Uma Nova Chance Para O Amor BillMione
17 Capítulo 16
Capítulo 16
09 de setembro de 2005
– Seu filho da puta! – Bill exclamou, os olhos avermelhando-se mais ainda. Então Miles notou os olhos do bruxo e seu sorriso se desfez.
– Vocês têm 30 minutos para me deixar sair ou o banco todo irá explodir.
– Bombas? Que palhaçada é essa? – Bill indagou, irritado.
– Você colocou... Aqueles objetos... – Hermione falou, entendendo o que ele tinha feito.
– Meu plano era sair daqui sem causar problemas. Vocês que causaram um problema ao resolver bisbilhotar cofres alheios...
– Os duendes não aprovaram essa lei. – O ruivo ainda tinha a varinha erguida. Os duendes acionaram o alarme e bruxos saíam correndo. Miles, no entanto, pareceu surpreso. Não fora aquela a informação que recebera. Precisava permanecer no controle.
– Vinte cinco minutos... O tempo está passando...
– É melhor deixarmos que ele vá. Não podemos correr o risco que ele exploda tudo, senhor Weasley! – Grampo falou em voz baixa para o ruivo.
– Ahhh! Agora vocês se preocupam com o Banco? – Bill disse ironicamente.
– Sabe quantos anos o Gringotes demorou para ser construído? Nós o deixaremos sair, senhor Bletcheley.
– A Granger irá comigo... Como garantia.
– Claro! – O duende começou, mas foi interrompido por um empurrão de Bill. Grampo chocou-se contra um pilar.
– Não. Você não vai sair com ela.
– Se eu não sair o banco todo vai explodir Weasley.
– E você e seus preciosos objetos das trevas explodirão com o banco. Acho que podemos negociar, Bletcheley. – Bill ouviu a voz familiar atrás de si.
Bill virou-se e viu seu irmão chegando acompanhado de Harry e mais alguns aurores. Além de Draco Malfoy.
– Você está cercado, Miles Bletcheley! – Harry começou. – Liberte agora Hermione e entregue sua varinha! Mãos na cabeça!
Miles olhou ao redor e deu um passo vacilante para trás.
– Ele colocou bombas nos cofres! – Bill falou, sem tirar os olhos do bruxo.
– O único jeito de desativá-las é se eu voltar para minha casa! Afastem-se ou ela morre! – Miles falou ao notar a aproximação de um auror que parou imediatamente. Miles olhou para Draco. – Você é mesmo um traidor, Malfoy! Não vai me ajudar?!
– Não. Eu sabia que tentaria tirar seus objetos do cofre. Só assim conseguiríamos a aprovação dos duendes e... – O loiro não terminou sua frase. O ar faltou nos pulmões ao chocar-se contra um dos pilares. Seus pés mal tocavam o chão.
– Isso tudo é culpa sua? Você armou? Armou tudo isso? – Cinza encontrou o vermelho e Draco sentiu medo ao perceber a ferocidade na voz do ruivo. O vermelho dos olhos brilhava com intensidade ferina.
– Era o único jeito!
– Bill, depois resolvemos isso com o Malfoy. – Rony intrometeu-se.
– A bomba! – Bill falou, os olhos ainda em Draco. – Vai explodir em menos de 15 minutos! – Encarou o irmão e largou Draco, que puxou uma grande quantidade de ar para os pulmões, tentando regular a respiração. – Evacue o banco e o quarteirão, Rony.
– Eu e Harry somos aurores. É preciso apenas um feitiço para...
– Para atingi-lo? Ele está usando Hermione como escudo. Se ele perceber qualquer movimento ela será morta.
– E se... – Rony recomeçou.
– Não, Ron. Saia daqui com os outros. Saia! Bletcheley não pode aparatar e não vai sair sem Hermione e eu não saio sem ela.
Os dois irmãos se encararam.
– O dispositivo... Ele falou sobre voltar para casa, não é? – Draco perguntou. O Weasley mais velho assentiu. – Eu sei onde ele mora. Preciso de mais dois aurores para ajudar na proteção da casa enquanto eu desarmo o dispositivo.
– Eu e Dino vamos com você, enquanto Harry e os outros cuidam da evacuação do banco e das redondezas.
Draco olhou para Hermione. Achava que seria mais fácil. Que Hermione poderia correr certo risco, mas que os aurores interceptariam Bletcheley do lado de fora. Mas nada naquele nível. Jamais imaginou que Miles seria louco suficiente de ameaçar explodir o local.
Rony rapidamente passou todas as informações para Harry, que começou a organizar a saída dos duendes. No entanto, esses agradáveis seres mágicos não estavam colaborando. Diziam que a prioridade era proteger o banco e as riquezas que guardavam, mas os aurores pensavam de maneira diferente.
