Uma Nova Chance Para O Amor BillMione
13 Capítulo 12
Capítulo 12
14 de agosto de 2005
Mesmo sabendo que ela não apareceria aquele dia para trabalhar Bill ficou esperando. O olhar perdido e o coração apertado. Aparatou direto para sua casa na noite anterior e jogou-se na cama. Não conseguira comer e tampouco dormir. Chegou cedo ao Gringotes, pois precisava ocupar sua cabeça, ou pelo menos tentar.
O horário do almoço veio e passou. Assim como o horário dele ir embora. Ela não tinha aparecido. Seu impulso foi de aparatar na casa dela, mas tinha certeza que estaria bloqueado. Assim como a rede de flu. Mesmo assim, aparatou em um local próximo à residência dela e ficou do lado de fora, apenas observando. Tudo estava apagado.
15 de agosto de 2005
Mais um dia sem sinal de Hermione.
16 de agosto de 2005
Bill soube que a ausência dela em sua vida era um motivo de dor. E loucura.
17 de agosto de 2005
O tiquetaquear do relógio tinha apenas um som: Hermione.
18 de agosto de 2005
O trabalho acumulava sobre sua mesa. Os olhos perdidos na mesa dela. Silêncio e solidão.
19 de agosto de 2005
Hermione. Hermione. Hermione. Ainda sentia o cheiro dela em sua casa. Em seu corpo. Mas não tinha mais a ela e isso era extremamente doloroso. Angustiante.
20 de agosto de 2005
Ele estava completamente louco. Não tinha nada a ver com a lua cheia. Tinha a ver com ela. Ela e sua ausência. Sentia um buraco em seu corpo. Mais um. Ela realmente não tinha aparecido no trabalho. Ele recusara-se a contar aos seus irmãos o que tinha acontecido e parecia que Hermione também não contara a ninguém.
Pensou em flores, chocolate, champagne. Pensou em declarações, em feitiços... E estava lá novamente, diante da porta dela. Tinha tentado falar com ela, mas a resposta fora apenas o silêncio. Não, as coisas não poderiam acabar assim entre eles. Não quando mal começaram. Não quando ele ainda não tinha oferecido a Hermione tudo que ela realmente merecia. Não quando o que ele mais temera ao ver o teste fora sentir que talvez não fosse de todo mal ter outro filho. Um filho com ela. E aquilo o assustara. E o assustara muito.
Bateu na porta. Uma. Duas. Três vezes. Seus instintos estavam mais aguçados. Faltavam poucos dias para a lua cheia. Ouviu que ela estava do outro lado, diferentemente das outras vezes.
Ele podia sentir o cheiro dela. Podia sentir a mágoa dela.
– Hermione... Eu fui um idiota... Principalmente por não te ouvir... – Ele encostou a testa na porta. – Sinto sua falta... Sinto tanto a sua falta. – Bill parou de falar por uns segundos, atento aos sons dela. – Não, por favor... Não chore, Mione... Eu... eu estou tão arrependido... Você não percebe? – Afastou-se quando viu que a porta seria aberta.
– Não percebo o quê? – Ela indagou, os olhos levemente vermelhos. Bill passou os olhos por ela. Parecia mais magra. Uma mágoa que ele nunca tinha visto naqueles olhos castanhos. E o pior era saber que ele fora o causador. Ele era o culpado.
Hermione tentava manter sua frieza. Notou o ar abatido dele. Uma expressão que não via há tempos. Cruzou os braços tentando manter a seriedade. Controlando-se para não pular nos braços dele. Bill desfez o rabo e bagunçou os cabelos ruivos. Era uma imagem tentadora, Hermione pensou consigo mesma.
– O que eu não percebo, Willian? Que você me enxerga como uma bruxa qualquer?
– Não, não diga isso! Você sabe que não é verdade! – O tom era suplicante. Ele olhou para os lados. – Deixe-me entrar. Eu falo o que tenho para falar e sumo da sua casa. Sumo da sua vida. Eu... Eu posso pedir transferência para o Cairo novamente.
Dizer aquilo doía. Doía porque ele não queria, não podia afastar-se dela. E doeu também em Hermione. Ela descruzou os braços e deu passagem para que ele entrasse. A porta foi fechada, mas ambos permaneceram em pé. Um de frente para o outro. Tensos e magoados.
– Eu não te enxergo como uma bruxa qualquer. Eu apenas... Apenas não soube o que fazer quando vi o teste de gravidez.
– Você poderia ter apenas me ouvido.
– Eu sei. Desculpe-me por isso... Por agir de forma impensada e como um total imbecil. Eu só... – Ele aproximou-se dela. Hermione tentou se afastar, mas dessa vez ele não permitiu e pegou o punho dela. Depois entrelaçou seus dedos aos da morena. Ambos sentiram um arrepio percorrer seus corpos. – Hermione, — Com a outra mão ele segurou o queixo dela de forma delicada, fazendo com que ela não desviasse o olhar. – Hermione, eu te amo.
Ela arregalou os olhos. Não esperava aquela declaração. Não naquele momento. Não vinda dele...
– Bill... Eu...
Ela não sabia o que dizer.
– Diga apenas que me perdoa. Mesmo que não queira mais me ver. Mesmo que não me queira mais na sua vida. Diga apenas que me perdoa... Eu te amo tanto, Hermione. – Os olhos azuis fitavam-na com intensidade. Com amor.
– Eu... eu te desculpo, é claro que te desculpo, Bill... – Ele não precisava ouvir mais nada. Aproximou-se dela, Hermione não impediu. Inclinou-se para beijá-la e viu que ela fechou os olhos, entregando-se. Segurou a nuca dela, puxou-a pela cintura e beijou-a. Beijou-a com todo o amor que tinha para oferecer e não era pouco. Amava-a como nunca amara ninguém. De forma incontrolável. Incontestável.
Ela retribuiu ao beijo. Com a mesma intensidade. Com o mesmo amor retribuído, mas ainda não dito. Sentiu falta dele. Do corpo dele, da risada, da presença de Bill em sua vida. A necessidade de ambos, a falta de ambos era suprimida em cada toque, em cada investida de língua um no outro. Um combate de gemidos e murmúrios.
– Quero estar dentro de você, Mione... – Ele falou. A voz baixa e rouca no ouvido dela. A resposta que ele teve foram as mãos dela puxando sua camiseta, tirando-a. Os dedos dela percorrendo suas costas, seu abdômen, seu membro já rígido. Tanto tempo... Qualquer tempo era tempo demais para ficar longe dela.
Hermione sentiu sua roupa ser arrancada sem delicadeza do seu corpo. Não se importou. Ela não queria delicadeza naquele momento. Não com Bill. Sentiu seu corpo contra a porta de entrada. Ele levantou-a como se ela não pesasse nada. Sentiu a boca dele em seu pescoço e sabia que ele estaria com os olhos vermelhos. Ela simplesmente podia sentir. Ele a beijava e a mordiscava e a tocava com firmeza. Marcava-a como dele e aquela possessividade apenas a excitava. Sentiu sua calça ser arrancada. Sua calcinha. Ele não se preocupou em retirar a própria calça, apenas abaixou o suficiente para que retirasse seu membro e a penetrasse. Úmida. Para ele.
– Hermione... – Ele gemeu o nome dela.
Seus olhos se encontraram. Azul e vermelho sobre os castanhos. Penetrando-a. Tornando-a dele mais uma vez. Tornando-se dela. Eles se olhavam. As mãos dela segurando os ombros dele. Contra a porta.
– Hermione... – Ele repetiu.
– Eu te amo. – A morena falou, enquanto ele a penetrava. Bill parou o movimento. O coração batendo de forma ainda mais acelerada, se isso fosse possível. Encostou sua testa contra a dele, retomando o movimento. Com mais força. Sentiu quando ela chegou ao orgasmo e derramou-se também. Sincronia.
– Seja minha. Apenas minha. Seja minha namorada, Hermione. — Ele disse, fitando-a. Ainda estava dentro dela, pulsando.
– Você tem certeza? – Ela perguntou, abraçada a ele. Sentindo o corpo dele. Sentindo-o dentro de si.
– Sim. Seja minha namorada. Apenas minha, Hermione... Diga que sim... Hoje e sempre... Diga que sim... – Ele pediu em tom de súplica.
– Sim... – Bill beijou-a, depois pegou sua varinha que ainda estava na sua calça e aparatou os dois para o Chalé das Conchas.
31 de agosto de 2005
– Será feito na próxima semana. – Draco ouviu seu advogado dizer. Ele olhava pela janela do seu escritório, observando o movimento dos pedestres e dos carros. – Você sabe como isso pode terminar... Vai mesmo arriscar a vida da senhorita Granger?
Draco continuou encarando a rua.
– Ela estará protegida. Eu o seguirei até a entrada do banco e sei o tempo que leva até que ele esteja no cofre. Já calculei isso semana passada. Uns minutos a mais ou a menos... – Deu de ombros. — Vou acionar Weasley e Potter.
– Malfoy, é um plano arriscado... – O advogado tentou mais uma vez. — Ele estará carregando objetos cheios de magia maligna! – Baixou seu tom de voz. – Magia das trevas...
– Ela está com aquele meio lobo. Ele estará perto. Vai dar tudo certo. – O loiro falou sem tirar os olhos da rua. Tem que dar certo.
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Hermione corria o máximo que podia. Sabia que ele a alcançaria logo, mesmo com a vantagem que teve. Precisava, apenas, chegar até o mar que nunca lhe pareceu tão longe. Ouviu a respiração e os passos dele. Acelerou, mas foi inútil. Logo, sentiu-se puxada pela cintura e dois braços fortes a jogaram sobre o ombro.
– Bill!!! – Hermione ouviu a risada grave do ruivo. Ela deu socos gentis nas costas dele. – Bill! Não faça isso! Não é justo!
– Você teve uma boa vantagem, Mione.... – E, dizendo isso, entrou com ela no mar. Prevendo o que aconteceria, a morena gritou:
– Não, Bill! Não faça isso! – Ela ria entre os pedidos. O ruivo ajeitou-a nos braços, indo para uma parte mais funda do mar calmo. – Não! – Ela pediu mais uma vez.
– Sim! – Bill deu um leve beijo nos lábios dela, antes de jogá-la na água salgada. Naqueles momentos com Hermione, ele permitia-se rir e esquecer. Não sentia culpa por sua felicidade. Seu riso, no entanto, sumiu e ele ficou sério ao notar que Hermione não voltava para a superfície.
– HERMIONE! – Ele gritou antes de mergulhar. Olhou para os lados. Nada. Emergiu. – Não... HERMIONE! – Tornou a gritar, então sentiu algo em sua cintura e depois Hermione apareceu. Ele puxou-a, envolvendo-a em um abraço.
– Desculpe! Oh, Merlin!
– Bill, eu estou bem! A maré apenas me afastou um pouco. – O ruivo passou os olhos pelo rosto dela, conferindo se não havia ferimentos.
– Foi uma brincadeira estúpida da minha parte. Me desculpe... – Bill falou, com Hermione ainda em seus braços, os azuis fixos nos olhos dela.
– Estou bem. Mesmo. – As bocas se encontraram em um beijo intenso, salgado, sensual. As pernas dela já estavam ao redor da cintura dele.
– Eu te amo. – Ele disse contra os lábios dela.
– Me faça tua... Mais uma vez...
– Todas as vezes...
–--
Depois que voltaram do mar, tomaram um longo banho... Ele riu sonoramente com Hermione deitada em seu peito. A garota vestia apenas a camiseta dele do AC/DC e Bill usava apenas sua boxer.
– Pare de rir... Você já está cansado de ouvir essa história. – Ela disse, batendo levemente a mão no peito dele.
– Não, não estou cansado... Ainda vou invadir a mente do meu irmão para ver como você ficou com cara de gato aos 12 anos... – Hermione virou-se na cama, encarando o ruivo.
– Você não faria isso!
– Claro que faria... E farei...
– Bill... – A mão dela foi até o ponto em que ele sentia cócegas.
– Sem cócegas, Hermione! – Bill falou em tom de alerta ao sentir os dedos dela roçando sua pele.
– Claro... Vou te obedecer da mesma maneira que fez quando eu te pedi para não me jogar na água.
– Não sabia que era tão vingativa...
– Humrun... Posso ser muito vingativa... – Ela lançou um sorriso maroto antes de começar a fazer cócegas no ruivo. Facilmente ele conseguiu livrar-se dela, mas Hermione também agiu rapidamente e pulou para fora da cama.
– Sem vantagens dessa vez... – Os dois sorriam, um de cada lado da cama.
– Alguns segundos... – Ela pediu, fazendo um gesto com a mão para que ele esperasse.
– Nada de vantagens para garotas vingativas! – Ele disse, fingindo-se sério. – Corra!
Ela não pensou duas vezes. Uma nova brincadeira de “pega-pega” começou. Hermione saiu correndo do quarto, descendo as escadas em direção à sala. Bill pulou sobre a cama, indo em seu encalço. Ele quase a derrubou ao chegar na sala, pois não esperava que ela parasse de repente.
– Mione, o que... – Então ele notou que havia mais alguém. – Fleur...
– Olá, Bill. – Ela olhou de um para outro. De cima à baixo. – Hermione. – E fez um seco gesto de cabeça.
– O que faz aqui? – Bill perguntou, passando a mão pelo ombro de Hermione. A loira acompanhava cada movimento.
– Eu vou deixar vocês à sós. – Hermione falou. Ela tentou se afastar, mas a mão de Bill permaneceu firme em seu ombro.
– Você pode ficar. O que Fleur tiver a dizer, ela pode dizer na sua frente. – Um silêncio pesado caiu sobre a sala. Fleur ainda olhava de um para o outro com extrema frieza. Hermione tornou a falar:
– É uma conversa particular, Bill... Eu... Eu vou para minha casa. Tchau, Fleur. – Não obteve resposta. – Até mais, Bill. – ela disse, afastando-se antes que o ruivo pudesse falar mais alguma coisa. Ele acompanhou a saída de Hermione com o olhar, depois se voltou para a ex-mulher. Em silêncio, pegou a roupa que estava jogada sobre o sofá e trocou-se.
