Uma caçadora diferente

2 Quem é Dean Montgomery?


Notas iniciais
Aqui vai o primeiro capitulo! Espero que gostem, bjss

Numa noite de domingo eu, Mary e seu namorado, John Winchester, fomos para uma lanchonete no centro da cidade. Eu gostava de John, ele era realmente muito legal e amava Mary. Mas havia um problema, ele não era caçador como nós e também não sabia sobre isso. Então não sabemos se quando contarmos para ele se John vai se conformar e virar um caçador também ou vai embora dizendo que somos um bando de loucos. A segunda opção é a que sempre acontece.

Quando chegamos na tal lanchonete sentamos numa das mesas que ficam perto da janela e começamos a olhar o cardápio. A lanchonete tinha as paredes coloridas com verde água e o chão uma dia havia sido branco, pois agora é sujo e engordurado. Olhei em volta da lanchonete, mas quando virei a cabeça para a janela vi um homem que aparentava ter uns 28 anos olhando para nós. Mary também percebeu.

–Deixa que eu vou lá, já volto- sussurrei para Mary já me retirando da mesa- eu vou ao banheiro, licença. – Disse num tom mais alto para que John ouvisse.

Sai da lanchonete e andei até onde o homem estava. Ele estava de costas ainda olhando para Mary e John. Cheguei mais perto dele sem que percebesse, peguei seus braços num golpe só e o prendi contra a parede.

–Quem é você?!- eu disse num tom raivoso.

O homem logo se adiantou e conseguiu pegar meus braços, agora era eu quem estava presa.

–Quem é você?!- disse o homem novamente.

– Eu te perguntei primeiro.- depois de ter dito isso consegui me soltar e dei um soco forte em seu rosto.

O homem cambaleou para traz, mas logo tentou me dar um chute na barriga. Eu desviei, mas acabei caindo no chão, só eu mesmo. Ele veio para mais perto de mim e me puxou pelos braços. Sua expressão mudou quando viu minha pulseira de prata com símbolos de caça.

–Você é caçadora? — Perguntou surpreso.

–Não é da sua conta, por acaso você é?!

–Sim, Dean Montgomery.- disse soltando meus braços e me ajudando a levantar- e você é....

– Ninguém que lhe interesse. Por que estava olhando para os meus amigos?

– Quem? Olhando? Me poupe...

Me virei e vi que Mary estava atrás de mim.

–Quem é ele, Margot?

–Agora sei seu nome, Margot. Sou Dean Montgomery, caçador. — disse estendendo a mão para que Mary o cumprimentasse, mas ela o ignorou.

–Era só o que me faltava, um caçador! Por que estava encarando a mim e meu namorado?

–É o seguinte, eu acho que tem algo atrás dele, mas ainda não sei o que é. Por falar nisso, onde ele está?

–John foi para casa. Venha com a gente, meu pai pode saber o que você está procurando.

Nós três fomos para a casa dos Campbell. Chegando lá, Dean não foi recebido muito bem com um olhar reprovador de Samuel, pai de Mary.

– Quem é você? — Perguntou Samuel.

– Dean Montgomery. Caçador. — Falou o rapaz.

– E o que quer em minha casa?

– Não sei ainda. Acho que tem alguma coisa atrás de John, mas não sei o que é.

–John? Hahaha, metido com fantasmas e demônios? Isso só pode ser uma piada- disse Samuel. Pude notar uma pequena frustração no rosto de Dean. Bom, se está curioso para saber como esse tal de Dean é vou lhe explicar: ele é bonito, muito bonito, isso não posso negar. Tem olhos verdes, cabelos castanhos e seu cabelo é com um corte topete.

– Bom, como disse ainda não sei o que.

Para resumir a ópera, Dean e Samuel estão caçando a mesma coisa. Mas não vão caçar juntos pois não se gostam. Fim. Sinceramente Dean parece ser um cara legal, pelo menos tem senso de humor. Já era hora de eu ir para casa, então me despedi de Mary e Samuel e fui embora. Dean foi ao mesmo tempo que eu, quando fecharam a porta ele me perguntou:

– Tem carro?

