Uma Nova Vida

2 Capítulo 2- Almas corrompidas


Alexandre nos levou para conhecer a cidade de São Paulo, realmente era linda! Era maior do que eu e mamãe imaginávamos. Depois de um passeio fomos para a casa dele, que agora também residiríamos. Era grande, na verdade enorme, quartos que não acabara mais, a cozinha era imensa, ao fundo um jardim delicado.

Era isso que eu queria, uma vida nova, uma vida de onde não precisariamos financiar algo em dez, doze vezes. Mamãe olhava para mim, se perguntando. -Será que ele está gostando?. e a resposta era sim, eu estava gostando.

Não demora muito e o celular de dona Alice, mamãe, toca, era minha vó, provavelmente a essa altura já muito preocupada com nós. Mamãe mandou eu atender pois não saberia que palavras deveria usar. Eu atendi, contei tudo, e só ouvi minha vó aos prantos, pedindo para voltar, dizendo que iriamos se arrepender demais, que a vida que nós tanto sonhavamos estava lá, junto a ela e ao vovô, e que o dinheiro que nos aguardara aqui, destruiria nossas vidas. Mamãe pediu que eu desligasse e quando estivesse mais calma, tornaria a ligar para vó.

Os primeiros meses foi uma maravilha, eu tinha meu próprio quarto, meu próprio computador, meu próprio celular! Que beleza de vida. Mamãe me via em êxtase e logo abria um sorriso no rosto. Agora sim, poderia concluir naquele instante, encontramos a felicidade de nossas vidas, estamos aonde deveriamos estar.

Ah, o destino, sempre ele! Adora nos pôr em jogo. Eu não era mais a mesma pessoa, mamãe também não, tinhamos nos tornado consumistas, gananciosos, e explorados principalmente. Isso mesmo, o senhor bonzinho, Alexandre bondozo, não estava mais ali, talvez ele nunca existira, quem habita aquele corpo era um homem ganancioso, explorador. Mamãe tinha virado a sua empregada, eu tinha me transformado em seu capacho. Todas as noites me deitara todo dolorido após um dia de trabalho, isso com apenas dez anos! Mamãe vendo aquelas coisas se calava, pensava consigo mesma: -Eu sei que não está sendo facil mais eu vou resistir, afinal, meu filho tem tudo oque quer agora. Tinha? Eu tinha tudo que queria? Talvez... Parece me faltar algo... pense... pense...

Vovó e meu avô ligava-nos direto, porém mamãe como sempre fazia escondia as coisas que acontecera, dizia estar tudo bem, sem problema algum. Mentira! Tinha problema sim e ela sabia disso, mais não quizera contar a ninguém.

Alexandre começara a me dar nojo, começava a me fazer um ser sem excrúpulos como ele, de tudo me chamava, viado, imbecil, imprestável, filho da puta. Eu me sentia um lixo, por fora eu retrucava tudo que havia dito, mais logo me trancava em meu quarto, as lágrimas desabavam, eu olhava ao redor e via que naquele momento não queria estar ali.Logo, escutava mamãe e ele, discutindo novamente, ela me defendendo e ele a humilhando como já de costume.

Dona Alice, aos poucos se transformara como ele, seu demônio crescia cada dia mais, se tornara uma mulher esnobe, gananciosa e mal educada. Eu logo seria o mesmo.

Lá no interior a vida continuava, porém nem um tanto boa, com vovó ia bem, o ruim mesmo ia com meu avô que por algum motivo estava ficando fraco, muito doente, talvez seria saudade. Acho que é isso mesmo, saudade de seu neto, que a tempos não cangava um boi junto a ele, que não sabia oque é ter a minha compania, o único neto a quem o ajudava. Poderia eu perder meu vozinho querido sem ao menos me dispedir, seria uma dor terrível, algo imperdoável.

Vovó e mamãe tão pouco contato mantinham, tudo isso pelo orgulho de mamãe, ela se sentia maior que tudo e eu ja estava me sentindo assim, o dinheiro havia comprado nossa alma, ela se corrompia aos poucos, e logo logo seriamos seres vazios, ricos por fora, miseráveis por dentro.

CONTINUA...

Notas finais
E ai? está boa a história? Serve de lição para muitos!
O Próximo capítulo será o último!
AGUARDEM!