Capítulo 09

– Não entendo – Bill falou olhando-a intensamente. Hermione, muitas vezes, sentia-se encabulada. Nunca ninguém a olhara com tanta intensidade.

– O que você não entende? – ela disse passando a mão nos fios que caiam sobre o rosto dele.

– Por que está comigo? – ela parou o gesto por alguns momentos.

– Porque eu gosto de você. Gosto de estar com você. Porque sinto atração por você.

Ele fechou os olhos e respirou fundo. Sua testa encostando com a dela. Apenas pensava uma coisa: ela era muito boa para estar com ele.

22 de julho de 2005

O trabalho entre eles acontecia sem grandes novidades. Hermione conhecia o cliente do cofre 7878. Era um dos que tinham direitos especiais e ele viajava frequentemente, assim como tinha acesso aos galeões sempre com supervisão de um duende e um funcionário do banco, geralmente Bill.

Hermione tratara com ele algumas vezes e ele sempre parecera simpático. Diferente do que fora na época de Hogwarts. No entanto, o documento de transferência tinha alguns pontos que ficaram sem reposta e ela precisaria reenviar o documento para o Ministério inglês. Sem dúvida, isso não causaria nenhuma alegria ao...

– Hermione?

– Harry? O que o traz aqui? Tudo bem?

– Claro, Mione – ele disse sorrindo – Queria saber se podemos almoçar juntos.

Ela sabia que tudo estava bem e também sabia que aquela não era uma visita apenas para almoçarem juntos. Raramente eles almoçavam juntos durante a semana.

– Vou avisar Bill – ela disse sorrindo. Harry assentiu e a observou saindo e entrou na sala do cunhado, fechando a porta em seguida.

– Já mandou o arquivo para o Ministério? – ele perguntou sem tirar os olhos do pergaminho que lia.

– Farei isso agora.

– Estou terminando isso e já saímos para almoçar – ele olhou para ela sorrindo, mas logo suas feições mudaram.

– Aconteceu alguma coisa?

– Não... Apenas... Podemos deixar esse almoço para amanhã? Harry está aqui e quer conversar sobre algo.

– Harry. Claro. – ele tinha o tom sério. Hermione aproximou-se, dando a volta na mesa e ajoelhando-se na frente dele.

– Não faça isso. Não com Harry. Ele é seu cunhado. Pai do seu sobrinho e meu amigo desde os 11 anos.

Bill não conseguiu encarar os olhos dela. Ele sempre teve um lado mais possessivo, mas nada assim. Seu lado lobo só aparecia nas noites de lua cheia.

– Desculpe – ele disse passando a mão no contorno do rosto dela – Nos vemos mais tarde.

Hermione e Harry sentaram-se em um restaurante pouco movimentado na Londres trouxa e fizeram seus pedidos.

– Muito bem. Conte desde o começo.

– O que, Harry?

– Por favor, Hermione. Não se faça de desentendida. Não comigo – ele disse sério. Ajeitou os óculos sobre o nariz – Todos sabem que há algo entre vocês e eu gostaria que você me explicasse. – eles fizeram seus pedidos.

Ela olhou para o amigo e, antes que pudesse contar a história desde o começo, falou num murmúrio:

– Estou apaixonada por ele, Harry. E acabei me enfiando numa relação que não quero sair. Só que não sei quanto tempo ele vai me permitir ficar...

Harry pegou a mão da amiga sobre a mesa.

– Às vezes você é tão cega, Hermione. Não deveria se menosprezar tanto. Ele realmente gosta de você.

– Eu não duvido disso, Harry. Somos amigos, trabalhamos juntos e sou amiga da família há anos. A questão não é ele gostar ou não de mim... A questão é ele permitir-se apaixonar-se. É ele deixar isso acontecer. Bill,... – ela parou de falar quando o garçom colocou a comida sobre a mesa e os serviu – Bill, está machucado de uma forma que não sei se posso ajudar. Estamos juntos há pouco tempo. Apenas dois meses.

– Sabe que tempo não significa intensidade. Você se sentiu em algum momento assim, com Ethan?

