Notas iniciais
Boa noite meus caros leitores, Estou feliz com os comentários e favoritos que tenho recebido! Desculpa não respondê-los é que meu filho não me dá muito tempo, mas eu leio todos! Espero que gostem, BOA LEITURA!

Sakura

Faltavam apenas doze horas para encerrar o prazo que pedi ao Sasuke. Estava certa do que iria dizer. Percebi o quanto mudei ao ser protegida por ele, tornei-me dependente, indefesa, o que criou brechas para me permitir errar. Não estou justificando minhas falhas, apenas tentando entender o que me fez mudar tanto.

Praticamente, cresci sozinha, e no início da minha gravidez, eu queria cuidar de tudo sozinha como sempre fiz, mas aí, surgiu o Sasuke e eu o amei. Amei com todas as minhas forças e pensei que havia me encontrado com ele. Mas, quando a Sarada nasceu, eu acabei me perdendo novamente. Só que dessa vez, fui tão longe que nem me reconheci. Tornei-me fraca, e minha mãe se aproveitou disso. Mas, prometi a mim mesma que lutaria por minha filha! Não poderia ser como minha mãe!

Mal iniciara o meu trabalho como atendente do antigo armazém e já estava fazendo hora extra. Por sorte, meu antigo uniforme ainda servia e o dono fez gosto em me vê-lo usando-o. Terminei tudo e saí um pouco tarde para retornar até minha casa. Foram nove horas direto de trabalho e estava exausta. Como não possuía nenhum transporte de locomoção mais rápido, tudo era andando mesmo. Eu podia ir em casa tomar um banho, mas mudei de ideia e fui direto para a casa do Sasuke, ver a minha filha.

Ia andando pela calçada, faltava apenas uns dois quarteirões até chegar em meu destino, e bem em frente por onde caminhava havia um parquinho cheio de famílias, onde crianças corriam de um lado para o outro. Nesse momento de observação, notei minha filha nos braços da mãe do Sasuke, ela carregava a Sarada com muito ânimo com a babá ao seu lado. Parei minha caminhada e fiquei frente ao local onde elas estavam, apenas a avenida cheia de carros me separava da minha filha.

Esperei o trânsito acalmar para realizar uma travessia, pois não quis me afastar mais uns metros para alcançar o sinal, tinha que ser por lá mesmo. Mikoto notou minha presença e mudou totalmente sua feição, de uma mulher sorridente para um olhar de temor. Senti sua observação da minha cabeça aos meus pés, provavelmente, por ainda estar com o meu uniforme e um cabelo mal delineado. Fiz sinal com a mão para que me aguardassem, mas ela apenas disse algo à babá e a mesma pegou minha filha e ambas andaram em direção ao carro estacionado no qual adentraram o mais depressa possível.

Fiquei lá na rua, parada, sem ação, totalmente humilhada. Afastaram minha filha de mim como se eu fosse uma maluca, ou um perigo. Minhas mãos ficaram trêmulas e por um instante pensei em dar as costas e ir embora para a minha casa. Olhei para cima e pedi forças para conseguir reverter essa situação.

Decidi continuar andando. Que vá para o inferno essas malditas doze horas restantes, irei explicar tudo ao Sasuke e dane-se qualquer um que tentar me afastar da minha filha.

Sasuke

Havia acabado de chegar em casa e não havia ninguém. Apenas um bilhete da minha mãe informando que estava passeando com a Sarada. Joguei-me sobre o sofá no intuito de cochilar por alguns minutos, mas logo acordei com a euforia da minha mãe ao adentrar pela porta de casa.

— Quem essa garota pensa que é para tentar chegar perto da Sarada desse jeito? – sua voz estava bastante alterada.

— Do que a senhora está falando? – ousei perguntar, já imaginando a resposta.

— Estou falando da Sakura! Ela está na cidade e tentou se aproximar de nós com o semblante mais sem vergonha que já vi em toda a minha vida! Como ela ousa aparecer assim? Você sabia que ela está na cidade? Por que não me contou?

— Mãe, se acalme, são muitas perguntas! – pedi à babá que levasse a Sarada para o seu quarto, deixando-me sozinho com a minha mãe. – Você viu a Sakura?

— Lógico que sim e ela está horrível! Magra e com roupas de um armazém... Por acaso ela trabalha em algum lugar? Você sabia de tudo isso?

— Sabia que ela já estava na cidade, mas não que estava trabalhando... Vocês conversaram?

— Lógico que não! Peguei a Sarada e saí o mais rápido que pude de perto dela sem nem ao menos dar a ela a oportunidade de pegar na minha netinha!

— Mãe, você não deveria ter feito isso... – passei a mão em meus cabelos, preocupado com o impacto disso sobre a Sakura. – Ela ainda tem direitos sobre a filha!

— Direitos? – minha mãe começou a rir. – Amanhã mesmo o advogado da nossa família dará entrada em um pedido de guarda unilateral, concedendo a você todos os direitos referente à Sarada e proibindo a aproximação da Sakura!

— Mesmo que eu consiga a guarda única da minha filha, nenhum juiz privará a Sakura de estar perto da filha... Apesar de tudo, ela é a mãe... E não sei se estou disposto a envolver a justiça nisso... Sakura e eu podemos entrar em um consenso assim que ela se estabilizar na cidade.

— Pra que? Pra que ela desapareça da cidade novamente? E pior, levando a Sarada com ela? É isso que você quer?

— A senhora parece até o Itachi falando desse jeito...

— Porque é a verdade. Pare de ser o bonzinho meu filho... Você sabe que podemos conseguir qualquer coisa com a nossa influência... Seu pai pode fazer algumas ligações e com a ajuda certa, a Sarada será apenas uma Uchiha.

Respirei fundo e ouvi a campainha tocar. Deixei minha mãe na sala e fui em direção à porta para abri-la e dei de cara com uma Sakura bem irritada. Conheço todas as suas expressões e a qual ela usa agora é a de que está prestes a explodir como uma bomba.

— Quem vocês pensam que são? – ela apontou seu dedo em minha direção, tentando me intimidar. – Fogem com a minha filha de perto de mim como seu eu fosse uma pessoa extremamente perigosa! Que droga é essa Sasuke?

Peguei em sua mão e a abaixei. Ela estava bastante trêmula e se ela discutisse com a minha mãe nessa situação, os problemas só aumentariam.

— Sakura, fique calma.

— Calma? Cadê a minha filha? Eu irei entrar e ver a Sarada custe o que custar!

— O que você pensa que faz nessa casa? – sem nem perceber, minha mãe já estava atrás de mim. Eu estava como uma barreira entre as duas. – Sasuke, se você não expulsá-la, eu mesma farei isso!

— Mikoto, isso não é da sua conta! A Sarada não é sua filha! – ambas já estavam mais que alteradas.

— Que referencial você usa para chamá-la de filha? O abandono?

— Estou aqui, não estou? Mesmo se tivesse feito tudo certo em minha vida, jamais alguém notaria, mas bastou tropeçar fora do caminho que todos se acham no direito de me odiarem? Cometi a maior besteira da minha vida, mas não vou ficar na posição de culpada e deixar apenas vocês falarem tudo o que pensam ao meu respeito! Se não me deixarem ver a minha filha, irei recorrer a todos os meios possíveis para que ela fique comigo!

— Nem ouse tentar... – minha mãe usou de um tom bem ameaçador, mas a Sakura parecia não ter medo de suas palavras.

Fechei a porta de casa e saí puxando a Sakura pelo seu braço, mantendo a minha mãe dentro da casa.

— Me solta, Sasuke!

— É uma briga que você quer? – falei olhando bem em seus olhos que estavam bastante avermelhados.

— Eu quero ficar perto da minha filha! Quero me redimir pelo que fiz! Estou em um trabalho que paga pouco, mas em breve poderei alugar um apartamento pequeno pra morar! Não quero mais fugir de nada! Mas, hoje, sua mãe... Ela...

— Eu sei e realmente, sinto muito pelo o que ela fez... Mas, Sakura, quando você foi embora, ela largou todos os seus compromissos do exterior e veio pra Konoha pra me ajudar, então, acho que ela tem o direito de ficar brava com você! Ela me viu sofrer... – interrompi minhas palavras ao notar a maior besteira que eu havia falo, não queria me expor dessa forma. A Sakura ficou pensativa com as minhas palavras e logo as lágrimas começaram a escorrer sobre seu rosto.

— Sasuke, eu sinto muito! – ela se aproximou do meu corpo em meio às lágrimas e envolveu seus braços ao meu redor. Não fiz o mesmo, não a abracei, muito menos disse algo. Fiquei estático com sua ação. Não imaginei desse jeito e não queria assim tão fácil, mas como posso viver em guerra com a pessoa que amo?

— Devemos conversar. – a afastei de mim. – Não quero que você vá embora sem decidirmos o que será daqui pra frente... Fique essa noite em casa...

— A sua mãe...

— Ire conversar com ela. – ela ficou mais calma e pra ser sincero, era difícil tratá-la desse jeito. – Espere aqui.

O mais fácil foi deixar a Sakura esperando. O mais difícil será enfrentar a mulher furiosa que está sentada em meu sofá: Minha mãe.

(...)

Notas finais
Continua... U.u Sasuke e Sakura vão finalmente por as cartas na mesa! Bjs' Nos vemos no próximo!