Uma Pestinha Em Minha Vida

2 Superstiotion ain’t the way


Notas iniciais
Yo minna! Mais um capítulo pra vocês!

Alguns trechos dele foram baseados nesse clipe: http://www.youtube.com/watch?v=JL9eO4-aDMs

Espero que gostem (:

- Espero que tenha sido o melhor encontro de todos os tempos, caso contrário, considere-se morta, McGarden! – gritei enquanto voava em seu pescoço quando ela abriu a porta com uma tigela de morangos na mão.

- Ah, nem deve ter sido tão ruim assim! Vamos pro meu quarto, e sim, foi o melhor encontro de todos os tempos! – falou ela sonhadora, se soltando de minhas mãos, largando a tigela em sua escrivaninha, rodopiando e se jogando em sua cama, soltando o suspiro mais apaixonado que já ouvi. Ok, só por isso, a tortura que passei ontem à noite já valeu a pena.

- Foi pior do que você imagina! E é bom que a história que você vai me contar agora faça valer a pena todas as torturas que sofri ontem! E não esconda nenhum detalhe, ouviu bem, McGarden? – falei me fazendo de brava e sentando-se na cadeira giratória.

- Sim, Capitã Heartphilia! – ela tomou postura de soldado e bateu continência.

Então Levy começou a narrar seu encontro, dando pausas periodicamente para comer um morango. Era bom vê-la desse jeito. Levy sempre foi muito romântica, mas jamais conseguia concretizar um romance, já que seu pai a obrigava a sair com garotos que ela mal conhecia, a fim de conseguir mais parceiros para sua editora. Este era o primeiro encontro no qual Levy pôde ser ela mesma e com um cara que ela realmente gostasse. E quem diria, a fofa e delicada Levy McGarden apaixonada por Gajeel Redfox, seu exato oposto? Bom, é como dizem, os opostos se atraem, já que Gajeel também demonstra estar interessado na McGarden. Só não consigo imaginar Gajeel sendo romântico.

-... E foi isso! – terminou suspirando. – Agora sua vez, Lucy, como foi ontem?

- Um completo pesadelo! Ela usou e abusou dos meus pontos fracos! Como aquela pestinha adivinhou logo de cara que tenho medo de altura?

- Não subestime a Mavis, Lucy, ela é muito mais esperta do que aparenta, mas obrigada por tomar conta dela, me deu a melhor noite da minha vida, até agora! Não sabe o quanto estou grata!

- De nada, amigas são pra essas coisas, não?

- Mas e aí, aconteceu mais alguma coisa, além de ela ter quase te matado do coração?

- Bom... – lembrei-me do menino de cabelos rosados – Conheci um menino que por um segundo, me salvou da Mavis...

- Ui ui ui, conta mais! — exigiu com os olhos brilhando.

- Não foi nada demais, ele já conhecia a Mavis e disse que o pai dele era amigo da sua família, ele foi bem gentil comigo, distraindo a Mavis para eu poder respirar, como era mesmo o nome dele? Naoto... Não, não era isso...

- Natsu? – me interrompeu – Você conheceu o Natsu? — perguntou empolgada.

- Sim, era ele mesmo. Por que essa empolgação? – perguntei desconfiada.

- Nada, nada, é que faz um tempo que não tenho notícias dele. – ela falou olhando para o teto e sorrindo. — Mas e aí, ele continua um deus grego? — perguntou ela com uma expressão sapeca.

- LEVY! QUE TIPO DE PERGUNTA É ESSA? – perguntei completamente vermelha e sem graça. – Não se esqueça do Gajeel, sua pervertida!

- Não tem como esquecer o Gajeel, Lu-chan – ela riu – só estava curiosa. – deu de ombros, mas continuou com uma cara sapeca e me olhando com o canto dos olhos. Não gostei nada disso! Levy, quando começa a tramar algo, fica completamente assustadora!

- N-Nem pense, Levy, ele tem namorada. – disse virando o rosto, completamente constrangida pela situação.

- Ah tem? – perguntou surpresa. – Ah, espero que não seja quem estou pensando, mas que chato, pensei que finalmente tinha achado um bom partido pra te desencalhar, Lucy.

Isso, joga na cara que eu estou encalhada!

- Levy! – gritei completamente vermelha.

- Ok ok, vamos mudar de assunto. Fiquei de encontrar o Gajeel em 2 horas no cinema, ele quer ver aquele novo filme de ação que saiu, escolhe uma roupa pra mim?

- Certo, mas isso não me ajudou a esquecer de que você me chamou de encalhada agora a pouco!

- Há há há, estou indo para o banho, escolha uma roupa legal! – falou pegando uma toalha e indo para seu banheiro.

Separei um vestidinho simples branco, uma jaqueta preta e um all star clássico para ela, seu perfume preferido, sua faixa de cabelo preferida e uma maquiagem leve. Levy é uma menina simples, acho que vai gostar do que escolhi. Enquanto ela não terminava o banho, comecei a folhear um rascunho que estava em sua escrivaninha. Levy sonha em um dia se tornar uma escritora de sucesso, por isso vivia escrevendo em todo lugar que tivesse espaço disponível, seu notebook, caderno escolar, folhas soltas, celular, em qualquer lugar mesmo! Desta vez, ela parecia estar trabalhando em uma crônica sobre superstições.

- Ah, você está lendo minha crônica! – falou saindo de seu banheiro enrolada em uma toalha e com os cabelos azulados molhados enrolados em outra. – O que está achando? – perguntou animada enquanto escolhia suas roupas íntimas.

- Muito boa! Adorei a parte onde o músico leva um choque por culpa do gato preto que derrubou um copo d’água nos cabos descascados da guitarra. Quando pretende termina-la?

- Hoje à noite, obrigada! E adorei a combinação que você escolheu.

- Obrigada. – me joguei em sua cama, ainda com a crônica em mãos e liguei o pequeno rádio que estava na cabeceira da cama. A rádio Kiss fm acabara de anunciar a música Superstition, na voz de Steve Ray Voughan. Ótimo, uma das minhas músicas preferidas. Comecei a cantar junto com a música.

- Very superstitious, writing's on the wall…Very superstitious, ladders bout' to fall…Thirteen month old baby, broke the lookin' glass…Seven years of bad luck, the good things in your past!

- Sabia que você ia cantar junto, Lu-chan. – Ela riu e se juntou a mim para cantar o refrão.

-When you believe in things that you don't understand, then you suffer! Superstition ain't the way! – cantamos juntas, cada uma com uma escova de cabelo na mão, fingindo ser um microfone. Rimos com esse ato e deixamos a música rolar sem nossa interrupção. Levy, já devidamente vestida, começou a secar seu cabelo e eu continuei a ler a crônica enquanto ouvia a música. Boa trilha sonora.

Após meia hora, já estávamos de saída do apartamento dos McGarden. Os olhos de Levy brilhavam muito e fiquei feliz ao ver isso. Espero que tudo dê certo para esses dois e que um dia o sr McGarden seja menos rigoroso e mais humano em relação a sua filha. Nos despedimos e Levy correu para o ponto de ônibus quase vazio. Suspirei lembrando-me da noite anterior no parque de diversões e senti um arrepio. O que não fazemos por nossas melhores amigas?

Estava passando em frente a uma praça, já próxima ao meu apartamento. Estava bem tranquila, com um casal de velhinhos sentado nos bancos, algumas crianças brincando no parquinho e uns garotos mais ou menos da minha idade jogando frisbee. Que raro. Continuei a andar e cantarolar trechos da música que a pouco havia cantado com Levy. Nunca fui supersticiosa. Ok, talvez um pouco, quando criança, quando ouvi pela primeira vez falar delas, mas essa crença não durou por muito tempo. Distraída, enquanto cantarolava a música, um gato preto passou correndo na minha frente, me dando um pequeno susto e logo em seguida ouvi um grito: Cuidado! E tudo ficou escuro por um segundo, mas ainda pode ouvir vozes gritando uma com a outra.

- Viu o que você fez, capitão cueca, matamos uma menina! – gritou uma voz que não me era estranha.

- O que eu fiz? Você que é um mão furada, algodão doce! – desta vez, gritou uma voz que eu não conhecia.

- Do que me chamou, nudista? Quer brigar é?

- Cai dentro, pantera cor de rosa!

