Uma caçadora diferente
3 Revelações do futuro
Notas iniciais
Quando sai do hospital estava andando com uma muleta apenas. Daqui a um tempo não vou mais precisar dela. Não disse nada a Dean, não quero que ele saiba o que eu sei antes de estar boa novamente.
– Eu estou viva, podemos ir. – Eu disse Dean enquanto andava para fora do hospital.
– Que bom…
Saímos do hospital e eram 16 horas, não tinha ideia de como voltaria para casa, definitivamente não queria ir com Dean.
– Como vai voltar para casa? — Essa era a pergunta que eu temia.
– Não sei, talvez eu pegue um ônibus, não se preocupe comigo.
– Eu levo você. – Se ele não me fez mal até agora, talvez não me mate hoje. TALVEZ.
Fui falando o caminho até minha casa para ele, chegamos lá em pouco tempo pela falta de trânsito, graças a Deus!
– Obrigada por tudo, sério.
– Não fiz nada mais do que o meu trabalho.- com isso ele saiu em disparada para Deus-sabe-onde.
Uma semana depois, eu já havia devolvido a muleta para o hospital e seguido com a minha vida. Mas ainda não deixei de pensar em Dean. Não contei nada para Mary, não quero que ela tome a dianteira do meu problema. Hoje é o dia que acusarei Dean sobre mentir sobre seu nome.
Fui até o motel em que estava hospedado. Eu andei seguindo ele essa semana para ver se fazia algo suspeito. O resultado não deu em nada mas continuo acreditando no médico.
Bati na porta do quarto 110, ouvi passos se aproximando do lado de dentro do quarto. A porta foi aberta e me dei de cara com Dean “Montgomery”.
– O que faz aqui? — Perguntou o rapaz.
– Quem é você? — Disse num tom acusador.
– Como assim quem sou eu?
– Você sabe muito bem do que estou falando. Eu sei que você não se chama Dean Montgomery.
– Como assim?! Claro que esse é meu nome!
– Você não está me enganando, me diga quem você é ou-
– Ou o que? Vai contar para Mary?!- exclamou Dean cortando minha fala.
– Não. Eu vou contar para meu pai e Samuel. Mesmo se você me matasse eles chegariam até você!
– Quer saber quem eu sou?! Então fique sabendo que meu nome é Dean Winchester.
– Winchester? Como o John Winchester? — Falei já me acalmando.
– Sim. Como o John. Meu nome é Dean Campbell Winchester. Sou filho de Mary e John.
– O que? Isso é impossível! Quantos nos você tem? Quantos anos ELES têm?
– Eu vim do ano 2009.
– Como? Quem te trouxe aqui?
– Um anjo meu trouxe aqui.
– Um anjo? Anjos não existem!
– Sim, existem, o nome dele é Castiel.
– Então o que você veio fazer aqui?
– Eu não tenho ideia. Só sei que tem alguma coisa atrás dos meus pais. E…
– Não sabe ou não quer me dizer?
– É um demônio. Eu preciso matá-lo.
– Um demônio? Não tem como matar demônios.
– Se você tiver o Colt.
– Colt? Também não existe.
– Existe sim, em 2007 matei esse mesmo demônio com o Colt.
– E por que precisa tanto matá-lo?
– Porque...- Dean começou a chorar- no dia 02/11/1983 esse demônio matou a Mary.
– O que? — Foi minha vez de começar a chorar- Mas, e o John?
– Também morreu. Em 2006, para salvar a minha vida.
– Você tem outros irmãos?
– Sim, um irmão, quatro anos mais novo que eu, seu nome é Sam.
– Dean, eu vou te ajudar.
Eu comecei a ajudar Dean em sua caça ao demônio. Todo dia ia falar com ele e pesquisar sobre onde o Colt estaria. Acabamos achando o Colt. Estava com um homem no Mississipi.
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