Uma estranha no ninho - Vol. I
14 Um estranho pagamento.
Notas iniciais

Saori acordou assustada por conta do burburinho. Olhou para o pequeno relógio e estranhou ainda mais pela hora. Levantou vestindo um robe e um pequeno chinelo rosa.
— Saori?! – Seiya resmungou sonolento. — O que houve?
— Eu não sei, mas acho que ouvi a voz de Saga. — respondeu e Seiya deu um pulo da cama. Vestiu uma calça larga e acompanhou a amada.
—Deixa que eu vou ver. —ditou abrindo a porta e levando um baita susto ao dar de cara com o cavaleiro de gêmeos.
—Saga!! – ambos disseram e Saori passou por Seiya abruptamente.
— Atena, eu...*ouch!* – Saga gemeu de dor, caindo de joelho com Kyoko ainda em seu colo. Seiya tentou aparar o cavaleiro, mas com o peso de dois corpos não conseguiu.
—Saga!! Você ...
—Atena...eu...por favor, eu...não tenho mais...a quem recorrer. Por favor...por...favor, não...não a...deixe morrer. – pediu. Saori ajoelhou comparecida.
Mu correu logo atrás vendo Saga desfalecer mais e mais nos braços de Seiya. O rapaz ainda tentou manter o cavaleiro acordado, mas nem os berros da deusa que protegia o tirou do estado letárgico. Sua respiração estava fraca e um cansaço absurdo tomou conta de todo seu ser. Tentou lutar, mas mesmo sendo tão poderoso a dor e a pressão que seu pulmão sofria foi mais forte do que podia suportar e sem conseguir receber oxigênio suficiente acabou por fim apagando.
♊ oOo ♊
Saga abriu os olhos com dificuldade ao sentir algo gelado e molhado tocar sua boca. Piscou algumas vezes até cair a ficha que era Jack quem lhe dava um belo beijo de bom dia.
— Ahhh Jack...
Tentou se levantar levando um susto com uma pontada do lado direito do dorso. Gemeu um pouco, respirando fundo até a dor ceder. Olhou em volta procurando por algo ou alguém que não estava lá. Um frio estranho embrulhou seu estômago e ele não soube dizer se era fome ou medo do que não conseguia se lembrar.
Bufou empurrando Jack que voltava a tentar lamber sua boca. Levantou com cuidado, olhando seu reflexo no espelho. Várias ataduras envolviam seu peitoral e subiam por um de seus ombros, no quadril direito o sangue pisado formava um grande hematoma. Suas mãos e braços também estavam bem doloridos, tirando o fato da sensação de ter espinhos descendo pela garganta. Olhou ao redor e no banheiro, e nada. Kyoko não estava ali. Mas então, onde estaria? Devagar seguiu caminhando até a cozinha. Julieta que até então terminava de passar o café deu um pulo de alegria ao ver Saga sentar-se à mesa como cansaço estampado no rosto.
— Kanon! Kanon! – berrou a mulher, indo em direção ao mais velho e lhe dando um beijo na testa. — Kanon vem logo menino seu irmão finalmente acordou! – gritou novamente e o mais novo logo apareceu.
— Olha só! Até que enfim, bela adormecida. — Saga sorriu de lado. — Como se sente?
— Onde está a Kyoko? – indagou passando a mão nos cabelos.
— Eu perguntei primeiro. – Kanon zombou dando a volta na mesa e sentando de frete a seu gêmeo.
—Estou bem, já estive pior. A Kyoko...onde ela está?
— Ela acordou a dois dias. Ficou observando você dormir por algumas horas e depois saiu sem dizer nada.
Saga franziu o cenho pensativo. Será que havia escutado direito?!
— Você disse...dois dias?
— É...dois dias.
— Quanto tempo eu dormi? — perguntou surpreso.
— Quatro dias. – fez uma pausa. — Saga você fraturou duas costelas e uma delas quase perfurou seu pulmão, se a Saori não tivesse te curado com cosmo eu nem sei o que seria de você.
Saga ficou pensativo. Lembrou-se do golpe de Negotamai e de quando caiu na fenda. Lembrou-se também de acordar na praia e de Kyoko em seus braços. Imagens do rosto transtornado de Atena apareciam como flash em sua memória, mas não se recordava de como chegou ao santuário e muito menos de ter ido falar com ela.
Kanon sorriu debochado e ergueu a mão para Thetis. A mulher deu um beijo no topo da cabeça de Saga e perguntou como ele estava. Em seguida juntou-se a Kanon no desjejum estranhamente silencioso. Saga estava por demais pensativo e eles sabiam exatamente onde seus pensamentos estavam, e com razão.
Era quase impossível rastrear Kyoko quando a mesma não queria ser encontrada e era esse o medo de Saga. Estava com medo de todo seu esforço ter sido em vão e ela partir outra vez. Queria estar acordado quando ela despertasse, pois já imaginava que aquilo pudesse acontecer já que foi trazida de volta ao santuário praticamente a força.
— Pode entrar. – Saga falou sem aviso e Shaka mostrou-se na porta da cozinha.
— Olá Shaka.
— Que bom que acordou, Gêmeos, eu trouxe mais unguento e tônico também.
— Arghn!...esse tônico é horrível. – Brincou Kanon e Saga sorriu de lado.
— Remédio ruim é que faz bem, enfim não vou demorar.
—Eu te acompanho, Shaka. – informou o mais velho indo com Shaka.
No caminho o indiano informou ter encontrado com Kyoko no hospital onde Luy estava internado na noite anterior e que ela não parecia bem. Antes de partir, ela passou um pouco de sua saliva nos lábios do menino que acordou algumas horas depois. Saga sorriu satisfeito, mas ainda assim sua preocupação não diminuiu.
—Shaka, você...faz alguma ideia para onde ela possa ter ido? – perguntou cabisbaixo. O outro sorriu.
—Imagino que tenha ido atrás de sua ex. – Shaka caminhou um pouco. – Não se preocupe Saga ela irá voltar, agora se eu fosse você...não questionaria seja lá qual decisão que ela tenha tomado em relação aquela mulher. Depois de tudo que houve...razoável é uma das poucas coisas que Kyoko será com Eva e se você quer que ela continue aqui, sob seus cuidados, sugiro que esse nome nunca mais deva ser mencionado.
— Me dando dicas sobre relacionamentos, Virgem? – Saga sorriu jocoso e Shaka retribuiu.
— Não, estou lhe dando dicas de sobrevivência. – saiu deixando Saga rindo sozinho.
♊ oOo ♊
Eva observava a chuva escorrer pelo enorme vidro do quarto presidencial onde havia se hospedado. Sua mente vagando entre as lembranças da humilhação que passou nas mãos de Saga antes dele partir para aquela missão suicida. Trincou os dentes e uma lágrima negra manchou seu rosto bem maquiado. A ampla sala ostentava um imenso carpete branco com detalhes em vermelho formando várias rosas, um sofá grande também vermelho tinha como plano de fundo a parede de vidro que dava a visão esplendida da bela Torre Eiffel.
A mulher tocou seu próprio rosto, colhendo a lágrima solitária, suja pelo lápis e rímel preto. Sentiu ódio de tudo! Ódio de Saga por tê-la trocado, ódio de Naomi por ser uma fracassada e principalmente, ódio de Kyoko.
—Maldita! – sussurrou tomando mais um gole de whisky. — Por sua causa ele fez aquilo comigo. Sua causa...
"Casa de Gêmeos, alguns dias antes.
— Eu disse a você que não a queria mais em minha casa! – voz potente de Saga explodiu pelo quarto. — Como se atreve? Como se atreve a vir aqui depois do que fez?
