Uma Viagem Muito Louca
12 Nem tudo é o que parece.
Notas iniciais

A loira entrou na casa rapidamente, os olhos já não seguravam as lágrimas que insistiam rolar soltas pela bochecha da mesma, ela foi até seu quarto batendo a porta, para logo em seguida escorregar até chegar ao chão, colocando a cabeça entre os joelhos. Precisava esfriar a cabeça, por isso resolveu tomar uma ducha, e vestir uma roupa fresca. Deitou-se na cama esperando a amiga chegar, pois teriam uma séria conversa.
[...]
Depois de muito pensar no jardim Selena foi para o quarto com a carta em mãos, mas ao abrir a porta e ver a amiga escondeu no bolso da calça, as duas sentam em suas camas uma de frente com a outra e se encararam por alguns minutos.
– Onde você estava? – pergunta a loira com uma falsa calma.
– No jardim.
– Fazendo o que?
– Er... Nada.
– Fazendo o que?
– Eu estava apenas respirando.
– Com o Stive?
– Quê?
– Eu vi os dois.
– Não é o que parece!
– Ah não?!
– Não grita comigo!
– Não estou gritando!
– Está sim!
– Talvez se você não fosse ladra de quase-namorado alheio eu não estivesse gritando!– explodiu a loira, enquanto a morena estava respirando fundo para tentar se controlar.
– Eu não sou puta!
–Eu não disse isso!
– É o que está parecendo!
– Entenda como quiser, agora, por favor, some da minha frente!
– O quarto também é meu! Não vou sair só por causa de uma mimadinha de meia tigela! — o olho de Betty tremeu de ódio quando pulou encima da morena.
Da sala podia ser ouvida a gritaria, e todos estavam com os olhos arregalados. Stive resolve ver o que estava acontecendo com os gêmeos em seu encalço, entraram no quarto e viram a bagunça que estava. Betty agarrada aos cabelos de Sel enquanto a outra mordia seu braço. Os meninos rapidamente tiraram a loira de cima da morena e viram o estado da mesma, cabelos desgrenhados, olhos vermelhos e inchados e mordidas pelo braço. A morena estava um pouco melhor, só o que estava fora do lugar era seu cabelo. Incrivelmente Selena nunca se dava mal em brigas.
– Posso saber o que está acontecendo aqui? – perguntou o moreno.
– Nada que seja da sua conta! – respondeu Betty furiosa.
– Sel, vem comigo. – o garoto a puxa para outro quarto provocando a ira da loira.
–Isso, vai com a sua namorada!- gritava a loira, os gêmeos a seguravam e tentavam acalmá-la.
Betty se jogou na cama enquanto Isaak buscava um chá.
[...]
Enquanto isso no outro quarto...
Stive conseguira acalmar a morena que estava querendo voltar ao quarto de Betty e lhe dar um soco. Eles estavam sentados e ambos conversavam.
– Por que vocês estavam brigando? – pergunta o garoto curioso.
– Por que... Por que ela acha que a gente tava se beijando. – diz Selena com tédio.
– Ela está com ciúmes de mim? – fala se levantando.
– Claro né gênio. Ela acha mesmo que eu ficaria com você? A qual é, não faz meu tipo. – Stive arqueia uma sobrancelha.
– E quem seria seu tipo, Selena? Certo loiro? – falou, recebendo um tapa no braço logo depois.
Jogaram mas papos fora e Stive resolveu ir para o seu quarto, não evitando um breve sorriso de lado.
[...]
O sol resolvera não parecer, o céu estava nublado e caia uma garoa fina. No entanto podia ser visto um ponto preto no céu, uma ave, que ia em direção a casa daqueles jovens. Ela tocou com o bico na porta dos gêmeos, os fazendo parar a massagem para logo depois gritar o nome de todos, fazendo um pequeno fuzuê, todos queriam saber o que teria naquele envelope aveludado. Stive leu em voz alta o que havia na carta.
“ Vossa majestade,
Convida todos do reino para o baile com trajes à fantasia às 19:00.
“Cordialmente, Sr. Tomaz”.
Os jovens se olharam animados, e foram até a cidade em busca de alguma fantasia. Todos compraram suas vestes e voltaram as 18:00 em ponto, para começarem a se arrumar.
Sel tomou um bom banho, colocou suas roupas de princesa das trevas, calçou suas botas de salto, soltou os cabelos que se encontravam com cachos nas pontas, passou lápis de olho, um pouco de batom preto nos lábios e saiu para esperar no sofá. Enquanto isso Stive penteava seus cabelos para trás, colocou um pouco de colônia e sua capa, ironicamente havia ficado muito bem de conde Drácula. Resolveu esperar Leo que ajeitava sua fantasia, “Ele está estranho...” pensava Stive enquanto observava o amigo. Acontece que nesses últimos dias o loirinho o estava evitando.