– Não, eu vou a pé.

–Deixe que eu te dou uma carona.

– De jeito nenhum, mal te conheço.

– Tudo bem o azar é seu.

Ele foi embora num carro que provavelmente era seu, provavelmente. Digo isso pois caçadores geralmente roubam carros, afinal a maioria é procurado pela polícia. Para o meu azar, logo depois que Dean foi embora começou a chover, e muito. Então fui andando com toda a dignidade que me restava para casa. O pior de tudo era que minha casa nem era tão perto, eu teria que passar por uma estrada meio vazia para chegar lá, também não tinha dinheiro, então não podia pegar um táxi.

Eu deveria estar parecendo ridícula, uma garota encharcada andando no meio na estrada. Para acabar totalmente com o pouco de orgulho que restava dentro de mim, vi o carro de Dean passando na minha frente. Ótimo!

Dean estacionou o carro no acostamento e falou:

– Tem certeza sobre aquela carona?

–Claro que sim, como disse antes nem te conheço.

– Tudo bem, divirta-se na chuva.

Então ele foi embora. Não, essa não era a parte em que eu entrava no carro dele e coisas aconteciam... Deus me livre!

Claro, continuei na chuva até chegar em casa. Quando entrei nem vi meu pai, devia estar tarde então ele foi dormir. Mas quando entro na sala vejo um papel dobrado em cima da mesa de centro:

“Margot, eu fui numa caçada a um vampiro em Nashville. Há comida na despensa, se acabar vá comprar! Se eu não voltar logo, ligue para este número, ele saberá o que fazer. 193-2995.”

Não sei porque ele não havia escrito para eu ligar para Samuel, talvez ele tivesse mentido ou algo assim. Desde que minha mãe morreu ele anda mentindo sobre aonde vai, mas não digo nada pois eu sei que ele ainda não superou totalmente. Para ser sincera, acho que ele vai em bares encher a cara, isso anda me preocupando, mas toda vez que tento falar com ele sobre isso, ele fica com raiva e fala eu sou nova demais e não entenderia. Isso porque tenho 26, imagine se tivesse 16...

No dia seguinte eu acordei cedo de manhã e decidi que iria fazer alguma coisa na cidade. Eu nem sabia o que iria fazer lá, apenas passear. Nem liguei para Mary, acho que ela deveria passar um tempo sozinha com o John. Para falar a verdade, acho que ele vai pedi-la em casamento! Mary quase casando e eu aqui sem ninguém, mas tudo bem, não tenho pressa. Ainda pretendo escrever um livro ou viajar para algum lugar exótico, alguma coisa diferente. Para falar a verdade, nem penso em casamento, acho que nem quero me casar, pelo menos não agora. Quando ainda estava na escola, as professoras diziam que eu devia me comportar como uma dama se não nunca arranjaria um marido, sinceramente sempre achei isso ridículo. Uma mulher não precisa de um marido para ser feliz. Ás vezes acho que nasci na época errada.

Eu fui para a cidade de carro, eu comprei com o dinheiro que ganhei numa competição de tiro, tem muito disso por aqui. Quando cheguei lá fui num café que havia no início da cidade, não era muito chique mas dava para o gasto.

Sento e peço um café para a garçonete, que me traz com rapidez. Já estava quase pedindo a conta quando vejo um homem sentar na minha mesa. Quem mais poderia ser? Obviamente Dean Montgomery.

– Vai começar a me seguir também é?

– Não, eu só estou no motel aqui do lado, não precisa ficar com raiva!

– Então porque sentou na minha mesa?

– Te vi e decidi dar um “oi”, mas vi que estava errado e não deveria ter vindo, tchau.- disse Dean saindo da mesa.

