Uma galáxia-INTERATIVA
7 Nossa primeira missão de verdade
Notas iniciais
Todos os doze jovens estavam sentados ao redor de uma grande mesa em uma das salas daquela nave, Nancy não podia deixar de notar que estavam em uma Arca de Noé, seis garotas e seis garotos, algumas plantas, água o suficiente por dois meses, algumas amostrar de plantas e animais para serem criados futuramente, e um mundo todo para explorar. Por algum motivo a garota sentia-se culpada por querer tanto explorar aquele mundo, talvez com medo que erros antigos se repetissem, que aquele mundo fosse destruído como a Terra. Decidiu deixar aquele pensamento de lado e começar a prestar mais atenção naquela reunião, o garoto que todos chamavam de Lenhador falava alguma coisa sobre explorar o planeta logo enquanto alguns estavam do lado dele outros diziam que ele estava errado.
–Por que não vemos quem é o líder logo?- questionou Nancy falando pela primeira vez naquela mesa.
–Ela tem razão, alias qual é o seu nome?- perguntou Chris.
– Nancy.
–Muito bem, todos concordam que vamos descobrir quem é o líder?- questionou Niko que durante toda aquela discussão atuava como intermediário dos dois lados. Todos murmuraram suas resposta, a maior parte parecia animada para descobrir quem era o líder, mas outros nem tanto como se tivessem um mal pressentimento. Nesse quesito como tantos outros a garota de cabelos castanhos sentisse imparcial, mesmo assim murmurou um sim.
Maddie se dirigiu ao computador central da sala e escreveu alguns códigos até que um padrão de números binários comoçou a passar pela tela em uma velocidade assustadora e um vídeo apareceu. A primeira coisa que os jovens perceberam foi o homem que falava, parecia estar na casa dos quarenta, tinha uma aparência cansada, mas um porte elegante, uma frase passava bem divagar na dela “ Presidente do conselho de ética e cientifico da Helions, Jon Winter”.
–Fico feliz se averiguar que chegaram a Jenevivi- disse o homem com um sorriso falso para a câmera-, todos da Helions trabalhamos desde 2053, começo da terceira guerra mundial, para retira-los da Terra e leva-los em segurança para um novo país e hoje vocês conseguiram realizar essa façanha, graças aos estudos de todos os nosso departamento. Então agora recomendamos que usem todo o treinamento de sobrevivência que tiveram e explorem esse mundo intocado até hoje, e boa sorte para todos.
O vídeo então acabou e o código binário voltou a passar em alta velocidade até parar e um dos números brancos começar a crescer, no começo era um número 1 até começar a crescer e deixar sua forma para ser apenas um borrão branco que cobriu toda a tela. Um outro vídeo abriu, era um homem de cabelos pretos e olhos castanhos cheios de ferocidade, se encontrava sozinho em frente a uma palanque do auditório escuro, muitos o conheciam como o Comandante de Jonine, já Dey o chamava de pai. “Fabio Cale” se lia embaixo seguido de vários títulos que adquirira durante sua vida.
–Como todos sabem nossas naves sofreram avarias, e existe uma chance mínima que sobrevivemos por isso escolhemos doze jovens para embarcar na nave auxiliar e chegarem a Jenevivi. Eles foram escolhidos por suas habilidades, conhecimentos e virtudes, lamento afirmar isso e colocar todo o peso no ombro deles, mas não se pode esconder que eles são a ultima esperança da raça humana sobreviver, se nós cairmos eles serão os últimos humanos fora da Terra. Nunca tive ou vou ter o privilegio de conhecer todos els, mas confio em todos eles para realizar essa tarefa, todos nós temos que acreditar neles. Deixei essa missão nas mãos competentes da minha filha para manter todos os jovens vivos e a todos os outros para mantê-la viva e explorarem o mundo pelo qual a tanto sonhamos. Então peço a todos que se levantem e batam palmas a esses jovens- as luzes do auditório se iluminaram e a câmera se virou para os presentes que se levantavam e saldavam os jovens, por um pequeno quadrado no lado direito da tela se podia ver as fotos que passavam atrás do palanque e que todos aplaudiam.
Depois de todas as fotos serem mostradas Fabio chamou uma mulher para falar algumas palavras, mas o vídeo foi cortado, e se viu uma subseção de pessoas falando apenas uma palavra em seus tons de voz, “sorte”.
A tela ficou preta mais uma vez e então os números binários passaram mais uma vez e então o computador parou de funcionar. Maddie digitou varias coisas, mas o computador não dava sinal de vida por fim ela desistiu e voltou ao seu lugar na mesa, todos permaneceram silenciosos pensando em todas aquelas pessoas que tinham desejado sorte para eles, mesmo sabendo que que podiam morrer por não fazer parte da missão.
–O que vamos fazer?- perguntou Alissa se virando para Dey, não tinha gostado que a garota fosse a líder da missão, mas não ia brigar com ela por causa disso já que a própria Dey parecia espantada por ser escolhida.
–Acho que devemos explorar um pouco do terreno, mas um grupo pequeno, enquanto o resto fica aqui, o que acham?- disse a garota olhando para frente, “escolha um ponto no espaço e olho para ele enquanto fala com os outros, nunca olhe para baixo ou para alguém especifico” ouviu a garota em sua cabeça, conselhos antigos que seu pai lhe dera quando ainda acreditara que a garota iria se tornar um soldado.
–Pode ser, mais quem?- perguntou Matt levantando as sobrancelhas levemente.
