Notas iniciais
Bom dia minna! Eu queria ter postado ontem a noite, mas sabe como é, ontem teve Bon Jovi no Rock in Rio! E é simplesmente minha banda favorita!Mas trouxe aqui um capítulo saído do forno! Espero que gostem (:

– O que é tão urgente a ponto de me chamar para conversar em particular, Bunny Girl? – disse o grandalhão que me esperava do lado de fora do recinto. – Isso é raro.

Gajeel Redfox. Este cara é o exato oposto de minha melhor amiga, Levy McGarden. Ele é tudo que os pais de Levy não querem para ela: rebelde, metaleiro e pobre. Gajeel trabalha em uma oficina mecânica com seu pai durante as tardes e só estuda na Fairy Tail devido a uma bolsa que conseguiu por muita sorte. Definitivamente não era o cara mais inteligente do mundo, mas não posso negar que é esforçado.

– Vamos até meu apartamento, lá poderemos ter mais privacidade, meu pai só chegará à noite hoje.

– Oh, Bunny Girl, sei que sou demais, mas meu coração pertence à baixinha... – corou.

– Gajeel! – não acredito que ele pensou que eu tinha segundas intenções com esse convite! – É exatamente sobre a baixinha que eu quero falar! Controle melhor essa sua mente impura! – falei com raiva e corada.

Logo em seguida, recebi uma mensagem de Loki.

"Me conte depois o que foi resolvido!"

[...]

Estávamos em minha sala neste momento. Eu havia dado o dia de folga para Virgo hoje, pensando sobre essa conversa que teria com Gajeel hoje. O mesmo estava muito nervoso sentado no sofá, o caminho inteiro reclamou que eu não dava nenhuma dica sobre o que eu queria falar sobre Levy, entendo seu nervosismo, é muito tenso quando uma pessoa diz que precisa falar com você e não vai direto ao assunto.

– Bolachas? – ofereci enquanto me sentava em um pufe ao lado do sofá.

– Dá pra ir direto ao assunto, Bunny Girl? O que você quer me falar sobre a baixinha? – perguntou enquanto pegava algumas bolachas do pote que eu deixei em cima da mesinha de centro.

– Gajeel, eu só quero avisá-lo para ficar esperto em relação à Levy.

– Como assim?

Contei a ele tudo sobre o encontro que Levy teve na noite passada, sem esconder nenhum detalhe, inclusive sobre o estado mental de Levy em relação a isso. Obviamente, Gajeel ficou muito surpreso e enciumado, ele gostava muito de Levy, mas poucas pessoas sabiam disso, ele raramente demonstrava afeto em público, não só pelo fato de sua aparência, mas por não ter esperanças de ter um relacionamento sério com sua baixinha. Isso é muito triste. Então ele abaixou a cabeça e suspirou. Droga, outro mau sinal!

– Isso é horrível, mas... Acho que é melhor assim.

O QUE?

– O QUE? Ficou maluco, Gajeel? Como pode dizer uma coisa dessas? – gritei irritada.

– Encaremos os fatos, Bunny Girl, — falou com a voz embargada — eu não tenho a menor chance, o pai dela jamais aprovaria, a única vez que nos vimos ele me encarou como se eu fosse um verme! E esse cara pode fazer muito bem à baixinha... – se interrompeu antes que começasse a derramar lágrimas.

– Você quer ficar com a Levy ou com o pai dela, Gajeel? Decida-se, homem! – me levantei realmente irritada e comecei a chacoalhar seus ombros – Vai mesmo desistir fácil assim porque um empecilho apareceu? Vai mesmo deixar que o coração dela seja roubado por um desconhecido? Recomponha-se, homem! Nem parece o Gajeel que eu conheço!

Ele me encarou surpreso por um segundo. Ai meu deus, que ele não esteja pensando na minha primeira frase! Então, encarando o chão, vi um sorriso se abrir em seu rosto, o sorriso de quem havia aceitado um desafio e esta seguro de que venceria.

– Tem razão, Bunny Girl, não posso desistir da baixinha tão fácil assim! Farei com que ela nem se lembre quem é esse tal de Rougue Cheney! Essa baixinha é minha e só minha!

– É assim que se fala, Gajeel! – o abracei – Sabe que Levy não assume um compromisso sério com você porque ela não tem coragem de enfrentar o pai, ainda. – e sorri para ele.

[...]

No dia seguinte, mais precisamente durante o intervalo do colégio, decidi ir à biblioteca procurar algo interessante para me distrair mais tarde, já que agora não posso simplesmente comprar livros novos quando quiser ler algo novo. Pode ser até que eu me surpreenda, posso não ser uma nerd ao ponto de Levy, mas também adoro uma leitura. Estava na sessão de história procurando por algum livro de mitologia no momento. Estava cansada de mitologia grega, romana e egípcia, não me conformo que só estudamos estes povos da idade antiga sendo que não foram os únicos do mundo que viveram neste momento. Queria alguma coisa relacionada à China, à Escandinávia ou Celtas em geral.