– Não – ela disse mexendo na comida e depois dando uma pequena garfada.

– Quando ele... a transformação...

– Estive com ele duas vezes – Hermione corou – Não precisa se preocupar. Ele não me machuca.

– Hermione, converse com ele. Ambos são adultos.

– Eu sei disso... – ela comeu mais um pouco, notando que sua fome não era tanta. Harry deu algumas garfadas.

– Sabe, com você ele voltou a sorrir – Harry começou – Quando estamos na Toca, mesmo antes de estarem juntos... Ele fica feliz quando você está perto.

Hermione sorriu. Sorriu querendo chorar, pois ela queria acreditar que aquilo bastasse para que pudessem ficar realmente juntos.

24 de julho de 2005

Sentiu seu corpo se chocar contra a areia. O corpo de Bill sobre o seu. E ela sentia cada músculo. Cada toque. Seus dentes roçando a pele de seu pescoço. A areia friccionava suas costas.

As mãos dele pegaram sua coxa com força. Tocando-a.

– Bill...

A língua dele invadiu sua boca. Calando-a. Fazendo-a soltar um gemido abafado. A grande lua cheia ilumina os corpos na areia. O som do mar acompanhava os gemidos. Os gritos. Logo a mão dele estava em seu seio. Provocando-a. Cada vez mais dele.

Ele beijava-a. Quente. Calor. A língua molhada deixava uma trilha em seu corpo. Ela mordia os próprios lábios enquanto a boca dele descia. Como duas mãos poderiam tocar-lhe em tantos lugares diferentes em tão pouco tempo?

Willian Weasley sabia o que fazia. E sabia que fazia bem. Muito bem.

– Bill, eu quero...

– Não – a resposta dele era curta. Um urro. Um grunhido – Apenas você. Entenda isso – ele disse antes de calar a boca de Hermione com um beijo forte. – Agora se trata de você.

E Hermione não tinha forças para resistir. Quem teria?

Os beijos dele desciam pelo seu queixo. A língua dele em seu pescoço. Os dentes dele em seus seios. Ela agarrou os cabelos dele. A areia. Os ombros dele. Entrelaçou os dedos nos fios ruivos.

E ela não cansaria de repetir aquele nome:

– Willian...

E ele estava em sua boca. Em sua orelha. Ela sentindo o próprio gosto misturado ao dele.

– Minha...

E como ela poderia negar?

– Somente minha...

Bill afastou-se o suficiente para alcançar a garrafa de vinho que ficou abandonada ao lado deles. Ela sentiu o líquido frio derramar-se sobre sua pele. E logo depois a língua dele percorrendo seu corpo. Sugando-a. Bebendo-a.

– Sua...

Sem aviso, ele a penetrou. Ela estava pronta para ele. Sempre estava. E eles se olhavam. Os olhos azuis com o vermelho. O cabelo dele solto. Colando-se na pele. Na pele dele. Na pele dela.

As unhas cravando a pele dele. Fazendo-o dela também. As mãos dele sustentando seu corpo másculo. Sensual. Tão Bill...

– Seu...

E Hermione percorria cada músculo. Suas pernas envoltas na cintura dele. Fazendo com que ele a penetrasse cada vez mais. As ondas batendo com força contra as pedras. Contra a orla. O ritmo do mar parecia seguir o ritmo de Bill. De Hermione. Deles.

E o grito deles foi uníssono. Cúmplices. Entregues. Mais do que conseguiam aceitar.

27 de julho de 2005

Hermione olhava a parede do banheiro imersa em pensamentos. Confessara para o melhor amigo o que sentia por Bill. Quando teria coragem de confessar para ele? Eles poderiam estar juntos há cerca de dois meses, mas era ilusão achar que o seu sentimento começara há dois meses.

As bolhas da espuma da banheira aos poucos iam sumindo. E magicamente reaparecendo.

– Hermione?

Ela ouviu Bill a chamar. Em voz baixa. Um sussurro em seu ouvido. Ela tinha as costas apoiadas no peito dele. Não respondeu.