— Não! Saga meu amor, tudo que eu fiz foi por amor, amor a você.
—Por amor a mim? Eu nunca ia querer esse tipo de amor doentio. Você é louca Eva, LOUCA! – berrou novamente e Eva sentiu o coração bater na garganta.
—Sou louca por você, Saga. Eu...eu estava desesperada. Eu te amo demais e faria qualquer coisa pra não te perder. – justificou-se. Saga esboçou uma careta de nojo.
—Inclusive tentar matar uma criança inocente só para pôr a culpa na Kyoko? – Saga segurou firme no braço de Eva, deixando seus dedos marcar a pele alva. Estava furioso.
— Eu te amo, por favor, não me deixa eu não quero te perder.
— Sai da minha casa! Você é imunda, não sei como tive coragem de ir pra cama com você. Me arrependo amargamente de não ter acreditado na Kyoko. – Saga empurrou Eva pelo braço e esta caiu sentada. O rosto borrado de maquiagem, os cabelos bagunçados e os olhos vermelhos pelo choro.
— Saga ela não é uma mulher de verdade, está enganando você, será que não vê?! Está enfeitiçando você. Será que não percebe, ela não é humana, nunca poderá te dar o que eu posso lhe dar. Uma família! Uma vida com você. – Saga mal podia acreditar no que ouvia. Sua vontade era arrancar a língua de Eva para não ter que ouvir sua voz nunca mais.
—Cala boca...- sussurrou irritado.
—Eu posso lhe dar amor de verdade...
—Cala...a..boca...Eva...
—Eu posso lhe dar filhos Saga, filhos...
—Eva...- rosnou, empurrando a mulher que tentava ao máximo se manter agarrada em suas pernas.
— Ela não ama você, ela não sabe o que isso. Ela é um monstro, um monstro!
—CHEGA!!!
O berro de Saga foi tão alto que pareceu estremecer todas as paredes do terceiro templo. Eva espantou-se com aquilo, pois Saga nunca havia sequer alterado a voz para consigo, tampouco ser bruto como estava sendo no momento. As mãos grandes e poderosas agarraram uma em cada braço a puxando de qualquer maneira para voltar a ficar de pé e um sacolejo forte fez a mulher soltar um gritinho de dor e surpresa.
—OLHA PRA MIM! – berrou novamente e Eva achou melhor obedecer. Os olhos azuis inchados e vermelhos pelo choro miraram os faiscantes e possessos de ódio do homem que julgava amar mais que a si mesma. — O único monstro que vejo aqui é VOCÊ, a Kyoko pode não ser humana, mas tem muito mais humanidade que você e muitos...humanos que já conheci na vida. Ela nunca levantaria um dedo para ferir o Luy coisa que você não pensou duas vezes em fazer. Eu prefiro mil vezes viver com uma youkai como ela ao meu lado do que com alguém como você, agora fora da minha casa!
Saga caminhou a passos largos pelo corredor de seu quarto, saindo pela sala até o grande salão de gêmeos arrastando Eva que mal conseguia ficar de pé. A mulher chorava e implorava por perdão como nunca havia feito, mas para ele seu ato era imperdoável.
—Não Saga, por favor, eu te amo, não faz isso comigo. Se você for até lá e trazê-la de volta será um erro!
—Erro? – um novo sacolejo. — Erro foi eu ter dado ouvidos a você, agora assuma seus atos e aguente as consequências. — O cavaleiro empurrou Eva com mais força do que deveria, fazendo a mesma tropeçar e rolar alguns degraus de sua casa.
Quando parou observou o amado sumir na escuridão. Ainda se reergueu, mas quando tentou entrar novamente uma forte energia fez com que entrasse e saísse no mesmo lugar. Era o labirinto de Gêmeos impedindo que avançasse e deixando como única opção a saída do santuário.
Humilhada e machucada chorou como nunca havia chorado. Um grito potente saiu de sua garganta, pois odiou mais ainda tudo aquilo por saber que nunca em toda sua vida miserável ela teria forças para sequer arranhar aquela que mais odiava. Kyoko havia vencido por fim e ela não poderia fazer mais nada."
— Por que você tinha que existir?
Eva trincou os dentes de ódio. Depositou o copo vazio sobre a mesa de vidro que ficava no centro da sala, voltou seus olhos para a janela completamente absorta e foi justo nessa hora que seu sangue pareceu congelar nas veias. Um trovão explodiu no céu fazendo a luz acabar, mas o pior não fora a escuridão e sim o reflexo aterrorizante que surgiu misturado ao seu. A mulher prendeu a respiração, virando em uma velocidade maior do que julgava ter e para seu espanto não viu ninguém.
Eva soltou um grito de horror ao ouvir o som de passos correndo por trás de si. Encolheu-se como uma criança amedrontada entre o braço e o encosto do sofá. Lembrou-se de sua mãe lhe ninando quando reclamava ter medo de escuro, sussurrando em seu ouvido que monstros no armário ou embaixo da cama eram coisas de sua imaginação, mas hoje mais do que nunca ela sabia que eles eram tão reais quanto o suor de pavor que brotava de sua pele alva. Pequenos gemidos de medo saíam de seus lábios sem que percebesse e o tremor aumentou ainda mais.
—Quem...quem está aí? – perguntou em um fio de voz, mas recebeu o silêncio como resposta.
A mulher, então se manteve o mais alerta possível, observando tudo em volta, mas não conseguia ver e ouvir nada. Ela tinha que fazer alguma coisa, pois agora mais do que nunca ela sabia que não estava só. Ficar parada ali não adiantaria de nada. Pensou em correr para a porta e pedir ajuda, mas a quem? Quem seria capaz de acreditar?
Devagar se esgueirou pelo sofá até ficar de pé, deu dois passos para trás, levando um susto quando sua perna bateu na mesinha de telefone. Pegou o objeto às pressas, mas para sua surpresa o mesmo estava mudo. Olhou novamente ao redor e continuou esgueirando-se pela parede até o corredor de acesso ao quarto. Havia deixado seu celular na cama. Ele era sua única saída. Parou com as costas coladas na parede ao lado do corredor. Estava sentindo tanto medo como nunca havia sentido em toda sua vida, mas ela tinha que fazer isso. Ficar parada esperando seja lá quem fosse aparecer ou quem sabe a luz voltar e revelar seu algoz não adiantaria de nada. Respirou fundo tentando buscar alguma coragem dentro de si. Mais uma olhada em volta e virou...
Eva ficou paralisada. Em seu rosto o hálito quente do visitante batia quente e potente. Os olhos dourados presos nos seus e penetrando-a até o âmago. Tentou correr mais suas pernas não obedeciam, tentou gritar, mas sua voz não saía. Ela estava ali de uma forma bizarra como nunca havia visto: os pés colados no teto, de cabeça para baixo e com o rosto transformado bem diante de seus olhos.
—Búuuu... – Eva estremeceu ainda mais dando alguns passos para trás, vendo Kyoko se soltar, dando um pequeno giro e cair de pé. — Já vai dormir? Tão cedo.
A morena engoliu em seco sem ter forças para responder. Kyoko estava bem ali na sua frente e dessa vez sem Saga ou Aiolia para lhe ajudar.
Os olhos dourados se destacando no meio da penumbra de modo ameaçador e assustador. Eva sentiu um nó na garganta, Kyoko deu um passo em sua direção deixando o feixe de luz clarear sua face: As veias protuberantes descendo da pálpebra inferior até a altura das maçãs, o cenho marcado por rugas de irritação e as orelhas que agora mais pareciam chifres.
—Ky...Kyoko. – balbuciou.
— A própria. – sussurrou de volta. — Feliz em me ver, vadia?