– Mas que droga! Vou levar outra bomba! — uma voz conhecida praguejou nos fundos da biblioteca.

– SILÊNCIO!!!! — A bibliotecária gritou, assustando a todos que se encontravam no local. Ignorando isto, segui em direção ao conhecido.

– Natsu? Está tudo bem? — sussurrei.

Ele sobressaltou de onde estava e bateu a cabeça em uma estante que estava atrás de si. Por um milagre não derrubou nenhum livro.

– Lucy, não me assuste assim! — sussurrou de volta massageando um belo galo em sua cabeça, me arrancando um riso discreto.

– Desculpe, está com algum problema? — puxei uma cadeira e sentei-me a seu lado.

Natsu suspirou e amoleceu o corpo na cadeira, escorregando e lhe deixando com uma postura nada adequada.

– É esta prova na última aula, vou levar bomba, tenho certeza. Não que eu não esteja acostumado a isto, mas meio que cansei disso. Queria deixar meu pai feliz, sabe...

– Own Natsu, isto é ótimo! E pra sua sorte, eu entendo bastante de história, quer que eu te ajude a estudar?

– Faria isso por mim? — sussurrou um pouco alto demais com um brilho nos olhos. — Lisanna nunca me ajuda, sempre diz que tenho que me virar sozinho.

– Mas é claro que ajudo! Vamos ver... — reparei melhor no livro que estava em sua frente e foquei no tema do capítulo. — Rota da Seda! Essa é fácil! Te garanto, Natsu, se depender de mim você vai tirar uma nota incrível nesta prova, pode apostar! Agora se ajeite nesta cadeira e vamos começar!

[...]

– MAVIS, DESCE DESSE LUSTRE JÁ!

– NÃO QUERO!

– DESCE LOGO CARAMBA, NÃO ME FAÇA TACAR A CHARLIE AÍ EM CIMA PRA TE DERRUBAR!

– HÁ HÁ, SÓ QUERO VER! – e começou a se balançar no lustre. SE BALANÇAR NO LUSTRE! Dá pra acreditar? Estou surpresa como esse lustre não caiu ainda!

– MAVIS!!!!

Eu realmente cheguei a pegar Charlie e ameaçar tacá-la no lustre, mas a gatinha parece que percebeu minhas intenções e me arranhou! Não me deixando outra escolha, peguei o extintor de incêndio.

– Mavis, se você não descer daí já, vou ativar esse extintor em você!

– EBA! – então ela pulou do lustre e caiu em cima do corrimão da escada, deslizando por ele e passando por mim, tirando o extintor de minhas mãos. – Brinquedo novo! – e ativou o extintor, cobrindo a sala com o pó branco.

– MAVIS, NÃO ACREDITO QUE VOCÊ TÁ FAZENDO ISSO! PARE JÁ!

– NÃO QUERO!

Num segundo consegui segurar o extintor, mas Mavis foi rápida e fez o mesmo, nos fazendo praticar um cabo de guerra com o extintor. Não acredito que isso está acontecendo! Então minha mão escapou e a dela também, fazendo com que o extintor voasse pela janela. Nossa, ainda bem que a janela estava aberta, se não eu teria um vidro novo para pagar. Espera, O EXTINTOR FOI ATIRADO PELA JANELA!!!

Corri para fora para pegar o extintor, mas o meu maior medo tinha se realizado: o extintor atingiu uma pessoa! E neste momento, eu me deparava com um Gray seminu desmaiado com um enorme galo na cabeça e o extintor do lado. Minha nossa senhora da manga, por que isso está acontecendo?

– Gray! Ai meu deus, Gray, você tá vivo? – comecei a chacoalhar o peso morto em minhas mãos. – Pronto, agora eu tenho um funeral pra pagar! Gray, acorda, vamos! – chacoalhei mais ainda seu corpo, não percebendo que eu estava batendo sua cabeça contra o chão, matando ele mais ainda. Acho que vi uns dentes voando.

– Mas o que é que está acontecendo aqui? – Natsu virou a rua e se deparou com essa cena maravilhosa.

– Matei o Gray com um extintor, sem querer, me ajuda aqui, Natsu! – falei quase explodindo em lágrimas de desespero. Mas em vez de Natsu vir me ajudar com seu amigo, ele riu. Não apenas riu, mas estava rolando no chão, explodindo em gargalhadas.

– Você é mesmo estranha, Lucy, como isso foi acontecer? – perguntou em meio a risos.

– TIO NATSU! – Mavis apareceu pulando em cima dele.

