Notas iniciais
Oi pessoas, estou aqui com a primeira parte do capitulo de páscoa, são duas partes, sendo que a segunda sai amanha. Esses anos tipo "Cinco anos atrás" são em relação ao tempo normal da fanfic, não sei se comentei, mas a fanfic acontece em 3.003, depois de cinco guerras mundiais, quem quiser saber mais é só falar no comentário que eu posso fazer um capitulo sobre isso. Musica do capitulo: https://www.youtube.com/watch?v=c_UOL1-weMc

Um ano atrás:

Niko sempre odiou a páscoa, ver todo aquele chocolate lhe dava ânsia de vomito, mas naquele ano sentia que odiava ainda mais a páscoa ver todas aquelas crianças correndo com os ovos que ganhavam no refeitório, somente naquele dia do ano, lhe deixavam com raiva, “você esta ranzinza hoje” pensou Niko entrando no refeitório, pegou uma bandeja, que era de laranja berrante, e se dirigiu para a fila. Estava tão disperso que nem percebeu quando era sua vez, a jovem garota que dava a comida no refeitório tocou gentilmente em seu pulso o trazendo de volta a realidade.

–Duas colheres de arroz- pediu o rapaz, a garota colocou as duas colheres e voltou seus olhos azuis para ele como se pergunta-se o que ele queria além do arroz o garoto apontou para uma carne a garota colocou.-Só isso.

–Espera- disse a garota pegando o seu peger e procurando algum o nome do rapaz em uma lista.-Eu tenho que entregar o seu doce.

–Mas eu não como chocolate- disse o rapaz com um certo rancor, odiava não poder comer chocolate, mas uma alergia rara a cacau o impedia de comer o doce. Certa vez tentara comer, mas seu rosto ficava vermelho e sua garganta quase se fechara o impedindo de respirar, naquela ano passara o resto do feriado na enfermaria enquanto seus amigos e colegas da escola brincavam e comiam chocolate.

–Sendo assim- a garota então entrou na cozinha deixando o rapaz esperando enquanto as outras pessoas da fila ficavam um pouco bravas com a demora, Niko pensou em sair de lá, mas decidiu esperar a garota voltar, enquanto isso tentou lembrar o nome dela. A garota era um ano mais novo que ele por isso não estudavam na mesma turma, mas uma recordação veio em sua mente, um de seus amigos uma vez tinha ido falar com a garota e perguntar seu nome. Então o garoto se lembrou, Fernanda era o nome da garota, mas todos a chamavam de Nanda.

Nanda saiu da cozinha com um pirulito que era do tamanho de sua palma da mão e entregou ao garoto, o rapaz ficou olhando por um tempo o doce, como não comia chocolate sempre ficava sem doce no feriado, aquele era o primeiro doce que comeria em anos na páscoa, um pouco emocionado o garoto sorriu para Nanda e agradeceu a jovem que apenas sorriu.

Quando o rapaz foi embora à garota atendeu mais alguns jovens antes da outra garota que cuidava do refeitório chegar dizendo que seu turno acabara. Nanda tirou o avental e a rede dos longos cabelos pretos, e lavou as mãos. Passou os olhos pela cozinha onde setecentos ovos estavam empacotados esperando que fosse entregues para os trabalhadores da nave. A garota inalou o doce cheiro da guloseima, tinha feito grande parte daqueles ovos na véspera sem ter provado nem um pedaço e estava com muita vontade de comer um. A garota estava quase saindo da cozinha quando reparou que um dos ovos não estava embalado no mesmo embrulho vermelho que os outros, aquele estava embrulhado em um plástico preto com uma fita azul, o ovo se encontrava escondido entre os outros em uma das estantes, curiosa a garota foi até onde o ovo estava, pegou ele e viu que tinha uma plaquinha de papel onde estava escrito:

Nunca pensei que teria uma filha nessa idade, já que sou muito velha, mas você, Fernanda, é como uma filha para mim, e mercê um futuro incrível, infelizmente só posso te dar esse ovo.

Feliz páscoa.