—Como eu...poderia ficar feliz em ver você? – Eva rebateu, tentando transpassar uma coragem ao qual Kyoko sabia não ter. Sentia o cheiro do medo exalar por cada poro do corpo da mulher.
A raposa farejou o ar e sorriu. Levantou o indicador: — Está sentindo? – Eva nada disse. — É o cheiro do seu medo. Posso sentir seu fedor a quilômetros. Você não achou que iria fugir de mim depois do que fez achou?!
Eva engoliu em seco. Kyoko tinha razão. Estava morrendo de medo, pois sabia que não poderia fazer nada se caso ela atacasse.
Olhou em volta novamente e seus azuis se prenderam no objeto que estava na mão esquerda da kitsune; era seu celular. A raposa sacou de cara o que ela queria e sabia melhor do que ninguém para quem Eva ligaria.
— Você quer? – perguntou indicando o celular e Eva manteve-se na mesma posição. A kitsune sorriu irônica e jogou o celular na direção das mãos da outra que aparou o objeto por instinto. — Liga pra ele.
Eva ficou em choque, sem conseguir tirar os olhos de Kyoko. Seu medo não deixava.
— Liga pra ele e pede para vir te salvar. Diga que estou aqui. – Caminhou felinamente pelo cômodo, dando a volta no sofá onde Eva se encontrava de frente, olhando sem piscar para ela e acompanhando seus movimentos. — Implore para que ele venha te salvar e vejamos o que ele fará. Não se preocupe, eu não vou te impedir.
Eva olhou para o objeto por um segundo e depois voltou a fitar Kyoko. Um sorriso maléfico estampado no rosto deixando os caninos pontiagudos e a gengiva rosada a mostra, amedrontando a mulher ainda mais. Desesperada fez o que lhe foi dito; pegou o celular e discou para a única pessoa que sabia ser capaz de deter seu algoz.
Um toque, dois, três, quatro e nada. A chamada caiu e Eva começou a entrar em pânico. Tentou novamente: Um, dois, três e nada. Ele não atendia. Uma lágrima de medo e dor escorreu por seus olhos com a resposta da nova tentativa:
“Sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagem...”.
—Acho que ele não está afim de te atender. – Kyoko caminhou mais um pouco, contornando o sofá até chegar próximo ao bar. Eva deu uma pequena corrida para se afastar.
—Sabe Eva a muito, muito tempo atrás, antes de você existir, antes de seus pais existirem, seus avós e até mesmo seus tataravós, eu fui raptada. Um colecionador...de seres vivos. Ele descobriu que as minhas...lágrimas valiam muito dinheiro, então para se exibir e faturar ainda mais ele me obrigava a chorar dia e noite...todos...os...dias por vinte e seis anos. – Eva observava Kyoko sem nem sequer piscar. Tinha a impressão que se fizesse ela cortaria seu pescoço. — Em um belo dia, ele precisava sanar uma dívida que até hoje eu nunca soube de que só que...eu não chorei. – Fez uma pausa. — Sabe o que ele fez?
Eva ficou em silêncio. Sua atenção total voltada em cada palavra que saía da boca da kitsune.
— Ele me torturou da pior maneira que podia. Ordenou que seus homens me estuprassem como um animal que eu era. – A mulher engoliu em seco. — Eles adoraram, fizeram o que tinham que fazer, profanando cada orifício do meu corpo até perderem as forças. – Kyoko trincou os dentes por conta das lembranças. Eva deu um passo para trás. — Chocado e com pena de mim o filho de apenas sete anos do mesmo homem que me deixou à beira da morte tentou me ajudar, mas sabe o que aconteceu? – Eva meneou a cabeça. — Ele ficou tão furioso que matou seu próprio filho diante dos meus olhos e eu não pude fazer NADA!
—Eu...eu não sabia. – Eva caiu sentada, tremendo e chorando de pavor. Arrastou-se até a parede e se encolhendo como podia. Nem quando Kyoko tentou matá-la na festa ela estava tão horripilante.
—Você colocou o Saga contra mim...
—Me desculpe...
—Me obrigou a chorar quando eu jurei nunca mais derramar uma lágrima...
—Kyoko eu...
— E o pior...você tentou tirar de mim a melhor coisa que já tive na vida. Tentou matar o Luy bem diante dos meus olhos. Um menino indefeso que mal sabe falar só para me afastar do Saga. Você é imunda, não é digna nem do ar que respira. Você descontou sua inveja e frustração por ser rejeitada em cima de um menino que nem sabe que esse sentimento horrível existe.
— Ky...Kyoko...
— Você é tão patética, não passa de uma patricinha que não faz ideia do que seja dor de verdade. Acredita que o fato de Saga não querer mais te foder é a maior dor que pode sentir?! — Kyoko começou a caminhar em direção a Eva que se encolheu ainda mais. — Pois bem Eva, eu vou mostrar a você o real significado da dor.
—O que vai fazer comigo? Me...matar? — a kitsune sorriu perversa, agachando de frente à mulher.
—Te matar? Não...a morte é uma fuga, uma benção para alguém como você e você não merece uma segunda chance.
Eva sentiu a boca abrir sem permissão. Um grito de medo ecoou por todo o lugar assim que a mão da Kitsune agarrou seu pescoço fino a erguendo do chão, o horror tomou conta de todo seu ser com mais força ainda, se isso ainda era possível.
—SAGAAA!! —berrou desesperada.
— Ownnn... Que lindo, mas eu acho que ele não vai poder te ajudar, não dessa vez.
Ditou e Eva não viu mais nada.
♊ oOo ♊
Seu corpo estava dolorido e parecia piorar em cada movimento. Uma dor de cabeça excruciante e um gosto estranho em sua boca levaram uma careta em seu belo rosto. Seus olhos abriram devagar e um borrão disforme foi a única coisa que consegui ver. Piscou algumas vezes tentando se localizar, mas não conseguiu. Olhou em volta novamente buscando alguma pista de onde estava. A imagem borrada de alguém um pouco distante chamou sua atenção, mas quem seria?
Puxou as mãos, mas no lugar destas o som de correntes despertou sua atenção. Piscou mais algumas vezes e um sacolejo ritmado e um gemido gutural pareceu trazer sua mente de volta. Eva arregalou os olhos na direção da voz e seu corpo pareceu congelar. Seu peito doeu com a pontada de horror ao finalmente se dar conta do que estava acontecendo. Um grito misto de dor e desespero ecoou pelo local e o Youkai que investia contra si tremulou quando o gozo potente invadiu o interior da mulher. Eva se sacudiu ainda mais, gritando e berrando.
O youkai respirou fundo o perfume de seu pescoço e com a ponta da língua provou das lágrimas dela. Sorriu satisfeito, se levantando e cobrindo seu corpo escultural com um robe negro. Passou a mão no sidecut longuíssimo vermelho e caminhou até a saída do amplo quarto deixando Eva aos berros.
— O pagamento foi melhor do que eu esperava, Kyoko-sama.
— Qual foi a vez que eu te decepcionei, Yamoto?
— Nunca! – disse tocando de leve o rosto de Kyoko. — Deseja mais alguma coisa?
— Sim. – Kyoko deu um abraço no youkai que retribuiu o gesto. Em seguida ele tocou o queixo delicado, erguendo o rosto para mirar os olhos bicolores. — Não deixe que o ar a mate. Ela não pode morrer até quando eu achar que deve.
— E se você esquecer?
— Pode ter certeza de que não esquecerei, mas mesmo assim eu terei você pra me lembra. — ele sorriu de lado, tocando o rosto dela.
— Mais alguma coisa? – Ele perguntou.