Já me cansei dele! Qual é o problema dele? Decidi que não ficaria mais naquela lanchonete e decidi ir embora. Quando peguei as chaves do meu carro senti uma mão agarrando meu braço e pondo um pano em minha boca para que eu não gritasse. Eu fui totalmente pega distraída, não consegui ver o rosto do indivíduo, mas com certeza deveria ser algum monstro.

Fui sendo puxada por todo o estacionamento, até chegar na parte de trás da lanchonete. O caminho inteiro eu fui tentado me desvencilhar e dar golpes, mas foram em vão, a criatura era bem mais forte que eu. Tudo que consegui foi prender minha perna em alguma coisa pelo caminho que não consegui distinguir. Tudo que vi depois foi um vulto se correndo para perto de mim e da tal criatura. Depois tudo que ouvi foi um som de metal cortando algo com agilidade, quando percebi havia caído no chão. Me virei e vi que Dean estava parado atrás de mim segurando um facão ensanguentado. Assimilei o ocorrido, um vampiro me atacara e Dean o matou para me salvar. Mas porque ele fez isso? Eu não fui exatamente gentil com ele.

– Dean? Por que me salvou?

– Eu não sou um monstro. Faço meu trabalho.

– Obrigada, eu acho...

– Se machucou?

– Eu acho que não, mas minha perna está doendo.

– Deixe eu ver. – ele se agacha para examinar minha perna.

– Isso dói? — Disse apertando minha perna.

– Aí! Dói bastante- eu falei, realmente tinha doido muito.

– Acho melhor te levar para o hospital. Acha que consegue andar?

– Acho que sim.- eu tentei me levantar, mas não consegui. Eu tentei novamente pois seria muito estranho se Dean tivesse que me carregar.

– Ok, você não consegue. Então eu vou te carregar ok?

– Ok – (N/A #awkward #awkward #awkward)

Dean se abaixou e colocou as mãos debaixo de meus joelhos e a outra mão em minhas costas. Pior descrição que já vi, mas acho que entendeu. Ele me carregou até seu carro e me colocou no assento traseiro. O caminho inteiro ao hospital foi silencioso, mas achei que pelo menos deveria agradecer por me salvar.

–Dean, obrigada por ter me ajudado. Sem você agora eu estaria morta.

– Como disse antes, só fiz o meu trabalho.

– Obrigada de qualquer jeito.

Quando chegamos ao hospital fomos até a recepção, mas desta vez nós conseguimos uma cadeira de rodas. Eu fui levada para uma sala onde um doutor me esperava. Dean ficou na recepção.

– Olá, sou o Dr. DiLaurentis. Prazer em te conhecer, qual seu nome?

– Oi, meu nome é Margot Underwood.

– Underwood? — O médico pareceu estranhamente interessado em meu nome.- O nome de seu pai por acaso é Tyler Underwood?

– Sim... como sabe quem é meu pai?

– Bom, eu sei sobre os caçadores e tudo mais. Eu sou o médico deles quando acontece alguma coisa e tenham que vir ao hospital, eu acoberto eles. O que te machucou?

– Uau, legal. Um vampiro me machucou. Mas não foi bem assim, pois enquanto ele me arrastava para algum lugar eu prendi meu pé em alguma coisa.

– Ok... como se livrou dele?

– Esse caçador, Dean Montgomery, me ajudou.

– Montgomery? Eu pensei que essa família estivesse morta.

– Como assim? O que quer dizer?

– Eu também ajudava a família Montgomery. Mas há uns dois anos foram massacrados ao encontrarem com um bando de lobisomens. Sinceramente Margot, acho que esse tal de Dean não é quem diz ser., mas por enquanto vamos cuidar da sua perna, ok?

– Ok…- disse pensativa. De onde veio esse tal de Dean?

Minha perna não estava quebrada, apenas havia torcida um pouco. Passei mais uma hora mais ou menos no consultório do médico. Não parei de pensar sobre Dean, quem ele é? O que quer aqui?

Notas finais
Gostaram? Espero que sim! bjss