Uma Viagem Muito Louca
13 Na teia da Aranha
Notas iniciais
Betty POV:
Sinceramente, a Sel desceu até o mais baixo escalão... Eu mereço. Por que raios ela tá fazendo isso comigo? E com o coitado do Leo?!
– Eu topo.
– Que? — Me surpreendi ao ouvir o que ele havia dito, estava ficando louca ou ele realmente tinha topado participar do meu plano louco?
– Eu topo.
– Ótimo.
– O que faremos?
– Bem... Eu não sei.
Ao olhar de novo para o casal fofo que dançava, notei que Sel se afastou, provavelmente estaria indo ao banheiro.
– Leo... Eu já volto!
– Aonde você vai?
– Ao banheiro.
Narradora POV:
A morena entrou no banheiro que estava em fácil acesso, olhou-se bem no espelho e bufou. Estava sentindo algo estranho, não sabia bem o que era, mas parecia... "Ciúmes? Ah, qual é?! Eu não tenho ciúmes." Pensou, logo os pensamentos foram interrompidos por um barulho na porta. Ao notar a loira entrar revirou os olhos e se apoiou na pia.
A outra encarou a morena e se irritou um pouco com oa gestos da outra, parou ao seu lado e ficou a olhar seus reflexos no espelho.
– Como vai o namoro? — Perguntou irritada.
– Que namoro?
– Seu e do Stive.
– Se tivéssemos um namoro, te contaria como está indo.
– Ah... Então aquela dança ali foi apenas entre amigos?
– Olha, sinceramente, cansei. Cansei dessas birras de criança. Tchau Betty.
A mais nova falou fria e deu de costas à outra que ficou a olhando irritada, mas depois suspirou cansada.
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Todos os convidados dançavam animados quando a música parou e todas as luzes se apagaram, foi então quando depois de um grande estrondo todas as luzes se acenderam e o rei surgiu sobre um palanque juntamente com a rainha.
– Boa noite a todos os presentes, queria agradecer à presença de vocês nesta festa que fiz com todo o bom gosto. Espero que agrade a todos os nossos cidadãos, sendo eles mais antigos ou recém-chegados, tenho certeza de que este Dia das Bruxas será repleto de surpresas. — O rei riu baixo — Bem... Não vou mais atrapalhar a diversão, boa festa!
Todos gritaram e então uma música bem animada começou a tocar, todos os presentes voltaram a dançar animados. Leo e Stive se encaravam enquanto cada um dançava com a respectiva parceira, Isaak e Felipe estavam do lado de fora, precisamente na lateral do lugar trocando beijos e chupões. (N/As: Isso foi ideia da Yume, Bels é inocente desta vez).
Várias horas se passaram, a troca de olhares entre o loiro e o moreno já gerava um atrito agressivo, foi então que, para piorar a situação, começou a tocar uma música romântica. Todos pegaram seus pares e começaram a dançar calmamente.
– E agora? — Leo perguntou baixo
– Vamos ter que... — Ao olhar para o lado, a loira viu o vampiro com a mão na cintura da morena enquanto os dois dançavam como se fossem um real casal apaixonado, a garota sentiu seu sangue ferver. Foi então que pegou a mão direita de Leo e colocou em sua cintura — Dança.
– Stive... — A mais nova encostou a cabeça no ombro do outro.
– Hum?
– A Betty e o Leo estão dançando...
– Eu vi. E o que tem?
– Ela não tira os olhos da gente...
– Também vi isso, vi o ciúmes deles...
– Deles?
– O Leo tá me fuzilando com os olhos. — O mais alto sorriu irônico e colocou uma das pernas atrás das da garota e a fez se deitar, sua mão continuava firme na cintura dela para evitar que a mesma caísse — Eles querem fazer um jogo? Ótimo, vamos ensinar como se joga.
O loiro estava olhando para o casal que dançava perto dele, ao ver o que o seu ex-melhor amigo fazia, a raiva tomou conta de si. Ao fim da música o maior afastou o corpo do da garota.
– Betty, com licença.
– Onde vai?
– Falar com um "amigo".
O loiro caminhou a passos rápidos na direção de Stive e sussurra em seu ouvido.
– Podemos conversar?
– Claro. — O mais velho respondeu prontamente — Sel, já volto.
Os dois caminharam para fora do local, ambos se olharam em silêncio por alguns instantes até que o vampiro disse:
– Viemos conversar ou você queria apenas olhar meu rostinho bonito?
– Eu não perderia meu tempo olhando pra essa tua cara de pau.
– Como é que é? — O moreno se aproximou irritado.
– Não quero brigar.
– Quer o que?
– Só quero saber o que você fazia abraçando a Sel no jardim, você sabe bem que eu gosto daquela garota!
– Eu sei sim! Eu e a Sel não temos nada!
– Então me diz o que aconteceu caramba!
Nesse momento ambos já estavam alguns centímetros um do outro, claramente com sinais de raiva.
– Você não confiou em mim!
– Você me fez explodir! E me esconde coisas!
– Eu não escondi porra nenh- Antes de conseguir finalizar sua frase, Stive notou que a distância entre ele e o outro havia acabado, os lábios de ambos estavam encostados, ao notar aquilo os garotos se afastaram abruptamente bastante corados e limpando a boca com as costas das mãos.
– Olha o que você fez! — Gritou Leo.
– Foi você!
– Você me beijou! Eca!
– Para de gritar, vão nos ouvir sua anta!
– Não me chama assim!
– Então pare de agir assim!
Naquele instante ambos se olharam e deixaram uma risada escapar.
– A que ponto chegamos... — Disse o loiro.
– É, chega a ser hilário.
– Vem cá. — Os dois se abraçaram e deram tapinhas um nas costas do outro.
– Nunca mais vamos brigar, ainda mais por garotas, pelo amor...
– Sim, nunca mais!
– É bom falar contigo civilizadamente meu amigo.
– Eu que o diga.
– Ah... Aquele beijo... É segredo, tá legal?
– Com toda certeza! Segredo nosso!
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Do lado de dentro, a morena aguardava a volta de seu parceiro de dança, olhando através da janela, notou que ele gritava com Leo e vice-versa, passou na recepção, pegou sua bolsa e correu para o lado de fora.
Betty vendo aquilo estranhou. Fez o mesmo que a outra, pegando sua bolsa e seguindo-a.
– Com toda certeza! Segredo nosso.
– Meu velho amigo.
– Meu amigo velho!
– Meu amigo mais velho.
– Lá vamos nós outra vez! — O loiro sorriu.
– Hey, o que vocês dois fazem aqui? — A voz de Selena chamou a atenção de ambos.
– O que você faz aqui?! — Perguntaram em coro, logo olharam-se — Por que tá me imitando? Eu não tô te imitando! Você tá sim! Olha aí !
– Chega! Parem os dois, isso irrita! — Betty falou de trás da morena fazendo todos voltarem-se para ela.
– Cruzes... Que barraco é esse, gente? — Isaak surgiu segurando a mão do gêmeo
– Isso é uma reunião? E nem nos convidaram mano... — Felipe se fez de ofendido.
– Isso não é uma reunião. — A espadachim disse prontamente.
– Ah não... O que é?
– Nada. — Os outros quatro disseram juntos.
Foi então que um raio caiu do céu, bem no centro das árvores, todos olharam assustados e notaram o rei e a rainha ali.
– Vossa majestade? — Leo perguntou
– Ora... Ora... Eu jurava que daria trabalho. — o homem disse
– Eu também, mas são tão idiotas e mesquinhos que brigaram entre si por conta própria.
– Olha, Vossa Majestade, se não notou... Estamos ouvindo. — Selena disse seca.
– Eu sei que estão... Foi minha intenção.
Outro raio caiu dos céus, aquela floresta que rodeava o salão de festas foi iluminada por um breve momento, os corpos do rei e da rainha ali presente começaram a se contorcer, ambos levaram as mãos até as costas rasgando-as como se fossem uma folha de papel.
– Mas que porra é essa? — Selena olhava aquilo surpresa.
Logo as "cascas" caíram ao chão e duas criaturas encapuzadas surgiram na escuridão.
– Que boca suja, minha criança... — a criatura do sexo masculido disse
– Teremos de educá-la. — A "mulher" completou.
– Mas o que são vocês...? — Leo perguntou enquanto Sel enfiou a mão dentro da bolsa tirando um pedacinho de metal semelhante a um batom que logo se transformou em sua espada.
– Ora... Garotinha corajosa. Ousa sacar uma arma contra nós?
– Você vai ter sorte se eu não cortar essa tua língua. — a sagitariana retrucou.
– Insolente! Coloque-se no seu lugar!
– Tô doidinha pra você vir me colocar!
– Sel, acho melhor parar. — Stive disse.
– A fúria de Medo e Agonia cairá sobre vocês e toda esta terra.
Outro raio caiu, este acertou o chão bem próximo a eles, logo a terra começou a se mover como se ganhasse sinais de vida.
– O que tá acontecendo?! — Betty perguntou assustada
– Isso não é bom! Nada bom! — Isaak disse, logo segurou a mão do irmão.
A terra que há pouco parecia viva tomou forma de "gente", na verdade os seres que ali apareceram possuíam corpo de homem, porem em seus rostos haviam máscaras na cor negra sem rosto algum.
– Temos um problema... — Felipe disse.
– Temos grandes problemas. — Corrigiu Leo.
– Parabéns Selena, conseguiu matar a gente! — Betty disse já ficando histérica.
– A gente sai dessa. — Disse Stive frio, por fora, por dentro estava realmente preocupado.
– Você acertou. — Agonia disse.
– Vamos escapar? — Perguntou a loira.
– Não. — O sorriso sádico de Medo surgiu na noite enquanto a brisa se tornava mais feroz e gelada — Realmente vão todos morrer.

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