Uma Vida, Por Outra Vida
12 Capítulo 13
Notas iniciais
Meninas, chorei litros e litros ao escrever esse capítulo (':
Ainda nada se resolveu. Não sou formada em medicina, estou ainda no 2ºAno do Ensino médio, por isso pode até parecer que exagerei nos sintomas, e tudo mais.
Espero que vocês gostem, e não me matem por eu ter terminado o capítulo em um ponto de Clímax.
Boa leitra... Até lá embaixo.
Continuava tentando me manter acordada, com muito esforço...
Conseguia distinguir cada som, e o de agora, era diferente do da ambulância: rodas se movendo sob mim; eu estava deitada em uma maca, sendo levada pelos corredores do Hospital, esperando o pior; no hospital onde Edward trabalhava; no hospital onde eu recebi a noticia que fez meu mundo desmoronar, se despedaçando a cada confirmação de que o que eu vivia, não era um pesadelo, era uma realidade, uma realidade que doía, e estava doendo muito; no hospital onde eu morreria.
Com a minha visão turva vi dois homem me ladeando, eles vestiam roupas verdes claras. Onde quer que um ponto de pensamento coerente esteja dentro de mim, soterrado por cauda de tanta dor, constatei que os dois homens eram enfermeiros.
— Bella? Se mantenha acordada. – Ouvi uma voz que ao mesmo tempo estava perto de mim, e longe, parecia e era a voz da Doutora Laura. Ela estava próxima a mim, seguindo ou ‘conduzindo’ a maca para onde quer que ela iria.
Mas eu não estava me mantendo acordada? Talvez todo o esforço que eu estava fazendo, não estava sendo válido, não estivesse adiantando. O esforço era tanto, mas não chegou a sobrepujar a dor interna e externa; o aperto em meu coração era tanto, que eu podia chegar a simples e dolorosa conclusão que ele poderia explodir. Mas eu tinha que continuar firme, Isa precisaria de mim, pois se eu fosse agora, ela não nasceria. Eu tinha que aguentar.
— Alice? Onde e-esta a Alice? – Perguntei com um esforço incontestável até para abrir a boca, tentando fazer com que as palavras não saíssem desconexas.
— Bella, você está indo para a sala de cirurgia, ela não pode entrar. – Ela respondeu ao meu desespero que não cessou ao que ela disse.
Ela percebeu como eu estava, e prosseguiu:
— Fique calma! Ela está na sala de espera, junto com Esme.
E eu não me despedi delas devidamente, pensei, não querendo submetê-las a isso.
Eu sabia o por quê Alice não podia entrar junto comigo na sala de cirurgia. E mesmo diante dessas circunstâncias, ela não podia entrar, só Edward, por ser meu marido, e também por fazer parte do hospital... Ele, ele e ele. Eu precisava tanto dele. Não só pra que ele segurasse a minha mão quando eu precisasse, ou que me dissesse que me amava – apesar de ser isso que eu precisava –, mas também só queria que ele estivesse aqui, ao meu lado, e me prometesse que cuidaria da nossa filha, mas infelizmente, nada é como queremos, e isso era insuportável de aguentar.
Agora eu conseguia enxergar as coisas com mais ‘facilidade’, sabia que já tínhamos chegado a sala de cirurgia, e ouvia alguns murmúrios ao longe, que eu fazia um esforço para entender.
Eu sabia que seria um parto de risco, e que eu não conseguiria ficar acordada, e a hemorragia interna que eu sofreria com isso, levaria ao desastre que se transformou a minha vida.
A morte não deveria ser assim, tão turbulenta e angustiante.
Eu não estava com medo de morrer, e sim a causa do meu medo, era as pessoas que eu deixaria.
As vozes dentro daquela sala, tão iluminada, estavam ficando desconexas. Aquilo estava me aterrorizando. Eu tinha que permanecer acordada, pelo menos até que a minha filha nascesse.
— Bella. – Ouvi de novo a voz da Doutora Laura. Eu queria me virar, para olhá-la, mas até um simples movimento causava uma dor ainda maior do que a que já sentia. – Escute, sei que não é a hora para conversar, mas... Preciso que você se mantenha acordada. O parto será prematuro, uma cesariana levaria a sua inconsciência... – Eu sabia que eu não teria escapatória, mas...
— Eu só que-ero que-e a minha filha fi-ique be-em. – Disse, tentando soar claro o que eu queria. – Só isso.
Ela pegou em minha mão, e a apertou. Um gesto de apoio.
Eu estava sem forças, e um parto normal exigia o que eu não tinha.
Ouvia a Doutora Laura murmurando algo, que parecia ser para mim, algo do tipo:
— Bella. Se mantenha acordada...
E logo depois ela falava de novo, mas agora não era para mim.
- Pressione a barriga. COM FORÇA. – Ela praticamente gritou a ultima parte.
Era isso. Eu não estava fazendo a força que deveria, e precisava de ajuda para isso.
A dor estava começando a queimar, e eu sabia que estava gritando, numa forma vã de que aquilo parasse. Eu só queria pelo menos ouvir o chorinho da minha filha antes de ir.
As forças estavam se esvaindo...
— Bella... Está quase lá. – Não sabia mais de quem era essa voz.
A escuridão estava me tomando.
Eu não conseguiria ver o rostinho de minha filha, como no pesadelo que tive. Mas foi quando eu me virei, e vi através do vidro da sala de cirurgia, a pessoa que eu tanto ansiava em ver de novo, mas era um pena, que seria pela ultima vez...
Notas finais
Foi emocionante, ou só eu como autora achei isso?
Quero agradecer aas Reviews de cada uma de vocês, e por estarem gostando. Espero não estar decepcionando vocês em algum ponto, e se estiver, me mantenham informadas.
Obg para 'angeles cullen', pela Review, e por me dizer que vai fazer uma recomendação. Garota, você não sabe como estou feliz com isso. Não será uma simples recomendação, e por mais que só tenha uma unica palavra, será bem recebida ^^ E será a primeira uhuuuu...
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