Notas iniciais
Hoje em estou sem tempo escrevi esse capitulo correndo e não tive tempo para responder nenhum comentário, mas prometo que domingo eu respondo todos os comentários e posto o próximo(o de pascoa então se você não falou sobre como é a pascoa do seu personagem você ainda tem tempo), e segunda o complemento desse capitulo. Esse capitulo é dedicado a Team A pela sua belíssima recomendação fiquei muito emocionada.

Assim que a porta da nave foi aberta todo o grupo se espantou não esperavam aquela floresta verde, as árvores pareciam querer tocar o seu com seus longos galhos, e os troncos destas parecia tão grossas que mesmo cinco homens não conseguiriam abraça-los. Os seis jovens usavam trajes especiais pretos e verde escuro que conseguiam manter a temperatura de seus corpos estáveis, tinham suas armas ou em cederes ou a tira colo e mascaras que lhes permitiam respirar, segundo pesquisar aquele ar era próprio para a sobrevivência humana, mesmo assim todos ainda se sentiam receosos em testar.

–Qual é o plano?-questionou Rosie olhando para cima, perto da maior parte dos humanos sempre se sentira pequena, quando estafa na estufa na nave quase não conseguia conter seus temores que o mundo pelo qual tanto sonhara fosse grande demais para ela, mas aquelas árvores superavam todas as expectativas que a garota tivera.

–Podemos escolher uma direção e seguir por algum tempo- sugeriu Jon olhando para seu relógio em busca de alguma informação útil, mas sem qualquer varredura do local era inútil esperar resposta daquele aparelho.

–Ou então coletar dados- ponderou Nanda passando a mão pela folha de uma plana, por mais que estivesse com a luva do trave ainda conseguia sentir a aspereza dessa, passou os olhos pelo ambiente em busca de alguma coisa interessante, mas tudo tinha um ar de novo e prendia sua atenção.

–Eu adoraria achar um riacho- comentou Alissa tentando ouvir algo como o leve sussurrou da água nas pedras ou o farfalhar das folhas quando o vento sobra, mas a floresta permanecia tão silencioso quanto as estufas ou os jogos como se não quisesse cooperar com a jovem líder da missão.

–Acho que a melhor coisa a se fazer é seguir uma direção, sugiro a direção norte.

–Por que norte?- questionou a curiosa Rosie.

–Sei lá, sorte- disse o garoto dando de ombros e sorrindo para ela, então pela primeira vez percebeu que um dos membros da missão não tinha falado ainda, virou para um lado e para o outro, mas não encontrou nenhum vestígio de Peter.- Pessoas onde está o Lenhador?

–Como assim?- questionou Alissa que se encontrava entretida com algumas frutinhas no chão, a garota então passou os olhos pelo grupo contando todos e realmente faltava um, como não percebera que um deles tinha sumido? Era sua responsabilidade manter todos eles vivos, mas tinha perdido um nós primeiros segundos fora da nave.A garota então pegou o seu comunicador, um pequeno disco preto de onde saiam algumas luzinhas, a garota então apertou um dos botões escondidos e números apareceram em um dos lados do aparelho, a garota apertou o número três e então esperou alguma resposta, mas nada aconteceu.-Isso não está funcionando então vamos ter que procurar ele, Niko e Rosie vão por ali- disse apontando o norte.-Jon e Nanda para lá- a garota então apontou para o leste-, e eu vou por ali- disse apontando para o oeste.

–Mas ele pode ter ido pelo sul- observou Nanda.

–Somos cinco e não vou deixar ninguém andar sozinho, não quero que mais um perca. Mantenham-se perto da nave já que os comunicadores só funcionam em uma curta distancia, pelo menos enquanto não estalamos equipamentos de comunicação.

Jon e Nanda então seguiram o caminho determinado por sua líder, logo não ouviam nenhum som além da respiração um do outro, seu passos eram silenciosos e seus olhar aguçado atento a qualquer movimento repentino que acontece ao redor.

–Você acha que isso vai dar certo?- perguntou Nanda, aquilo era mais um desabafo do que uma pergunta mesmo assim deixou que aquilo saíssem pelo seus lábios mesmo que de um modo infantil e frágil.

–Isso o que?- o outro questionou percebendo que ela estava se referindo mais do que só ao sumiço do colega.

–Tudo, essa aventura, a sobrevivência nesse mundo, será que tudo vai dar certo?Será que vai valer a pena no fim?-a garota parou entre dois carvalhos e encostou suas costas nele, quando o garoto reparou que ela tinha parado se virou e olhou para ela.

