Uma Vida (nada) Tranquila
3 Dia 2 de Primavera, Ano 1
Notas iniciais
Novamente Flora acorda com aquele galo a cantar, perguntava-se se pertencia à Marnie, mas o rancho dela ficava numa distância considerável para não se ouvir nem o mugir das vacas, como ela ouvia o galo que parecia estar do outro lado da sua porta? Levantou-se e lembrou-se que ontem ela tinha comprado algumas sementes no Pierre’s, e desta vez era mais que as 15 chirivias, iria demorar muito com aquelas ferramentas.
Saiu da casa e reparou que havia coisas na sua caixa do correio. A primeira carta era muito estranha a falar sobre venda de chapéus. A segunda era do seu pai:
Olá, Flora,
Já te acostumaste com a tua nova vida? Não consigo acreditar que já cresceste tanto… O tempo voa mesmo. Agora que foste embora e tenho este dinheiro a mais a sobrar, mandei-o de presente.
Com amor, pai
O pai de Flora estava a ser melodramático, mal saiu de lá á dois dias e já pensa que foi há um ano. Mas o dinheiro que mandou iria ajudar. A segunda carta já era da sua mãe:
Olá, Flora,
Como vai a vida no campo para ti? Tudo está muito quieto aqui sem ti, mas estou muito feliz com o que estás a fazer.
Com amor, mãe
Obs.: encontrei um envelope com dinheiro que o teu avô deixou para ti
Flora achava que por estar longe e por ser uma comunidade pequena, eles pensavam que as cartas iriam demorar mais do que demoraram, é por isso que estavam a falar como se tivesse já passado mais tempo. E ainda havia uma terceira carta:
Oi, Flora! Acabei de voltar de uma pesca. Deveria passar na praia um dia destes. Tenho algo para ti.
Willy
Willy? Deveria ser outro morador que estava fora. Flora iria passar lá assim que terminasse de plantar as sementes que comprou.
Terminou e foi até à praia. Ao chegar à cidade, viu Shane a fazer o mesmo caminho, nem se deu ao trabalho de o ir cumprimentar. Como ainda estava cedo, ainda não havia muita gente nas ruas, então foi direto à praia.
Willy com certeza era o pescador, então foi para as docas. Lá viu um homem a fumar de um cachimbo que deveria ser o tal
Willy – Como vai, querida? Ouvi dizê que tinha gente nova na cidade…. É um prazer ti conhecê!
Ele tinha um sotaque diferente de todos que Flora conheceu.
Flora – Como está? Foi boa a pesca?
Willy – Ah… ainda tô a tentar relaxar depois de ficar um mês na água salgada… Que dificuldade! Mas vendi muito peixe bom. Finalmente juntei o suficiente pra comprar uma vara nova. Aqui. Ocê pode pegá a minha vara de pesca vêia.
Flora – Agradeço, mas eu não sei pescar…
Willy – Não é difícil, é só praticá. É importante demais da conta que a pesca continue. E, ei… ocê pode comprá uma coisa da loja de vez em quando. Tem água boa lá no vale. É peixe demais da conta. Ah, é! A minha loja tá aberta de novo, então passa lá pra comprar algo. Ou tudo o que você tiver eu compro. Se cheira mal, vende bem. Hehe. Pelo menos é o que o meu velho pai dizia.
Flora – Obrigada, Willy.
Flora voltou pelo caminho de cima para a cidade e sem querer esbarra no Shane
Flora – Peço desculpa (Ele não tinha ido trabalhar?!)
Shane – Que? O que queres? Vai embora
Ele foi embora para a Joja. Deveria ter-se esquecido de alguma coisa em casa e agora estava a ir de volta para o trabalho. Mas que homem mais rude. Mais à frente encontrou Alex a ir em direção a casa
Alex – Pesca?
Flora – Ainda não, só vim da praia para pegar a vara
Alex – A praia é um lugar ótimo para visitar e pegar um bronze
Flora – Não discordo
Alex – Precisas pegar um pouco de sol ou vais ficar totalmente sem cor
Flora – Acho que não vai ser necessário, o trabalho na fazenda já dá conta disso
Alex – Tens razão. Mas, ei, não queres ir à praia comigo um dia desses? Tens um biquíni?
