Uma Segunda Chance para Viver II
13 Capítulo 15- Uma segunda Chance
Notas iniciais
Gente espero comentarios, mesmo sabendo q não mereço. Bjs.
Uma segunda Chance?
Hermione acordou com um barulho vindo de sua lareira, desceu as escadas com varinha na mão ainda com seu pijama, para dar de frente com Gina e Luna tirando a sujeira do pó de flur de suas roupas, no meio de sua sala.
-Bom dia Hermione – falaram as duas alegres.
-Posso saber o que fazem aqui tão cedo?- disse Hermione não brava de verdade mais fingindo muito bem.
-Ainda pergunta Mi? – falou uma Gina excitada – queremos saber tudo do seu encontro, nos mínimos detalhes.
-Acho que vocês estão sendo curiosas de mais – disse sentando-se no sofá.
-Me conta ele dormiu aqui?- perguntou Luna sentando-se ao lado da amiga.
-O QUE? – falou uma Hermione espantada – Voces pensam que sou que tipo de mulher? – disse lançando um olhar mortal para as amigas.
-Pensamos que você é uma mulher adulta e que esta sem sair com ninguém a mais de cinco anos... – respondeu Gina.
-Podem parar vocês duas, pois não aconteceu nada do que vocês estão pensando.
-Como assim nada? – perguntou Gina.
-Nem um beijinho? – completou Luna.
-Nada – respondeu Hermione.
-Achei que o Allef fosse mais rápido – comentou Gina.
-Mais fala ai Mi, como foi o encontro? Onde vocês foram? Sobre o que conversaram.
-Conversamos sobre nossos filhos, sobre obras de arte, sobre livros preferidos. Voces não vão acreditar fomos jantar em Paris, em um restaurante famosíssimo e ele em momento algum se gabou disso.
-Nossa em Paris? – questionou Gina – Com certeza ele sabe impressionar.
-E como – falou Hermione.
-Mais e então? E depois? – perguntou Luna.
-Depois nada, ele me trouxe para casa e nos despedimos na porta com um beijo na mão.
-Na mão?- exclamaram Gina e Luna.
-Sim senhoras na mão, como manda um cavalheiro.
-Mais Mi e ai, o que você achou realmente do Allef.? – questionou Gina.
-Não posso negar que ele me impressionou muito, não só pelo jantar, mais também por ser inteligente, bondoso, atencioso. Ele me surpreendeu e devo confessar que no fim da noite desejei beija-lo sim.
-Ai sim falou uma mulher de verdade – disse Gina – se desejou porque não fez?
-Ainda é difícil Gina, por mais que eu tente não consigo esquecer Tom. Parece que se eu beijar o Allef ou começar um relacionamento sério com ele, eu estou traindo o Tom.
-Hermione minha amiga, acho que realmente você deve começar a viver novamente, não só a fingir. Desde que Tom foi embora você só se dedica a seus filhos e ao seu trabalho, você não se diverte mais, me atrevo a dizer que você não é mais feliz por mais que tente, parece que algo ainda te falta.
-Claro que falta Gina, falta o Tom ao meu lado. Eu sei que ele foi um sacana comigo, deixou a mim e nossos filhos na miséria. Me abandonou sem nenhuma explicação, mais entenda, eu sei que ele ainda esta vivo, se você se esqueceu eu me casei com os enlace das almas, se ele morre eu morro, eu não posso simplesmente começar um relacionamento, e se ele volta?
-Acho que ambas sabemos que é muito difícil isto acontecer Mi, ele pode não estar morto mais as vezes esquecemos que Tom foi um dia. Ele já foi muito mal Hermione, ele já foi menos que um ser humano, ele voltou a vida através de magia negra. Sei que sua historia de amor com ele é mais do que eu ou a Luna entendemos, é algo acima de nossa compreensão, que atravessou décadas, mais Mi e se o Tom te abandonou para voltar a ser o que era antes? Mesmo assim você ainda o perdoaria?
Hermione ficou pensativa um momento e logo em seguida questionou.
-É isso que todos pensam pelas minhas costas? Que Tom me largou para voltar a ser Lord Voldermont, e que ele a qualquer momento vai voltar e matar a todos começando pelo Harry?- Hermione estava começando a se irritar – ele pode ter me abandonado sabe-se Merlim porque, pode ter arrumado outa mulher, pode ter cansado da nossa história, pode ter acontecido varias outras coisas, mais eu nunca vou duvidar Gina, e pode passar este recado a todos os outros, que Tom mudou. Que ele não é e nunca ira voltar a ser Lord Voldermont novamente. – Hermione terminou com lagrimas nos olhos.
-Desculpa Mi, eu não queria que você ficasse brava ou chateada comigo – falou Gina abraçando a amiga.
-Eu sei Gi, eu sei – falou Hermione retribuindo o abraço. – Só que para mim não é fácil, eu não sei onde Tom esta, só sei que ele não morreu, mais se não porque ele me deixou? Porque ele deixou tudo que conseguimos, eu tento superar mais não consigo. As vezes eu posso senti-lo, sentir ele triste ou com saudades, mais porque então ele não volta? Porque Gi? – Hermione chorava agora de soluçar – é horrível ficar nesta situação, não poder seguir para frente, nem concerta os erros do passado. Eu estou aqui Gina, no mesmo lugar onde Tom me deixou a seis anos, somente o aguardando.
-Mi — chamou Luna – quem sabe se você se envolver com outro homem você não o esquece? De essa chance para você Mi.
-E se ele voltar, vou machucar a mim e a Allef?
-Não pense no depois, viva o agora Mi, agarre esta oportunidade que a vida esta lhe dando. Viva novamente – terminou Luna.
Hermione a olhou, sabia que Luna e Gina tinha razão, por mais que amasse Tom, sabia que seria muito difícil que ele voltasse. Na verdade ela estava quase sem esperança dele ressurgi. Quantas vezes imaginou logo quando ele sumiu que ele apareceria em uma manha ensolarada, a acordando com beijos suaves e sussurrando, “bom dia minha senhora” em seu ouvido como em tantas outras vezes. Mais Hermione sabia que este dia estava cada vez mais longe, tomava consciência disso todas as manhãs que acordava sozinha. Como ela desejava ter novamente Tom ao seu lado, como desejava um afago, um carinho, um beijo de boa noite, um ombro amigo para chorar, e discutir assuntos simples do dia. Como queria alguém que não concordasse com ela para discutir só para depois fazer as pazes na cama.
Hermione queria ter um homem novamente ao seu lado, queria ter um companheiro, queria ter paixão. Hermione sorriu para Luna e respondeu.
-É Luna você tem razão vou voltar a viver, o futuro? Depois eu me viro com ele... – completou com um sorriso animado.
Em uma agora bela casa, Tom viu toda a conversa que Hermione teve com as amigas, inclusive o encontro que ela teve com Allef na noite anterior. Tom percebeu no olhar de Hermione determinação quando ela respondeu a Luna. Ele sabia que se não agisse rápido a perderia em breve. Tom não gostou disto, perde Hermione era inaceitável, ele sentiu como Allef mexeu com Hermione. Apesar dela não senti-lo ele ainda sentia os sentimentos dela com clareza, percebeu que na noite anterior Hermione ficou feliz com Allef ao seu lado como a muito não ficava.
Tom pensou que se fosse qualquer outra pessoa se sentiria feliz em ver a pessoa amada feliz mesmo que for com outro, mais ele era egoísta demais para pensar assim, Ele não estava feliz e duvidava que ficaria, por ao contrario estava possesso de raiva e ressentimento. Hermione era dele só dele. Para descontar sua raiva pegou uma cadeira e tacou na parede, fazendo a cadeira quebrar-se, pegou um vaso e também o quebrou, fazia tempo que Tom não sentia uma raiva assim, um ódio tão grande que poderia matar ou torturar alguém por horar a fio. Tom tremia em imaginar que Hermione poderia beijar ou fazer amor com outro como fazia com ele, o sentimento de posse e raiva tomava conta de cada célula do corpo de Tom, de cada musculo sua ira era tão grande que Tom começou a sentir um formigamento nos braços e nas pernas, começou a sentir-se mal, uma fraqueza o atingiu, o levando direto para o chão. Sentiu seus olhos pesados se fechando até que não viu nem sentiu mais nada. Tom estava inconsciente.
Não soube quanto tempo ficou deitado ali naquele chão frio, mais viu que o céu la fora já tinha escurecido, provavelmente madrugada, levantou-se com dificuldade foi até a cozinha, bebeu agua e verificou se tinha algo para comer, se sentia ainda muito fraco e meio zonzo, quando pensou em abrir a geladeira ela já havia aberto e a garrafa de agua já se colocava no copo. Tom olhou e estranhou, sua magia estava voltando mais ainda tinha que se esforça muito para fazer pequenos objetos levitar. Andou até a sala e viu a bagunça que estava, a cadeira quebrada em um canto e o vaso em outro, quando ia fazer um movimento para retirar os pedaços de vaso do chão, ele se moveu e uniu novamente, Tom se surpreendeu, tentou com a cadeira e aconteceu a mesma coisa com um simples movimento as partes quebradas se uniu.
-Meus poderes! – falou ele contente.
Tom parecia uma criança quando ganha um presente de natal, fazia as coisas levitar e mudava tudo de lugar quebrava e concertava, tudo com muita facilidade. Tom quis testar uma coisa, foi até o quintal onde tinha alguns animais, desejou que o cachorra senti-se dor, e no mesmo momento o bicho começou a retorcer-se uivando de dor. Tom estava forte, ele parou a tortura e depois começou a pensar, estava realmente forte, seus poderes voltaram de uma única vez, e agora só havia uma coisa que ele queria, e começaria já. Tom levantou-se andou até a barreira magica, não conseguiu passar por ela, assim que a sentiu foi como um choque em seu corpo. Tom voltou alguns passos para traz se concentrando em um feitiço escudo, andou e passou a barreira, caminhou alguns passos, olhou para a casa e desta vez jurou que nunca mais voltaria, e desaparatou. Sua nova vida começaria.
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