Uma galáxia-INTERATIVA
6 How do I live without the ones I love?
Notas iniciais
A primeira coisa que Fernanda Wilk Dayco sentiu foi uma pinicada nas mãos, depois dos braços, a garota fechou os olhos com força tentando dormir novamente, mas as pinicadas se tornaram duas vezes mais fortes, então se deu por vencida e abriu os olhos ligeiramente. A luz a cegou por um momento forçando a garota a tapar a luz com a mão, e assim o formigamento passou. A garota percebeu que tudo aquilo não tinha sido um sonho como pensara, a explosão, a falta de energia, o seu nome ser chamado entre tantos outros jovens esperançosos e sua mãe se despedindo dela, tudo real. A garota arfou por um momento pensando que todos podiam estar mortos nas três naves, foi naquele momento que a redoma se levantou e a garota começou a ouvir vozes, se sentou e olhou ao redor vendo dois garotos, muito bonitos por sinal, conversando e outras pessoas discutindo na sala ao lado.
“Então é isso, o começo de uma nova aventura” a garota pensou, riu pensando em todos aqueles que a subestimaram dizendo que ela era apenas a mulher do refeitório,ela não era apenas isso e ia provar isso, não para os outros, mas para si mesma. Pulou para o chão, se ajoelhou no chão e abriu as gavetas em baixo do pedestal. Encontrou um conjunto de facas e duas adagas que guardou em um cinto de couro sintético, uma mochila com roupas, varias comidas desidratadas e caixas e mais caixas de fósforo. Além disso ganhou um peger, um relógio com enumeras funções e uma pequena caixa preta cabia perfeitamente em sua mão, a garota não sabia para que servia, mas guardou com as outras coisas na mochila.
Com tudo em ordem se levantou, colocou o cinto e a mochila nas costas e andou até um rapaz quase negro que acabara de acordar e mexia em sua mala.
–Oi- disse a garota timidamente, o rapaz se virou para com um sorrido grande que por alguma razão fez Fernanda corar, o rapaz estendeu a mão na direção da garota.
–Sou Jon Hamist, e você seria?
– Fernanda Wilk Dayco, mas me chame de Nanda- disse ela apertando a mão do rapaz, se surpreendeu com o gesto suave, e amigável do rapaz que parecia transmitir tranquilidade. Observou a postura elegante dele, costas eretas, ombros alinhados e peito estufado, parecia um soldado, mas seu sorrido amigável e aperto tranquilizador diziam que não era essa a sua profissão.-Você é médico?
–Como você percebeu isso?- questionou o rapaz olhando para ela com as duas sobrancelhas levantadas.
–Intuição, nunca ouviu falar do sexto sentido das garotas?
–Sim, mas isso é surpreendente- disse o rapaz sorrindo, mas esse desapareceu quando Jon olhou por cima dos ombros da garota.
–O que foi?- perguntou Nanda se virando para averiguar a situação, viu Alissa e Dey brigando.
–Será que a Dey não pode ficar nem um segundo sem brigar?- questionou Jon mais para si mesmo do que para Nanda.- Se me der licença vou ter que dar uma da baba.
–Vai lá, mas tome cuidado por que essas dai mordem.
–Com toda a certeza- dizendo isso o rapaz correu até a onde as duas garotas estavam.
–O que está acontecendo?- questionou uma voz atrás de Nanda a garota se virou e deu de cara com um rapaz de pele extremamente pálida, olhos cor de mel, cabelos pretos extremamente lisos e dono de um corpo forte.A garota reconheceu-o como Nikolai Kulack, o garoto vivera na mesma nave que ela, Galine, tinham treinado juntos, mas nunca tinham realmente tinham se falado antes.
–Uma briga qualquer.
–Acho que isso vai aconteceu muito- disse o rapaz com seu sorriso habitual, Nanda acha meio irritante o modo de Niko de sorrir sempre como se o mundo fosse perfeito, mesmo assim achava ele às vezes era pessimista de mais.
–Talvez, quem sabe?- disse a garota caminhando até a aquele amontoado de pessoas discutindo.Niko ficou sozinho com seus pensamentos, tinha presos em sua mala um conjunto de manoplas presas por uma cordinha, não era exatamente armas, mas o rapaz lutava mais com elas do que com a espada prateada que tinham colocada em uma das suas gavetas que o garoto segurava com a mão esquerda.Avistou então um rapaz ruivo e caminhou até ele, o rapaz pareceu se assustar com sua aproximação, mas não vez nada.
– Nikolai Kulack- disse estendendo a mão, o rapaz fitou a mão estendida por alguns segundos antes de aperta-la.
– Aaron Johnson.
–Briga acalorada aquela- disse Nike com um sorriso no rosto após soltar a mão do outro rapaz, sentia o suor do outro em sua mão, mas secou disfarçadamente para evitar que o outro se constrangesse, Aaron percebeu o gesto e sorriu como se agradecesse pela delicadeza do outro.
–Vocês dois- chamou uma garota baixinha que o ruivo reconheceu como Rosie- estão chamando todos para a outra sala, então vocês tem que ir lá- disse a garota tímida, Nike sorriu para ela agradecendo o recado e começou a andar em direção a sala onde a garota apontara, mas percebeu que o companheiro não o seguia.
–Você não vem?
–Eu vou, só não quero ficar no meio da discussão.
–Eles não vão brigar- tranquilizou Nike sorrindo para o ruivo.-Você não gosta de falar muito, não é mesmo?
–É.
–Gosto disso nas pessoas, mas você deveria ser mais aberto, ou sorrir mais, seu sorriso é bonito- e deixando aquilo escapar o moreno saiu andando constrangido por ter deixado aquilo escapar, nunca deixara tão claro para alguém sua opção sexual ou mesmo quando se sentia atraído por alguém, provavelmente o ruivo o considerava um idiota, uma pena já que ele era bonitinho.
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