Uma Vida (nada) Tranquila

2 Dia 1 de Primavera, Ano 1


Notas iniciais
Peço já desculpa pelo capitulo ser tão grande, mas quis que a protagonista conhece-se já quase todos os habitantes da Vila Pelicanos… Uns ela teve mais contacto que outros, mas todos irão ter seu destaque em capítulos específicos já que são muitos personagens ♥

Flora acorda com o som de galo… de onde é que ele vem se ela não tem galo? O sol ainda estava a nascer, viu as horas e eram 6h da manhã. Flora não estava habituada a esse horário, mas esta agora era a sua nova vida…

Hoje era oficialmente o seu primeiro dia da sua nova vida como fazendeira, saiu da cidade onde tinha a sua vida adiantada para começar de novo numa pequena comunidade, a viver numa casa de um só comodo com apenas uma cama, uma lareira, uma mesa e cadeira, uma televisão e uma comoda para guardar a roupa. No dia anterior tinha conhecido a carpinteira daquele lugar, Robin, e a mesma disse que teria todo o gosto de aprimorar a casa, apenas precisaria dos materiais e do dinheiro. Será que Flora conseguiria o suficiente antes do final da Primavera?

Levantou-se, vestiu-se e foi para fora da casa. Desesperou-se ao ver a quantidade de mato que tinha pela frente, e pelo que percebeu, a fazenda não era pequena. Olhou para as ferramentas antigas do seu avô, enferrujadas, mas ainda funcionavam, mas tinha de arranjar maneira de como melhorá-las, não queria as substituir…

Pegou na foice e na enxada e começou a trabalhar na terra. Plantou as sementes de chirivia e regou-as. E teria de regar as plantas todos os dias…

Olhou para o seu relógio e viu que já eram 7h, então decidiu dar uma explorada na fazenda. Havia muito mato, muitas arvores, mais mato, muitas pedras, ainda mais mato, e muito espaço a ser cuidado… já falei que havia muito mato?

Ela foi um pouco mais adiante para o lado esquerdo da fazenda e viu uma espécie de altar. Aproximou-se e percebeu que era um altar do seu avô, e havia um bilhete em cima. Flora pegou nele e leu:

Minha querida netinha, voltarei na madrugada no primeiro dia do seu terceiro ano aqui na fazenda

Ass. Avô

Flora – (Como assim voltar? Ele morreu fazem vinte anos. Isto só pode ser uma partida de mau gosto)

Voltou para a frente da casa e olhou para ela. Pensava em como o seu avô conseguiu viver tanto tempo numa casa tão pequeno. Nem ao menos uma cozinha para fazer a sua comida. A casa estava mesmo a cair aos pedaços, tinha de se esforçar muito para conseguir uma casa mais apropriada antes do Verão.

Eram 8h e saiu para a Vila Pelicanos que ficava no outro lado da paragem. Assim que entrou na vila, apreciou a arquitetura medieval do lugar. Passou por uma porta onde indicava que ela a Clínica Hospitalar e mais à frente havia um calendário e um placar vazio. No calendário, dizia que já no Domingo Dia 7 seria o aniversário de Lewis, o Prefeito. Flora ouviu passos atrás de si, olhou. Era um jovem que devia ser um pouco mais velho que ela, de cabelo preto e camiseta da Joja…

Flora – (A Joja também está aqui? É pior que praga!)

Ela aproximou-se dele para se apresentar…

Flora – Olá, sou a Flora, a nova fazendeira

Ele fez uma cara feia ao olhar para mim

? – Não te conheço. Por que estás a falar comigo?

Flora – (QUÊ!!!??? Que pessoa mais rude!!!)

Ele foi embora com cara emborrada e de seguida apareceu outro homem de cabelo e bigode castanho

? – Ah. Olá! O meu nome é Gus, chefe e dono do Saloon Fruta-Estrelar.

Flora – Prazer, sou Flora, a nova fazendeira

Gus – Passa lá se precisares de comer algo. Sempre tenho café quente e cerveja gelada à disposição.

Gus olhou em direção daquele que foi muito rude comigo

Gus – Aquele rapaz ali é o Shane. Não te chateies, ele tem uma vida complicada, passa todos os dias lá no saloon a beber até não aguentar mais…

Ouviu-se uma porta a destrancar-se. Era da mercearia que ficava ao lado do calendário e do placar que estava vazio.