Flora – Não estás a convidar-me só para me veres com menos roupa ou estás?
Alex – E se estivesse?
Flora – Enfio esta vara num certo lugar no teu corpo a ver se gostas
Alex – Aí que medo (͡° ͜ʖ ͡°)
Flora sai um pouco emborrada de ao pé de Alex. Qual é a dele? Ele estava a querer algo com ela? Um pouco sugestivo demais na parte dele lançar-se a ela daquela maneira se só a conheceu ontem. No caminho, ela encontra Penny
Flora – Oi, Penny
Penny – Olá… O que fazes?
Flora – Vou só a casa colocar esta vara. E tu?
Penny – Vou ensinar o Vincent e a Jasmin hoje.
Flora – Eles são bons alunos?
Penny – São um pouco irrequietos, mas é bom fazer a diferença na vida de alguém
Flora – Que bom que estás a ensiná-los. Vou indo, Penny
Penny – Tchau
Flora iria pelo caminho da floresta para a fazenda, e ao passar pela rua da entrada, Emily aparece na porta da sua casa
Emily – Ei, Flora! Também és pescadora?
Flora – Só se for pela vara, porque de resto não sou. Foi o Willy que me deu
Emily – Que bom que ele voltou, mais ingredientes para pratos no Saloon
Flora – Trabalhas há muito tempo lá?
Emily – Algum, mas é meio expediente. Ajuda a pagar as contas. Agora vou ao Pierre aproveitar antes de ir para o Saloon antes que a minha irmã acorde. Vais almoçar lá?
Flora – Que remedio eu tenho? Nem tenho cozinha em casa.
Emily – Como o teu avô aguentou?
Flora – Ainda quero descobrir. E, quem é a tua irmã?
Emily – A Haley
Flora – A sério? Vocês não se parecem
Emily – Dizem-nos muito isso, acontece que eu saí mais ao nosso pai e ela á nossa mãe. Vou indo, até logo
Flora – Até logo
Antes de entrar na floresta, deu uma olhada de lado para a casa ao lado ao andar. Foi algo que não fez intencionalmente. Andou mais rápido assim que percebeu o que estava a fazer. Ao passar pelo rancho, Marnie estava a tratar das vacas
Marnie – Bom dia, Flora
Flora – Bom dia. Marnie, queria perguntar se você tem algum galo
Marnie – Galo? Não, só galinhas
Flora – Devo estar a ouvir coisas, ontem e hoje ouvi um galo a cantar
Marnie – Nunca ouvi falar de nenhuma história de galos fantasmas a assombrarem fazendas
Flora – Por Ioba, não!
Marnie – Já conheceste o meu sobrinho Shane?
Flora – Já (Infelizmente). Por duas vezes
Marnie – Ele está a morar aqui em casa alguns meses. Ele ajuda com as galinhas, então não posso reclamar. Ele falou alguma coisa quando se conheceram?
Flora – Foi muito rude. Ele tem alguém problema?
Marnie – Acontece que a vida dele não é favorecida. Ele tem problemas com o álcool, tem depressão, e sofre bastante com o trabalho na Joja de muitas horas para o pouco que recebe
Flora – Sei o que é isso, também trabalhei lá antes de vir para cá
Marnie – Mas em contrapartida ele adora a Jas, ela é afilhada dele
Flora – Ela é sua filha?
Marnie – Não, é minha sobrinha-neta. Infelizmente os pais dela morreram num acidente, e o Shane está assim desde então, ele não lidou muito bem com a morte da sua irmã-gémea que é mãe da Jas, e acabou no vicio
Flora – Que horrível…
Flora agora entendia do porque Shane ser assim. Dantes ela nem queria passar por ele, agora queria ajudá-lo de alguma maneira. Teria de se aproximar dele, mas como se ele não quer ninguém por perto?
Despediu-se de Marnie e entrou na sua fazenda pela entrada sul. Foi um pouco complicado por causa das ervas e arvores tudo ao monte, mas lá chegou. Colocou a vara num canto da casa e reparou que estava quase na hora de almoço e decidiu ir para o Saloon.
Ao chegar na entrada da comunidade, Haley passa por ela
Haley – Bela maquilhagem
Flora – O que? Que maquilhagem?
Haley – Ah, espera… Que diabos estás a usar?
Flora – Nada? Não ouviste o que te disse ontem? Se nem tenho condições de usar roupas como as tuas? Quanto mais maquilhagem
Haley – Que pena
Haley seguiu para o caminho que estava a ir e Flora seguiu para o Saloon
Flora – (Haley é muito estranha, vou ter de perguntar à Emily qual é a dela. Realmente elas não parecem nada irmãs)
Flora entrou no Saloon e o seu coração quase saiu pela boca quando viu quem estava sentado ao balcão. Ele olhou para trás e sorriu
Sam – Ah, oi, Flora! É bom ver-te de novo.
Flora – Oi, Sam
Sam – Vais almoçar aqui?
Flora – Tem de ser. Não há cozinha em casa
Sam – Que péssimo. Estás bem em não comer nada pela manhã? Ainda mais que trabalhas numa fazenda
Flora – Ahm… sim… estou bem… (Ele está realmente preocupado comigo? Não, não, Flora, não estejas já com coisas!)
Emily aproximou-se com uma cara que estava a divertir-se a ver aquela cena dos dois, só faltava um balde de pipocas para acompanhar
Emily – Ei, Flora, o que vais querer?
Flora – Não sei, qual é o prato do dia?
Emily – O Gus decidiu de última hora que seria peixe frito porque o Willy veio trazer. Vai demorar um pouco se não te importares
Sam – Ou então podes almoçar uma pizza comigo
Flora – Eh?
Flora ficou com as bochechas vermelhas enquanto Emily ficou com os olhos a brilhar de entusiamo.
Flora – Não quero incomodar, é o teu almoço
Sam – Que nada, eu ia levar duas para comer com o Sebastian e a Abigail, mas os dois não quiseram, eu não como uma pizza inteira na hora, sobra sempre. Não vais incomodar nada… afinal, sou eu que te estou a convidar ;-)
Sam levantou-se e foi sentar-se numa mesa mais confortável para almoçar. Flora ia atrás dele de seguida, mas foi parada pela Emily
Emily – Segundo dia cá e já tens um encontro?
Flora – Isto não é um encontro como pudeste perceber, ele só me convidou a almoçar com ele
Emily – Estou só a brincar contigo, mas que ele está na tua isso sim
Flora – Mal nos conhecemos, Emily, deves estar a ver coisas
Emily – Claro que estou a ver coisas… coisas que vão dar certo no futuro
Flora foi sentar-se à frente de Sam. Não podia controlar o seu coração que estava a bater muito rápido. Era verdade de que ela já se tinha apaixonado algumas vezes, mas todas essas vezes ela conhecia já a pessoa, porque é que agora com Sam, que só o conheceu ontem, estava assim?
Sam – Sabes, eu e a minha família também viemos da cidade, estava o Vincent ainda na barriga da minha mãe
Flora – De onde vocês vieram?
Sam – De ZuzuCity. Sei que eu já era suficientemente crescido para me lembrar, mas a verdade é que não me lembro de quase nada de lá. Apenas sei que era muito barulhenta e foi isso que fez o meu pai decidir para virmos para cá, para a minha mãe ter uma gravidez mais saudável.
Flora – Foi uma decisão muito querida da parte dele. Ele está por cá?
Sam – Não, ele está a servir o exército contra o Império Gotoro
Flora – Isso é horrível, lamento imenso
Sam – O meu pai é um homem forte, ele nos mandou uma carta há uns dias a dizer que ele voltará, mas não disse quando
Flora – Bom, “a esperança é a última a morrer”
Sam — Tens toda a razão
Emily foi servi-los com um grande sorriso no rosto, a pizza cheirava muito bem
Flora – A pizza cheira muito bem!
Sam – É uma das principais razões que eu adoro
Emily – Também é uma das especialidades da casa. Bon appétit, mes amours!
Emily antes de sair, ela piscou o olho para Flora. Levou uma fatia à boca e estava uma delícia
Flora – É deliciosa!
Sam – Não é? Aqueles dois é que perdem
Flora – Já são amigos há muito tempo?
Sam – Eu e o Sebastian somos amigos desde que me mudei para cá, a Abigail é que se juntou a nós depois de uma aventura na floresta à noite para espiar a Torre do Mago. Ela cisma com o sobrenatural e faz essas loucuras
Flora – Já percebi isso ontem, ela testou o meu “sétimo sentido” de saber o que as pessoas gostam e ficou muito admirada que eu acertei que ela gosta de dias chuvosos e que a sua Pedra Preciosa preferida é Ametista. Eu não acho nada demais
Sam – Tenta comigo! Só que já não conta pizza
Flora – Isso é obvio. Bom… eu tenho a sensação de que gostas de uma pedra laranja, agora qual delas…
Sam – Já é muito bom, acertaste que ela é laranja!
Flora – Será… Olho de Tigre?
Sam quase engasgou-se ao ouvir
Sam – Ok, admito que se calhar a Abigail tem razão desta vez
Flora – Não é preciso exagerar
Sam – Flora, existem muitas pedras preciosas da cor de laranja e tu acertaste em cheio a minha preferida. Isso é incrível!
Por fora Flora apenas sorriu, mas por dentro ela estava a sentir-se como se fosse uma adolescente que recebeu um elogio do seu crush na escola. Flora não entendia porque estava a acontecer isso com o Sam, ela tinha 23 anos e já teve relacionamentos sérios com 2 pessoas, e nenhuma delas despertou aquele interesse amoroso de primeira vista como agora.
Ficaram a conversar mais um pouco com Flora a descobrir que Sam trabalha na Joja a meio-período. Ele não gosta, só está lá para ter algum dinheiro para não depender totalmente da sua mãe. Também descobriu que Sam anda de skate, que toca guitarra e que quer formar uma pequena banda com Sebastian que toca teclado
No final, eles saíram juntos do Saloon…
Sam – Foi muito divertido almoçar contigo, temos de repetir mais vezes!
Flora – Concordo
Sam – Ei, às sextas-feiras à noite o Saloon fica cheio, eu, o Sebastian e a Abigail ficamos sempre ao pé da mesa de bilhar a jogar, estás convidada a juntar-te a nós
Flora – Sério? Então irei aparecer
Sam – Boa. Até mais
Sam foi ao que tudo indica em direção da sua casa. Flora ainda ficou só um bocado parada a respirar um pouco à frente do Saloon. Decidiu ir até à biblioteca ler alguma coisa para passar algum tempo.
Ao entrar na biblioteca, foi diretamente ver as estantes para saber mais ou menos aonde e que livros Gunter tinha. Viu um livro que tinha o título “Vida de Fazenda”, então pegou no livro e foi ler para um canto, ainda tinha muito que aprender nesta nova área da sua vida. Nas mesas estavam Vincent e Jas a terem aulas com Penny.
Passado um pouco, entra Elliot que imediatamente aproxima-se de Flora
Elliot – Fico feliz em termos mais um amante de livros na nossa comunidade
Flora – Eu ia ler um livro de literatura, mas vi esta livro a falar sobre a vida na fazenda. São poucos os leitores?
Elliot senta-se ao pé de Flora
Elliot – Só vejo mais a Penny cá, pode haver mais pessoas que leem, mas devem ter os seus livros em casa
Flora – De onde venho infelizmente não tinha muita gente com quem falar sobre coisas relacionadas a leitura
Elliot – Infelizmente atualmente as pessoas não têm tanto interesse por leitura
Flora – Estou curiosa, Elliot, moras numa cabana na praia, também és pescador como o Willy?
Elliot – Não, eu escrevo
Flora – És Escritor?
Elliot – Pretendo algum dia, estou a tentar começar a escrever o meu primeiro romance
Flora – Uau, já tens alguma ideia?
Elliot – Não, mas uma grande ideia pode surgir na sua cabeça quando menos esperares…, mas se a sua mente estiver muito ocupada, poderás perdê-la de vista
Flora encantou-se com aquela frase de Elliot, ele realmente parecia alguém que tivesse saído de um livro.
Passaram juntos a tarde na biblioteca, tanto a lerem os respetivos livros, conversam um pouco, deves em quando escutavam as explicações de Penny. Foi uma ótima tarde que passou, Flora já se sentia integrada, mesmo sendo o segundo dia. A meio da tarde, Penny, Vincent e Jas saíram. Eram quase 18h quando Flora e Elliot levantaram-se para irem embora, mas foram parados por Gunter a chamá-los
Gunter – Posso pedi-los uma ajuda? Podem ajudar-me a carregar umas caixas de novos livros?
Os dois concordaram e foram ajudar Gunter com as caixas. Ao abrir as caixas, Flora reparou nos livros que iriam ser colocados, eram tecnicamente recentes: “Vermelho, Branco e Sangue Azul”, “Heartstopper”, vários livros de Nicholas Sparks, e vários outros livros.
Aquela comunidade não era bem no “fim do mundo”, o correio era rápido e a biblioteca chegava livros recentes. Flora teorizou na cabeça que aquele lugar era uma mistura do novo e antigo que sabiam conviver em harmonia.
Gunter agradeceu a ajuda de Flora e Elliot. Os dois saíram e acompanharam-se até ao outro lado da pequena ponte. Despediram-se, Elliot seguiu em frente e Flora foi por cima. Ficou confusa ao ver George à frente da sua porta àquela hora e foi ter com ele.
George – Ah, chegou mesmo numa boa hora, menina
Flora – O que o senhor está a fazer aqui?
George – Poderia fazer um favor a um velho como eu? Poderia ir lá na esquina e assustar aqueles guaxinins para mim? Eles estão a fazer uma verdadeira bagunça.
Flora – Claro, senhor George
George – Obrigado. Certifique-se de assustá-los para que nunca voltem.
George entrou em casa e Flora foi para perto da lata de lixo da casa. Mas o que estava lá ao lado não eram guaxinins…
Flora – Linus?
Linus – Fui eu… desculpe. Eu acho bastante comida quentinha e fresca nestas latas… coisas que irão para o lixo se eu não as comer.
Linus aproxima-se mais de Flora
Linus – Acha que tem algo errado com o que estou a fazer?
Flora – Não. É uma vergonha que essa comida vá para o lixo.
Linus – Obrigado, Flora. Sabia que era mente aberta. Sinto-me bem com o que estou a fazer. Não estou a fazer mal a ninguém. Pode ir para casa. Prometo que não vou mais mexer no lixo do George. Diga depois a ele que espantou os guaxinins de vez.
Flora – Certo, Linus, mas quando precisares de alguma coisa, estás à vontade de ir à minha fazenda que terei gosto de te ajudar
Linus – Fico muito agradecido.
Flora seguiu em frente e Linus foi para baixo em direção ao Saloon, Flora sentiu algo e parou. Ouviu o Linus mexer no lixo e imediatamente a porta abriu-se. Linus ainda tentou fugir, mas…
Gus – Espera.
Flora teve a impressão de que Linus ficou receoso
Gus – Eu sei o que estava a fazer, Linus. Se quiser comida… é só pedir. Não quero que ninguém na Vila Pelicanos morra de fome.
Gus estende o braço a segurar uma cesta.
Gus – Aqui. Tenho uma cesta de abobrinhas fritas para ti. Coma-as com o meu molho à marinara! Vamos… experimente.
Linus – Muito obrigado, Gus
Flora ficou muito mais tranquila. Porem ficou a questionar-se sobre a vida passada de Linus. O que o levou a mudar a sua vida para aquela?
Seguiu para casa depois de mais um dia. Não foi tão agitado como o anterior, mas aos poucos ia fazendo amizade com os moradores, se bem que Emily já a tratava como se já se conhecessem há bastante tempo.
Acendeu um pouco a televisão para ficar só mais um pouco acordada, e deu na previsão do tempo que no dia seguinte iria chover. O que se poderia fazer numa comunidade pequena num dia de chuva?
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