Ok, agora estou começando a acreditar em azar. Aos poucos fui abrindo os olhos sentindo uma dor estranha na nuca. Quando meus olhos recobraram o foco, pude ver claramente dois garotos brigando no meio da rua. Mesmo com a dor incômoda na nuca, não pude conter uma risada. Espera aí, um dos meninos que está brigando não é o Natsu?

- Ah, ela acordou! – o menino que eu não conhecia gritou quando olhou em minha direção. A situação era engraçada, Natsu estava puxando o cabelo dele enquanto o pé dele estava na cara de Natsu.

- Ei, eu conheço ela! – disse Natsu ao me ver ainda com o pé do menino desconhecido em sua cara. – LUIGI! – gritou animado, ainda com o pé na cara.

- Luigi? Que nome estranho. – comentou o outro tentando fazer com que Natsu soltasse seu cabelo, o que foi em vão.

- É Lucy! – corrigi me aproximando deles – O que aconteceu, Natsu? – perguntei me referindo ao fato de eu ter apagado no meio da rua e estar com uma dor na nuca.

- Desculpe, Lucy, esse nudista aqui – apontou para o estranho, agora para mim, conhecido como Nudista. — jogou com força demais o nosso frisbee e acertou sua cabeça.

- EU? – o nudista gritou indignado. – Você que é um mão furada que não pegou o frisbee!

- Quer brigar de novo, gelinho? – gritou Natsu.

- Só se for agora, cabeça de fósforo! – gritou o nudista.

E novamente, começaram uma briga. Ok, são dois idiotas. Como Levy pode achar que Natsu era um bom partido para mim? E porque o outro é conhecido como Nudista?

Foi então que me arrependi de ter me perguntado isso mentalmente. De um segundo para o outro, o nudista ficou nu. NU! NA MINHA FRENTE!

- AAAAAAAH!!! – gritei tapando meus olhos.

- O que houve? – os dois pararam de brigar imediatamente.

- S-suas roupas! – falei completamente vermelha e sem encará-los.

- AAAAAAH! Quando foi que as tirei? — gritou desesperado tentando achar suas roupas.

- Agora sei por que te chamam de nudista. – falei ainda com as mãos tapando o rosto.

- Não me chame assim, por favor – respondeu constrangido, agora devidamente vestido, enquanto um Natsu se acabava de gargalhar rolando na grama. – Meu nome é Gray Fullbuster.

- Lucy Heartphilia. – respondi ainda envergonhada.

- Desculpe-nos pelo que aconteceu, Lucy – disse Gray. – Precisa de alguma ajuda?

- Não foi nada demais, só estou sentindo uma dorzinha na nuca.

- Quer que a gente te leve a um médico, Lucy? – perguntou Natsu se levantando.

- Não obrigada, já já ela passa. – afirmei massageando o lugar dolorido. – Já me aconteceram coisas piores.

- Se você diz... Tenho que ir agora, tchau Lucy, foi um prazer te conhecer. Falou, algodão doce! – gritou Gray correndo em direção ao sul, deixando eu e Natsu sozinhos.

- Bom, eu vou indo também, até mais Natsu. – me despedi com um aceno e continuei o caminho de casa.

- Espera Lucy! Você vai nessa direção?

- Sim, por quê?

- Minha casa também fica nessa direção, te acompanho no caminho.

- Ok, muito obrigada Natsu. – agradeci e começamos a caminhar lado a lado.

Por uns minutos reinou um silêncio bem incômodo, que já estava me deixando bem desconfortável, então decidi quebrar o gelo.

- Então... Está esfriando, não é? — Fala sério Lucy, está mesmo falando sobre o tempo?

- Pois é. – falou com os olhos vagos.

Vamos Lucy, não deixe esse silêncio voltar, deve ter algum assunto! E por favor, que não seja o tempo de novo! Então lembrei de um comentário que Levy havia feito outrora.

- Então, Natsu... Você comentou ontem de ter uma namorada... Como ela é?

- Ah, ela é um amor de pessoa, você iria gostar dela!

- É mesmo? Isso é ótimo. Bom, é aqui que eu moro. – falei parando em frente ao prédio de meu apartamento. – gostaria de entrar? – convidei

- Não, obrigado, fiquei de encontrar minha namorada logo mais. Até mais, Luigi!

- É Lucy! – gritei subindo as escadas da portaria.

Notas finais
Por enquanto é só, minna, até o próximo capítulo (: