Uma Nova Vida

1 Capítulo 1- Terra nova


Dinheiro! É tudo de bom na vida! Pelo menos era oque eu pensava até meus 10 anos. Morava eu, minha mãe (Alice), meu avô (Ramiro) e minha avó (Ana) no interior de São Paulo, uma vida modesta, não tinha muito oque reclamar, era simples, mais era boa! Mamãe trabalhava na casa da senhora da padaria, levantara todo dia cedo e chegava todo dia tarde, do cantar do galo ao piar da coruja, não falhava um dia. Mesmo com uma vida dura o sorriso no rosto de dona Alice era algo que sempre se via. Ficava eu sentado ao solo no portão da casa da vovó esperando minha mãe e quando de longe à avistara eu saia correndo, pulando de alegria por ver aquela que mais amava chegando em casa. Não era pra menos tanto amor que sentira por ela, o homem a quem me fez nos abandonou quando eu ainda era um feto. Mamãe desde então, com muito sacrifício me fez um homem, trabalhando incansávelmente, tendo como abrigo a casa dos meus avós.

Apesar de nunca nos faltar comida, dinheiro também não sobrava, era a conta para comprar alimentos e ter oque vestir. Eu, com dez anos, como a maioria dos meninos queria oque estava na moda e oque tinha de novo no mercado. Mamãe ao me ver pedindo tais coisas e se vendo apertada nas contas e não ter condições de comprar caía no choro, se perguntava se aquele era seu destino, e eu para consolá-la mesmo sem saber porque tantas lágrimas à abraçara.

Um dia qualquer, mamãe conheceu um senhor que passara pela cidade a passeio, ele era da cidade de São Paulo, aparentava ter quarenta e tantos anos, grisalho, magro e dono de muito dinheiro. Ao passar dos dias os dois foram ficando íntimos, confesso que simpatizei com ele, um senhor muito educado, meu avô também fora com as fuças dele, a única contra aquele namoro era a vovó que dizia que tanta simpatia e bondade em um homem só cheira a armação.

Com o passar de meses, o namoro ficou sério e Alexandre convidou mamãe e eu para viver com ele, foi ai que ela decidiu comigo fugir de casa. Fugir naquele instante talvez seria a melhor solução tendo por mente que vovó não aceitaria essa pardida. Pulamos a janela eu e mamãe, como dois garotos que fizeram arte. Logo, embarcamos ás pressas no carro e partimos, próxima para São Paulo!

No caminho as paisagens ficavam para trás, vi dona Alice, mamãe, chorar feito um bebê quando perde a teta. Seus olhos enchiam dágua quando olhava aos campos e se lembrara de sua infância mais suas irmãs, aqueles pastos eram lugar de brincadeiras, brincadeiras essas que já não se tem mais. Não demorou muito e foi minha vez, a saudade e recordações daquele tempo junto aos amigos invadiram minh'alma. Oh Meu Deus, seria a coisa certa a se fazer? A vida que nos aguarda era a que sonhava? Seria feliz? O dinheiro nos traria oque queriamos? A mesma dúvida que vinha a mim, também atormentava dona Alice.

A estrada era longa, eu dormi! Não sonhei com nada, foi um sono tranquilo, tranquilo demais diante a tudo que passara.

- Pronto, chegamos!. Disse Alexandre abrindo a porta para eu e mamãe. Olhei ao redor, vi tantas luzes, tantos prédios, tanto tudo, ou melhor, tanto quase tudo, verde naquela cidade mal se via. Olhei no fundo dos olhos de mamãe querendo achar a resposta, será que fizemos a coisa certa? A vida que ela queria me proporcionar era aquela? Afinal, oque é a vida melhor? A resposta nós ainda não sabiamos, mais sei que breve saberiamos!

CONTINUA.

Notas finais
E aí, o primeiro capítulo ficou bom? Espero que tenham gostado! É uma história contada em um texto, provavelmente farei mais dois capítulos emocionantes, muito bom para refletir!
FAVORITEM A MINHA HISTÓRIA HEIN!