Flavia sorriu com lágrimas nos olhos ao ver a felicidade instalada no rosto belo de Clara coberto pelo véu branco assim como seu vestido maravilhoso e brilhante… Flavinha estava de prata com seu marido Robert ao seu lado, haviam se casado há 4 meses e moravam em uma maravilhosa cobertura há 1 hora do centro da cidade.

Flavia deixou escapar uma lágrima abraçando Clara que já estava de pé na frente da igreja luxuosa e lindamente decorada com centenas e centenas de convidados, seu casamento era o casamento do século e não havia uma pessoa sequer que não desejava fazer parte dessa enorme e estupenda comemoração, sua maquiagem estava radiante e ouviu alguém dizer que nunca havia visto um noiva mais bela, Marieta havia lhe dito que era pela gravidez, que as mulheres grávidas ficavam mais belas, e mais felizes, Clara assentiu, porque era exatamente como ela estava se sentindo, levou as mãos na barriga de 5 meses e meio, o vestido a realçava e fazia com que seus olhos constantemente cheios de lágrimas brilhassem ainda mais…

Olhou aos fotógrafos ao seu redor, os flashes iluminavam a noite chuvosa, e tudo parecia por demais iluminado com a luz e a decoração toda branca da igreja, subiu as escadas, agora era a hora, Marieta lhe deu um beijo na testa…

Marieta: Não chore querida, vai dar tudo certo. – ela a encorajou.

Robert: Você está linda Clara… – Se abraçou à Flavinha que não pôde fazer nada mais do que chorar pela felicidade da cunhada.

Sophia se aproximou dando um longo abraço em Clara, estava linda e também não conteve as lágrimas não se permitindo a dizer nada…

Todos tiveram a entrada enquanto Clara aguardava em uma sala sozinha sentada no sofá a hora de entrar, sua agente, a organizadora de todo o seu casamento em poucos meses a chamou, era hora…

A música soou em seus ouvidos e seu corpo inteiro tremeu, sentiu seu bebê se movimentar.

As portas se abriram e todos se levantaram, tios, familiares de Marina, todos estavam presentes sentiu a presença de seus pais em seu coração, isso a deixou emocionada sorriu começado a caminhar, entre todos os rostos a adoração e o reflexo que Clara estava deslumbrante, e quando por fim olhou para frente Marina estava lá, mordeu os lábios segurando os queixos trêmulos porque Marina quase chorava, porque Clara quase chorava por finalmente estarem felizes em muito tempo. Ela estava radiante. Virou o rosto com o intuito de observar as pessoas presentes na igreja e seu olhar de deparou com o de Vanessa que estava séria e parecia não entender completamente o que se passava, ela então parou no meio do longo tapete vermelho, respirou fundo Clara continue, continue a caminhar pensou, e assim continuou sorridente até chegar ao altar, não havia percebido até agora a companhia do tio de Marina ao seu lado, lhe sorriu em agradecimento, quando por fim Marina a olhou Clara retribuiu o olhar, era claro assim como o dia, para a alegria, a felicidade e a vontade de gritar de emoção expressos nos olhos onde só Marina pôde decifrar o que se passou, onde tudo foi de mal a pior, e agora tudo estava tão verdadeiramente bem que até a deixava nervosa, onde tudo não poderia ter sido mais feliz do que esse dia, o dia do seu casamento…

Ao beijá-la na testa, Clara sorriu ao que tocou seus lábios no de Marina em um beijo simples, sem língua, só um toque leve nos lábios da mulher que amava, e que agora seria dela, somente dela, de corpo e alma. Sentiu vontade de correr daquele altar onde todos sorriam saudando ao que elas transpareciam ser o casal mais feliz de todo o mundo, e na verdade, a felicidade nunca lhe veio com tanta força.

Enquanto a juíza falava, Clara estava com sua mente e seu coração agitados enquanto observava Marina, que segurava sua mão com carinho, transmitindo confiança. Fechou os olhos e foi como se naquele momento tudo tivesse por fim chegado a se concretizar.

Notas finais
Muito obrigada. Comentem! :D