–Eu nem ninguém tem como responder se vai valer a pena ou se vai dar certo, por que, como você disse, isso é uma aventura e toda a aventura tem seus riscos, eu sei que dá medo quando nós arriscamos, quando nós entregamos ao desconhecidos, aquele frio na barriga vem, mas estamos livres pela primeira vez. Agora podemos decidir e fazer o que achamos que é certo sem adultos para dizerem o que devemos fazer ou mesmo sem autoridades, apenas nós, doze jovens cheios de sonhos e esperanças, sendo nós mesmos sem cobranças ou sem seguir o desejo de nossos pais, apenas sendo o que somos.

–Você se sentia controlado?

–Todos os dias, acho que eu nunca me sentia mais livre do que agora- disse ele sorrindo para ela.

–Então você está pronto para realizar todos os seus desejos e sonhos finalmente?

–Acho que sim,nesse momento eu não quero pensar nisso, quero apenas conseguir saborear essa sensação.Já sentiu aquele desejo de congelar o tempo?

–Já, sempre, mas isso nunca acontece.

–Infelizmente, por que esse seria um desses momentos que eu adoraria voltar daqui alguns dias, meses ou anos e me lembrar de tudo, principalmente desta conversa.-Fernanda sentiu suas bochechas ficarem vermelhas e seu coração bater mais rápido, mas antes que qualquer coisa acontecesse ouviram um grito vindo de alguns lugar.Os dois correram na direção do grito.

........

Niko e Rosie andavam por algum tempo finalmente conseguiam ouvir o barulho na natureza, muitos pássaros cantavam acima deles, assim como o constante barulho de água corrente, mas por mais que eles procurassem não conseguiam achar a origem do barulho, decidiram então para por um momento se sentando em uma pedra.

–A canto deles não é bonito?- perguntou a garota puxando assunto.

–Sim, é uma melodia tão suave que dá vontade de dormir.Me lembra de uma cantina de ninar que minha mãe cantava- observou o rapaz erguendo a cabeça tentando achar algum dos pássaros que cantarolavam.

–Canta-sussurrou a garota fechando os olhos levemente para se concentrar na melodia.

–Meu filhote de passarinho/ seus cabelos macios como plumas/ seu apetite tão voraz/seu sorriso me fascina/ e seu...- cantou o garoto parando naquela parte por alguma razão não se lembrava do resto, sentiu seu rosto molhado e percebeu que estava chorando, nem tinha percebido quando começara a chorar simplesmente acontecera naturalmente, junto com as lágrimas vieram um cheiro de perfume feminino não era de Rosie, ou de sua mãe adotiva, mas de um resquício de sua lembrança de sua mãe biológica junto com aquela melodia.- Eu não me lembro do resto.

– Seu sorriso me fascina/ e seu mundo que me faz rir/ pinte um por do sol para mim/ ou uma árvore verde com milhares de pássaros a cantar/ como é bom te amar- Rosie completou a canção, aquela era uma cantiga comum em Jonine, não sabia como um garoto de Galine, seu pai nem sua tia cantara alguma dia para ela, mas já ouviram diversas mães cantarem para seus filhos e filhas. Rosie abriu os olhos e ia perguntar como o garoto conhecia aquela música quando percebeu que o rapaz tinha os olhos vermelhos e lágrimas escorrendo pelo rosto.-Você está......-Antes que pudesse terminar a frase viu um vulto passar perto dos dois, a garota então colocou a mão no ombro de Niko e agitou ele atraindo a atenção do rapaz para o movimento.

.........

Alissa precisou andar bastante para achar Peter sentado em uma pedra olhando a horizonte, os dois estavam a beira de um penhasco que parecia começar do nada já que a menos de um metro estava uma floresta inteira, olhando para baixo podia se ver um deserto assim como um pântano, a garota não conhecia muito geografia, mas não parecia certo haver uma mudança tão brusca de espaços como aqueles. Antes que pudesse falar com Peter ouviu um grito vindo em sua direção, Peter se levantou e se virou na direção do barulho. Já Alissa ativou o comunicador ligando para a nave.

–Socorro estamos ouvindo gritos acho que alguma coisa grave aconteceu precisamos de reforços.

–Eu vou chamar os outros e informa-los- falou uma voz masculina do outro lado.

–Rápido- falou a garota para o outro lado da linha, então desligou o comunicador e pegou o arco enquanto Peter se preparou pegando seu machado.

Notas finais
Espero que tenham gostado amores, tenho que ir. Cup