Uma Segunda Chance para Viver II
12 Capítulo 14 - Alef Salak
Notas iniciais
Aleff Salak
Já havia se passado duas semanas desde o encontro de Hermione com Aleff, sua semana tinha sido normal, muito trabalho depois buscar Iris na casa de Molly e ir para sua casa. Recebeu a carta de Damon lhe contando sobre a detenção, e os amigos que conheceu na Sonserina e falando que odiou os professores, mas fazia parecer que os adorava e como era o melhor aluno da Sonserina, se não da escola, os professores o amavam. Hermione riu seu filho era muito parecido com Tom, tinha o mesmo jeito manipulador do pai.
Hermione estava cada dia mais encantada com Aleff, ele até o momento não havia lhe convidado para sair, mais todos os dias lhe enviava um mimo, rosas, bombons ou até mesmo algum bilhete lhe desejando um bom dia e um excelente trabalho, coisas que Hermione amava e a fazia se lembrar de Tom, ele que era tão gentil assim. Ela, Gina e Luna não sabia o que pensar de Aleff já que ele apesar de lhe enviar sempre alguma coisa ainda não a chamara para sair. Hermione por incrível que pareça também estava ansiosa pelo o encontro, mais ao mesmo tempo se sentia um pouco insegura, não sabia como agir, nunca foi de namorar, o único com quem saiu foi Tom, o único namoro que teve foi com ele, o único homem que a conquistou foi ele.
Hermione sabia, sentia que ele não tinha morrido que estava em algum lugar, as vezes podia sentir seus sentimentos, era muito raras as vezes que isto acontecia, mais sentia uma dor e uma saudade profunda que se misturava com a sua, nestes momentos sentia vontade de gritar , parecia que estava presa a algum lugar. Muitas vezes se perguntava se Tom não estaria em risco, se ele não estaria preso sendo torturado, mais depois ria do próprio pensamento. Tom não era um bruxo qualquer, ele era poderoso, muito inteligente não se deixaria enganar facilmente para ser preso e não conseguia imaginar uma prisão que pudesse lhe prender, não ela tinha que tocar a vida para frente e se convencer que Tom cansou dela e da vida simples que levavam. Ele não a amava mais, e isto há fazia sofrer imaginar que seu conto de fadas acabou fazia se sentir mal muito mal.
Era uma sexta- feira Hermione estava entretida com seu trabalho quando um bilhete apareceu em sua mesa.
“Querida Hermione, bom dia.
Você deve estar imaginado o porque de te mandar rosas, bombons e bilhetes, sei que pode parecer loucura mais desde de que te conheci não paro de pensar em você, pode parecer clichê, mais quero que saiba que não minto. Lhe envie as coisas para que percebesse que eu realmente me interessei por você e que você é importante para mim, isto não significa que você têm obrigação nenhuma comigo, mais desejo te conhecer melhor por isso lhe pergunto, deseja sair para jantar comigo amanhã? Não quero que se sinta na obrigação mas lembre-se, não espera que chegue a circunstancia ideal para agir, pois pode não aparecer nunca, mais se arrisque quando tiver oportunidade.
Aguardo sua resposta ansioso.
Com carinho,
Allef Sallak”
Hermione leu e releu o bilhete, o convite que tanto ansiava apareceu, sentiu um formiga na barriga de nervoso, não sabia se aceitaria pois ela via que Aleff era um homem que conseguia conquistar uma mulher em uma noite, e ela estando carente seria de fácil conquista. Tinha medo de se machucar ainda mais, mais o que perderia em sair com ele? Bastaria ela se manter firme, se manter focada e não se deixar levar pelo seu coração. Respondeu o bilhete.
“ Bom dia Aleff,
Primeiro, gostaria de agradecer seus presentes, foi uma grande gentileza de sua parte. Segundo, de maneira nenhuma me sinto na obrigação de lhe recompensar por eles, porem aceito sim, com muito agrado, sair com você para jantar, pode ser amanhã as 20:00 hs no caldeirão furado?
Hermione Granger”
Hermione releu o bilhete, simples e curto achou até mesmo um pouco seco, mais não queria demostrar nada além para Aleff, não sabia qual a verdadeira intenção dele para já o trata-lo de uma maneira mais carinhosa ou intima, sairia com ele e o conheceria melhor mais nada a mais.
Hermione estava em pé em frente ao caldeirão furado, Gina e Luna tinha a ajudado a se arrumar, ela vestia um vestido vermelho reto até o joelho, que modelava bem seu corpo, um sapato de salto alto e seu cabelo preso em um coque frouxo. Uma maquiagem leve e brincos e correntes douradas. No conjunto estava linda e se sentia linda como a muito não se sentia. Allef chegou as 20:00 hs em ponto e parecia um deus grego de tão lindo. Vestia um terno preto, com uma camisa azul royal por baixo que era do mesmo tom de seus olhos, seus cabelos um pouco bagunçados mais o que deixava muito sexy e vinha com um sorriso lindo no rosto que parecia iluminar o local.
-Nossa você esta perfeita!! – disse admirado quando viu a Hermione – realmente linda – Hermione sorriu envergonhada e logo acrescentou.
-Você também, mais devo confessar que fiquei com receio pois não sabia ao certo onde iriamos.
-Não poderia estar melhor – disse andando até Tom o dono do bar – Por favor, tenho uma chave de portal para os 20:10.
-Esta aqui – disse Tom lhe entregando uma lata velha.
-Para onde vamos Aleff? – perguntou Hermione um pouco apreensiva.
-Confie em mim Hermione – disse ao pé de seu ouvido – será um encontro inesquecível – disse com um sorriso encantador – e porfavor não tente descobrir com sua legiglimencia, sei que é muito boa nisso mais não estrague a surpresa – disse em tom brincando.
Hermione corou um pouco, pois era isso que estava pensando em fazer. Decidiu se arriscar, não era uma menina indefesa era muito boa em duelos, e também Gina e Luna sabia com quem ela estava o que de mal poderia acontecer? Quando deu o horário, sentiu o sugar da chave de portal, e logo em seguida apareceu em uma rua escura, sentiu que ali a noite estava mais quente, logo perguntou.
-Onde estamos Aleff?
-Em Paris – disse a conduzindo para o inicio da rua, que Hermione percebeu que era uma avenida movimentada – e ali esta a Torre Eiffel – disse apontando a uns trezentos metros- o lugar que iremos jantar – acrescentou.
Hermione olhou para ele meio entorpecida pela surpresa, pode imaginar vários lugares mais nunca viajar para Paris, para jantar no melhor restaurante e com uma vista maravilhosa, de uma coisa ela tinha razão Aleff realmente podia conquistar uma mulher em uma noite. Os dois caminharam de braços dados até a Torre e subiram de elevador, Hermione olhava a linda paisagem das luzes de Paris a noite, com certeza a cidade era maravilhosa e encantadora.
Chegaram ao restaurante onde foram encaminhados para uma mesa de dois lugares com uma vista privilegiada, pediram um vinho e logo começaram a conversa.
-Tenho que admitir Aleff que você me surpreendeu – disse Hermione enquanto experimentava o vinho.
-Que bom que consegui isso, você não me parece uma mulher que se surpreende com muita coisa – disse galanteador.
-Não? Que tipo de mulher que você acha que sou?- disse desafiadora.
-Acho não, tenho certeza que é uma mulher inteligente, esperta, meiga, fiel, amiga, companheira, corajosa, linda ou melhor, poderia ficar a noite inteira dizendo suas qualidades e com certeza esqueceria de alguma – disse com um sorriso, Hermione corou ao elogio, mas logo rebateu.
-E posso saber por que acha tudo isso? Se não me engano não faz muito tempo que chegou aqui, anda me espionando ou me investigando?- perguntou desconfiada.
-Não precisei te investigar é só te observa para saber que tenho razão, você é inteligente e esperta se não, não seria chefe do Setor de Execução a Leis Magicas, amiga , companheira e fiel, pois têm muitos amigos.
-Isto não quer dizer que sou isso.