– Oi Mavis! – bagunçou os cabelos da criança. Então me olhou novamente, compreendendo a situação e voltando a rir de novo.

– GRAY-SAMA! – uma voz nos assustou. – O QUE VOCÊ FEZ COM MEU GRAY, RIVAL DO AMOR? – Juvia apareceu completamente raivosa querendo me estrangular.

– Rival do amor? — Natsu questiona com uma sobrancelha arqueada.

– Foi um acidente, eu juro! E não sou sua rival do amor! Me ajudem aqui, por favor! – falei choramingando e ignorando a pergunta de Natsu.

Todos me ajudaram a carregar Gray para um sofá na sala de Grandine. Natsu segurando o riso e Juvia me fuzilando com os olhos. Meu deus, e a sala ainda está coberta por pó branco que terei que limpar, droga!

Depois de alguns minutos levando uma bronca de Juvia e aturando as piadinhas de Natsu, Gray acorda, massageando o novo galo.

– O que foi que aconteceu? Onde estou? – perguntou atordoado.

– Gray, você está vivo! – gritei aliviada.

– Gray-sama! Juvia está tão aliviada! – agarrou-se em seu pescoço chorando.

– E aí, capitão cueca, esse galo combinou perfeitamente com você! – Natsu gargalhou mais um pouco.

– PANTERA COR-DE-ROSA DESGRAÇADA! – Gray avançou pra cima de Natsu que aceitou a briga com um riso.

– Tio Gray, para! Foi minha culpa! – falou Mavis com uma carinha de anjo arrependido. SEI! – Não foi minha intenção fazer com que tia Lucy jogasse o extintor pela janela, me desculpa. – falou se agarrando nas pernas de Gray, apartando a briga.

Gray me encarou confuso. Seus olhos diziam "Extintor? Que história é essa?". Encarei-o de volta dizendo "Não me pergunte", com um toque de constrangimento. Legal esta conversa com os olhos, não?

– Mavis?

Ele encarou a garotinha, depois a mim, depois a Natsu que estava segurando pela gola da camisa e este o segurando pelos cabelo e depois de volta para mim. Novamente seu olhar expressava confusão. Pedi a ele novamente através do olhar para não questionar e apenas ir embora logo.

– Bom, não vou nem perguntar sobre essa história, eu vou pra casa. – falou ainda sem entender muito bem a situação.

– Juvia vai com você, Gray-sama! – e grudou em seu braço. Gray paralisou por um segundo e encarou Juvia mais confuso ainda. Devia estar pensando "quem é essa louca?". Enfim.

Eu hein, que dia estranho.

– Mavis, vá para seu quarto, por favor. – suspirei ao ver a bagunça que teria que limpar antes que Grandine chegasse.

– Ok. – concordou de boa subindo as escadas. Mais estranho ainda.

– Pode deixar que eu te ajudo com isso, Lucy. – Natsu sorriu.

– Obrigada.

Depois de uma meia hora aturando as piadinhas de Natsu sobre eu ser uma completa louca por aceitar essa loucura, ora alternando em arrumação, ora tacando almofadas em mim, e eu tacando outras almofadas com a mesma intensidade, por um momento já estávamos brincando e rindo tanto que esquecemos do que estávamos fazendo e que o tempo passava.

– Nee, Lucy!

– Sim?

– Obrigado pela ajuda hoje na biblioteca! Não sei quanto tirei na prova ainda, mas fiz ela bem mais confiante, realmente você conseguiu deixar a matéria fácil, então obrigado.

Pisquei por alguns segundos tentando digerir isto. Em um segundo, estávamos em uma guerra de almofadas, e no outro, ele fala algo aleatório assim, eu já nem me lembrava mais da prova.

– Ah, claro, de nada! Fico feliz que tenha te ajudado!

Por sorte, conseguimos arrumar a sala a tempo de Grandine chegar.

– Natsu, a quanto tempo! – Grandine exclamou ao entrar na sala. – Como foi o dia, Lucy?

– Normal. – falei, completamente descabelada, com um sorriso sem graça e com uma gota na cabeça. Olhei para Natsu e este sorriu para mim.

Grandine sorriu sem graça e me entregou meu pagamento.

– Obrigada por tudo, Lucy, e Natsu, apareça aqui mais vezes!

– Pode deixar! – Natsu respondeu. E com isso, fomos embora. Natsu me acompanhou até minha casa, ainda fazendo piadinhas. Estranhamente, não consegui ficar brava com ele, analisando a situação, era mesmo engraçada. E mesmo com todo esse sofrimento, tenho que admitir que foi divertido, tanto a situação desconcertante quanto arrumar a sala com Natsu. Ai meu deus, será que estou começando a gostar de tomar conta da Mavis?

Notas finais
E aí, o que acharam? (: