Notas iniciais
Primeiro peço desculpas pela demora em escrever. Fiquei super enrolada com faculdade.
Agradeço a todos os comentários e por ver que tem mais pessoas lendo minha fic. Isso que me estimula a continuar escrevendo. Obrigada mesmo!!!!

Castiel não entende o que acaba de ocorrer. Dean o beijou! Tudo bem, era tudo o que ele queria. Mas como isso é possível? Primeiro o Benny, depois ele. Será que beijar é algo tão supérfluo para os humanos?

O anjo estava confuso. Por um lado, sentiu que o caçador gostava dele. Mas então por que aceitou ser beijado pelo vampiro? Oh droga! Odiava quando não entendia essas coisas.

Não podia perder o foco. Benny estava descontrolado e a qualquer momento poderia fazer algo errado. Primeiro salvar. Era essa sua missão. Depois, ah, depois se resolveria com o Dean.

O dono dos olhos azuis suspira profundo. É... ajudar o vampiro não será muito simples.

As horas vão passando. E a cada momento, Dean, Benny e Sam estão mais a vontade um com o outro. A medida do possível. O vampiro continua amarrado, sendo vigiado pela dupla de caçadores.

- Pelo menos houve algo bom nisso tudo – Benny diz – Parece que seu irmão não está querendo mais minha cabeça numa bandeja de prata.

- Quem disse que não quero hein? – responde Sam ironicamente.

Dean se prepara para falar algo, mas todos escutam um barulho, como se algo estivesse sendo jogado com extrema violência. Quando se viram para ver o que é, encontram Castiel, todo machucado, sangrando, em uma posição que parece estar reverenciando alguém.

- Cas – Dean diz, se aproximando dele.

- Não se aproximem — o anjo diz, com uma voz rouca.

- Como não? – Sam revida – você esta machucado, precisa de cuidados.

O anjo se levanta e as marcas começam a sumir. Seu rosto está abatido, cansado. Percebe-se que ele veio de alguma luta, pois além dos antigos machucados, suas roupas estão bagunçadas, seu rosto sujo e seu ar desgastado.

- Onde você estava? – Dean pergunta

- Buscando como salvar Benny.

- Castiel – ao ouvir o vampiro o chamando, o anjo se projeta em direção a voz – dá para você explicar o que está ocorrendo? Acho que todos merecemos uma explicação, não é?

Todos se juntam ao redor da cama onde Benny estava preso e olham interrogativamente para Castiel esperando uma resposta.

- A verdade que nada disso ocorreu por acaso. E demorei para perceber isso. Quem me fez enxergar foi o Sam.

Cas deu uma pausa e como ninguém ousou a fazer nenhum comentário, continuou:

- Quando você rezou para mim, a pedido de seu irmão e me contou todos os sintomas do Benny, percebi. No dia em que encontrei o Benny, toda a situação foi armada. Era para eu encontra-lo. Era para trazê-lo aqui.

“Para que um demônio me levaria até um ninho de vampiros? Ainda mais no qual tive a coincidência de encontrar justamente Benny? Logicamente, não sabendo o que fazer, ligaria para o Dean (assim como o fiz) e o traria para cá. Só que no ninho, aconteceu algo que ninguém sabe. E é por isso que o seu amigo, Dean, esta agindo assim. Jogaram nele uma espécie de feitiço. É como se aumentasse em cem vezes todos os instintos de monstro que ele possui.

Benny bravamente (e nisso tenho que reconhecer) lutou contra isso. Por respeito a você Dean, por não querer machucar nem a ti, nem a Sam. A partir do momento que ele atacasse alguém, não existiria mais volta. O feitiço seria realizado e o estrago feito.

Aí entra o problema: quem poderia ter tal conhecimento? Apenas anjos e demônios sabem desse tipo de feitiço. Nenhum vampiro jamais esteve ciente que existem algumas formas de manipula-los.”

- E quem foi o desgraçado que passou essa informação para os vampiros? – Dean pergunta irritado.

- Quem, mais do que tudo, quer ver você e o seu irmão mortos? – responde Castiel

- Crowley! – Sam fala antes mesmo de Dean – Quer dizer que aquele maldito demônio usou o Benny, você, a lealdade de meu irmão, só para nos tirar da jogada?

- Seria irônico ver que um amigo de Dean, que o Sam não gosta, os matando. E eu, depois, seria como um vingador e mataria Benny, eliminando assim todos os vestígios.

- Já que todos estão vivos, graças a mim – o vampiro se permite um comentário sarcástico – vamos ao que interessa. Tem antídoto? Ficar amarrado não é lá um de meus fetiches.

Todos os olhares se voltam novamente ao anjo e ele responde:

- Sim, há! E é isso que eu fui buscar. Foi por isso que cheguei machucado aqui.

- E tem algum efeito colateral? – Dean pergunta um pouco preocupado

- Não, não tem! Se um demônio lançou, só um anjo pode salva-lo.

Castiel tira um potinho que possuía alguma espécie de bebida e entrega ao vampiro. Obedientemente, Benny abre e bebe o conteúdo.

- E agora? – questiona Sam

- De acordo com o que sei sobre isso — revida Castiel — Benny precisará de 24 horas para se reestabelecer e voltara a ser de confiança. Conseguirá controlar seus instintos.

- Será que podem pelo menos me desamarrarem? – o vampiro pergunta

Depois de soltarem Benny, o vampiro pergunta se tem como os irmãos conseguiriam arranjar algumas coisas para ele. Alguma roupa, comida e outros itens de higiene.

Castiel fica encarregado de cuidar do vampiro, até os caçadores voltarem.

- Porque me salvou? – pergunta Benny

- Eu sou um anjo, minha missão é salvar.

- E eu sou um monstro, você deveria ter me matado.

- Não posso matar um amigo do Dean.

- Bom — diz Benny mudando de estratégia – você sabe que o Dean ficou muito preocupado com seu sumiço. Estava ficando enjoativo ver a aflição dele por ser ignorado por ti.

- Sem rodeios, aonde você quer chegar?

- Porque você o ignorou?

- Não acho que isso seja de sua conta.

- Você viu que roubei um beijo dele, não foi? Não pode haver outra explicação.

Ao dizer isso, Benny avalia a reação de Castiel. O anjo, por sua vez, resolve usar à velha e conhecida tática de ficar sem reação aparente, dificultando assim o trabalho do Benny de tentar desvenda-lo.

- Cara, qual é? Dean é como se fosse um irmão para mim. Foi tudo um mal entendido. Tudo bem, eu o beijei. Mas estava com uma dor, por causa dessa espécie de feitiço. Também estava pensando no gosto do sangue do Dean. Não me atraio sexualmente por ele.

- Isso não me interessa! – revida Castiel, um pouco ríspido.

- Não? – Benny diz levantando a voz – Naquele dia, escutei o barulho de suas asas. E só agora que ouvi novamente, identifiquei o som. Caramba anjo, lembra-se do purgatório? Eu vi o que o Dean fez para te achar. Vi a decepção no rosto dele quando você permaneceu lá. Enxerga uma coisa, seu anjo teimoso, Dean gosta de você. Ele é apaixonado por você. Tudo bem que o caçador é orgulhoso demais para admitir isso. Não seja burro de ignorar o que te falo Castiel. Não estrague a felicidade do meu brother.