– Você não me contou o que Harry queria.

– Saber sobre nós – ela disse simplesmente. Bill apoiou seu queixo na cabeça dela. Soltou um suspiro.

– O que você contou?

– Não contei nada. Não há para ser contado. Ele já sabe. Todos já sabem – ela soltou-se do abraço dele e deixou a água escorrer pelo corpo. Foi até o chuveiro e deixou que a espuma fosse levada pela água.

Desde que fizeram amor na areia, o último dia da lua cheia daquele mês, eles pareciam mais calados. Foi como se ambos se dessem conta do que sentiam. Do quanto precisavam um do outro. E o quanto tinham medo de assumir. E que, mesmo assim, não poderiam se afastar.

Ela saiu do banheiro enrolada em uma toalha e pouco depois ele a seguiu. Encontrou-a na sala, vestindo uma camiseta dele, observando o mar pela janela. Bill chegou por trás e a virou para si. Sorriu sinceramente.

– Você quer assumir o que temos? Sabe que não tenho problemas com isso. Foi uma decisão de ambos para evitar um surto casamenteiro da minha mãe.

– E de Gina.

– Sim, e de Gina – Bill sorriu ainda mais e puxou-a para o seu peito. Sua mão acariciando os cabelos castanhos.

– Nem nós sabemos o que temos, Bill. O que vamos assumir para os outros?

– Importa que estamos juntos. Importa o que é?

E para Hermione realmente não importava.

– Não – ela respondeu olhando-o. Bill passou o polegar e o indicador pelo rosto dela, pelos lábios.

– Então, Hermione Granger, hoje você vai como minha garota à festa do seu amigo.

Mais tarde naquele dia...

Bill chegou à casa de Hermione aparatando. Ela gritou do quarto que estava quase pronta e ele começou a andar pela sala para esperar por ela. Todas as fotos Ethan foram devidamente queimadas e o ruivo agradecia. Na foto, apenas Hermione cercada de ruivos. O único moreno era Harry e agora o pequeno Sirius.

Olhou para uma foto que estava apenas os dois. Na Toca. Não estavam muito próximos e também não estavam muito afastados. Olhavam-se e riam para câmera. Foi logo depois que voltaram do Egito. Levemente corados pelo sol.

Ele pegou o porta-retrato e observou cada traço de Hermione. Ela realmente era muito boa para ele... Alguém tão... Quebrado.

– Bill?

Ele virou-se rapidamente e Hermione viu-se sem ar. Aquele era praticamente o primeiro encontro deles. E Bill estava bonito. Mais bonito do que ela achara possível. Usava uma calça jeans escura, com uma camisa grafite. A camisa tinha os primeiros botões abertos dando uma pequena (e deliciosa) visão do peito do ruivo. Usava um sapatênis também de cor escura.

– Você está lindo, Bill – ela disse timidamente. Porém, ele tinha palavras. Agradecia por ter acabado de sair da lua cheia, caso contrário não iriam para festa nenhuma. Ele já tinha dificuldades de pensar em sair com ela. A roupa fora, sem dúvida, escolhida com cuidado e pensada para ele.

Ele viu os longos cachos caindo e emoldurando o rosto dela. Sorriu de lado ao vê-la usando uma camiseta branca que caia solta e com um decote em V. A camiseta era de sua banda trouxa preferida, AC/DC. Usava uma saia jeans justa que ia até pouco acima do joelho. A bota preta de salto fino foi o detalhe final para fazer seu corpo reagir.

Diminuiu o espaço entre eles, mais rápido do que ele poderia imaginar. Beijando-a. Hermione retribuiu o beijo, agradecendo a magia por manter o batom em seus lábios.

– Acho que gostou – ela disse no ouvido do ruivo. Mesmo de salto era ainda uns bons centímetros mais baixa que ele. Bill colocou a cintura dela contra a dele.

– Aqui está sua resposta, Hermione. Você tem duas alternativas: ou nos aparata para lá imediatamente ou nós não sairemos dessa casa tão cedo.

– Vamos para festa e depois...

– Depois você me mostra o que é capaz de fazer com essas botas...

–--

Eles chegaram juntos. De mãos dadas. Era a primeira vez que saíam como um casal, mesmo que não pudessem nomear que tipo de casal formavam. Fazia tempo que Bill não se sentia assim. Ansioso para um encontro. Sem dúvida, Charlie o encheria durante um bom tempo por ter sido “convocado” para ajudá-lo na escolha da roupa.

E, por alguns momentos, aqueles momentos em que estava com Hermione, naquele momento que se preocupara em arrumar-se para Hermione, ele esquecera um pouco de sua tristeza e de sua dor.

E ele sabia que isso acontecia apenas por ela. Para ela. Por Hermione.

Fazia tempo que Bill não saia para uma balada com uma garota. A guerra atrapalhou um pouco isso e quando chegaram os tempos de paz ele e Fleur fizeram isso algumas vezes, mas ela logo disse que não gostava. Que achava chato e inapropriado a forma como todos olhavam para ela. Ela era sim, uma mulher bonita, só que a forma como via a si mesma não era a forma como todos viam. Charlie mesmo dizia que por mais bonita que Fleur fosse, não havia nela um jeito especial. Claro que, cegamente apaixonado, Bill julgara ser ciúme do seu caçula. Agora, ele enxergava o que Charlie dissera:

–Fleur é bonita mesmo. Linda. Rony baba por ela. Mas é uma beleza comum e mágica porque ela é parte veela. Diferente de Hermione. Hermione é daquelas que você vê e acha comum, porém, aos poucos vai vendo algo mais... Algo que encanta. E se nos encantarmos muito... Estamos perdidos, caro irmão.

Bill lembrava-se como rira e provocara Charlie, dizendo que ele estava apaixonando-se por Hermione e o irmão rebatera: Não, big brother, ela é muito mais o seu perfil...

Ele soltou a mão de Hermione, apenas para abraçá-la pela cintura. O local ainda estava relativamente vazio. A pista de dança era ocupada apenas por pessoas que circundavam pelo ambiente. Uma música tocava, mas ainda ninguém se arriscava a dançar. Ela abraçou Dino e entregou para ele uma lembrança que havia comprado e começou a cumprimentar os outros amigos.

– Como está sendo sair sem Sirius? – ela perguntou para Gina.

– Ótimo! – a amiga sorriu animada – E agora ele está começando a desmamar, então estou voltando a beber.

– Não vão mesmo fazer a festa de um ano?

– Nâo, Mione. Harry acha melhor e eu também. Os repórteres não nos deixariam em paz. Como já não estão deixando. Mudando de assunto – Hermione rolou os olhos sabendo o que viria — Você e Bill...

– Não estamos namorando... Viemos juntos porque estamos juntos.

– Sei... – a ruiva falou – Sei muito bem até quando isso vai durar.

– O que quer dizer com isso?

– Que quando meu irmão vir alguém dando em cima de você, vai querer mostrar que você é dele.

– Eu já sou dele e não preciso do rótulo de namorada para demonstrar isso – aquela conversa tinha irritado Hermione – Vou cumprimentar Luna e as Patil.

Bill logo foi conversar com o irmão e Harry, já que não conhecia a maioria das pessoas ali. No entanto, seus olhos seguiam Hermione ocasionalmente. Sempre atento aonde ela estava e com quem ela falava. Viu a cunhada, Luna, se aproximando e cumprimentou-a. Hermione continuava falando com duas gêmeas indianas que ele já havia visto ocasionalmente em algumas festas.

– Com licença – o desfazedor de feitiços disse. Um garçom passou por ele, que pediu duas doses de uísque e continuou seguindo até a morena. – Olá – ele disse abraçando-a por trás. Parvati e Padma arregalaram os olhos. – Sou Bill, irmão de Rony e também companheiro romântico e sexual de Hermione. Prazer. – e esticou a mão para elas. As duas levaram alguns segundos para se recompor. Hermione sorrindo de lado.