— Não. — respondeu firme. Yamoto acenou positivamente e selou o acordo com um beijo casto. — Faça com ela o que quiser. Dê ela aos outros youkais, transforme-a em sua escrava ou faça dela sua puta particular desde que fique viva e receba o que merece.
—Você sabe que eu odeio essa raça, mas não se preocupe, já tenho planos para ela. Precisávamos de uma cobaia e você, claro, me trouxe uma perfeita. — sorriu malicioso.
Kyoko entendeu bem o que Yamoto queria dizer e, silenciosa, caminhou até a porta e antes de partir lançou um olhar para Eva. Sentiu uma melancolia e um frio estranho percorrer seu corpo, pois ela sabia melhor do que ninguém a sensação de ser abusada e usada. Pensou em matá-la de uma vez, mas a morte seria um livramento e isso Eva não merecia, pelo menos por enquanto.
Três youkais nada simpáticos surgiram de outra porta e Eva se desesperou ainda mais. Olhou para a porta e viu Kyoko lhe observar com desprezo. Os dedos grossos e calejados dos monstros tocaram sua pele sem nenhuma delicadeza e ela teve a certeza de que nunca em toda sua vida se arrependeu tanto de algo que tinha feito.
— Não!!! Por favor, não me deixe aqui!! —berrou desesperada se batendo na tentativa inútil de se liberar.
Kyoko manteve-se imóvel. Os olhos frios e cheio de desprezo fixo no semblante de horror da mulher. Ela era fraca e inútil, nem valeria seu esforço, por isso achou justo quitar uma dívida com um amigo íntimo de anos levando Eva como pagamento, assim juntando o útil ao agradável: Pagaria uma dívida, não sujaria as mãos com ela e manteria Luy bem longe dela. Sabia muito bem das coisas que aconteciam e como era a forma de vida na mansão de Yamoto, mas mesmo assim ela faria isso sem a menor dor na consciência, sabendo que dali Eva nunca sairia e se caso Saga contestasse sua decisão ele passaria a ocupar o patamar ao qual Hiroaki já havia colocado todos os humanos: Gado e nada mais, por mais que isso lhe doesse no íntimo.
Eva ainda berrou mais alto em desespero ao ver Kyoko lhe dar as costas e a porta se fechar atrás dela, tendo a certeza de que nada e nem ninguém a ajudaria ou que sequer a encontraria.
Yamoto ao ver a porta ser fechada fez um sinal com a mão. Os youkais entenderam o gesto, se afastando da mulher e saindo do quarto. Devagar o ruivo se aproximou e depois de alguns segundos observando o desespero de Eva alguém chamou a atenção de ambos. Encostada na soleira da porta uma youkai sorria enquanto observava a cena, se aproximou apoiando ambas as mãos na mesa para ver melhor a prisioneira. Sorriu.
— Ora, ora...era exatamente o que eu precisava.
♊ oOo ♊
—É...começou a chover outra vez. Que tédio. – resmungou Kanon observando pela janela.
— Eu gosto de chuva. – Thetis comentou se espreguiçando. — Por que você não vem aqui e me faz um carinho já que está tão entediado?
Kanon sorriu malicioso. Os olhos verdes deslizando por todas as curvas do corpo da sua sereia. Era um homem de sorte e gostava disso. Tinha como companheira uma mulher que até mesmo Poseidon desejava, não havia sorte maior.
Caminhou até a moça dando um beijo nada casto nos lábios rosados. Thetis ofegou em delírio quando ele avançou contra seus seios.
— Ahh Kan você me deixa louca. – disse melosa.
—Hummm... que delícia e eu adoro quando você geme assim chamando meu nome, sabia?! Adoro ver você assim...- deslizou um dos dedos até a fenda da loira. — Pronta pra mim.
— Então...vem aqui embaixo e me faz um agrado? – Pediu manhosa. Kanon sorriu ainda mais cafajeste que o de costume.
— Com todo prazer.
O marina mergulhou entre as pernas grossas da loira, sugando e lambendo aquele pedaço de carne que fazia um tremor delicioso tomar conta dela. Segurou as coxas grossas com os braços mantendo a loira bem perto de si. Um gemido mais alto saiu pela garganta dela quando Kanon invadiu a pequena abertura com a língua e enterrando o rosto naquele meio que tanto adorava.
— Ahhh Kan...isso, não para eu vou...
— AHHHHHHHHHH....
Kanon deu um pulo da cama quando um grito de horror tomou conta de toda a casa de gêmeos. Thetis bufou furiosa sem acreditar que aquilo estava realmente acontecendo.
Saga que até então saía do banho correu como pode, terminando de vestir somente uma calça de tecido e saindo como um louco em direção ao saguão junto com seu irmão.
— Mas que porra é essa?!!! – bradou o mais novo puto da vida, trombando com Saga no meio do corredor.
Um novo grito pode ser ouvido e ambos dispararam ainda mais na corrida até finalmente se depararem com a origem dos berros.
Kanon sentiu vontade de trucidar ambos os donos daquela algazarra por terem o atrapalhado, já Saga sentiu o coração bater na goela.
“As kitsunes tem um medo...crônico de cães, mas...no caso da Kyoko a coisa se agrava mil vezes mais. Ela tem horror a eles.”
— Droga! Jack sai fora daí – Saga ralhou correndo em direção ao cão que pulava como um louco em uma pilastra. No topo Kyoko estava agarrada como um gato amedrontado. Sua pele que já era tão branca ficou ainda pior.
O mais novo segurou o cão pela coleira, que agora possuía o dobro do tamanho desde que chegara à casa de Gêmeos, saiu puxando o animal que gemeu com um tranco mais forte.
—Tira ele de perto de mim! – Kyoko berrou de volta sem sair do lugar. Kanon sentiu vontade de rir, mas o olhar feio do irmão atingiu suas lembranças como um raio, lembrando-o de que aquilo não tinha a menor graça.
— Pode descer Kyoko o Kanon já o levou. Ele não vai mais voltar. – Falou o mais velho. Kyoko ainda ficou agarrada a pilastra por alguns minutos e assim que julgou ser seguro escorregou pela mesma até seus pés tocarem o chão.
— Você está bem? – Saga levou a mão direita até o queixo de Kyoko, mas para sua surpresa recebeu um tapa na mesma como resposta. Os olhos faiscantes perfuraram a íris verde de modo repreendedor.
A youkai bufou e sem mais saiu a passos duros em direção a área privada da casa sem olhar para trás.
♊ oOo ♊
Saga entrou com toda sua calma e imponência no amplo quarto. Um copo de uísque na mão direita enquanto a esquerda repousou dentro de um bolso. Sorriu de lado ao ver Kyoko caminhar de um lado para o outro dentro do ambiente, falando consigo mesma em um idioma que ele não conseguiu entender. Ela estava irritada e ele já podia imaginar o porquê, mas mesmo assim achou melhor não questionar. Deixá-la-ia se expor assim que julgasse ser a hora.
A poltrona negra de couro resmungou ao sentiu o peso do cavaleiro sobre si. O copo foi depositado com cuidado sobre a mesinha de vidro enquanto seus olhos verdes mantinham-se fixo na imagem que adorava ver até mesmo quando ela estava irritada. A calça negra estava colada as pernas, assim como o casaco de moletom cinza que por sinal era seu. Ela bufou, abrindo o zíper do mesmo e tirando sem o menor pudor, expondo a pele alva e a única coisa que cobria seus seios: Ataduras.
—O que está olhando? – ela indagou entre os dentes.
— Você. – respondeu sem muita importância e deixando novamente o silêncio entre ambos falar mais alto. Ele sabia que Kyoko não iria suportar muito tempo.
