Uma Revelação
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Aproveitando também, gostaria de agradecer a vcs que acompanham essa fic. Sem vcs, essa fic não seria nada. Adoro cada comentário que deixam aqui. Vcs são demais, sério!
Espero que gostem desse cap. Bora lá! =]
- Como você pode beijar alguém que você não está apaixonado? – pergunta Castiel – Eu não entendo!
- Agora entendo o motivo de Dean falar que você é meio inocente! – fala Benny quebrando um pouco o clima pesado que havia se instalado – Cara, humanos e monstros também fazem coisas que não dá para entender direito, mas fazemos. Beijar alguém, nem sempre, precisa estar apaixonado. Mas nenhum beijo é tão gostoso como quando está apaixonado. Você mesmo disse que tudo foi armado. Sabe-se lá o efeito que esse feitiço teve em mim. Foi um pouco depois de eu acordar.
- E o Dean?
- O que tem ele?
- Ele aceitou ser beijado. Não o vi te recusando! – Cas diz, com uma nota de tristeza na voz.
- Ele se assustou. Você tem que concordar que foi algo bem inusitado. Até ele entender ao certo o que estava acontecendo, eu já tinha me afastado, você visto tudo e ele totalmente perplexo. Deveria ter visto o que aconteceu depois, meu papo com ele, mas só ouvi o barulho de suas asas logo depois.
Eles ficaram por alguns segundos em silêncio, até que Benny resolve quebra-lo.
- Posso te fazer uma pergunta, Castiel? – e ao olhar para o anjo e vê-lo acenando a cabeça, indicando o sim, continua – Você não gosta de mim, estava louco de ciúmes e mesmo assim, me salvou duas vezes. A primeira, do ninho e a segunda com o antídoto, por quê?
- Você é uma pessoa importante para o Dean e eu não iria magoa-lo, fazendo algo contra alguém que ele goste. Já trouxe sofrimento demais para ele.
- É anjo, ele não é o único que está apaixonado. Pelo visto, vocês se amam e ficam fugindo disso!
- Benny, a saída deles foi proposital?
- Lógico que sim ou acha que conseguiríamos conversar com o Dean aqui? É, você não é tão inocente assim...
Dean e Sam voltam da empreitada de conseguir as coisas que Benny pediu. O caçador mais velho estava num desespero incontido, pensando coisas horríveis que poderiam ocorrer com o vampiro e o anjo juntos. Seu irmão, por sua vez, se divertia com isso. Sam sabia que Benny deveria estar bancando o cupido.
Quando os caçadores abrem a porta, encontram Benny vendo TV e Castiel meio isolado, refletindo. Um calafrio percorre Dean. Ele tenta captar no ar o que poderia ter acontecido.
“Pelo menos os dois ainda estão vivos” – ele pensa e complementa em voz alta – Está tudo bem por aqui?
- Ora brother, por que não estaria? – Benny responde meio brincalhão – Estou vivo, curado e principalmente, desamarrado.
Silêncio de novo. O vampiro descontraidamente pega as sacolas que estavam com os caçadores, retira alguns itens de higiene e se dirige ao banheiro. Um pouco antes de entrar, encontra o olhar de Sam e revida a pergunta não dita com um meio sorriso.
- É... – Sam diz em voz alta o que estava pensando – hoje a noite promete.
- O que disse Sammy? – Dean pergunta ao irmão
- Nada não. Pensei alto apenas – e mudando de assunto – e aí Cas, está ai, isolado por quê? Junte-se a nós!
Definitivamente Sam queria ver o circo pegar fogo. Ele já estava entediado de ver o vai e vem de seu irmão com o anjo. Se eles se gostavam, para que ficar de jogo? Até Benny tinha certeza que eles se amavam. Lógico que o vampiro teria que contar detalhadamente a conversa que teve com Castiel para ele. Isso seria motivo de zoação por muito tempo. E pelo meio sorriso que Benny lhe dirigiu, o papo deve ter sido produtivo. Sammy estava curioso.
Castiel é retirado de sua reflexão pelo chamado do irmão de Dean e se aproxima do caçador mais novo.
- Então Cas – Sam começa a falar – você e o Benny ficaram conversando sobre o que? Dean estava desesperado pensando que poderia acontecer uma tragédia aqui neste quarto.
Dean fuzila Sam com o olhar, mas Castiel parece nem perceber e apenas responde:
- Não teria sentido machucar Benny depois de salvá-lo.
- Vai saber, você assim como eu não gostava dele.
- Ele é um monstro e eu um anjo. Tenho todos os motivos para não confiar nele. Entretanto, estava enganado. Benny é um cara legal.
Ao ouvir isso, Dean pensou que estava sonhando. Castiel elogiando Benny? Espera, o anjo o viu sendo beijado pelo vampiro e agora o elogiava? O caçador acreditava que foi ignorado pelo seu anjo por causa disso e agora vê que ambos estão virando amigos? O que aconteceu nesse quarto na sua ausência?
- Cas – o loiro resolve entrar na conversa – Eu ouvi direito? Você e Benny viraram amigos agora?
- O que tem de estranho isso? Se o Sam pode, por que eu não?
- É que eu pensei que... bom, não importa!
- O que você pensou Dean?
Nesse momento, a porta do banheiro se abre, dando algum tempo para Dean pensar na resposta. Benny, ao sair, repara que o clima do ambiente mudou e num tom meio debochado diz:
- Perdi alguma coisa?
- Então Benny – Sam se adianta – acho que é melhor darmos uma volta.
O vampiro entende o recado e simplesmente se encaminha a porta com o Sam. Após saírem, Castiel pergunta novamente:
- O que pensou Dean?
A conversa que foi adiada tantas vezes, não seria adiada mais uma vez.
- Pensei que você tinha visto Benny me beijar – responde Dean.
O caçador encara o olhar do anjo tentando decifrar o que estaria passando na cabeça de Cas. Entretanto, rapidamente, Castiel se aproxima de Dean e o beija de uma forma apaixonada. Quando o anjo se afasta para recuperar o ar, o loiro permanece parado, de olhos fechados, curtindo o que acabou de acontecer. Com medo de abrir os olhos e ver que isso não passou de um mero engano. Lentamente abre os olhos e se depara com o moreno lhe admirando.
- Dean, eu te amo!
- Como eu esperei para ouvir essa frase. Eu também te amo Castiel!
Dessa vez, o loiro envolve o moreno em seus braços e o beija com muito desejo.
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