Notas iniciais
Meninas...
eu não iria postar hoje, pois achei que deveria continuar esse capítulo, mas deixarei a continuação para depois... Espero que estejam ansiosas para o Capítulo 15, assim como eu. Já estou trabalhando nele, mas de novo, não sei quando postarei ele.
Fiquei triste pelas poucas Reviws, mas tudo bem, espero que vocês melhorem nesse, e no próximo, que talvez, só talvez, será o ultimo. Espero que vocês não me matem virtualmente, sei dos dejesos que vocês querer (Bella viva), também sou contra matá-la... Mas... Nunca se sabe né? Eu como leitora e escritora (virtual), gosto de dramas, mas ainda não sei o que fazer. Na verdade sei, mas não posso falar...

Era ele. Não era um sonho. Mas ao mesmo tempo em que a dor aumentava, e eu sentia que não encararia mais aquele que me fez feliz durante os anos que tivemos juntos, era como se nada de ruim estivesse acontecendo naquele momento, que o fato de eu morrer, não existisse mais, que ele ter ido embora, não passava de um pesadelo, e que agora ele estava ali comigo, como eu tanto queria. Mas esse pensamento logo se foi, pois eu tinha que me concentrar naquele momento, para trazer a minha pequena Isa ao mundo, só que não queria desviar o olhar do dele... Que estava implorando para que eu ficasse.

Era ele... Eu esperei tanto em vê-lo, que desviar o olhar, ou até fechá-los – que era o que estava quase acontecendo – seria um pecado que multiplicaria a minha terrível dor. Eu só queria vê-lo por mais uma vez, e era isso que estava acontecendo.

Nunca pensei que seria nessas circunstâncias que eu voltaria a revê-lo, mas ele estava ali, era o que importava.

Vê que Edward chorava, foi o mesmo que enfiar uma adaga em meu coração, e girá-la várias e várias vezes. Ele chorava – e parecia que não tinha começado agora, que fazia tempo que aquela fisionomia fazia parte do lindo rosto dele – e colocou as duas mãos estiradas no vidro – de novo era uma suplica, que eu não poderia atender –, poderia afirmar que ele fazia força, numa tentativa vã de irromper aquele vidro que nos separava. Mas agora estava chegando a hora de algo mais doloroso se encarregar dessa separação...

As poucas forças que ainda tinha, estavam se esvaindo, e nada de Isa nascer, de ouvir o chorinho dela, que me tranquilizaria para poder ir embora feliz, pois ela nasceria. Eu não sabia mais o que estava acontecendo, e comecei a ficar preocupada, e percebi que a gritaria de antes, não tinha cessado.

— Ela está entrando em um estado de hemorragia interna. Temos que tirar o bebê logo. – Essa voz não me era estranha, mas eu tinha chegado ao ponto de não saber se a voz era de homem ou de mulher, e nem sabia de onde ela provinha...

Eu não entendia nada de medicina, mas o pouco que sabia, era o suficiente para eu entrar em pânico. Se eles não tirassem Isa de dentro de mim – onde estava acontecendo uma hemorragia – ela morreria, e isso não podia acontecer. Não podia.

— Tire ela... – Sabia que eu tinha gritado, mas o som era tão baixo para mim.

Eu só havia tirado os olhos de Edward por aquele segundo, e percebi que ele também estava desesperado. E não era assim que eu queria morrer... Queria vê-lo feliz, mas isso era pedir de mais, eu sabia. Sabia que eu morrer, não traria alegria a ele, que ele poderia até continuar com a ideia de ir embora de novo, e deixar Isa com Esme... Mas eu queria que fosse ele a cuidar da nossa filha.

Eu morreria pela nossa filha, mas sabia que isso não me tiraria o fato de cuidar dela, de onde quer que eu esteja. Eu poderia até não presenciar os momentos dela, o sorriso, que eu tinha certeza que seria igual ao do pai, mas eu veria isso tudo. Veria e agradeceria, pois eu tinha morrido por um ser que eu já amava desde o primeiro segundo que fiquei sabendo da noticia que ela estava se formando dentro de mim. Era dessa alegria que eu queria que Edward compartilhasse, pois ele a teria nos braços, já eu não.

E foi assim, olhando para Edward, que eu senti que não aguentaria mais. Aguentei até o ultimo momento, e não foi em vão, pois ouvi um chorinho, ainda ao fundo, e vi Edward desviar o olhar dos meus, o que parecia pela primeira vez durante aqueles minutos torturantes. Ele estava vendo nossa filha, nossa pequena Isa, e eu o vi sorrindo o meu sorriso torto. Ele estava feliz por ver ela, e eu também queria compartilhar dessa felicidade de olhá-la, mas eu sentia que não seria possível, pois até um simples movimento, era como ser destroçada por algo muito afiado. Eu não conseguia erguer o meu rosto para ver de onde vinha o chorinho dela.

Vi Edward olhar para mim de novo, com aquele mesmo ar de suplica, com aquele mesmo olhar que eu não queria perder de vista.

Eu li os lábios dele...

Não vá. Fiquei. Fique com a gente! Era isso o que eu li nos lábios dele, e era isso que eu queria atender. Eu queria atender ao pedido ‘mudo’ dele, mas não tinha forças. Não tinha.

Nada se igualava a minha vontade de permanecer viva, mas quando não há nada para se fazer, quando o escuro é mais forte do que você, mais forte e ao mesmo tempo calmo e aconchegante, o que fazer...? Eu não conseguiria lutar contra isso...

— Eu amo você. – Sussurrei para ele, mas não ouvi minha voz, e fiquei com a esperança de que ele tivesse me ouvido.

E foi assim que ele me respondeu, respondeu o que eu queria ouvir.

Eu amo você. Li seus lábios de novo.

Eu nunca mais ouviria aquela frase, mas o fato de saber, que ele sempre foi verdadeiro, que ele sempre me amou, que eu jamais poderia duvidar disso, foi o que bastou, para um sorriso fraco aparecer em meus lábios.

Cuide dela... – Falei só com os lábios, mas não pude ver a resposta dele.

A escuridão, calma e aconchegante, estava me tomando...

Consegui enxergar a Doutora Laura com algo enrolado em um cobertor rosa, e me recordei que aquele cobertor era da minha filha. Alice deveria já ter tudo pronto...

A doutora Laura havia me trazido Isa para eu ver... E ela sorria para a minha filha, e ela disse algo como:

- Sua mamãe está aqui...

Eu só queria que Isa soubesse o quanto que eu a amei, e nada melhor do que isso, para Edward dizer. Eu nunca deixaria de amá-la... Mas ela precisava saber.

Estendi com muita força – o que eu não tinha mais, mas sabia de onde eu consegui tirá-la – para pegar Isa no colo, mas foi quando um barulho ensurdecedor surgiu. Era um biiiiiiii, ao fundo, que eu só senti os meus braços sem forças cair ao meu lado na cama.

Pela primeira vez, desde que Edward foi embora, ouvi sua voz, mas era uma voz com uma dor palpável, que multiplicava a minha. Ele havia gritado um:

- Nãoooooo... Eu preciso de você. Nós precisamos de você.

Não consegui mais olhá-lo, pois alguém estava na minha frente, e era a Doutora Laura, mas ela não estava mais com Isa nos braços... Onde minha filha estava?

A escuridão enfim me tomou, e foi como eu esperava. Não havia dor, só lembranças turvas e silenciosas. E algo me puxando para cima, como se eu estivesse pulando, mas deitada em uma maca. Eles estavam tentando me ressuscitar, mas eu não estava mais onde isso poderia acontecer, eu sabia disso. Dizem que quando alguém está prestes a morrer, um filme da sua vida começa a flutuar nos seus pensamentos, numa forma de você ir em paz, mas para mim não era assim, era só uma amostra do que eu não viveria mais, uma forma de me sentir culpada pelas pessoas que eu deixaria.

Antes eu não acreditava nisso, mas agora eu acreditava...

Eu só queria ver minha filha... E isso eu não consegui; eu só queria que Edward me prometesse que cuidaria dela... Mas isso eu não pude ouvir nem ver.

Eu só queria permanecer viva no pensamento deles... Que Edward não deixasse de me amar. Isso era injusto? Naquele ponto que cheguei, eu não sabia mais o que era errado ou certo...

Notas finais
Desculpem por mais um capítulo com Clímax...
Mas vão me dizer que não gostam? Aaatá rsrs (:
Triste né? ): Chorei muito ao escrevê-lo, e espero que não tenha saído, hã... Sem sentindo... Espero que tenham entendido o por que de eu querer fazer desse jeito, como se ela estivesse indo para o outro lado... Mas garanto a vocês, que ela está lutando. Está lutando para ficar, pois afinal de conta, quem não lutaria por um Edward Cullen? Em? E pela filha...
Até o próximo, e espero Reviws e, se possível, me mandem recomendações, sigam o exemplo da 'angeles cullen'
Beijos...