Roseli

A garota ficou olhando por um tempo para o ovo sem acreditar, aquela mensagem era da sua amável chefe, sempre a achara uma cozinheira muito boa e uma mulher com um coração de ouro, mas nunca pensara que ela podia pensar nela como uma filha. Nanda amava sua mãe, mas está é muito insensível e seca, diferentemente se seu pai, e saber que a cozinheira chefe gostava tanto dela a ponto achar que ela era uma filha era tocante, a garota então colou o ovo perto de sua mochila, colocou novamente o avental e pegou o livro de receita folheando-o até achar a página onde estava a sobremesa favorita de Roseli .

Quando finalmente o doce ficou pronto a garota colocou em um pote, e pregou um papel nele escrito:

Para a melhor cozinheira, uma mulher incrível que é como uma mãe para mim e tem um coração de ouro.

Nanda

..................................................................................................................................................

Dois anos atrás:

Nancy nunca amara a páscoa, mas depois da briga de seus pais em sua décima segunda páscoa, quando seu pai brigara novamente com sua mãe por essa estar bêbada, a garota tinha começado a ter um ódio extremamente grande por aquele dia. Seu corpo sempre parecia saber quando a páscoa chegava principalmente deu pescoço onde tinha uma cicatriz, uma memória recorrente daquela páscoa desastrosa, mas por alguma razão a garota queria que aquele dia fosse diferente dos outros. Colocou um vestido simples, um dos raros exalares que mantinha em seu guarda roupas e saiu do seu quarto em direção a pequena sala que unia o quarto dela com o de seu pai.

–Oi, pai- saldou a garota se sentando ao lado dele, no sofá branco. O homem a olhou de cima a abaixo nada satisfeito, odiava quando sua filha usa qualquer vestido, mas aquele em especial já aquele era um dos vestidos que a mãe da jovem usava quando os dois namoravam, Gabriel não podia culpar sua filha já que fora ele que lhe dera o vestido, mesmo que no momento que fizera isso nunca tivesse imaginado que doeria tanto vela o usando.

–Parece feliz, devo me preocupar?

–Não, só acho que eu deva odiar eu não devo odiar a páscoa pelo resto da minha vida.

–Então o que planejou para hoje?

–Ir até a sala de recreação, planejaram fazer uma casa aos ovos, se lembra quando você me levava para procurar os ovos?

–Queria não me lembrar isso- murmurou o homem, doía sempre se lembrar dos primeiros anos de vida de Nancy, já que naquela época ele e sua ex-mulher, que morrera a alguns anos por causa do álcool, tinham um relacionamento saudável e amigável.-Agora vá, antes que a brincadeira acabe.

A garota saiu de “casa” e foi até a sala de recriação onde um grupo de jovens brincavam de alguns jogo enquanto alguns pais de mãos dadas com seus filhos andavam pela sala a procura dos ovos de madeira. A garota se sentou em uma das mesas de madeira e ficou observando as pessoas, estava observando um bebê mordendo um ovo de madeira quando um rapaz se aproximou dela.

–Moça será que eu posso pegar esse ovo que está no seu pé, meu priminho quer ganhar a competição- disse o rapaz apontando para um garoto de aproximadamente cinco anos.

–Sim, eu quero ganhar.

–Claro- a garota então tirou o pé de perto do ovo, que até então não percebera que estava lá, deixando o rapaz pegá-lo.

– Obrigado- disse o garotinho abraçando o ovo de madeira que era decorado com padrões geométricos.

–Não precisa agradecer, espero que você ganhe.

Os dois se afastaram de Nancy, Matt passou as mãos pelo cabelo do primo, e os dois caminharam até a mãe de Matt que estava segurando uma cesta de páscoa, os dois colocaram o ovo encontrado lá, com aquele tinham cinco, mesmo assim Davi, o priminho de Matt, não estava satisfeito e saiu correndo atrás de mais. Matt se sentou ao lado de seu pai, era um homem muito parecido com o filho, e muito inteligente, era um dos poucos médicos que não viviam em Kelieve por isso sempre vivia muito atarefado, mas a família de Matt tinha muitas tradições e uma delas era se reunir na páscoa, uma tradição que seu pai seguia a risca.