Os gêmeos estavam em seu quarto como de costume, Isaak arrumava desengonçadamente a gravata do irmão enquanto ele tentava segurar a risada da tentativa falha do seu gêmeo, os dois estavam de Fred e Jorge Wesley, do Harry Potter.
– Por favor, dá pra parar de rir de mim? Estou tentando arrumar sua gravata. – olha-o bravo.
– Você é tão lindo, e fica mais ainda bravo... – ele sem pensar duas vezes dá um selinho no irmão que cora.
– Para Filipe. – diz envergonhado.
– Tudo bem, agora termine de tentar arrumar minha gravata. – fala rindo, recebendo um peteleco na cabeça.
Betty respirou fundo enquanto colocava sua meia calça. Ela parecia estar em outro lugar, se arrumava mecanicamente. Seus pensamentos só iam até Selena, por mais que quisesse negar e estive magoada com a amiga, ela sentia muita falta da morena. Elas eram como irmãs de outra mãe, e isso não devia acabar apenas por causa de um garoto idiota. Havia decido que ia falar com a amiga na festa e voltaria a ser tudo como antes, pensava enquanto se preparava para sair do quarto, no entanto quando estava prestes a descer as escadas nota que Selena está do seu lado, as duas se encaram por uns segundos e ignoram a presença uma da outra.
Quando todos pareceram estar prontos se dirigem a uma espécie de galpão, mas quando Stive liga as luzes revela na verdade uma garagem. Sel olha boquiaberta para a Harley e já ia montando-a quando sente braços a segurando.
– Nem pense chegar perto do meu bebê. – diz Stive rindo pelo nariz.
– Nossa, desculpa senhor-eu-tenho-uma-moto. – diz revirando os olhos e rindo logo depois.
–Será que dá pra agilizar? – fala a loira com a testa enrugada- Como vamos?
– De moto. – fala Isaak parecendo animado.
– Legal.- diz Selena começando a gostar da idéia.
– Motos voadoras. – fala Leo, fazendo todos notarem que ele estava ali.
– Como é? – Betty solta uma risada de escárnio.
– É isso mesmo que ouviu. – fala Stive a encarando.
– Olha aqui- a moça é interrompida por Lipe que a puxa para um canto.
– Betty você vem comigo, tudo bem? – a menina apenas assente.
– E eu vou com quem? – pergunta Selena.
– Comigo. E os meninos vão juntos. – fala Isaak colocando o capacete, fazendo Selena fazer a mesma coisa.
– Olha Betty se quer alguma coisa é só falar, não precisa me apertar tanto. – fala Filipe rindo da forma como a loirinha grudou em sua cintura.
– Eu acho bom você ter cuidado... Ele é meu, Betty. – Isaak diz sério e vendo a expressão da outra cai na gargalhada.
– Ela tem medo de motos. –Diz Selena revirando os olhos.
O grupo de jovens vai para uma porta que se abre mostrando o céu roxo estrelado e as árvores que estavam molhadas pela chuva. Eles ligam suas motos e começam a subir com as motos, enquanto Sel gargalhava Betty fechava os olhos fortemente. A brisa gelada batia contra os rostos de todos, e depois de um tempo Betty viu como era linda a vista lá de cima, ficar tão pertinho de algo tão bonito encantou a todos.
[...]
Assim que desceram e estacionaram as motos em frente de um castelo, este estava todo decorado com coisas de halloween, bruxas penduradas pelas árvores, e um ser que estava caracterizado de caveira que estava aguardando em frente a uma porta chamou-os à atenção.Os gêmeos entregaram os convites e ele os deixou passar, assim que entraram viram várias pessoas fantasiadas, abóboras penduradas ao teto, teias de aranhas, e isentos de borracha por todos os lados, tudo bastante organizado e feito com precisão, deixando a decoração perfeita para esta data. Uma música animada tocava e a maioria das pessoas já dançava, todos começaram a conversar, os gêmeos foram buscar os drinks de fumaça que estavam servindo enquanto o restante esperava em um canto, assim que os gêmeos voltaram Betty puxa Leo.
– Onde tem mais? Leo me ajuda a pegar. – dizendo isso ela nota o ciúme da amiga que a olha mortalmente enquanto ela carrega o jovem. Stive apenas os observava sem nenhuma reação, mas por dentro já tinha fuzilado, esquartejado e queimado os pedaços do loiro. Betty havia tido um plano e resolvera contar ao outro.
– O que você acha de fazermos ciúmes naqueles dois? – fala animada.
– Não sei não...
Selena não perde tempo e puxa Stive começando a dançar colocando os corpos, ambos se encararem por um curto tempo.
– Eu topo.
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