– Ou vocês saem por bem, ou por mal! – Harry gritou, perdendo a paciência. Eles não se moveram. – Certo! Imobilizem todos e os levem para fora daqui! – Ordenou para os outros aurores. Os bruxos, que já não tinham muita simpatia para com os duendes, não pensaram duas vezes e acataram a ordem de Harry.
Miles ajeitou Hermione ainda mais na sua frente ao ver o banco sendo esvaziado.
– Parece que agora somos somente nós três.
– Malfoy jamais vai conseguir! – Bletcheley falou, na defensiva. Bill começou a avançar, dando pequenos passos. O outro se afastava lentamente.
– Então parece que vamos morrer! – Bill disse. Seu olhar estudando cada movimento do outro bruxo.
– Bill, por favor... Vá embora! – Hermione pediu.
Os olhos dele se dirigiram para ela. Sabia que ela estava com medo e algumas lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele podia perceber e conhecia o medo dela. Medo não só de morrer, mas medo dele próprio morrer. Era amor. E aquele amor o preenchia.
Voltou a encarar Miles e ergueu a varinha.
– Você está disposto a morrer, senhor Bletcheley? – Bill continuava movendo-se. Um passo à frente, pela direita... esquerda... direita... Seus movimentos eram como os de um lobo cercando sua presa. Uma presa que estava caindo em sua armadilha. – Eu vou morrer ao lado da mulher que amo. E você?
– A bomba vai explodir em pouco mais de cinco minutos... – Miles deu mais um passo para trás, levando Hermione consigo e mantendo-a como escudo.
– E em menos de um minuto eu vou te desarmar...
Hermione já havia notado o plano do namorado. Obviamente o sistema de segurança já estava acionado. Os movimentos de Bill apenas faziam com que Miles andasse para um ponto onde havia uma pequena armadilha. Ela também seria pega pelo feitiço, mas...
Miles estava indeciso. Sabia que seu plano estava falhando miseravelmente. Draco provavelmente sabia como desarmar o dispositivo mágico que montara. Ambos tiveram o mesmo treinamento para Comensal, porém apenas um deles continuava a acreditar na ideologia de Voldemort.
Hermione fechou os olhos quando Bletcheley deu mais um passo. Caiu pesadamente sentindo uma dor horrível percorrer seu corpo.
–--
Enquanto isso...
Com um “bombarda”, Rony explodiu a porta da casa. Eles entraram com as varinhas em punho.
– Há algum feitiço de proteção? – Dino perguntou.
Rony murmurou algumas palavras, depois negou com a cabeça. Os três entraram na sala.
– Vamos usar o “accio” para encontrar o dispositivo! – Rony começou a fazer o feitiço, mas foi impedido por Draco.
– Não, Weasley. Você pode acabar detonando a bomba. É um artefato delicado e preciso realizar o contra-feitiço.
– Onde ele pode ter deixado? – Dino falou consigo mesmo e os três bruxos começaram a olhar ao redor.
– Deve estar no quarto dele. – Draco falou, correndo em direção à escada. Os aurores o seguiram. Eles abriram algumas portas até encontrar o quarto de Miles. Draco estava certo. Cinco pequenas caixas, que se assemelhavam a caixinhas de músicas, estavam sobre a cama. Ele andou até lá, ajoelhando-se no chão. Sorriu de lado.
– Miles Bletcheley, seu filho da puta... – Murmurou.
– Você consegue desarmar, Malfoy?
– Claro que sim, Weasley. Quanto tempo eu tenho? – Perguntou sem deixar de olhar para os objetos.
– Treze minutos. – Dino respondeu, consultando seu relógio.
– Fiquem quietos e me deixem trabalhar em paz.
Rony mordeu o lábio inferior. Detestava ter que concordar ou confiar em Draco Malfoy.
–Vamos lançar feitiços pela casa. Não sabemos o que está acontecendo no Banco. Vamos impedi-lo de aparatar aqui.
– Acho que já pedi silêncio, Weasley! – Rony e Dino trocaram um olhar e saíram do quarto. O ruivo murmurando um xingamento.
Draco respirou fundo e começou a proferir uma série de contra-feitiços.
–--
No Gringotes...
Hermione fechou os olhos quando Bletcheley deu mais um passo. Caiu pesadamente sentindo uma dor horrível percorrer o seu corpo.
Bill agiu rapidamente. Assim que Hermione e Miles foram atingidos pelo feitiço que simulava uma cruciatus, ele desarmou e avançou sobre Bletcheley. Lançou os feitiços que conhecia e depois, colocou a varinha no cós da calça e usou seu punho. Precisava extravar sua raiva corporalmente. Era um instinto que não podia controlar. Que não queria controlar.
– Pare, Bill...
Ele parou com o movimento. Seu punho no ar, a centímetros do rosto do outro bruxo que já estava desacordado. Levantou-se, limpando o sangue de suas mãos na roupa.
– Hermione, eu... – Ele sentia-se culpado. Ainda lembrava-se do seu irmão chegando com ela anos atrás, ferida e fraca pelas maldições realizadas por Bellatrix.
– Sei que foi necessário! – Hermione respondeu. Bill andou até ela, mas antes que pudesse beijá-la foram interrompidos pelo som de passos.
– Vocês estão bem? — Rony perguntou, correndo até o casal. Olhou para o irmão. A cor vermelha já tinha sumido dos seus olhos. – Bill! Você está sangrando! – Ele exclamou, preocupado.
– Estou bem, Ron. O sangue não é meu.
Harry abraçava Hermione, falando em seu ouvido. Depois se afastou. Enquanto isso, Dino e os outros aurores iam até Bletcheley.
– Bill fez um belo serviço. – Dino falou, olhando o estado do bruxo que ainda estava desacordado. Harry e Rony se aproximaram dele e o moreno falou:
– Ele está em posse de pelo menos cinco objetos com arte das trevas. Tenham cuidado... Ele deve ser levado imediatamente para a enfermaria e depois para Azkaban. Pelo menos três aurores com ele.
– Eu e Dino achamos objetos suspeitos na casa dele também. Malfoy deixará os dispositivos da bomba no departamento de aurores. – Rony falou.
A conversa deles foi interrompida pela entrada de Grampo e de outros duendes.
– Como você ousa, Harry Potter, usar feitiço contra os duendes e...
– Cale a boca, Grampo! – Quem disse isso foi outro duende, Xumy. – Nós aprovaremos a intervenção do Ministério no Gringotes. Teremos que estudar bem cada caso e estipular alguns critérios para que ninguém sinta que sua privacidade está sendo invadida. — Hermione e Bill que tinham se aproximado, ouviam calados. – Vocês ficam responsáveis por isso! – O duende falou apontando o casal. – Vão para casa... E... Uma semana de folga para os dois.
Grampo seguiu Xumy, que seguia para seu escritório sem deixar de falar em voz alta sua opinião sobre a decisão do outro duende.
–--
Bill foi diretamente para o banho. Precisava tirar o sangue do outro que havia em si. Ainda sentia a adrenalina em seu corpo. Apoiou a mão nos azulejos e deixou que a água caísse sobre seu corpo. A cabeça pendendo para baixo. Os longos cabelos ruivos formavam uma cortina em seu rosto.
O vapor o envolvia enquanto seu pensamento e corpo pulsavam pelos últimos acontecimentos. A água caía de forma contínua deslizando pelo corpo alto e definido.
Estava tão absorto que não ouviu quando Hermione entrou no banheiro. Sentiu-a atrás de si. Os seios dela em contato com suas costas. Permaneceram assim por um tempo.
A mão dela, que estava sobre a cicatriz, desceu até o membro dele. Sabia que ele já estaria assim... Excitado. Bill manteve a mesma posição, apenas sentindo o toque dela. Entregando-se a esse prazer.
Depois, uma de suas mãos segurou o punho dela, impedindo que o movimento ritmado continuasse. Ele virou-se e suspendeu-a tão facilmente que era como se ela não pesasse nada.
Ela sentiu o azulejo frio contra suas costas quentes e gemeu por antecipação. Seus dedos envolveram os fios vermelhos como os olhos dele. Bill era assim: desejo, fúria, amor, paixão. Era aquele sexo forte e único. William Weasley.
– Eu sou capaz de matar e de morrer por você. – Ele disse com a voz rouca. Não esperou, nem pediu permissão, apenas penetrou-a. Ela mordeu o ombro dele. E arranhou as costas do ruivo. Hermione tinha as pernas ao redor da cintura dele.
Ambos atingiram o gozo, mas não foi suficiente. Nem para ele e nem para ela. Bill saiu do banheiro com ela ainda em seu colo. Molhados. Sentou-se na beirada da cama e Hermione ajeitou-se sobre ele.
Bill beijou os seios dela. Mordeu-os. Lambeu-os.
Mais movimentos. A mão dele percorria o corpo dela e só isso era capaz de fazer Hermione perder os sentidos. De fazê-la gemer, de fazê-la entregar-se sempre e mais...
A noite continuou naquela cama. Na sala. No banheiro novamente.
Precisavam disso.
Precisavam provar que se amavam e que estavam vivos.
Dormiram abraçados, cúmplices do amor meio humano, meio animal e totalmente incompreensível que viviam.
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