Notas iniciais
Boa noite meus caros leitores! BOA LEITURA!!

Sasuke

Foi difícil convencer a minha mãe de que estava tudo bem e que ela poderia ir embora para que eu conversasse a sós com a Sakura. Tive que explicar tudo e lhe garantir que não daria chances para o meu romance com ela. Assim que minha mãe saiu, dispensei a babá e permiti a entrada da Sakura em minha casa.

— Voltamos para a nossa relação no início da minha gravidez? – ela perguntou ao sentar-se no sofá. – Lembra? Brigamos e foi tudo um grande desentendimento...

— Lembro perfeitamente... E fiz de tudo para lhe recompensar por isso, mas não foi o suficiente...

— Pelo contrário, você foi até demais pra mim.

— Hum... – suspirei e sentei-me ao seu lado. – Escuta Sakura, eu entendo agora o que aconteceu... Não vou julgá-la ou brigar por isso... Se tivéssemos discutido um dia atrás, eu teria lhe dito muitas coisas, teria gritado e até recorreria à justiça para te manter longe da Sarada... Mas, não é o que pretendo fazer, não mais... Eu confiei em você e não sei se posso confiar de novo, então, apenas pretendo entrar em acordo.

— Acordo? Sasuke, não decida nada ainda... Eu preciso te dizer tudo o que sinto sobre você...

— Não. Não precisa. Não quero. – respirei fundo e mesmo sendo difícil, parecia o certo a se fazer. – Não vamos mais ficar juntos... – seu olhar após minhas palavras eram de dor. – Mas, vamos nos organizar para cuidarmos da Sarada... Meu acordo é que ela fique morando comigo até que você se estabilize, enquanto isso, suas visitas não serão limitadas...

— É isso mesmo que você quer fazer?

— Quando você conseguir se estabilizar financeiramente, ela poderá ir viver com você, e terá todo o meu apoio como pai... Também podemos programar os feriados e datas comemorativas futuramente... Sakura, eu sinto muito.

— Não precisa... Entendi perfeitamente... Posso ir vê-la?

— Claro.

Ela saiu de perto de mim e senti que nunca mais viveria aquele amor. Nunca mais sentiria aquele carinho. Nunca mais.

(...)

Sakura

Não poderia culpá-lo. Não poderia obrigá-lo a me perdoar. Ele já estava sendo muito gentil e sincero comigo. Sasuke é um homem muito bom e lamento profundamente por tê-lo perdido.

Três Meses Depois...

Estou correndo rapidamente em direção à parada de ônibus. Por sorte, não o perdi. Segui viagem em direção a um importante laboratório de pesquisas e estudos para uma entrevista. Eles estavam oferecendo uma bolsa de estágio remunerado e um dos critérios para habilitação era ter concluído o ensino médio.

Era apenas uma vaga e quando cheguei já havia dezessete candidatos. Suspirei e fui em direção à recepção para agendar minha entrevista. Pelo jeito, sairia bem tarde daqui.

Depois de duas horas e meia, sentada, finalmente, chegou a minha vez. Estava com um cabelo impecável, uma roupa elegante e um belo discurso em mente. Essa bolsa tinha que ser minha! Além de pagar mais do que recebo no armazém, ela me aproxima de pessoas importantes que podem reconhecer minhas habilidades como futura médica.

Entrei na sala e sentei-me em frente a uma imensa mesa composta por cinco pessoas. Todas me analisavam criteriosamente e uma delas parecia ler algo a meu respeito.

— Senhorita Sakura Haruno, em sua ficha de inscrição vi que não possui boas notas em sua conclusão escolar, por quais motivos devemos escolher a você e não os outros candidatos?

— Posso não ter conseguido boas notas escolares, mas sou muito esforçada e dedicada em tudo que faço... Afirmo com toda a certeza que sou merecedora dessa bolsa, e se consegui-la darei o meu melhor.

— Não encontramos o registro de sua mãe, ou pai... Algum motivo para não cadastrá-los?

— Bem... Não tenho mãe, muito menos, um pai... Cresci sozinha em uma casa deixada por minha mãe, mas é uma longa história.

— Quem sabe podemos ouvi-la futuramente... – uma das pessoas da mesa comentou e todas concordaram.

— Sakura Haruno, também atentei para algo peculiar em sua ficha... Você tem dezessete anos e em pouco tempo será maior de idade, mas, não sei se foi engano, há uma marcação no cadastro de parentescos referente a filhos... Por acaso você já é mãe?

— Sim... – todos me olharam surpresos. – Eu sou mãe de uma menina de um ano e poucos meses...

— E se a bolsa fosse sua? Esse estágio requer dedicação integral... Como dividirá o tempo com sua filha?

— Farei o meu melhor... Atualmente, trabalho o dia todo em um armazém e ela fica aos cuidados do pai... É algo bem planejado...

— E qual o nome da sua filha?

— Sarada Uchiha.

— Da grande família Uchiha? – todos me olhavam mais surpresos ainda.

— Sim... Mas, gostaria de comentar um pouco sobre as minhas expectativas como bolsista...

Mesmo com um belo discurso, sempre algum deles comentava sobre a família Uchiha. Saí da entrevista um pouco desanimada. Falo pouco pra não exagerar dizendo que minhas esperanças foram ao chão.

Peguei o primeiro ônibus em direção à minha casa, que, aliás, não é minha, é da minha mãe. Era minha última semana naquela casa, já estava procurando um apartamento simples para alugar. Finalmente, a Sarada moraria comigo.