Gus – Que bom, o Pierre já abriu. Vou comprar algumas coisas para o Saloon. O Pierre vende coisas muito boas

Entraram na mercearia. Era pequena, mas parecia ter tudo o que precisava… Flora aproximou-se do balcão…

? – Ei, é a dona Flora, a nova fazendeira! O meu nome é Pierre, dono do armazém local.

Flora – Prazer

Pierre – Se estas a procurar por sementes, dê uma passada aqui. Também compro as suas colheitas por um bom preço

Flora – (Ótimo, mais uma maneira de ganhar dinheiro)

Pierre – Um pouco de agricultura pode soprar vida na nossa economia!

Flora comprou mais algumas sementes para plantar na fazenda, agradeceu e saiu da loja. Ao abrir a porta, depara-se com uma mulher de cabelos castanhos atados uma trança despenteada

? – Ah, o prefeito Lewis me disse que acabaste de chegar. O meu nome é Marnie!

Flora – Muito prazer…

Marnie – Vendo gado e produtos para animais no meu rancho. Passa lá um dia desses.

Flora – Com certeza

Flora segurou a porta para Marnie passar e voltou a andar por aí. Ouviu o rio e decidiu ir até ele. Passou por detrás de, ao que parecia, o Saloon do Gus, e um pouco mais adiante, na frente de uma casa, estava um rapaz alto de cabelos castanhos a treinar com uma bola de futebol americano

? – Ei, és a garota nova, não és? Acho que vamos nos dar muito bem. O meu nome é Alex.

Flora – (Espero que sim, até que é bonitinho) Sim, sou a Flora

Alex – Vejo-te por aí…

Afastou-se de Alex e foi para baixo. Passou por um trailer e por uma casa ao lado do rio e viu Lewis a cuidar das flores. Então Flora aproximou-se

Lewis – E então, como foi a tua primeira noite na velha casa?

Flora – Foi boa, acho que o cansaço da viagem ajudou a adormecer rápido

Lewis – Que bom. O teu avô costumava reclamar do ranger da cama. Mas acho que, no fundo, ele amava aquela casa.

Flora reparou que ao lado da casa de Lewis estava um cemitério… um cemitério no meio da vila? Um pouco macabro, não?

E um pouco mais ao lado, viu uma jovem muito fofa de cabelo ruivo apanhado por duas bolinhas que estava a ler debaixo da arvore e Flora decidiu aproximar-se dela…

Flora – Olá…

? – Oh…. Olá, eu sou a Penny…

Flora – Prazer, Penny, sou a Flora

Ela parecia muito tímida, estava nervosa, Penny era muito adorável. Flora percebeu isso

Flora – Vejo-te por aí

Penny – S-sim…

Seguiu em frente para uma rua com duas casas e mais à frente uma passagem que dava até á floresta. Queria ir lá então seguiu, mas assustou-se com uma porta a abrir à sua direita e nela saiu uma jovem de cabelos loiros lindíssima…

? – Ah… és a nova fazendeira… ou algo assim. Não é?

Flora – Sim, sou a Flora. Qual é o teu nome?

Ela parecia indiferente… ou talvez… a analisar a Flora de cima a baixo?

? – Hã? Ah… o meu nome é Halley…

Flora – Há algum problema?

Haley – Huuum… Se não fosse por essas roupas horríveis, serias até bonitinha.

Flora – Hã? Mas eu sou fazendeira, não tenho condições de ter roupas bonitas iguais às tuas

Haley – Huuum… Ah, esquece

Haley foi embora com um sorriso uma cara. Menina estranha. Flora ouviu a porta da outra casa a abrir e a fechar rapidamente.

Alguém estava a correr, Flora olhou e quase a outra pessoa esbarra nela se não tivesse parado a tempo. Quando os olhos de ambos se cruzam, parece que o tempo parou.

? – Eita, essa foi por pouco. Peço desculpa, quase esbarrei em ti

Flora – N-não, está tudo bem

? – Eu sou o Sam. Que bom conhecer-te

Flora – Chamo-me Flora

Sam – Flora? Acho que nunca ouvi um nome tão bonito quanto o teu

Flora – Ahm… obrigada…

? – Mãe, o Sam está a namorar uma pessoa desconhecida!

Sam – Vi-Vincent!!

Sam olhou para as horas no seu celular e ficou assutado

Sam – Caramba, vou chegar atrasado. Vemo-nos por aí, Flora!