—Posso saber qual foi a parte do “Eu não quero voltar” que você não conseguiu entender?! – Perguntou irônica, apontando o indicador para Saga que não se abalou.
— A parte em que você não estava em condições de querer nada, Kyoko.
— Quem você pensa que é humano para ditar ou julgar minhas condições de querer ou não algo? – inqueriu mais alto do que deveria. Aquela calma de Saga estava deixando-a ainda mais irritada.
— Eu salvei você.
—Jura?! Eu não me lembro de ter pedido você pra me salvar.
— Caramba...quanta ingratidão, agora eu posso saber porque está tão irritada?
Kyoko bufou, não sabia dizer o que mais tinha vontade de fazer: Enforcar Saga ou, ou, ou...melhor nem comentar ainda mais diante daquele...peitoral tão exposto quanto estava.
— Cadê a Keiko? – perguntou passando a mão nos cabelos e tentando manter a calma.
— Está com Aiolos e está muito bem por sinal. — Saga bebericou de seu uísque, mirando as pedras de gelos dentro do copo. Kyoko ficou em silêncio, seus olhos deslizaram rápido por todo o corpo do cavaleiro para enfim terminar nos próprios pés.
Um silêncio mórbido pairou sobre ambos por longos três minutos. Saga não queria forçar nada mesmo sem saber se aquela irritação toda não passava de manha, já Kyoko não sabia muito que fazer. Por um lado, estava feliz em estar perto de Saga outra vez, mas ao mesmo tempo ficou tão preocupada e triste em ver ele tão frágil na cama e Luy no hospital que seus pensamentos pareceram dar um nó.
E em um segundo os olhos se encontraram, mas foi Kyoko quem desviou primeiro, cruzando os braços sobre o peito e erguendo o nariz arrebitado. Saga achou graça daquilo. Graça da forma como ela tentava parecer imune a algo que ambos sabiam não ser e foi com esses pensamentos em mente que ele achou melhor tomar a frente.
— Por que você não para de tentar parecer algo que você não é e vem aqui fazer o que eu sei que você quer fazer? – proferiu firme, sexy e de uma tal imponência que Kyoko sentiu todos os pelos de seu corpo arrepiar.
—Você...acha que sabe tudo o que eu quero, não é?! – ironizou.
— Posso não saber tudo o que você deseja, mas...eu sei o que quer no momento tanto quanto eu sei que você sabe o que eu também quero e já não é de hoje. – Sorriu seu melhor sorriso e Kyoko retribuiu mesmo sem perceber.
Caminhou felina até próximo de Saga e com desejo percorreu todo o corpo másculo sentado displicente sobre a poltrona. Ambas as mãos apoiadas uma em cada braço da poltrona, seu quadril levemente inclinado para frente enquanto ambas as pernas estavam separadas de forma estratégica. O peitoral despido subia e descia devagar em cada aspirar, ficando ainda mais sexy com uma mecha do cabelo azulado pousado sobre o mesmo. Os gominhos do abdômen se contraiam e relaxavam devagar, chamando a kitsune que já estava cansada de somente observar.
— Não tem medo? — questionou abrindo os lábios só um pouco e deixando a ponta dos caninos à mostra.
— Eu deveria? — E Saga rebateu sem se deixar abalar.
— Não sei...- Kyoko agachou naquele meio. Seus dedos tocaram levemente as panturrilhas dele e subiram no mesmo ritmo até as coxas rijas. — Só acho que...você não teve uma experiência muito agradável da primeira vez.
— Então acho que temos que mudar isso, não é?! — ele acariciou os cabelos prateados com a ponta dos dedos. Não queria forçar, mesmo que sua vontade já estivesse bem marcada pelo tecido fino da calça.
— É você tem razão...- Se reergueu lentamente, farejando desde o mastro até o álcool nos lábios dele. — mas...concorda que mereceu?
— Eu nunca tirei sua razão.
Kyoko sorriu devassa, em seguida pôs a língua para fora de um jeito que Saga se sentiu pulsar inteiro. A língua molhada deslizou pelo queixo, subindo pelos lábios e finalizando na ponta do nariz. Saga ficou imóvel, os olhos nublados de desejo preso nas bochechas coradas da kitsune e no sorrisinho sapeca que ela esboçava sem dó, tendo total conhecimento dos efeitos que aquele ato causava no geminiano.
Uma mão apoiou-se em um dos braços da poltrona enquanto a outra deslizou desde o pescoço até as entradas insinuantes nas ancas dele, tocando devagar, pois não queria machuca-lo mais do que já estava. Saga até que tentou, mas quando a língua safada e quente serpenteou um de seus mamilos um arfar sem controle saiu de seus lábios para o bel-prazer de Kyoko.
— Sabe...eu sempre me perguntei que gosto você teria. — Sussurrou ao pé do ouvido. Seus seios mesmo cobertos roçaram de leve no peitoral desnudo fazendo Saga quase perder o controle.
—Está esperando o que então? – Sussurrou de volta e dessa vez foi Kyoko quem quase perdeu o controle.
Um sorriso safado fez os lábios rosados se curvarem e Kyoko fez assim como Saga havia dito: Esperar por quê? Já havia esperado demais.
A língua quente tocou primeiro os lábios em um beijo quente e calmo, invadindo e buscando a dele que cedeu aos comandos dela. Era melhor assim, pelo menos por hora. Saboreou até quando o ar lhes faltou e sem perder o ritmo serpentou pela pele macia do pescoço, respirando o cheiro mentolado e sentindo-se satisfeita com o pulsar forte do sangue pelas veias da jugular, o som do coração aumentando em cada movimento seu em sinal de excitação e uma ansiedade ao qual Saga pensava esconder com toda sua falsa calma.
Desceu mais um pouco para molhar a divisão do peitoral e seguindo para os gominhos definidos de seu tanquinho e o umbigo demorando um pouco mais ali. Deuses! Como ele era bonito! A pele era tão macia que mal podia acreditar ser de um cavaleiro, o que deixava evidente o quão vaidoso ele era. Deliciou-se em cada protuberância da musculatura com cuidado até achar que já era hora de saborear algo que queria há tempos. Sorriu novamente mirando os orbes verdes que não desgrudavam de si nenhum segundo. Aquela visão seria divina demais para que perdesse um milésimo de segundo sequer e isso Saga não queria de jeito nenhum.
—Mostra ele pra mim. – pediu ajoelhando entre as pernas torneadas. Saga sorriu de lado e achou justo obedecer.
Desatou o pequeno nó que mantinha a calça a sua cintura sem se desfazer da posição desleixada no sofá, em seguida enfiou o dedão da mão direita no cós tanto da calça quanto da box e com a mesma calma que desfez o nó puxou ambos um pouco para baixo libertado num salto para o deslumbre e o prazer de Kyoko o órgão rijo e avantajado.
—Bonito, altivo e...imponente, exatamente como você. – Sorriu matreira sem deixar de encará-lo.
Ficou observando aquele monumento devorável e pulsante e toda sua bela anatomia: raiz, corpo e cabeça, totalmente harmônico e de acordo com o corpo dele sem tirar nem pôr. A raposa salivou de desejo só com aquilo mesmo já tendo tocado nele antes. E com um leve pulsar do mastro ela pareceu perder todo o raciocínio. Queria provar; precisava sentir o sabor e a textura da pele fina sob seus lábios e o pulsar dele até sua garganta.
Deu um beijo leve e um fio fino e viscoso mantiveram unidos os lábios rosados e a glande avermelhada. Saga arfou com aquela visão tão desejada e erótica, tentando conter a vontade de se enterrar com força naquela boquinha linda que a kitsune possuía, e por conta disso levou a mão direita à base e com a outra acariciou os cabelos de Kyoko como um pedido para que ela o abocanhasse de uma vez. E como uma boa menina obediente que era, fez o que ele queria.
