Capítulo 11

05 de agosto de 2005

Antes mesmo de abrir os olhos, Bill sentiu a extensão do corpo de Hermione. Sua mão estava sobre a cintura dela, o pequeno corpo encaixado ao seu. Sentia o cheiro dela. Não apenas o cheiro do xampu, mas o cheiro dela. Estava excitado. Muito mais que uma excitação matutina. Fechou os olhos, tentando se acalmar, mas Hermione mexeu-se no sono, encostando seu quadril ainda mais contra o dele.

Ele soltou o ar pesadamente e abriu os olhos. Sua mão pressionou o corpo dela com força e delicadeza ao mesmo tempo. A mulher murmurou alguma coisa antes de abrir os olhos. Sorriu ao perceber o que estava acontecendo.

– Alguém aqui embaixo levantou cedo... – Ela falou, brincando, ao senti-lo.

– Hermione... – O ruivo falou com a voz baixa. – Eu falei sério quando disse... – Ele calou-se ao sentir Hermione virar em seus braços. Os cachos castanhos desalinhados ao redor do rosto.

– Eu sei o que você disse e a noite de ontem foi perfeita... Só que hoje é outro dia... E eu – ela tocou o membro dele, Bill soltou um grunhido baixo. – Quero senti-lo dentro de mim. Agora... – A morena colou seus lábios nos dele que retribuiu ao beijo imediatamente. Puxou-a para cima de si.

Já estavam nus. Ele gostava de dormir sentindo o corpo dela contra o seu. A pele dela. Quente. Sempre quente.

Deixou que Hermione percorresse seu corpo com os lábios. Ela parecia realmente gostar do mesmo. Bill conseguia inalar a excitação dela. Seus dedos entrelaçados aos cachos. Gemia em voz alta.

– Puta merda! – Não foi possível conter o palavrão quando a boca dela tocou seu membro. Ele a segurava com força. Ela gemeu. Meio de prazer, meio de dor ao senti-lo puxando seu cabelo com violência. – Hermione... – O ruivo disse, puxando-a para seus lábios.

Logo estava dentro dela. Aqui é meu lugar, pensou enquanto movimentava-se e sentia o corpo dela embaixo do seu. Pensou, mas não falou. Não só por uma leve falta de coragem, mas também porque não sabia quais palavras poderiam expressar o que sentia naquele momento... Em nenhum momento em que estava com Hermione Granger.

10 de agosto de 2005

Bill chegou ao pub e encontrou Charlie tomando um uísque. Cumprimentou-o e sentou-se à sua frente:

– Não fala mais comigo já que achou uma pessoa melhor para conter seus impulsos lupinos? — O mais novo falou em tom de brincadeira, arrancando um sorriso do irmão. – Ora, ora... Vejo que Hermione já tem causado boas mudanças...

– Vá à merda, Char! – Bill fez um gesto para o garçom que, instantes depois, trouxe-lhe um uísque.

– Como você está, Bill? Aliás... Como você está com Hermione? – Charles indagou, olhando profundamente o ruivo mais velho, que bebia um grande gole da sua bebida.

– Estamos bem... Muito bem, por sinal... E isso me assusta.

– O Bill Weasley que conheci nunca teve medo de mulher... – O treinador de dragões falou, ainda o tom zombeteiro. Bill encarava o copo, observando o gelo. Quando seus olhos encontraram com o do irmão, a tristeza havia retornado, fazendo com que o sorriso de Charlie sumisse imediatamente.

– O Bill Weasley que conheceu não perdeu a filha num acidente estúpido. Não foi abandonado pela mulher... E não era esse homem marcado por um lobisomem. – O tom era pesado e amargurado. Virou o restante do uísque num gole só. Fez um gesto para pedir outro, mas a mão de Charles sobre a sua o impediu.

– Pare com isso, Willian! Eu não entendo sua tristeza e, sinceramente, espero nunca entender. Você mesmo disse que está bem com Hermione. Para que fazer isso contigo mesmo? Ela não tem problema algum com sua cicatriz. Fleur também não tinha e outras mulheres tampouco se importam. Você tem uma chance de sair dessa depressão e qual será sua escolha? Beber até arrumar alguma briga? Ou aparatar bêbado na casa dela? Agredi-la como você já fez?!

A verdade da última frase atingiu Bill. Quando o garçom se aproximou, ao ver um copo vazio sobre a mesa, Bill falou em tom baixo Não precisamos de nada. Ainda sentia a mão do caçula em seu punho. Um toque firme, mas fraternal.

– Não sei a dor de perder uma filha. Fleur te abandonou no meio de tudo isso, mas você encontrou Hermione... Acha mesmo que alguma outra mulher poderia te ajudar como ela vem ajudando? – Charles perguntou olhando fixamente os olhos do irmão.

– Não. – Ele respondeu depois de certo tempo.

– Estamos aqui para conversar, dar risada e beber numa boa. Não é para ficar bebendo uísque assim... Virando... Você não precisa disso. Se precisar disso... Não tem por que manter Hermione em sua vida.

Bill sentiu que Charles interrompera o contato, recostando-se em sua cadeira. Desfez o rabo de cavalo e depois o refez. Chamou o garçom e pediu um uísque. Bebeu o gole com calma.

– Eu te contei que preparei um jantar romântico para ela? – O mais velho disse, sorrindo de lado.

– Não... Mas aposto que preparou seu clássico lombo com batatas... – Os dois riram e continuaram conversando.

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Hermione sentou-se em sua cama. Ainda não acreditava no pedido de Luna, mas como poderia negar aquilo à amiga de longa data? Por mais esquisito que fosse... Mesmo que Hermione já estivesse acostumada às loucuras de Luna Lovegood, Luna Weasley, corrigiu-se mentalmente, aquele havia sido um pedido incrivelmente inusitado.

Apoiou a taça de vinho sobre o criado-mudo ao seu lado e pegou o livro que ainda não tivera coragem de abrir. Nunca havia tido receio nenhum de abrir um livro, até aquele momento.

Os segredos mais secretos sobre lobisomens­.
Inclui também: mistérios sobre transformações não completas.

Seus dedos percorreram o título. Ouviu um barulho vindo da sala. Pegou rapidamente sua varinha e deixou o livro sobre a cama. Abriu a porta do quarto e mentalizou um palavrão ao ouvir o rangido que esta produziu. Andou em silêncio até a sala. Tudo apagado. Notou uma sombra. Empunhou sua varinha. A luz surgiu e ela levou a mão ao peito.

– Bill! Que susto!

– Desculpe... – Ele falou, sincero.

– Você não ia sair com Charlie hoje? – Ela perguntou, acendendo as luzes, indo até a cozinha e servindo-se de um copo de água.

– Eu realmente não queria te assustar... – O ruivo disse, aproximando-se dela e envolvendo-a pela cintura.

– Tudo bem, Bill... Eu só fui pega de surpresa. – Hermione tranquilizou-o, sorrindo.

– Eu saí com Char hoje, mas... Não queria voltar para casa. Queria te ver. Sei que não marcamos nada e se quiser eu posso ir embora... – Hermione ficou na ponta dos pés e beijou os lábios dele.

– Você sempre é bem vindo aqui, Bill. Eu acabei de deitar, pegar uma taça de vinho e... – Ela parou, de súbito. Rapidamente o ruivo notou a mudança na expressão dela.

– E? – Bill colocou um cacho atrás da orelha dela – E o que, Hermione? – Os olhos castanhos desviaram dos azuis. Ele, então, foi até a mesa de centro e não viu o livro que ela trouxera de Hogwarts. – Você quer saber...

– Eu não sei... Eu não o li...

– Sei... – Ele disse, encarando para o local onde o livro ficara nos últimos dias.

– Bill, você sabe que eu sempre quis saber das coisas, entender e... E, no momento, eu não sei o que pensar... – A morena disse, escolhendo bem as palavras. – Ao mesmo tempo em que não quero saber, por que o que temos basta... Eu... – Hermione andou até parar na frente dele – Eu fico curiosa para saber o que há com você... Se você pode se machucar...

Bill sentiu seu nervosismo indo embora. Ela se preocupava com ele... Apesar de toda bagunça de sentimentos, de toda situação improvável e difícil... A preocupação era com ele. O ruivo passou a mão pelo rosto dela de forma delicada. Seu coração inundando-se de um sentimento forte, intenso que só sentia com ela. Com Hermione. Não teve coragem de dizer o que sentia, porque não tinha coragem de viver com a consequência daquelas palavras.

– Hermione... Você é maravilhosa... Se quiser ler... – Bill disse. A voz baixa.

– Eu ainda não sei. Apenas peguei o livro. Eu nem o abri. Se você quiser... – Ela disse, encostando seu rosto contra a palma dele.

– Eu também não sei, Mione. Mas meu medo é diferente do seu... Meu medo é saber se posso te machucar...

– Você não faria isso, Bill. Eu confio em você. – A morena disse, sorrindo.

– Realmente... Você merece alguém que pode te dar estabilidade, os filhos que sonha... – O ruivo disse, passando sua outra mão pela cintura dela. Aproximando-a de si.

– Se eu quisesse algo assim, procurava alguém como Ethan... – Hermione respondeu, e Bill sentiu o ciúme perpassar seu corpo ao ouvir o nome do outro bruxo.

– Não quero que procure mais ninguém além de mim! – O tom era possessivo.

– Eu não quero ninguém além de você... – Ela falou, antes de beijá-lo.

13 de agosto de 2005

Bill aproveitou que Hermione havia ficado presa em uma reunião com um cliente e foi para casa dela preparar um jantar surpresa. Depois de preparar um caprichado molho e colocar um vinho para gelar, foi tomar um banho. Tirou os sapatos, meia e jogou a camiseta sobre a cama. Assim que entrou no banheiro, parou aturdido. Observou a caixa sobre a pia sem acreditar. Sentindo o coração bater de forma acelerada retirou a tampa do lixo e com um feitiço levitou o pequeno objeto. Parecia que o mundo havia acabado de ruir sob seus pés. Respirava com dificuldade. Em uma das mãos, a caixa; na outra o objeto retirado do lixo. Caminhou até a sala sentindo o peso do mundo sobre seus ombros. Sentou-se no sofá e esperou a chegada de Hermione.

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Hermione combinou com seu cliente todos os feitiços de proteção, depois conferiram o valor que havia no cofre, sempre sob o olhar atento do duende mal-humorado. A bruxa nem pôde acreditar quando saiu do banco. Estava exausta. Precisava chegar em casa e tomar um longo banho.

Um maravilhoso aroma chegou às suas narinas assim que aparatou em sua casa.

– Bill! – Ela exclamou animada. – Que surpr... – Parou sua frase no meio do caminho ao notar a expressão séria na face dele. – O que houve?

– Você sabe que ainda não estou preparado... VOCÊ SABE!!! – Ele disse, mais alto.

– Do que está falando? – Hermione olhou para as mãos dele – Eu posso explicar...

Ele soltou uma risada irônica.

– Eu conheço testes trouxas de gravidez, Hermione... Você me disse que estava protegida.

– E estou, Bill. Eu posso explicar.

– Claro... Acha mesmo que um bebê vai me ajudar em algo agora? Ou vai me segurar ao seu lado? Por que, Hermione? POR QUÊ?! – Ele levantou-se e jogou a caixa e o teste aos pés dela.

– Bill, eu estou tentando te explicar... – Ela começou, mas foi interrompida novamente.

–Um dia você esqueceu-se de lançar o feitiço anticoncepcional? Eu sei quais são essas desculpas, Hermione! – O tom dele era frio. – Eu confiei em você!

– Quer me escutar, por favor?! – Ela indagou, sua paciência indo embora.

– Não, não quero! Eu não quero esse filho! Não estou pronto para esse tipo de envolvimento e não achei que você faria algo assim... – Eles se encaravam. Bill respirava pesadamente. Hermione sentia vontade de chorar, vontade de socá-lo. Quando uma lágrima escorreu, ela limpou o rosto rapidamente. – Não se faça de vítima.

– Seu idiota! – A morena falou, magoada. Era isso que ele pensava dela? – O teste é da Luna! – Ela continuou, não se importando mais com as lágrimas. – Ela queria saber como funcionava o teste trouxa. Estava desconfiada da gravidez e fez o teste ontem à noite. Ela já tinha falado comigo uns dias atrás.

– Luna?

– Sim, Luna. Sua cunhada.

O arrependimento era legível no rosto dele.

– Hermione... – Ele aproximou-se, mas a mulher afastou-se.

– Você pensa tão pouco assim de mim?

– Não! Eu apenas... Apenas perdi a cabeça... – Bill sentia culpa. Como pôde dizer aquelas palavras? Como pôde acusá-la de forma tão... baixa?

– Vá embora. – Ela disse, enxugando o rosto. A voz firme.

– Quando eu vi o teste eu...

– Eu sei o que pensou. E tentei te explicar. Acontece que, agora, eu que não quero suas desculpas. Vá embora, Willian. – Ele tentou se aproximar novamente, mas ela afastou-se. – Saia e não volte.

Hermione encarou o chão quando sentiu o olhar fixo dele. Sabia que ele estava arrependido, mas a acusação tão forte ainda a machucava.

– Vou pegar minha roupa do seu quarto e aparato. Tem vinho na geladeira e... O molho está pronto... Eu vim para cá preparar um jantar e...

– Vá embora... Por favor, vá embora! – Ela pediu com a voz embargada. Os olhos ainda no chão. Ouviu os passos dele se afastando e, instantes depois, o som da aparatação.

Notas finais
N.A.: capítulo mais curtinho, eu sei... mas assim não ficam sem!!!! Falta pouco para terminar! Beijos, Ártemis N.B.: Ah naãããããão.... eles brigaram! (que tipo de comentário é esse Mariana?!) Ao mesmo tempo que dá pra entender o que se passa na cabeça dele, tudo isso que ele falou é imperdoável... Ah.... Será que eles vão se acertar? Esperando pelo próximo capítulo hein?! Beijos, Mrs. Mari Oldman N/Intrometida: Isso mesmo Hermione. Acaba com ele e agora vai lá correndo atrás do Draquiiiiiiiiiiiiiiiinho! HAHAHAHA Sacanagem! Só a Artemis Granger mesmo pra me fazer ler, e o pior GOSTAR REALMENTE de algo que não seja Dramione. Que ela escreve bem não é novidade nenhuma, que as fics dela são maravilhosas tbm não é, mas to falando tudo de novo. Rs Parabéeens! A fic está cada vez melhor. Eu me meti no meio aqui, comecei a pegar os capítulos depois da Mari pra acrescentar mais informações, fiquei até com medo da Artemis no começo, mas depois que ela leu um e gostou, eu me apropriei mesmoooooooooo! Haha E estou adorando... Esperando ansiosa pelos próximos caps... Mas que o Bill foi um babaca, isso foi.. E olha que eu gostava tanto dele... Rs bjks