–Como está o trabalho?- perguntou sua mãe, como esta vivia em Jonine via o filho poucas vezes, mas em dias comemorativos sempre estava lá.

–Cansativo- admitiu Matt sorrindo para sua mãe, ser um engenheiro químico não era nada fácil, mas o rapaz adorava o que fazia.

–Mas você esta feliz?

–Sim- disse ele segurando a mão de sua mãe.

–Todo o trabalho duro tem suas recompensas, meu filho, e tudo vem com um preso- disse o pai dele pegando uma casca de ovo vazio e um pincel e desenhando algumas formas geométricas, os traços dele eram claros e delicados, “as mãos de um cirurgião” zombava sua esposa, mas o homem não se importava com aquilo, adora pintar.

–Eu sei disso- disse o rapaz levemente estressado com o jeito gélido e rígido que seu pai usava quando falava.

–Não fale assim com o seu pai, ele só quer o melhor para você- reprendeu sua mãe, o rapaz sorriu mesmo ganhando algumas broncas a páscoa era uma época mágica para ele, e nada mudaria isso, ou era o que ele imaginava.

...........................................................................................................................................

Cinco anos atrás:

Para Deina a páscoa era um dia estranho, tinha sido um de seus feriados favorito, mas isso fora antes de se tornar um dia tenso após sua mãe dar a luz a Elisa, um crime já que para diminuir a natalidade tinha sido importa uma regra de apenas três filhos por habitante.A cada ano a páscoa significa mais um ano que a garotinha vivia escondida de todos, apenas uma pessoa fora da família sabia da existência da garota Regina Hamist, a melhor amiga da mãe de Deina que fizera o parto, e que era também a mãe de Jon.

–Deina, você está bem?- perguntou Elisa sorrindo para a irmã.

–Sim, meu amor, eu só estou pensando- disse a garota abraçando a irmã, com uma diferença de sete anos as duas se dava muito bem, Deina era uma irmã carinhosa e atenciosa de um modo que nunca fora com ninguém mais, era como se tivesse uma barreira ao redor de si que apenas Elisa conseguia atravessar.-Você gostaria de pegar um ovo?

–Sim- disse a garota sorrindo, mas logo o sorriso foi trocado por uma careta-, mas a mamãe não vai deixar.

–Ela não vai ficar sabendo- disse a garota de doze anos sorrindo para a irmã de cinco anos.

–Então vamos.

Deina agarrou o braço de Elisa e as duas saíram de “casa” escondidas, o corredor se encontrava vazio, então as duas não tiveram grandes problemas para chegar até a cozinha, entraram pela porta de trás, a encontraram sem ninguém trabalhando e cheia de ovos de páscoa, as duas andaram pelos corredores cheios de ovos até achar um que gostaram, decorado com um embrulho azul brilhante e com fitas douradas, as duas pegaram aquele ovo e saíram da cozinha. Estavam quase chegando no corredor de casa quando Deina ouviu uma voz conhecida a chamar.

–O que quer, Jon?

–Quem é ela?- disse apontando para Elisa.

–Eu sou Elisa, a irmã de Deina.

–Irmã?- questionou Jon levantando a sobrancelha direita.

–Jon você não pode contar para ninguém sobre a Elisa- suplicou Deina com os olhos cheios de desespero.

–E por que eu faria isso?

–Por que é certo- suplicou a garota sentindo o desespero a dominar.

–Eu vou fazer isso, mas com uma condição.

–Tudo bem, qual é?- questionou a garota pensando em bater no garoto, mas se rendeu não tinha nada que pudesse fazer usando sua força que garantisse que ele ficaria quieto.

Notas finais
A cesta de páscoa:http://www.bigtudoartesanato.com.br/wp-content/uploads/2014/01/cesta-coelho-rosa-284x300.jpg Se o seu personagem ainda não apareceu vai aparecer no próximo. O que você achou? Comente!!! Cup