Assim que entrei em casa, notei que a porta não estava trancada, por um momento temi por encontrar a minha mãe, mas havia umas cinco pessoas estranhas olhando os móveis.

— Quem permitiu a entrada de vocês nessa casa? Afinal, o que fazem aqui? – estava com medo por desconhecer a todos.

— Viemos olhar nosso imóvel... Compramos essa casa há uma semana... – uma mulher ruiva disse. – Por acaso, essa casa é sua?

— Ah... Não... – fiquei estática. Minha mãe vendeu a casa, provavelmente, por suspeitar que estivesse aqui. Pelo menos, ela não veio pessoalmente. – S-sou moradora temporária...

— Como assim?

— Posso pegar as minhas coisas que estão em um quarto lá em cima? – eles se olharam por um minuto, mas concordaram logo em seguida.

Subi apressadamente em direção ao meu quarto e liguei para o Naruto. Ele era o amigo mais próximo para me ajudar a tirar as poucas coisas que tinha. Ele veio imediatamente e não se negou em carregar apenas três caixas com roupas, sapatos, livros, porta-retratos e alguns artigos pessoais.

— Droga... Estou, literalmente, na rua... – comecei a rir. – A única solução é ficar com o apartamento pequeno do centro, próximo à creche e extremamente longe do meu emprego...

— Você pode ficar em minha casa!

— Não! A Hinata ainda está recém-casada com você... Devo imaginar o que acontece por lá todo o tempo...

— Se é assim...

(...)

Negociei com o dono do apartamento e ele me cedeu por um preço justo. Tinha uma sala pequena, dois quartos com banheiro e uma cozinha. De móveis, só as minhas caixas mesmo. Não trouxe nada da casa da minha mãe comigo. Isso agora era página virada. Finalmente, possuí algo por meus próprios méritos.

— E agora? – o Naruto perguntou. Olhei em minha bolsa e contei o dinheiro restante, não dava pra muito, mas eu tinha que comprar pelo menos um colchão.

Novamente, saí com o Naruto para fazer isso.

Agora, meu apartamento tinha um colchão. Fiquei sorrindo olhando tudo a minha volta, imaginando tudo o que preencheria esse vazio. Olhei para o Naruto e ele estava ofegante por carregar um simples colchão até aqui. O agradeci carinhosamente e novamente, já estava correndo para buscar a Sarada na casa do Sasuke.

Nosso acordo estava indo muito bem. Ele estudava e trabalhava o dia todo, além de dedicar o tempo de descanso para a nossa filha. O Sasuke fazia o impossível. Nunca mais havia encontrado ninguém da sua família e nem ousei perguntar nada a ele. Toda vez que entrava em sua casa, nos dirigíamos apenas com um simples “oi” ou saudações cordiais.

Assim que cheguei a sua casa, escutei por trás da porta sua voz animada com alguma coisa que não sabia ao certo. Apertei a campainha e logo ele veio abrir a porta com um sorriso imenso em seu rosto.

— Você precisa ver isso... – ele disse e fez menção para que eu entrasse.

A Sarada estava sentada ao chão e com ajuda do Sasuke, ela se colocou em pé e deu vários passinhos em minha direção, sem o auxílio do seu pai. Meu coração se encheu de alegria em ver algo tão importante da vida da minha filha. Essa emoção não pode ser descrita.

— Minha filha andou! – comemorei dando pulinhos de alegria com ela. Quando percebi que o Sasuke me olhava sem jeito é que percebi que estava exagerando, então, apenas a abracei fortemente.

— Você chegou mais tarde que o normal... Fez muitos trabalhos extras hoje?

— Na verdade, nem fui ao trabalho... Comprei um apartamento. – fui direta. – E já comprei um colchão. Tenho onde dormir com a Sarada.

— Apartamento? Colchão? – ele parecia confuso.

— Vim saber quando poderei levar a Sarada pra morar comigo?

— Nossa... Foi tão rápido!

— É o nosso acordo, lembra?

— Claro. – ele me olhou serenamente. – Eu posso ir ver o local antes dela ir morar com você?

— Acho que sim... Ainda não tem muita coisa... Mas, será apenas uma questão de tempo...

— Eu entendo.

— Se você achar melhor, podemos revisar o acordo, organizar o calendário para as novas mudanças.

O Sasuke ficou pensativo, e apenas deu um pequeno sorriso em minha direção e continuou a brincar com a Sarada. Fiquei em sua casa até a nossa filha dormir, e logo me despedi para ir embora.

— É um pouco tarde para você ir embora... Quer dormir aqui hoje? – ele me perguntou e me senti um pouco envergonhada por isso.

— Se não for um problema pra você....

— Não seria. Terei que ficar na sala estudando pra uma defesa, então, você pode ficar em meu quarto, é mais confortável.

— Sasuke, não quero tirar você do seu conforto.

— Fique tranquila... Acho que consigo dormir em um sofá, afinal, serão poucas horas.

— Obrigada por sempre ser legal comigo. – de uma forma involuntária, toquei em seu braço de forma carinhosa, o percorrendo suavemente, e quando dei por mim, fiquei totalmente sem palavras e bastante envergonhada.

— Hum... Boa noite, Sakura. – ele se virou e me deixou sozinha. Foi aí que percebi que não estava respirando ao soltar todo o ar preso dentro de mim só de uma vez, pra simplesmente dizer:

— Boa noite.

(...)

Notas finais
Não custa comentar não é? Faz muito tempo que não ganho uma recomendação (lágrimas)... Bem que poderia ser um presente de natal atrasado :/ Bjs'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.