Notas iniciais
Boa noite meus caros leitores, voltei cedo, como prometido! Estou animada com a fanfic... E gente, adoro saber a reação de vocês em cada capítulo! É maravilhoso ver os leitores alegres, furiosos, amáveis, entre outras reações com as atitudes de nossos personagens... lembrem, a fic retrata o lado difícil de uma gravidez na adolescência, e nem sempre o problema é o abandono paterno e falta de apoio, às vezes, é um conflito interior de frustração e desespero que nos levam a cometer erros terríveis... Enfim, curtam mais um capítulo! Espero que gostem! BOA LEITURA!

Sasuke

“Sasuke,

Não posso dizer que sou infeliz, porque estaria sendo hipócrita. Você me faz feliz e é por isso que não posso aceitar tudo o que você faz sem lhe dar nada em troca. Sei que estou sendo uma completa egoísta, mas não consigo dormir e nem respirar com você tendo que fazer tudo! Não quero ser um fracasso, não quero ser a derrotada sustentada pelo marido. Estou indo embora com a Mebuki e sei que cuidará muito bem da Sarada. Você é o melhor para ela, sei disso.

Sinto muito,

Sakura.”

Já era a vigésima vez que lia esse maldito papel. Idiota, uma completa idiota é o que a Sakura é nesse momento. Ouvi batidas na porta do meu quarto e respondi para que entrassem.

— Irmãozinho, tudo bem? Já se passaram dois dias... Nenhuma resposta da Sakura?

— Não. E a Sarada?

— Está na creche... Eu mesmo irei buscá-la depois... Não se preocupe.

— Hum... Acho que a culpa de tudo isso foi minha... Fui rápido demais.

— Não ouse justificar a covardia da Sakura! Você fez tudo o que estava ao seu alcance! Se ela não suportava a pressão, poderia ao menos ter contado a você... Era o mínimo que ela podia fazer!

— Devo abandonar tudo?

— Nunca! Mantenha-se firme... Vai dar tudo certo!

(...)

Sakura

Já se passaram dois dias. Não consigo dormir, nem comer. Meu peito dói. Minhas mãos sempre estão trêmulas. É a pior sensação do mundo. Estávamos sozinhas em um apartamento.

— O meu amigo virá falar com você, filha... Que tal melhorar essa aparência?

— Não sei se consigo mais.

— Você não pode desistir agora! Em poucos dias, conseguirá o que sempre quis e o que sempre sonhou! Então, levante dessa cama e coloque a roupa que lhe comprei e se prepare!

(...)

O homem que veio falar conosco tinha uma boa aparência, porte elegante e parecia ser bem importante.

— Kabuto, essa é a minha filha Sakura... Já havíamos falado a respeito dela e de que forma você poderia ajuda-la.

— Sim. Bem, só irei repetir o que havia dito à sua mãe, irei te adicionar à nova turma e você precisará estudar oito horas por dia e realizará trabalhos extras para cobrir as despesas do seu alojamento. Sem tempo para família ou amigos, dedicação exclusiva, foi o que combinei com a sua mãe. Tudo bem pra você?

— Tudo. – respondi amargamente. – E quando inicia?

— Em uma semana? Sua mãe já cuidou da papelada... Precisarei apenas que assine aqui. – ele me mostrou o contrato da faculdade e assinei.

(...)

Passaram-se os sete dias para início de tal vida. Não tinha coragem de ligar para o Sasuke. Não seria capaz de fazer isso. Eu queria voltar atrás.

Cheguei ao alojamento e fui direto procurar o meu quarto. As ordens de minha mãe eram bem claras. Não podia contar a ninguém sobre o Sasuke, muito menos a respeito da Sarada. Como não falar das pessoas que vivem em meu coração? Seria impossível.

Sasuke

Meu pai insistia em repetir que tinha razão sobre a Sakura. Golpista, egoísta, entre outros adjetivos de baixa categoria que ele insistia em enfatizar a respeito dela. Já havia conversado com os seus amigos pra saber se alguém tinha notícias da Sakura. Ambos, Hinata e Naruto, pareciam não acreditar no que estava acontecendo. Eles afirmavam que isso não fazia parte do perfil da Sakura.

Cheguei a maldita conclusão de que minha mulher foi chantageada, ameaçada ou algo parecido por sua mãe. Me firmava nisso para aceitar o fato de ter sido abandonado. Ir embora por livre e espontânea vontade, me fazia odiar a quem tanto amo.

Estava de volta na casa do meu pai. Os empregados ajudavam com a Sarada e meu irmão Itachi estava por perto para tentar me ajudar. Minha mãe já estava retornando para casa. Lógico que meu pai ligaria pra ela e diria de forma nada agradável o que estava acontecendo. Já estava há horas sentado no escritório do meu pai, em frente ao computador, procurando qualquer coisa a respeito da Sakura.

— Irmãozinho, encontrei algo! – Itachi adentrou o escritório me trazendo uma gota de esperança. – Universidade de Suna... Os dados referentes aos alunos são confidenciais, mas dei um jeitinho... A Sakura está matriculada nela. É bem restrito. Não é qualquer aluno que é aceito. E, se for aceito, as regras desse local se assemelham a um internato de tão rígido... Mas, se formam excelentes profissionais e sabe qual é a melhor notícia? Todos os alunos ficam em alojamentos especiais da Universidade, então, é de certeza absoluta que a Sakura está lá... Posso entrar em contato com alguns amigos pra confirmarem a presença dela no local e damos um jeito de você ir falar com ela. – respirei fundo. – Você quer falar com ela?

Essa pergunta era difícil de responder. Temia um encontro com a Sakura. Mas, precisava ouvir da boca dela o real motivo desse abandono, dessa fuga.

— Sim.

— Então, irei entrar em contato logo pra agilizar tudo. Não se preocupe. – Itachi parecia entender minha frustração. – A maioria das mulheres sentem-se assim após passarem por problemas, e principalmente por um parto. Tenha calma.

(...)

As minhas aulas de Direito estavam prestes a começar. E não sabia se devia ir nos primeiros dias. A Sarada sentia a falta da Sakura, então, minha filha precisava ainda mais de mim. Não podia me ausentar tanto. Nesse momento, o que eu mais queria, era a minha família de volta.

Sakura

Para piorar ainda mais a minha situação, eu tinha uma colega de quarto que não parava de falar. Seu nome era Ino, tinha vinte anos, estava vivendo um sonho, entre outras coisas que ela falava, mas, não conseguia me concentrar. Eu queria estar com a minha família, com a Sarada e com o Sasuke.

— Sakura? Você está me ouvindo?

— Ah... Mais ou menos... O que você disse?

— Perguntei sobre a sua família, seus pais, você não falou nada além do seu nome.

— Não tenho nada pra dizer ao meu respeito...

— Nossa... Tem certeza? Sempre temos algo a dizer... Se não quiser falar agora, tudo bem, mas não é bom guardar as coisas apenas pra si, é o que o meu pai sempre diz.

— Ok.

Ela continuou a tagarelar sobre a sua vida. E eu apenas a me punir mentalmente por minha escolha.

(...)

Notas finais
Continua... Não deixem de comentar... São os comentários de vocês que me animam! Bjs!