Ele saiu a correr. Atras da criança que ao que parecia ser o irmão mais novo de Sam, Vincent, sai uma mulher muito bonita, com certeza era a mãe. Ela sai de casa e vai até Flora

? – Ah! Não és exatamente como imaginei…

Flora – (O que quer dizer com isso?)

Jodi – Mas não tem problema! O meu nome é Jodi. E é o meu filho Vincent

Flora – Prazer em conhecê-los, o meu nome é Flora

Jodi – Esta é uma cidade bem quieta, então é muito legal quando alguém se muda! Ter um fazendeiro aqui muda muito as coisas

Flora – Fico feliz em poder contribuir com a comunidade

Jodi – Tenho de ir, sê bem-vinda

Flora – Obrigada

Vincent – Tchau

Flora acenou para Vincent. Quando eles se afastam, ela lembra-se imediatamente de Sam e o seu coração começa a acelerar

Flora – (Não, não te atrevas, Flora! Nem falaram direito e já estás a gostar dele? Qual é o meu problema?!)

Sem mais nem menos, a sua cara é tocada por outra mão e virada para a mesma…

? – Ah!... Posso ler o teu rosto. Vais amar a Vila Pelicanos…

Flora – (Já estou a amar. Quem é esta bonita?)

A outra jovem larga o rosto de Flora. Ela tinha cabelo azul e as roupas eram muito bonitas, pareciam ser muito únicas

? – És a Flora, não é? Sou a Emily. Estava ali a costurar algumas roupas e vi o que aconteceu. Não quero influenciar a nada, mas claramente foi amor à primeira vista tu e o Sam

Flora – Que?! Não, isso não existe…

Emily – Existe, e acabou de acontecer contigo

Flora – Ahm… é… talvez

Emily sorriu

Emily – Se quiseres fazer alguma coisa à tarde, passa no Saloon. É lá onde trabalho

Flora – Certo…

Emily andou na direção oposta de Flora. Flora caminhou até à floresta a pensar…. Era praticamente 12h do seu primeiro dia e já aconteceu muito coisa, nem queria saber o que viria a seguir. Ao olhar para a sua direita, vê um cercado com vacas lá e fica a admirá-las. Aquele deveria ser o rancho da Marnie.

? – Oi!

Flora assusta-se e olha para trás. Era uma linda jovem de cabelo ruivo apanhado por uma trança.

? – É muito bom te conhecer. Sou a Leah

Flora – Sou Flora

Leah – Sabes, escolheste uma boa epoca para te mudares para cá… A primavera é linda

Flora – É mesmo

Leah – Eu vivo aqui nesta casa de frente ao rio. E também sou praticamente tua vizinha assim como a Marnie, a Jas e o Shane

Flora fez cara feia assim que ouve o nome daquele rude

Flora – Shane…

Leah – Já o conheceste pelos vistos

Flora – Foi um desprazer conhecê-lo primeiro que toda a gente

Leah – Espero que tenhas mais sorte no futuro. Bom, tenho de ir na loja do Pierre. Sabes, deverias dar uma passada na praia, há lá alguém que te queria conhecer. Vemo-nos por aí Flora

Leah foi na direção da cidade. Flora ficou mais um pouco a observar as vacas, até que uma foi até ela para pedir carinho. E Flora é claro dá-lhe de bom grado

? – O nome dela é Milkshake

Flora olha para a esquerda e estava uma menina da mesma idade que Vincent, de cabelos pretos apanhados por um laço verde

Flora – Milkshake? Que fofa! E qual é o teu?

? – Jasmine, mas todos me tratam por Jas

Flora – Tens o nome de uma flor, que bonita

Jas – E tu?

Flora – Sou a Flora

Jas – Então és todas as flores ao mesmo tempo

Flora – Que inteligente! Como sabes disso?

Jas – Eu e o Vincent estudamos com a Penny na biblioteca já que não há uma escola

Flora – Oh

Jas – É muito divertido. Estou a ir para lá. A Penny deve estar a esperar-me ao pé do Vincent

Flora – Eu acompanho-te, vou à praia

Jas foi á frente aos pulos enquanto Flora estava só uns centímetros mais atrás. Chegaram ao lado da casa de Vincent que já esperava ao pé de Penny

Jas – Estou aqui, Penny

Vincent – Jas, já conheceste a namorada do Sam?

Flora – QUE?!

Penny – Namorada?