– Padma e essa é minha irmã, Parvati. – ele beijou a mão das duas.

– Hermione, eu pedi uísque para você. Tudo bem? – ele afastou o cabelo da nuca e depositou um beijo no pescoço dela. Sorriu contra a pele dela ao sentir que ela arrepiara.

As duas indianas estavam totalmente sem graça.

– Bill,... — Hermione falou em tom de aviso.

– Certo, certo... – ele deu um beijo na bochecha de Hermione – Então, vocês trabalham em quê?

– Somos jornalistas – elas disseram juntas.

– Elas escrevem o caderno de... de – Hermione não sabia como dizer e a própria Padma respondeu.

– Pode dizer, Hermione. De fofocas. – ela parecia ter saído do leve torpor e ter percebido que o casal à sua frente poderia dar grandes resultados.

Bill sentiu o corpo de Hermione retesar rapidamente. As bebidas de ambos chegaram, Bill fez um brinde discreto.

– Fofocas? – os olhos delas pareciam brilhar. Não que Hermione se importasse muito com o que elas diriam, só que assim como Harry e Gina, ela estava cansada de ter o nome publicado no jornal. Bill olhava de forma divertida para as duas. Hermione notou que ele estava realmente se divertindo. Aquilo a fez se importar ainda menos com o que elas poderiam dizer.

– É, atualidade sobre o mundo dos famosos, pessoas notáveis, ou se alguém contribuiu para o mundo bruxo, essas coisas – Parvati falou.

– Já escreveram sobre Hermione?

– Claro! – foi Padma quem respondeu daquela vez.

– Estou saindo com uma celebridade, então? – Bill falou fazendo outro brinde – Além de bonita, inteligente, sexy... Ainda é uma celebridade... Sou ou não um cara de sorte? – antes que uma das duas pudesse dizer alguma coisa ele emendou – E vocês escrevem sobre vocês?

Hermione colocou o copo na boca para disfarçar a risada, entendendo onde ele queria chegar.

– Sobre nós? – Padma perguntou. O olhar da sua gêmea também era de incompreensão.

– Sim, sobre vocês... pessoas notáveis, famosas e o resto do blá blá blá todo.

As duas não souberam o que responder, Bill sorriu de lado e Hermione interviu.

– Não liguem para ele! – ela disse – Está apenas brincando. Venha, Bill... – ela o puxou – Sabe que agora, provavelmente, elas escreverão alguma coisa sobre nós, não?

– Que escrevam – ele deu de ombros e bebeu mais um gole da sua bebida – Isso te preocupa? – ele perguntou, virando-a para si depois de colocar seu copo sobre a mesa. As mãos dela ao longo do corpo, o copo entre seus dedos.

– Nem um pouco – ela sorriu e eles se beijaram.

Conforme o tempo ia passando o local foi enchendo e a pista foi sendo tomada por alguns bruxos. Dino tirou uma de suas convidadas para dançar, uma moça que Hermione não conhecia. Ela e Bill estavam sentados, conversando e bebendo uísque. Ora vinha Gina, Harry e Rony. Em outros momentos, amigos deles que Bill não conhecia como Simas.

– Quer dançar? – ele perguntou.

– Claro – Hermione sorriu e foi até a pista com ele.

– Hermione, — ele sussurrou enquanto dançavam ela olhou para ele – você é linda.

– Você não cansa de dizer isso?

– Quem sabe quando eu cansar de te achar linda e te olhar, eu canse de dizer.

Bill colou seus lábios aos dela e seus mordiscaram o lábio inferior. Cores e luzes piscando faziam com que seus corpos aparecessem, sumissem, brilhassem de diversas tonalidades. Hermione gemeu baixinho e logo a língua de ambos se encontrou em um beijo forte. Apaixonado.

Eles dançavam e se beijavam ao som da música.

A vontade dela era dizer: Eu nunca senti nada assim...

Porque ela realmente nunca tinha sentido nada assim. Só que ela não sabia o que ele pensaria. Afastou-se, sem deixar de sorrir.