-A quer dizer sim, pois seus amigos não são simples amigos, são pessoas que dariam a vida por você , pois sabem que você faria o mesmo por eles. Linda pois vejo a mulher que tenho a minha frente, mais sua beleza não é só externa é algo de dentro que te ilumina por fora.
Hermione o olhou nos olhos, sentiu-se bem com as palavras doces de Aleff, ele além de bonito era bem galanteador, mais ainda não o conhecia e se sentiu incomodada em não saber, resolveu questiona-lo.
-Obrigada pelas palavras lindas, mais acho melhor falarmos um de você, acho que se julga me conhecer bem, tenho então direito de te conhecer melhor. Então me fale Alef, quem é você? – perguntou o fitando nos olhos, queria ter certeza que não estava sendo enganada.
-Sou um livro aberto Hermione, tão simples que tenho medo de não ser digno de uma pessoa como você, mais falarei, não quero te esconder nada. Como disse sou viúvo, minha esposa morreu a dois anos de leucemia. Sei que é uma doença não muito comum no mundo magico, mais ela era nascido-trouxa e infelizmente quando soubemos já era tarde, só ficamos eu e meu filho, Aron. Aron não é meu filho de sangue, eu o adotei quando tinha cerca de cinco anos.
-Normalmente bruxos não abandonam filhos, e nem adotam – disse Hermione.
-É realmente é raro, mais eu e minha esposa, Anne sempre desejamos ter filhos, muitos filhos. Quando soubemos que não poderíamos ficamos arrasados – disse e Hermione percebeu uma sombra de tristeza em seus olhos.
-Sei que pode parecer dificil falar sobre isto mais como era seu relacionamento com Anne? Se for muito ruim responder não precisa – disse envergonhada por parecer tão curiosa.
-Não têm problema, agora já não dói tanto falar dela – disse com um sorriso triste, Hermione o compreendeu hoje em dia já não doía tanto falar de Tom, pensar nele ou sonhar com ele, com certeza a dor nunca passaria de vez mais estava mais amortecida.
-Sei o quer dizer – concordou o olhando triste, Aleff a observou e viu tristeza em seus olhos e logo mudou de assunto.
-Como ia dizendo, eu a conheci no colégio ela era um ano mais nova que eu, Anne sempre chamou a atenção não por sua beleza, mais por sua bondade e sabedoria. Ela era daquelas pessoas que conquistam a todos ao seu redor, e eu um simples mortal que sou não pude deixar de ser conquistado por ela. Começamos a namorar na escola, eu estava no ultimo noivamos assim que me formei e quando ela se formou depois de quatro meses nos casamos. Tínhamos uma vida simples e feliz, eu trabalhava no Ministério da Alemanha e ela em uma escola infantil para bruxos, morávamos em um bairro trouxa e era a vida perfeita.
Mas bem o perfeito não dura para sempre, e não foi diferente com nós. Com três anos de casados descobrimos que não teríamos filhos, foi um golpe duro, mais o amor que sentíamos um pelo outro superou esta perca, resolvemos então adotar uma criança. Não foi fácil mais decidimos que não importaria se fosse trouxa ou não o importante era que queríamos um filho. Assim de decidimos isso demos entrada nos papéis e depois de dois meses encontramos Aron.
-Como assim encontrarão?- Questionou Hermione.
-Como falei eu morava em um bairro trouxa, então quando voltava do Ministerio, não aparatava diretamente em casa, gostava de andar até chegar em minha residência para que os vizinhos vissem eu entrando e saindo, Aparatava em uma viela em um lugar meio escondido, na encosta de um riacho, mais ou menos quatro quadras da minha casa . Um dia aparatei lá e vi um gemido baixo, no inicio pensei ser algo de minha cabeça, mais depois percebi que não era, voltei para ver e encontrei Aron, caído muito machucado. Com a roupa toda rasgada e molhado, tive certeza que o jogaram no riacho para que morresse afogado. Chamei a policia e logo lhe envolvi com minha capa, não podia seca-lo ou fechar seus ferimentos com magia, não sabia o que o tinha ferido, mandei um patrono a Anne que logo apareceu junto com a policia.