Primeiro a cabeça recebeu alguns beijos e sugadas, em seguida engoliu o órgão duro e pulsante até sentir seus lábios baterem no limite que a mão dele sem querer impôs. Saga arfou de prazer, pois sinceramente não esperava ser engolido daquela forma logo de cara. Ela sugou com força e subiu na mesma lentidão ao qual havia descido, segurando a glande entre os lábios e fazendo um estalo ecoar pelo quarto ao terminar, observando a saliva escorrer pela extensão do mesmo.
— Gostoso. – ela sussurrou. Os olhos semicerrados, os lábios entreabertos e as bochechas coradas.
Kyoko abriu a boca novamente e por um segundo Saga sentiu o sangue gelar nas veias por conta das presas que ficaram bem visíveis. Pensou em dizer algo a respeito, mas ao sentir seu membro ser tomado pelas duas mãos dela e engolido com tanto prazer sua mente parecer esvaziar por completo e todos os pelos do corpo reagirem. Aquilo era bom demais! Divino! A boca dela parecia feita totalmente de veludo e era ainda mais quente que a pele causando um prazer indescritível. As duas mãos unidas seguravam o membro de forma possessiva pela base enquanto chupava sem perder o ritmo do vai e vem.
—Que...delícia! – Saga gemeu ao sentir uma das mãos subir e descer no mesmo ritmo dos lábios. Os olhos verdes não desgrudavam um segundo do semblante de prazer ao qual ela não fazia a menor questão de esconder. Era notável o quanto ela tinha amado prová-lo daquela forma.
— Isso é tão gostoso. – resmungou completamente concentrada na felação para o agrado de Saga, lambendo, mordiscando devagar e sugando com todo seu empenho.
Gemeu mais alto quando sentiu seu membro bater contra a garganta por livre e espontânea vontade da parte dela. Os sons pervertidos que ela parecia fazer questão de emitir só serviu como estopim para elevar ainda mais as sensações daquele sexo oral devasso e feito com tanto gosto. Seus quadris se movendo sem controle algum, intensificando ainda mais seu prazer, urrando quase como um animal toda vez que se enterrava na garganta de Kyoko. E ela lógico, não reclamou. Estava adorando ver o quanto Saga se esforçava para não perder o controle.
Kyoko intensificou o vai e vem não deixando de perder o ritmo das estocadas incontroláveis que levava. Sorriu por dentro. Saga gruiu, avisando que não aguentaria por muito mais tempo, o que para ela soou ainda mais como incentivo para continuar. Começou a chupar o membro delicioso do cavaleiro com mais força e vontade...até que por fim ele gozou. O gosto agridoce do líquido branco e viscoso preencheu sua boca em jatos potentes. Kyoko gemeu de satisfação, saboreando finalmente o sabor do prazer de Saga. Apoiou uma das mãos no abdômen dele só para se deliciar ainda mais com as contrações dos músculos, as mãos fortes agarradas em seus cabelos ainda incitando-a a beber tudo, gemendo rouco quase como um animal.
Kyoko sorriu por dentro, satisfeita, engolindo tudo que pôde e o restante que ousou escapar pelos cantos dos lábios ela mesma colheu com os dedos.
—Isso é tão bom, olha...
Kyoko sentou sobre as coxas de Saga, o puxando para um beijo onde o forçou a provar do sabor e da textura do próprio gozo. De início estranhou, mas também não se surpreendeu. Aquilo já era esperado ainda mais vindo de quem vinha. Abstraiu o fato de estar provando do próprio gozo e se deliciou com os lábios e com a língua dela invadindo e buscando a sua.
—Bom, não é?! – ela questionou em um sussurro.
O cavaleiro achou que aquela simples pergunta não poderia ser dita de maneira mais sensual. Puxou os quadris de Kyoko mais para perto do seu e mesmo sentindo as costelas e o quadril doerem levantou com ela de uma só vez.
— É bom saber que tenha gostado, mas o líquido e o sabor que me agrada está bem no meio de suas pernas.
Ao ouvir aquela frase pervertida sendo dita rente a seus lábios e com os olhos felinos presos nos seus, Kyoko sentiu-se molhar ainda mais. Não tinha como ele ser mais sexy, tinha?!
Seu corpo foi depositado na cama com cuidado e o peso de Saga caiu sobre o seu. Uma leve pontada de insegurança teimou em alfinetar sua autoestima, mas a kitsune manteve o controle. Não que tivesse medo de Saga ser mau ou rude na hora do sexo, mas era simplesmente impossível esquecer tudo que passou. Mas a verdade era que Saga seria o primeiro e único homem humano a desfrutar de seu corpo de livre e espontânea vontade.
Um gemido sôfrego saiu de seus lábios quando ele lhe prensou ainda mais contra o colchão. Um tremor de excitação e uma ansiedade extrema fez seu corpo esquentar e sua vagina doer de tesão. Não via a hora de sentir Saga dentro de si. Os beijos devorando seus lábios e suas bochechas com desejo e possessividade, as mãos firmes massageando seus quadris e seu ventre, marcando a pele alva mesmo por cima do tecido. Kyoko arfava em cada investida, em cada aperto, em cada mordida e sugada que recebia. Pouco se importava se teria que andar pelo santuário ou onde quer que fosse com as marcas feitas por Saga, muito pelo contrário, iria sim exibir para quem quisesse com orgulho e prazer as marcas daquele homem.
Kyoko sentiu o corpo sacolejar e sorriu travessa. Saga estava visivelmente impaciente com aquelas malditas ataduras, não se dando ao trabalho de descobrir como desatar o nó e as rasgando num puxão só. Kyoko nada disse e nem diria, deixá-lo-ia se satisfazer com todas as partes do seu corpo exatamente como havia prometido, daria a ele todos os prazeres que pedisse sem pestanejar. Saga seria o único homem a ter o prazer de tocá-la e possuí-la de livre e espontânea vontade de todas as maneiras que desejasse mesmo que ainda não soubesse disso. Deixaria as mãos dele marcar cada pedaço de sua carne e invadir com toda sua necessidade cada orifício de seu corpo e poderia lhe chamar de todos os nomes que quisesse até se sentir satisfeito.
— Eu quero você.
—Você terá. — ele ditou firme se livrando enfim daqueles panos.
Um segundo pareceu horas sob o olhar desejoso do geminiano ao fitar o par de seios fartos, de pele pálida e bicos róseos que ela possuía. Saga ficou observando de um para o outro, logo beijando as mamas, passando a língua ao redor da auréola, brincando com as pequenas protuberâncias ao qual lhe lembrava braile. Kyoko se remexeu agoniada.
—Será que dá pra você...fazer logo isso? Eu vou enlouquecer. — Saga sorriu e resolveu que era hora de parar de brincar.
Decidiu que sua atenção inicial seria para a mama direita. Uma mordida leve no bico entumecido fez Kyoko arquear em cima da cama, as unhas longas e afiadas se engalfinharam em meio aos cabelos dele, pressionando o rosto ainda mais contra o seio tamanho desespero. Aquilo era bom demais, seu corpo tremia toda vez que sentia a sucção hora forte, hora devagar. Uma mão de Saga se esgueirou até as costas dela para suspendê-la somente um pouco e assim ganhar mais acesso.
Eles eram tão macios, cheiroso...gostosos que poderia ficar se alimentando deles para sempre.
Satisfeito de um, por fim achou que o esquerdo também merecia total dedicação. Trocou os lados e logo abocanhou o mamilo fazendo Kyoko esboçar a mesma reação, mas esta ele por total capricho achou que era pouco. Depositou-a de volta na cama e desceu a mão livre até a calça que ela ainda usava.