–Alissa vai ser a comandante dessa missão de exploração, ela escolhe o grupo- se Ali estivesse bebendo alguma coisa teria engasgado e depois cuspido tudo de susto, por um momento se assustou até perceber a tática de Dey, a garota queria que ela saísse para poder gastar a energia da nave para conseguir informações sobre o que aconteceu com as naves, mas aos invés de brigar por causa disso agiu com total naturalidade para não perder a oportunidade de comandar uma missão.
–Para mim tudo bem. Quantas pessoas eu posso levar?
–Mais cinco pessoas, os que ficarem podem explorar o resto nave, já que devemos estar prontos para qualquer imprevisto. E cada um da equipe deve ter um radio transmissor, você providência isso,Maddie?- disse Dey.
–Claro, sem nenhum problema.
–Então eu escolho a Rosie, Jon,Nanda, Niko e Peter.
–Muito bem, vocês vão sair em vinte minutos com mascaras e trajes de proteção já que não temos nenhuma varredura do lugar concluída- disse Deina dispensando todos, a jovem acha perigoso liberar eles sem saber como era o lugar, mas infelizmente varreduras demoram muito tempo, e tempo era uma coisa que não queria desperdiçar.Aos poucos todos saíram daquela sala, menos Jon que permaneceu lá olhando para Deina como se quisessem ler ela fazia com os livros.
–O que foi, Doutor?- disse a garota falando o apelido em um tom sarcástico e em deboche, ela própria tinha criado aquele apelido anos antes quando o garoto ganhara a licença para atuar no hospital, Jon sentia-se levemente ferido todas as vezes que ela o chamava assim já que ele não tinha nenhum certificado da academia por ser novo demais, certa vez começara a chamar Deina de “Envenenadora” no mesmo tom acido e maldoso da garota, mas ela apenas sorria, já que isso era totalmente verdade.
–Você está bem?
–Por que não estaria?
–Anda mais irritada do que o normal, além disso acho que ver seu pai nessa filmagem mexeu com você.
–Me deixe em paz, só por que nossas mães são melhores amigas e que o meu irmão namora sua irmã não quer dizer eu somos amigos, eu já deixei isso bem claro durante todos esses anos, e não é só por que nós dois estamos nessa missão que devemos ser amigos- gritou a garota se levantando da cadeira, e caminhando até a porta.-Eu vou continuar a te odiar até o fim dos tempo- dizendo isso a garota saindo da sala andando com raiva.
–Me desculpe- sussurrou Jon com a consciência pesada como sempre acontecia quando conversava com Dey, já que a garota tinha uma habilidade para fazer ele se lembrar de uma época que fora malvado com ela.
...........
Chris caminhava pela nave olhando tudo com atenção, encontrou varias armas sobressalentes, alguns relógios, mapas, mas a parte que mais o interessou foi a estufa onde varias plantas estavam por alguma razão de um tamanho razoável, mas pareciam não ter preciso de forma descontrolada como sempre achara que as plantas faziam quando não tem tratamento adequado, a estufa era grande de forma que só percebeu que não estava sozinho quando ouviu vozes humanas, pensou em sair e deixar as pessoas conversarem sozinhas, mas a curiosidade foi maior. Eram duas garotas,Meddie e Nancy, a primeira consertava o relógio da outra enquanto as duas fofocavam um pouco.
–Eles até que são bonitinhos, mas muito bobo- disse Meddie sorrindo, era bom achar uma amiga, tinha tantas poucas na nave que viera e tivera medo de não ter ninguém para conversar quando se escrevera nessa missão, mesmo assim isso não tinham impedido de faze-lo.
–Todos os garotos são bobos- observou a outra.
–A maior parte, mas acho que quando você ama alguém isso vira um fato irrelevante.Acho que quando eu amar algum vou relevar muitos fatos, mas a única coisa que o cara tem que ter é um bom coração.
–Bom coração, é leal- acrescentou a outra.
–Isso mesmo, bem lembrado.
........
Matt andava por toda aquela nave achando muito estranho que tivesse tantas salas com tantas coisas diferentes, viu um porta no final de um corredor e decidiu investiga-la era um pequeno laboratório onde vários aparelhos apitavam louvamento, muito ocupada para perceber que alguém entrara estava Dey mexendo em alguns tubos de ensaio.
–Não sabia que você gostava de química- observou o garoto.
–Não sabe que não deve assustar alguém com uma vidraria, garoto- disse a garota sem se virar.
–Primeiro você nem se assustou e segundo meu nome não é garoto, mas Matt.
–Eu não me assustei por que você é barulhento como um pato, e eu não me importo com o seu nome- disse ela deixando os tubos de ensaio no lugar e se virando para ele.
–Você deveria ser um pouco mais amável- ele disse se aproximando levemente.
–Por que sou mulher?- questionou seca.
–Não, porque você ficaria ainda mais atraente- disse o rapaz se aproximando mais um pouco, apenas poucos centímetros separavam os dois.
–E se esse for o objetivo?
–Então....- antes que o rapaz pudesse responder um sirene tocou, os dois se olharam.
–Vá ver o que esta acontecendo, eu só tenho que arrumar isso- mandou a garota, como estava curioso ele vez o que foi dito correndo em direção a sala principal onde encontrou Aaron com a mão em cima do botão vermelho que fazia todas as sirenes tocarem.
–O que aconteceu?
–Eles estão em apuros- o garoto nem precisou dizer quem, que Matt já agarrou o pulso dele o puxando para a sala de preparação, os dois iriam atrás de Alissa e dos outros ajuda-los.
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