Flora – É apenas um mal-entendido, Penny, mal cheguei, não conheço suficientemente ninguém para isso!

Vincent – Mas vocês ficaram vermelhos á pouco igual estás agora!

Flora estava muito vermelha. Penny sorriu e levou-os até provavelmente à biblioteca. Flora seguiu mais à frente até chegar a umas placas, em que uma delas dizia a direção da praia, que era mais a sul.

Chegou á praia, era cheia de estrelas-do-mar e conhas. Foi mais adiante até ver um jovem de cabelos longos e castanhos-claros, ou era de um ruivo diferente? Não sabia distinguia.

? – Ah, a nova fazendeira que estávamos esperando… a tua chegada deu o que falar!

Flora – Sim, já notei isso. Sou a Flora

? – O meu nome é Elliot… moro ali naquela cabana. É um prazer conhecer-te

Elliot tinha muito charme, quase um cavalheiro saído de romances de epoca

Flora – Não é muito barulhenta?

Elliot – Apenas quando há tempestade. De resto é tranquilizante, até inspirador. Vem me visitar sempre que quiseres

Flora – Claro.

Flora estava a começar a ter fome, então decidiu ir no Saloon experimentar as comidas de lá. Ao ir em direção, de passagem viu uma velha senhora que assim que a viu, mostrou uma cara bastante simpática

? – Ora, ora… olá, chamo-me Evelyn. Bem-vinda à nossa comunidade, querida.

Flora – Obrigada, estou muito feliz de estar aqui

Evelyn – Eu conhecia muito bem o teu avô, era um grande amigo. Podes chamar-me de Avó se quiseres

Flora – (Ó Meu Ioba, que senhora mais querida!)

Flora entrou no Saloon que estava a cheirar muito bem a comida. Gus e Emily sorriu assim que a viu entrar

Gus – Ora se não é a nossa querida nova fazendeira. Venha se acomodar

Flora acomodou-se numa das mesas que ficava ao pé da janela e imediatamente Emily foi até ela

Emily – Sabes o que vais pedir?

Flora – Estou com tanta fome que pode ser qualquer coisa, o cheiro daqui está maravilhoso

Emily – O prato do dia é massa á bolonhesa, queres?

Flora – Oh sim, por favor

Entretanto entrou outra jovem muito linda de cabelo medio com tons de violeta com vermelho e usava óculos vermelhos (o que se passa nesta cidade que todos que parecem ter a minha idade são todos lindos? Menos o Shane, ele foi rude para a Flora então automaticamente é horrível)

? – Emily, já estão a servir almoço?

Emily – Claro

? – Vou pedir o prato do dia

Emily – A sair!

Ela olhou para Flora e parece que os seus olhos brilharam.

? – Ah! Não foste tu que acabaste de se mudar?

Flora – Sou sim

? – O meu nome é Maru. Mal posso esperar para conhecer-te melhor

Flora – Chamo-me Flora. Porque não te juntas a mim para almoçar?

Maru – Posso?

Flora – Claro!

Maru então senta-se de frente

Maru – Sabes, numa cidadezinha assim, um novo rosto pode alterar bastante a dinâmica da comunidade. É muito empolgante!

Flora – Já conheci mais de metade da comunidade e vejo bem isso

Emily – Tanto que já teve amor à primeira vista

Emily apareceu de repente ao pé delas com os pratos na mão

Flora – Emily… outra vez não…

Emily – Só digo verdades

Maru – Bom, cientificamente os nossos hormônios reagem numa maneira diferente quando ficamos atraídas por outra pessoa. É por isso que coramos. Mas as pessoas falam que isso é Amor á primeira vista, fazer o que?

Flora – Gostas de ciências, Maru?

Maru – Sim, fiz faculdade de tecnologias, amo astronomia, ajudo o meu pai no laboratório e às vezes ajudo o Doutor Harvey na Clínica

Flora – Uau, é muita coisa

Emily – Ela é incrível, Flora. Aquele velho aparelho de som que esta ali só está a funcionar por causa da Maru. Ele estava pronto para ser vendido para um comerciante de velharias e agora trabalha como novo

Flora – Por acaso não sabes arranjar ferramentas velhas, pois não?

Maru – Isso já não, desculpa

Emily voltou para dentro do balcão

Emily – Deves procurar o meu grande amigo Clint, Flora. Ele é o ferreiro, a oficina dele fica atrás do Museu-Biblioteca do outro lado do rio

Flora – Obrigada, Emily. Eu plantei apenas 15 chirivias e foi muito difícil com a enxada naquele estado

Flora provou finalmente a comida porque estava muito quente antes. Provou um pedaço e sentiu-se como no filme “Ratatouille”

Flora – Isto está maravilhoso, Gus!

Gus – Obrigado

Maru – Trabalhavas no que antes de vires para cá?

Flora – Na Joja, um horror. Há aqui alguma por perto?

Maru – Infelizmente sim, fica no outro lado do rio atrás da casa do Clint

Flora – Vim para cá para me afastar dela, mas parece que está em todo lado

Emily – Pediria a Ioba para haver numa noite uma tempestade e que um trovão destruísse o edifício

Maru – Claro, e para aquele lugar não ficar horrível, construía-se um cinema

Flora – Qualquer coisa é melhor que a Joja

Mais uma pessoa entrou no Saloon, uma mulher adulta de cabelos loiros

? – Gus, o mesmo de sempre!

Gus – A sair

A recém-chegada olhou para a mesa onde estavam Flora e Maru

? – E não é que veio mesmo uma nova moradora. Ei, garota. Meu nome é Pam

Flora – Prazer em conhecê-la, Pam

Gus serviu no balcão um prato do dia e uma grande caneca de cerveja

Gus – Aqui está, Pam

Pam – Ótimo, estou com uma fome!

Maru – A Pam é mãe da minha amiga Penny. Já a conheceste?

Flora – Sim, ela parece não gostar muito de falar

Maru – Ela só é tímida no início, mas depois é uma ótima pessoa para conversar, diferente do meu meio-irmão que não gosta de conversar mesmo

Flora – Meio-irmão?

Maru – Sim, os meus pais são Demetrius e Robin, o Sebastian é filho da minha mãe com outro antes de se ter casado com o meu pai

Flora – Eu bem me pareceu que tens algumas semelhanças com a Robin

Maru – Fico feliz ao ouvir isso

Flora e Maru despediram dos restantes que estavam no Saloon e saíram. No lado da Clínica, um homem alto de bigode e óculos estava a tirar algumas caixas do carro e colocando dentro da clínica

Maru – Precisa de ajuda, doutor?

? – Obrigado, Maru, mas não é preciso.

O doutor olhou para Flora

? – És a nova moradora?

Flora – Sim, sou Flora

? – É um prazer conhecê-la. O meu nome é Harvey. Quando tiver tempo, sugiro que venha aqui à clínica para registrar-se. Faço exames de rotina e procedimentos médicos em todos os moradores da Vila Pelicanos. É um trabalho muito recompensador.

Flora – É muito bom que uma comunidade tão pequena tenha uma clínica. Não é preciso irem à cidade

Harvey – Espero que um dia ache o seu trabalho igualmente recompensador

Flora – Também espero

Maru – Por falar em registo, Flora, quando é o seu aniversário? Todos na vila têm o seu nome aqui no calendário

Flora – Certo, faço no dia 11 desta estação

Maru – É para a semana? É melhor falar com a Abigail ou com a Caroline, elas é que fazem as alterações aqui neste quadro

Flora – Vou ver se as conheço, mas vou andando a explorar mais um pouco

Maru – Fazes bem, a minha casa fica na Rua da Montanha quando quiseres alguma coisa

Flora – Obrigada, Maru. Te vejo por aí

Flora subiu por uma rua que fica ao lado da Loja do Pierre e logo vê um edifico abandonado. Ela aproxima-se para analisar melhor, que lugar era aquele? Ao olhar para o lado esquerdo, vê um homem adulto a escrever num caderno enquanto analisa algumas plantas

? – Saudações! O meu nome é Demetrius, cientista local.

Flora – Prazer, sou a Flora, a nova fazendeira. O que está a fazer?

Demetrius – Estou a estudar as plantas regionais que depois vão para o meu laboratório doméstico

Flora – Interessante

Demetrius – Já conheceu a minha filha Maru? Ela gostaria de conhecê-la

Flora – Já sim, almoçamos juntas no Saloon e estou a vir de lá mesmo agora, ela ficou com o Doutor Harvey

Demetrius – Fico feliz com isso

Flora – Vou continuar o meu passeio. Boas pesquisas

Demetrius – Obrigado

Flora subiu mais a estrada, seguindo de onde vinha o fluxo do rio. Foi parar a uma área de uma só casa, muito bonita por variar, e olhou á volta

Flora – (Então é aqui a carpintaria. Escolheram um lugar lindo)

Conseguiu ver a Robin entre as arvores a coletar madeira e foi ter com ela

Robin – Oh, ei Flora. Já te encontraste com alguém da cidade?

Flora – Mais de metade das pessoas, no geral são todos muito simpáticos. Foi a Maru que me falou que viviam aqui

Robin – É o que dá ser de uma comunidade pequena onde todos se conhecem. Se queres conhecer o meu filho Sebastian, ele está ao pé do lago a fumar, é melhor aproveitares que ele está lá já que ele passa a maior parte no tempo enfiado no quarto…

Flora – ‘Tá, tchau, Robin

Flora seguiu só um pouco o caminho até chegar ao lago da montanha. No outro lado do rio via uma outra construção enfiada dentro da montanha, viu que o caminho que era mais acima estava desabilitado. Viu um jovem de cabelos pretos sentado no chão ao pé da água a fumar. Deveria ser Sebastian

Flora – Olá, deves ser o Sebastian, certo?

Sebastian – Ah… Acabaste-te de mudar, certo?

Flora – Sim, sou Flora

Sebastian – Legal…

Ele colocou novamente o cigarro na boca e soprou

Sebastian – De todos os lugares nos quais poderias morar, por que escolheste a Vila Pelicanos?

Flora – Herdei a fazenda do meu avô. Foi bom porque estava desesperada para sair do meu emprego antigo que era trabalhar na Joja

Sebastian – Só mesmo a Joja para fazer alguém a mudar de vida e vir para este fim do mundo

Flora entendeu que Sebastian não gostava daquele lugar, seria por isso que ele saia muito do quarto?

Flora – Bom… às vezes tem isso de mudança brusca na vida. Então quando vi a fazenda e a casa, fiquei um tanto desanimada. Mas não sou de desistir tão depressa. Foi bom conhecer-te, Sebastian. Vemo-nos por aí…

Flora saiu de ao pé de Sebastian e reparou numa barraca em cima de um monte e um movimento de alguém estar ali. Ela subiu o monte e viu um homem que parecia um mendigo. Ele vivia ali? Como podiam permitir isso?

Flora – Com licença, está tudo bem com o senhor?

? – Não se preocupe comigo. Eu moro aqui sozinho. Estou nesta situação porque quero, não tem nada de mal nisso, tem?

Flora – Ah, se é o senhor que escolheu esta vida, fico mais tranquila. Sou a Flora, a nova fazendeira

? – Sou Linus. Fico feliz que mais gente venha para a comunidade, tira um pouco a monotonia que tínhamos

Flora – Sim. Fica bem então, Linus

Flora saiu mais tranquila dali, afinal Linus tinha escolhido aquela vida. Talvez fosse a mesma coisa que ela, estava farto da sua vida antiga e mudou completamente.

Ao chegar novamente ao pé daquele edifício abandonado, vê uma mulher de cabelos verdes a ir em direção ao centro da cidade. Ela deve ter ouvido Flora aproximar-se e vira-se

? – Olá. Deves ser Flora, a nova fazendeira. Sou Caroline

Flora – Prazer. Ainda bem que a conheci já, Maru disse-me que você era uma das pessoas que tratavam daquele placar

Caroline – Ah sim. Meu marido é o dono do armazém daqui, deveria ser ele, mas ele já é bastante atarefado com a loja, então sou eu ou a minha filha. Já conheceu a minha filha? Ela é branquinha com cabelo roxo

Flora – Ainda não

Caroline – Quando ela não está no quarto a jogar, não faço a mínima ideia sem ser com o Sebastian e o Sam. Bom, vou colocar o teu aniversario no calendário, quando é?

Flora – Dia 11 desta estação

Caroline – Então ainda bem que me conheceste já. Se vires a Abigail por aí, fala para ela não chegar muito tarde a casa, ok?

Flora – Sim

Caroline desceu as escadas e Flora foi descer outras que estavam mais atrás para ir em direção de ao que parecia ser a Joja.

Flora olhava para o edifício. Pelo menos eles preservaram a arquitetura local, ou talvez foi um edifico já construído que a empresa comprou. Desceu mais e ouviu barulhos de máquinas a vapor. Era a ferroaria. Ela entrou e estava um homem a construir uma ferramenta ao pé a fogueira. Mas ele imediatamente viu Flora

? – Err… oi. O meu nome é Clint. Sou o ferreiro da cidade

Flora – Prazer, Clint. A Emily me falou de ti. Preciso de ti

Clint – Caso precises de alguém para melhorar as ferramentas, sou a pessoa certa

Flora – Ótimo. Preciso de melhorar as ferramentas do meu avô

Clint – Podes trazer quando quiseres. Ficarei muito feliz em ajudar

Flora – Obrigada. Continuação de um bom trabalho

Flora saiu e percebeu que mais à frente era o Museu-Biblioteca. Ficou alegre e foi logo até lá. Entrou e viu logo uma quantidade enorme de livros. Viu um homem muito bem vestido de azul atrás do balcão e ela foi até lá

? – Olá. Sou Gunter. Bem-vinda ao Departamento de Arqueologia do Vale do Orvalho

Flora – É aqui o Departamento? Não fazia ideia. Mas onde estão as peças, as prateleiras estão vazias

Gunter – Hã… isso é meio vergonhoso, mas o curador anterior desapareceu com toda a coleção anterior. Não temos nenhum artefacto para mostrar

Flora – Isso é horrível

Gunter – Mas espero remediar isso em breve! Ei, se encontrar algum artefacto ou mineral lá fora… poderia me contar?

Flora – Claro, com o tamanho da fazenda não me admiraria descobrir algum assim

Gunter – Fico agradecido

Flora saiu contente por saber que pode ajudar o Museu. Voltou novamente pelo caminho que passava pela casa onde conheceu Alex e viu um senhor de cadeira de rodas

? – Então a menina é a herdeira da fazenda… Humf… é irritante te que cumprimentar todas essas pessoas, né?

Flora – Nem por isso. Diverti-me muito

? – Alias, o meu nome é George

Flora – Prazer, senhor George

Flora andou mais até chegar a um cruzamento ao lado da Clínica Hospitalar quando quase esbarra-se com uma jovem de cabelo roxo. Só podia ser a Abigail

Flora – Olá, deves ser a Abigail. Prazer, sou a Flora, a nova fazendeira

Abigail – Ah, certo…. Ouvi dizer que alguém estava se mudando para aquela velha fazenda. É uma pena. Sempre gostei de caminhar sozinha pela grama alta.

Flora – Bom, a grama vai demorar a ser arrancada. Podes caminhar por lá sempre que quiseres

Abigail – Agora já não, agora é tua propriedade privada…

Flora – … E estou a dar-te autorização

Abigail – Acho que vou pensar no caso. Como podes confiar tanto em alguém como eu que nem conheces?

Flora – Instinto, talvez? Sempre me dizem que tenho o dom de fazer as pessoas felizes ao meu redor e de saber o que elas querem e os seus gostos

Abigail – Algo sobrenatural? Interessante…. Vamos ver então, diz alguma coisa aleatória sobre mim…

Flora olhou uns 5 segundos para Abigail a pensar bem

Flora – Tens cara que és uma pessoa que gosta de chuva…

Abigail ficou surpresa com aquilo…

Abigail – Bom… tens razão. Qual é a minha pedra preciosa preferida?

Flora – Uma pergunta bem especifica. Vamos ver… Ametista?

Abigail – Como?!

Flora – Acertei? Olhei para o teu cabelo e veio-me essa à cabeça. E por estares tão interessada, tenho a certeza de que gostas de coisas ligadas ao místico e sobrenatural. E deves gostar de jogos já que a tua mãe me falou que passas muito tempo no quarto a jogar

Abigail – És uma pessoa interessante, Flora. Podes aparecer quando quiseres no meu quarto para podermos falar mais.

Flora – Passei de alguém desconhecida para alguém que pode entrar no teu quarto tão rapidamente assim?

Abigail – Como eu disse, achei-te uma pessoa interessante. Vemo-nos, Flora

Abigail passou por Flora em direção à Loja com um sorriso no rosto.

Flora seguiu em frente em direção à sua fazenda. Foi um primeiro dia bem cansativo, talvez porque queria conhecer a cidade toda e conhecer toda a gente num só dia.

Entrou na casa, despiu-se, deitou-se na cama e acabou por adormecer a pensar que as coisas talvez não seriam tão ruins…

Notas finais
Estou muito animada de compartilhar esta historia que está a ser construída não totalmente por mim, apenas seguindo o rumo do jogo ♥