“Eu e ela o acompanhamos até o hospital e ficamos ao teu lado até que se curou, Anne parecia mãe dele, não saia do seu lado, percebemos ainda no hospital que Aron foi ferido por bruxos, pois os cortes que sofreu era de feitiços, embora os médicos trouxas não soubessem. Assim que ele ficou bom, ele não se lembrava de quem era ou quem fez isto a ele, sendo assim foi encaminhado para um abrigo, como nós estávamos na fila para adoção tivemos preferencia e o adotamos. Foi o dia mais feliz da vida de Anne, talvez só perdendo para o dia que Aron falou mãe para ela.
Minha vida tinha voltado a ser perfeita, eu tinha finalmente uma família, uma esposa que amava e um filho maravilhoso, ficamos ainda mais felizes quando Aron manifestou magia, fazia dois anos que ele estava com a gente, ele sabia que nós éramos bruxos e adorava as coisas que fazíamos, um dia eu mostrando um dia eu fazendo uma transfiguração de um prato em um arranjo de flores para Anne colocar na mesa, ele olhou para mim e disse “ deixa eu fazer , papai?” Tentei explicar para ele que ele não conseguiria, que nem todas as pessoas conseguiam, mais ele insistiu e eu não conseguindo falar não o deixei, para minha surpresa e de Anne, ele transformou um outro prato em um arranjo mais lindo que o meu, levitou o arranjo e colocou no centro da mesa. Estávamos mais felizes que nunca.”
-Voce falando tudo isso, realmente deve ter sido muito difícil perde-la, queria muito ter a conhecido, sua esposa era realmente muito boa.
-Com certeza era maravilhosa – Aleff disse e deixou que uma solitária lagrima rolasse de seu olho, logo limpou ficando envergonhado, Hermione pegou sua mão sentindo um choque percorrer sua espinha, se manteve firme pra não deixar transparecer e falou delicadamente.
-Não tenha vergonha de demostrar seus sentimentos, isto só me mostra o quanto corajoso você é – completou com um sorriso.
-Obrigado – Alef a agradeceu – Que tal mudarmos de assunto, me fale de seus filhos, tenho certeza que eles devem aprontar muito, pelo menos Aron me contou que eles são bem legais – disse para descontrair o clima tenso.
-Legais não seria o adjetivo que eu daria, talvez arteiros, bagunceiros, curiosos e e tantos outros – disse com o brilho nos olhos que sempre aparecia quando falava dos filhos.
Os dois passaram o resto do jantar falando das travessuras que os filhos de ambos aprontavam e das perguntas e situações constrangedoras que todos os filhos fazem os pais passarem. Depois do jantar foram em uma exposição de artes e conversaram sobre as obras que mais apreciavam e livros que mais gostavam. Hermione não lembrou de Tom em nenhum momento naquela noite, e se divertiu como a muito não fazia, Alef era atencioso, cavalheiro e inteligente além de muito bonito. Hermione estava encantado com tudo nele.
Voltaram para casa, através de uma chave de portal, os dois aparataram em seguida para uma praça próxima a casa de Hermione, porque ninguém não autorizado podia aparatar a pelo menos trezentos metros de sua casa, caminhavam de vagar pela calçada de braços interlaçados, quando chegaram a porta de Hermione.
-Hermione muito obrigada pela maravilhosa noite – disse Alef parando junto a porta de entrada.
-Eu que agradeço Alef foi uma noite maravilhosa – disse – me diverti muito, como a muito não acontecia.
-Eu também – os dois se olharam, Hermione abaixou os olhos e olhou para os lábios de Alef. Era vermelhos e chamativos, por um momento quis que ele a beijasse queria saber o gosto que aqueles lábios tinham, subiu os olhos novamente para constatar que Alef a encarava com aqueles intensos olhos azuis, Hermione percebeu o desejo no seu olhar mais isso não a incomodou, Alef piscou e como quem saísse de um transe pegou sua mão e beijou – Boa noite Hermione – disse com a voz doce – Tenha bons sonhos – saindo em seguida deixando uma Hermione com o olhar perdido e desejando que ele a tivesse a beijado.
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