— Ainda usando isto?!- Saga ironizou, deslizando o dedo sob o elástico grosso do cós e roçando os dedos no pé da barriga dela.
— O...que posso fazer se...se você nem me deu tempo de...tirar a roupa. — Ditou manhosa. Ele sorriu malicioso.
—Ohhh isso foi realmente muito mal da minha parte, não é?!
Kyoko acenou positivamente soltando um resmungo logo em seguida.
Saga sentia o ego do tamanho de um bonde cada vez que ela gemia denunciando o quanto aquilo era bom, mas não o suficiente pelo menos para ele. Era orgulhoso e por vezes arrogante e por isso resolveu avançar. Abandonou o mamilo arrepiado mesmo sob os protestos de Kyoko, desceu até o ventre deixando um belo rastro de saliva e manchas avermelhadas por onde passava, admirando a pele tão alva quanto um alabastro. A macies natural e o cheiro das frutinhas que agora havia se tornado a essência natural dela. Segurou o cós da calça negra e ainda úmida com a água da chuva e tirando primeiro esta e sem demora a peça íntima.
Saga sentiu-se o homem mais privilegiado que já havia pisado em terra. Olhar para Kyoko daquela maneira era como contemplar uma das mais belas obras de artes que os deuses já fizeram, era como se o próprio Zeus tivesse tirado uma parte de si e moldado com os dedos de todos os deuses do Olimpo até dar forma a algo tão...surreal. Engoliu em seco só de pensar que seria ele a profanar aquele corpo voluptuoso e...belo. Como alguém podia ter coragem de machucá-la? Entendeu e deu razão as coisas que julgou ser loucura da parte de Hiroaki só para ter Kyoko e entendeu — mesmo não dando razão — o motivo de tanta inveja da parte de Eva.
—Lembre-me de ofertar aos deuses por um ano inteiro. – sussurrou.
Kyoko ergueu uma das sobrancelhas sem entender o motivo da cara de abobado que Saga havia adquirido. Para ela nada do que ele dizia fazia sentido e muito menos justificava ficar parado somente olhando em um momento como aquele.
Olhou para si mesma procurando por algo que...talvez não estivesse como deveria, mas não viu nada. Olhou novamente para ele e mesmo sendo tão segura de si, sentiu-se envergonhada.
— Tem...alguma coisa errada? – perguntou cobrindo os seios com a mão.
Saga pareceu finalmente despertar do transe astral ao qual havia entrado. Maneou a cabeça e riu de si mesmo. Estava agindo como um adolescente e isso era vergonhoso.
— Não, claro que não! É que... – respondeu erguendo uma das pernas dela e beijando a ponta do dedão. — ...você é linda demais. Perfeita!
De início ela riu por sentir cócegas nos dedos dos pés, mas assim que os dedos dele e os beijos desceram da panturrilha para o interior das coxas e do interior das coxas para a virilha aquele ato perdeu toda a graça por se tornar uma tortura. Saga empurrou uma das pernas dela um pouco mais para fora e em seguida fez o mesmo com a outra expondo enfim o tom...róseo.
Saga sorriu de satisfação e ansiedade. Até que enfim iria sentir o gosto daquela vagina que com certeza era tão gostosa quanto o resto do corpo dela. Mirou o olhar curioso e apreensivo dela para enfim começar a prová-la. Passou a língua devagar somente uma vez; Kyoko arfou fechando os olhos. De novo e ela gemeu mais alto, agarrando o lençol e seus cabelos com uma das mãos. Mais uma vez e ela balbuciou pedindo por mais.
Cedeu com gosto, aprofundando os movimentos e aumentando a velocidade. Degustando e saboreando o sabor que ela tinha...e como era bom! "Doce néctar dos deuses!", pensou satisfeito. Uma coisa Saga podia dizer com orgulho: Sabia fazer sexo oral como ninguém, o que era raro em um homem. Nunca havia se esquecido das instruções dadas pelas várias prostitutas e servas que havia fodido na época da mocidade e logo assim que voltou a viver junto com os amigos, tirando o fato de ser perfeccionista e ter o hábito de aprender rápido quando queria. Lembrou-se de como deveria remover o capuz que protegia aquele pequeno pedaço de carne que era capaz de fazer qualquer mulher no planeta berrar de prazer e com Kyoko não foi diferente. Fez conforme lhe foi ensinado e ela só não berrou porque perdeu as forças com aquele ato, abrindo totalmente as pernas.
Gêmeos sorriu satisfeito; movimentou a língua de cima para baixo, de um lado para o outro, chupando-a, brincando com o sexo de Kyoko com toda safadeza, habilidade e destreza, buscando a lubrificação da fenda e voltando ao ponto inicial para continuar a enlouquecê-la como queria. Kyoko gemia alto, os olhos fechados e as mãos agarradas ao lençol e nos cabelos dele. Palavras desconexas saiam as vezes em uma língua que Saga não conhecia, mas sabia ser de prazer.
A raposa sentiu vontade de berra e implorar por ele ali, se enterrando até o talo dentro de si, pois aquilo era torturante, mas quando pensou em fazê-lo dois dedos invadiram seu sexo se unindo em um ritmo cadenciado com a língua dele, exigindo e forçando um gemido mais alto de prazer, fazendo Saga se sentir ainda mais orgulhoso do que fazia e de como fazia, tendo a certeza de que logo-logo receberia a recompensa.
Kyoko sentiu as pernas tremerem junto com o corpo que parecia tomado por uma chama tão quente que queimava até sua alma. Seus lábios entreabertos puxando o ar com força em meio aos gemidos despudorados que ela já nem se importava se Kanon no quarto ao lado ou quem sabe Aldebaran em Touro estaria ouvindo de onde estivesse. Só pensava no desespero de querer se desmanchar de prazer com a língua e os dedos de Saga. Aquilo estava muito além do que pensou.
“Foda-se eu quero goz...”
E de repente o corpo de Kyoko sacolejou forte, as pernas tremeram ainda mais e as unhas perfuraram o lençol. Saga sentiu seu rosto ser pressionado ali com mais força pelas pernas e a mão dela em seus cabelos e mesmo sentindo alguns fios se soltarem de seu couro cabeludo ele não parou, lambendo todo o mel tão...saboroso que saía de dentro dela. Ficou ali um tempo, brincando um pouco mais até se dar por satisfeito.
Sorriu cafajeste, refazendo o caminho de beijos, beijando ambos os mamilos e terminando nos lábios de Kyoko para a completa união dois sabores.
— Você é muito gostosa. Está cansada? – sussurrou.
— Não me confunda com essas menininhas que você está acostumado, Saga. – respondeu irônica e sensual.
— Malcriada.
Saga livrou-se do restante de roupa que ainda usava expondo seu membro rígido outra vez e o corpo bem definido. Kyoko cedeu de bom grado a ele, vendo-o se ajoelhar entre suas pernas, puxando uma na direção do peitoral enquanto a outra foi devidamente apoiada sobre a coxa direita dele.
—Por que tão longe de mim? Está com medo de eu te morder? – ela questionou sentindo a glande macia tocar sua entrada.
—De maneira alguma, é só que... – Saga pincelou o órgão na fenda, molhando-o de forma a facilitar as coisas. Não queria machucar a kitsune, ou melhor sua kitsune. Kyoko havia passado por coisas ruins e não queria ser parte disso na vida dela. Em seguida empurrou o membro para dentro dela, deslizando com cuidado e facilidade até onde julgou ser suficiente...por hora. Kyoko arfou com a invasão, reagindo de imediato com suas unhas na coxa e a mão em torno do pulso da mão dele que a mantinha no lugar. — Eu quero ter total acesso as expressões de tesão nesse seu lindo rosto vermelho e principalmente ao seu corpo gostoso.
Kyoko gemeu com a nova investida. Não conseguia se lembrar qual fora a última vez que havia feito sexo antes de sua vida virar de pernas para o ar o que deixava a coisa ainda mais...apertada que o de costume. Podia sentir todos os músculos de sua vagina se estreitando sobre aquele órgão que parecia ainda mais grosso do que quando o viu.
Gemeu mais alto quando finalmente sentiu a pélvis dele tocar a sua. Ele estava todo dentro bem como queria, bem como imaginou e mesmo diante ao incomodo inicial aquilo era delicioso demais para ter que parar agora. Seus olhos abriram em um rompante e se fixaram no semblante de prazer que estampava o rosto do cavaleiro; os olhos fechados fortemente, os lábios entreabertos, as mãos possessivas marcando sua pele e o som forte da respiração. No peito a cicatriz que ele carregava parecia crescer e diminuir em cada arfar, esquecendo-se logo em seguida ao receber um sorriso safado e uma piscadela.
—Hummm...Quente.- Ele sussurrou arfante. — Deliciosamente quente e apertada. — saiu somente um pouco e voltou a se enterrar nela.
Saga então começou a ir e voltar, sem nenhuma pressa em sair dali. Queria prolongar aquele ato o máximo que podia. Ela era apertada e a temperatura corporal mais alta que o normal o que o deixava ainda mais sensível e excitado. Não sabia se conseguiria durar o tempo que queria mesmo já tendo gozado antes, mas faria todo possível. Aquilo era surreal! Era como se seu órgão fosse sugado para dentro de Kyoko sem que ele ao menos fizesse força. Abriu os olhos e focou-se no semblante transformado de desejo de sua kitsune: os olhos fechados e as bochechas coradas, os cabelos prateados espalhados sobre o lençol vermelho, as orelhinhas levemente caídas, os lábios entreabertos deixavam a ponta dos caninos à mostra de maneira tão adorável e igualmente sensual, sussurros, suspiros e gemidos saíam embalados pelo prazer de tal modo que Saga se sentiu ainda mais fascinado por ela.
Parou só por um instante para ver seu membro sumir e reaparecer em cada investida lenta e torturante. Kyoko quase se desesperou quando acho que ele pararia sem mal ter começado.
— Saga...por favor...
A youkai nem precisou terminar para que Saga entendesse o que ela queria. Começou a estocar seu órgão contra o dela mais rápido e forte, recebendo como recompensa os gemidos ainda mais altos instigando e fazendo seu sangue ferver nas veias tamanha excitação. Não queria machucá-la, mas estava sendo quase impossível manter a calma. Os seios dela subiam e desciam no mesmo ritmo das investidas, enquanto Saga deslizava sua mão livre em todo o corpo já suado de Kyoko.
— Que gostosa! Pelos deuses, Kyoko! — gruiu se enterrando mais forte.
Um sorriso devasso surgiu nos lábios inchados de Kyoko e Saga se surpreendeu, os olhos bicolores miraram os seus com tanta luxúria que achou que gozaria só com aquilo. Parou no intuito de não terminar ali ou perder de vez o controle de suas ações.
— O que foi? — os dedos de Kyoko tocaram o peitoral de Saga com carinho.
—Eu não quero te machucar. — respondeu em um suspiro.
—Ora Saga, qual foi a parte de que eu não sou essas garotinhas que você está acostumado que você não entendeu? — Kyoko fez uma pausa. — Saga, eu quero você todo aqui...- Indicou. —...dentro de mim e com todo seu empenho, me faça gemer tão alto que todos os seus amigos saberão a quem eu pertenço agora.
Aquelas palavras pareceram despertar o verdadeiro Saga: Imponente, altivo e dominador.
Sem mais soltou a perna que ainda mantinha em seu peito, saindo de dentro dela de uma só vez. Ela queria gritar de prazer? Queria que todos ouvissem? Então assim faria. Puxou a perna que estava apoiada em sua coxa forçando Kyoko a girar na cama e lhe dar as costas.
—Fica de quatro para mim. — ordenou e Kyoko obedeceu.
O cavaleiro ainda pensou em voltar atrás por ter receio daquele pedido ser obra de sua imaginação, mas ela percebendo a hesitação, colou as costas no peitoral dele, levando uma das mãos até a nuca e o puxando para um beijo calmo e carinhoso.
—Eu quero você. Deixa-me sentir tudo que você tem pra me dar Saga, por favor, não me negue isso.
Saga nada disse, somente posicionou o membro na vagina de Kyoko e penetrou com firmeza, segurando firme em suas ancas e forçando o corpo dela a ficar na posição ordenada para investir como realmente queria. A raposa gemeu alto quanto o órgão lhe atingiu fundo, lhe arrancando o fôlego com ânsia. Era isso que queria. Queria Saga da maneira que sabia que ele seria, da maneira dominadora e possessiva ao qual lia em cada ato, gesto e olhar. Seria sua com todo seu ardor e queria tê-lo na mesma intensidade.
A cama rangia em protesto e o calor fazia o suor de ambos pingar e molhar o lençol. Saga sentia-se enlouquecer, fodendo Kyoko com todo gosto, metendo tudo só para depois sair e voltar, arrancando gemidos despudorados e palavras obscenas daqueles lábios carnudos e vermelhos.
Saiu da posição de quatro e a pôs para cavalgar.
Os corpos colados e os suores se misturando naquela dança frenética e deliciosa, as bocas se provando em êxtase e delírio com a intensidade das sensações. Kyoko cravou as unhas de uma mão nas costas de Saga e este gemeu de prazer e dor, a outra tateou por entre os corpos até sua intimidade, masturbando-se para o delírio próprio e o de Saga.
— Saga! Isso, mais rápido!
E ele não teve como negar. As mãos poderosas agarraram a cintura fina forçando o corpo dela a subir e descer ainda mais rápido.
— Assim que você quer?! Hum?! Sua safada gostosa.
Kyoko só fez gemer, ouvindo a voz grave e sexy de Saga chamar seu nome, dentre outras coisas mais, agitando todo seu âmago de forma animalesca. Uma nova onda de tremor começou a tomar conta de seu ser e suas pernas adormeceram, assim como todos os membros de seu corpo em um novo orgasmo que pareceu mais forte que o primeiro. O nome do homem que amava — Sim amava e agora tinha total certeza disso — fora invocado de tal maneira que Saga não conseguiu resistir, explodindo em um gozo forte e potente logo em seguida. O corpo grudado no de Kyoko, espasmando em êxtase total, a boca dela grudada em seu rosto, gemendo e ofegando ao mesmo tempo. Apertou o corpo dela ainda mais, delirando mais ainda com as contrações involuntárias do sexo dela ao redor do seu. Pelos deuses! Aquilo era fantástico! Será que já dava para ficar assim para sempre?
Não soube dizer se aquele turbilhão de emoções foi fruto de seu desejo ou algum truque que Kyoko pudesse ter feito, mas Saga não queria pensar sobre aquilo, só queria ficar ali, sentindo aquele aconchego molhado e quente pelo clímax, o abraço apertado em torno de seu pescoço e aquele cheiro gostoso das frutinhas que haviam se tornado também uma de suas favoritas. A respiração quente dela se acalmando no mesmo ritmo do coração. Aquilo nunca tinha sido tão bom.
Sorriu, encostando a testa de Kyoko em seu queixo e sussurrando ofegante de forma carinhosa:
— Amoras...eu nunca pensei que gostaria tanto delas como agora.
Continua..
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