Bill passou a mão pelo rosto dela. Os olhos castanhos com diversas cores e pensou que sim, tinha amado Fleur, só que com Hermione...

– Vamos beber algo? – ela perguntou.

– Claro, Mione – Bill deu um rápido selinho na morena e foram até o balcão. Enquanto esperavam a bebida, Hermione afastou-se para ir ao banheiro. Passado alguns minutos, Bill sentiu seu corpo retesar. Um arrepio involuntário passou pelo seu corpo. E ele sabia que precisava achar Hermione. Virou-se para procurá-la, quando Rony apareceu:

– Bill! Você e Hermione sumiram na pista! Não sabíamos se ainda estavam aqui.

– Eu preciso encontrá-la – Rony notou o tom dele, mais firme. Mais sério.

– Onde ela está?

– Ela disse que ia ao banheiro. Isso tem alguns minutos – sentindo a tensão do irmão mais velho, Rony tentou tranquilizá-lo:

– Relaxa, Bill! O banheiro feminino está com uma fila imensa! Quer que eu peça pra Luna ou Gina irem atrás dela?

Bill sentiu o arrepio novamente. Fechou os olhos tentando se acalmar.

– Bill? – a mão de Rony sobre seu ombro o fez despertar. Rony viu os olhos dele – Bill,... Não... Não tem nada acontecendo com Hermione! – Rony sentiu o irmão passar por ele com um raio – Merda! – exclamou e correu atrás de Harry. Sabia que não poderia lidar sozinho com o irmão naquele estado.

–--

Hermione bufou. Detestava fila de banheiro. Não entendia porque as mulheres demoravam tanto. Sim, entendia: algumas ao invés de fazerem logo a porcaria do xixi ficavam fofocando. Depois de um tempo conseguiu entrar, fazer suas necessidades. Lavou a mão e saiu. Deu alguns passos entre e multidão quando sentiu alguém pegar em seu braço.

– Hermione.

– Ethan?

– Estou tentando há semanas falar com você, mas parece que você nunca está sozinha.

– Não temos nada para conversar. Seja feliz com Sophie – ela tentou sair, só que ele a impediu. Hermione estava irritada. – Pare com isso! Não quero te azarar.

– Você não está com sua varinha. Hermione... Eu e Sophie foi um erro.

– Não, Ethan. O erro foi você e eu.

– Está falando isso só porque agora está dando para seu chefe – ela abriu a boca indignada – Eu tenho te observado, Hermione – ela tentou puxar o braço, ele a impediu.

– Solte-me. Agora. Nós terminamos e não te devo nada – ela respirou fundo e emendou – Além do mais, Bill é muito mais homem que você.

Ele puxou-a para si, sem acreditar naquelas palavras.

– Seguinte, Hermione. Eu não gosto desse tipo de showzinho. Vou aparatar você daqui para que possamos conversar.

Antes que Hermione pudesse articular uma resposta, Bill já estava com sua mão sobre o punho de Ethan. Segurando-o com força:

– Seguinte, Ethan, solte Hermione nesse instante.

– E se eu não soltar?

– Você tem três segundos para mudar a sua reposta. Três... Dois...

Notas finais
N/B Autora da fic sendo azarada em 3... 2... Putz, que talento é esse que vc tem pra terminar os capítulos nas horas mais inapropriadas? Putz! Mal posso esperar pelo próximo capítulo, afinal esse relacionamento deles tem que sair dessa coisa sexual e tão possessiva. Eu já te disse isso no MSN... Bill/Mione tá me saindo a melhor combinação com ruivos. Meu Weasley preferido é PHoda! (Sem tiririn tiririn tiritin, por favor – mas que na cama ele esculacha, ahhhh esculacha) p.s. Perdoem meu comentário. É o álcool. Pelo menos a betagem não fica comprometida. Beijos! Mrs. Mari Oldman N.A.: Essa relação vai “mudar” no próximo capítulo. Bill continuará ciumento, possessivo e o sexo entre eles continua a todo vapor, mas algo vai acontecer... ai ai acho que vão amar ainda mais o Bill!