Uma Segunda Chance para Viver II
3 Capítulo 4- 2ª Um dia Frio
Notas iniciais
2º Um Dia Frio
Era uma manhã, como qualquer outra, fria e chuvosa. Mais para Hermione e Tom era o pior de todas elas, estavam em um lugar que muitos não desejam estar, mesmo na companhia de familiares e amigos, eles se sentiam só, como se cada gota da chuva representa-se uma lagrima que desejava esconder.
Estavam depois de um ano em Hodric’s Hollow novamente, o lugar onde tudo terminou, o lugar onde muitas vidas mudaram, ali naquele cemitério atrás de uma pequena igreja, se encontravam ex-comensais, e ex- membros da Ordem da Fenix, mais não brigavam, simplesmente estava lá para apoiar aquele que um dia foi um líder para eles, e para os outros aquela que foi a responsável pelo fim de uma guerra.
Suas fisionomias eram tristes, por mais que tentassem se mostrar firmes, não podiam ignorar a dor que viam, nos olhos daqueles que tanto o admiravam. Era algo que nem palavras expressavam. Hermione e Tom estavam em pé em frente aos seus amigos, todos vestiam longas capas pretas e seguravam guarda-chuvas para protegerem-se da chuva que apesar de fraca era constante.
Hermione estava segurando a mão de Tom, e em frente a eles seus filhos, dois encostados a eles, com expressões de tristezas e lagrimas escorrendo dos olhos, o outro deitado em um pequeno caixão. Hermione chorava baixo, seu coração parecia que iria se quebrar, lembrou quando Tom chegou a casa com aquela fisionomia triste, ele não precisou dizer nada, ela soube que perdera seu filho. Mais ali, ele deitado como se estivesse dormindo, não parecia ser real, ela queria chegar e segurar seu pequeno corpo e faze-lo ninar, como tantas outras vezes, apesar de seus olhos o ver, ela ainda não queria acreditar.
Fez Tom fazer muitos feitiços para identificar que aquele garoto era mesmo seu Andrew, mais não adiantou, ele era. O ministério já havia feito, Harry já havia feito e Tom também, não era engano seu Andrew, foi encontrado morto e isto era um fato. Agora estava ali, ela vendo seu pequeno ser baixado em uma cova, e terra sendo lançado sobre ele.
Tom apertou firme a mão de Hermione, nunca em toda sua vida pensou em sofrer como estava sofrendo naquele momento, nunca imaginou que tamanha dor existisse. Tom sofria pelo filho morto, sofria ao ver a tristeza que emanava dos filhos vivos, e sofria mais ainda em ver o sofrimento nos olhos de Hermione. Prometeu a si mesmo que nunca mais queria vê-la assim, e lá ela estava mais uma vez, chorando, triste e desolada e mais uma vez por sua culpa. Tom sentia-se culpado, pela a morte de Andrew, nunca se arrependera tanto de ter feito as coisas que fez, como no momento que viu o estado de Hermione quando recebeu a noticia.
Assim como ela, ele tinha esperança de seu filho esta vivo, até no momento que foi chamado ao ministério da magia para identificar o pequeno corpo. Não quis acreditar que era seu menino, pediu para refazer o teste de identificação, somente para comprovar o inevitável, era Andrew. Por mais que se negasse era seu pequeno menino que estava ali. Tom tentava ser forte, por Hermione e por seus filhos, mais por dentro estava destruído, daria tudo para poder volta ao passado mais uma vez e mudar seu destino, se soubesse que sofreria tanto assim quando conhecesse o que era amar alguém acima de si mesmo, jamais teria aprendido a amar. Mais como aprendeu agora teria que conviver com este sentimento de perda que só o amor também trazia.
Hermione aproximou-se a beira da vala que seu filho foi baixado, com as mãos pegou um pouco de terra, que estava quase se transformando em barro e jogou dizendo em um sussurro.
-Adeus Andrew!
Tom abraçou firme, para que ela percebesse que não estava sozinha com aquela dor e nem naquele sofrimento, ele estaria ao lado dela para sempre.
Os dias após o enterro de Andrew foram os piores para Tom, nem mesmo quando estava exilado, vivendo pior que um animal se comparam aqueles dias que se seguiram. Seus filhos já não sorriam, não brincavam e nem era felizes. Sentia muita falta do irmão, era como se estivessem incompletos, como se falta-se algo neles. Tom tentava não força a barra, eles eram crianças “com o tempo se acostumaria”, era que falava para si, mesmo não acreditando nelas. Se ele que era adulto não via modo de se acostumar com a solidão que se alastrou por dentro dele, imagina os filhos que foram gerados juntos?
Mais o que preocupava mais Tom era Hermione, ele estava em um estado muito depressivo. Por mais que tentava conversa com a esposa ela simplesmente não falava, só respondia sim ou não. Fazia as coisas de casa e cuidava das crianças como sempre, mais parecia mais um robô programado a fazer aquilo, ela não tinha mais o brilho nos olhos, já não se cuidava e piorava a cada dia.Ela negou-se voltar para E.U.A.
-Não quero abandona-lo de novo- falava quando Tom insistia em voltar.
-Você não estará lhe abandonado Hermione – falava irritado – nosso filho não vai voltar! Ele esta morto!! – dizia ele com tristeza e com desespero na voz.
Tom tentou fazer de tudo para que Hermione se recuperasse, que entendesse que por mais que sofresse por causa de Andrew, ela também tinha outros filhos que precisavam dela, ele precisava dela. Tom sofria claro que sofria, mais estava se mantendo firme para ajudar Hermione, mais ela não percebia que o estado dela era a pior tortura que ele poderia receber. Passou quase dois meses desde o enterro, e Hermione piorou muito, antes ao menos respondia com palavras soltas e cuidava dos filhos, agora nem isso ela fazia. Acordava pela manhã e ia para o cemitério e ficava lá até o cair da tarde, algumas vezes Tom chegou e encontrou seus filhos sozinhos, com fome e Hermione sumida. Um desespero tomava conta dele, queria larga tudo e sumir, mais não faria, o amor que tinha por Hermione e os filhos era maior que qualquer provação. Nestes dias ele com toda paciência que normalmente não tinha, cuidava dos filhos, dando banho, comida e os fazendo dormi e ia ao encontro de Hermione no cemitério.
Andava aquelas ruas, lembrando-se de como desejou ter uma família com ela lá, criar seus filhos. Por algum tempo realizou seu sonho mais as circunstancia agora eram outras, nunca se arrependeria de ter construído uma família com a mulher que amava, mais realmente tinha vontade de desaparecer.
Como previa Hermione estava no frio sentada próximo ao tumulo de Andrew, e pode ver pelos movimentos de seus lábios que cantava uma canção de ninar. Tom respirou fundo, e uma lagrima de desespero tomou conta de seu rosto. Hermione ainda vestia seus pijamas, seus cabelos estavam mais rebeldes do que nunca e seu rosto estava magro e sem vida. Aproximou-se dela baixando ao seu lado e jogou a manta que trouxe por cima de seus ombros.
Hermione não notou, continuava a cantar baixinho a canção de ninar de Andrew, Tom a abraçou e falou em seu ouvido.
-Amor vamos, esta tarde – disse em um sussurro.
Hermione o fitou sem realmente o ver e respondeu.
-Não. Não posso sair daqui, esta frio. Não posso deixa-lo sozinho – disse olhando para o tumulo de Andrew.
Tom mais uma vez respirou fundo e deixou que mais uma lagrima caísse.
-Olha, eu garanto a você que ele ficaram bem – disse levantando-se — amanhã ele ainda estará aqui. – Hermione levantou-se ainda resistente e seguiu Tom.
Como fez aos seus filhos, Tom a banhou na banheira trocou suas roupas e a deitou na cama, em nenhum momento Hermione falou ou se quer o olhou. Tom deitou-se ao seu lado e apoiando a cabeça dela em seu peito permitiu-se chorar como a muito não fazia. Repetindo como um mantra.
-Hermione volta para mim.
Por mais que Tom não quisesse ver, sabia que Hermione estava muito doente, Harry, Gina, Rony e Luna viam sempre visita-la, mais nada ajudava. Eles como Tom estavam muito preocupados com Hermione, Tom já não a deixava sozinha, a Sra. Granger ficou quase um mês com eles, cuidando de Hermione e dos netos, a Sra Weasley também sempre vinha, assim como Luna e Gina, mais nada que faziam Hermione percebia.
Tom buscava ajuda nos livros, alguma poção ou feitiço que ajudaria Hermione volta em si, Dumbledore e Severo o ajudavam, mais nada era encontrado, nem trouxa nem magica, Tom temia o dia que Hermione morresse de tristeza, já que nem se alimentando ela estava. Podia usar imperius nela, mais não queria uma marionete, ele queria Hermione, a sua Hermione teimosa briguenta e que o enfrentava, não uma sem vida, sem graça e sem opinião. Ele cuidava dos filhos, que não entendiam o que estava acontecendo, via sua mãe que sempre fora tão alegre e brincalhona só chorando pelos cantos.
-Papai a mamãe também vai embora, assim como Andrew?- perguntou um dia Damon, que observava Hermione parada próximo a janela.
-Não, Damon, papai nunca vai deixar sua mãe ir – falou para o garoto com uma grande tristeza.
Ele precisava agir, nada que tentava dava certo, sentia que seu tempo estava acabando, muitas vezes achava que Hermione só não havia morrido por causa de sua horcrux, e isto ele não podia admitir, então em um ato desesperado que passava da insanidade por viver naquele inferno que se tornou sua vida, Tom tomou uma decisão, difícil e ousada.
Tom nunca se imaginou ir naquele lugar, evitava e arrumava desculpa para não ir nas reuniões e festa que ocorriam naquela casa, e agora estava ali em um ato de desespero, mais o que ele não faria por Hermione e seus filhos? Aparatou em uma distancia boa da casa simples mais bonita, assim como a dele, esta casa era protegida com muitos feitiços que o dequitaria assim que cruzasse a barreiras de proteção. Foi caminhando pela rua, com as mãos nos bolsos, sabia que tinha um ar derrotado, mais pela primeira vez não se importava, ele se sentia assim, um derrotado. Não conseguiu proteger sua família, deixou que matasse seu filho e estava perdendo sua esposa, e tinha certeza que se a perdesse perderia os outros filhos também, ninguém confiaria que ele educasse seus filhos, só Hermione confiava nele cegamente, só ela o amava sinceramente, mesmo conhecendo seu passado.
Subiu os degraus da escada da varanda e tocou a companhia, sabia que era tarde, mais seu desespero era tanto que não se importou em ser importuno. Na verdade avisando ou não, sendo cedo ou não sabia que não seria bem vindo ali, não ali. Aguardou por alguns minutos viu luzes serem acesas dentro da casa e barulho da porta sendo destrancada. Viu na hora que o rapaz arregalou os olhos, e piscou algumas vezes para ver se não estava sonhando, se ele mesmo não tivesse tão triste teria rido da cara de espanto e desconfiança.
-Podemos conversa – falou com a voz fraca, por mais que não quisesse não conseguia manter as aparência, não do jeito que ele estava – é importante, sobre Hermione.
Não soube que foi sua voz fraca ou seu jeito tão abatido que fez o rapaz dar um passo para traz e lhe permitir a entrada, reparou que ele estava de roupão , provavelmente estava dormindo.
-Harry! Quem é?- perguntou Gina descendo as escadas também com um roupão de seda vermelha.
-Boa noite — cumprimentou Tom a Gina que parou com cara de espanto aos pés da escada.
- Boa noite, aconteceu alguma coisa com a Mi?- Perguntou já aflita se aproximando de Tom.
-Não, mais temo que logo aconteça – falou com a voz baixa.
-Como assim?- questionou Harry que mantinha a varinha na mão e a porta aberta.
-Precinto que se eu não fizer algo por ela, logo eu a perderei para sempre- disse se sentando no sofá da sala com as mãos no cabelo.
Harry nunca imaginou que veria o temido Lorde Voldemort naquele estado, já o viu daquele jeito quando Hermione foi sequestrada a quatro anos atrás, mais desta vez se possível ele estava ainda pior, e mesmo não querendo admitir se compadeceu de seu maior inimigo.
- O que nós podemos fazer?– perguntou Harry fechando a porta e se sentando no sofá em frente a ele, com Gina ao seu lado.
-A tristeza pela morte de Andrew esta acabando com ela, esta a matando também, eu quero a opinião de amigos dela para algo que pretendo fazer.
-Para você vim aqui deve ser algo realmente sério, para pedir minha opinião principalmente – falou Harry sério.
-por mais que ninguém acredite, eu amo Hermione mais que tudo e faço qualquer coisa para não perde-la, inclusive falar com você — disse amargo – mais esta decisão não poderei tomar sozinho, porque ela precisara da ajuda de todos.
-O que você tem em mente?- questionou Gina.
-Eu quero apagar da mente de Hermione os últimos quatro anos – falou de um folego só.
-Como assim?- questionou Harry.
-Quero que ela esqueça que teve Andrew, quero que ela se esqueça de que o perdeu, quero que ela volte a ser feliz – disse.
-Você não pode faze-la esquecer que teve um filho Riddler! – disse Harry nervoso – isto é insano é doentio.
-Doentio Potter, é ver sua esposa a mulher que você ama definhando em sua frente e você não fazer nada – respondeu irritado –o que faria se estivesse em meu lugar? Se fosse Gina que estivesse morrendo com uma dor que estava além dela superar? E se você fosse capaz de retira isto dela? O que faria?
Harry não respondeu, imaginou que no lugar de Riddler faria a mesma coisa.
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