– Ainda não respondeu o que faz aqui.
– Quanto tempo demorou para levá-la para cama?
– Quem eu levo ou deixo de levar para cama não é mais assunto seu desde que nos divorciamos. – Ele cruzou os braços e Fleur trocou o peso dos pés.
– Posso me sentar?
– Você vai demorar tanto assim? – A loira rolou os olhos, mas foi até o sofá, sentando-se. Bill sentou-se do outro lado da sala, de frente para ela.
– Fomos casados por muitos anos, Bill... Acho que pode me contar quando decidiu levar a amiga CDF dos seus irmãos para cama.
Bill sentiu a raiva percorrer seu corpo ao notar o desprezo nas palavras dela ao mencionar Hermione.
– Cuidado com o que fala, Fleur... Hermione é minha namorada.
– Não por muito tempo... – A loira abriu a bolsa, retirou um envelope e esticou o braço. Um claro gesto para que Bill o pegasse.
– O que é isso?
– Falei com um advogado. Estou contestando o nosso divórcio.
– VOCÊ O QUÊ?! – Ele indagou, levantando-se de supetão e puxando, sem delicadeza, o envelope da mão dela.
– Isso mesmo que ouviu. – Fleur respirou fundo, levantou-se e começou a falar de forma mais sensual. – Eu quero você de volta, Bill...
O ruivo, no entanto, tinha os olhos fixos nos pergaminhos.
– É alguma piada? – Ele falou, sério.
– Não, Bill... Eu estava perdida, deprimida... – aproximou-se e tocou o rosto dele, mas o ruivo afastou a mão dela. – Não faça assim...
– Você não pode contestar o divórcio! – Os olhos agora presos aos dela. Raiva. O tom frio. Ele segurava o documento em sua mão com força, amassando-o.
– Eu posso. Como pôde ver aleguei que estava muito transtornada ao assinar e concordar com nossa separação. Agora, porém, quero fazer as coisas darem certo entre nós. Eu sinto sua falta, Bill.
O corpo dele estava tenso, rígido. Sentia o lobo querendo aflorar. Virou de costas e fechos os olhos. Respirava lentamente.
– Você só pode estar brincando... Uma brincadeira perversa, Fleur.
– Eu ainda te amo! – Ela falou, colocando delicadamente a mão sobre o ombro dele. Bill virou-se e segurou o punho da francesa, que teve um estremecimento de medo ao ver os olhos do ex-marido.
– Saia daqui e da minha vida, Fleur. Você fez sua escolha há muito tempo. Agora estou com Hermione e é ela que eu amo.
– Não, eu não acredito! – A loira disse, desviando seus olhos. – Você ainda me ama, Bill! – A loira puxou seu braço, interrompendo o contato. – Teremos uma reunião no Ministério em breve e vou pedir a anulação do divórcio, assim que a contestação for aceita. – Dizendo isso, ela foi até a lareira e sumiu entre as chamas verdes. Imediatamente Bill bloqueou a comunicação, xingando-se por não ter feito isso antes.
– Merda! – Exclamou, jogando, com violência, os pergaminhos no chão. Desfez o rabo de cavalo e bagunçou os cabelos. Apoiou a cabeça nas mãos e o cotovelo na coxa. Pensou durante um longo tempo antes de pegar os documentos. Havia duas opções:
1- Aceitar a contestação. Dessa forma o divórcio seria imediatamente anulado e ele estaria casado com Fleur novamente. Voltar com ela seria uma escolha fácil... Já se conheciam muito bem, ele já a amara, já tinham tido uma filha.... Uma filha que lhes foi tirada de forma injusta. Poderia recomeçar com a francesa?
2 – Não aceitar e lutar judicialmente contra a contestação, alegando que a decisão foi dele, mas ela aceitou, afinal não viviam como marido e mulher já há algum tempo. Não seria fácil, pois conhecia o poder de convencimento de Fleur. Provavelmente, a loira levaria Hermione e ele à loucura. Será que sua namorada merecia isso? Ainda mais para ficar com alguém que tão pouco tinha a oferecer? Bill sabia que Hermione era uma nova chance em sua vida, mas não sabia se estava preparado... Não da forma que ela merecia.
Respirou fundo e levantou-se. Apoiou o documento e ambas as mãos na mesa.
– Merda! Puta merda, Fleur! – Ele xingou em voz alta. Conjurou pena e tinteiro. Assinou, embaixo da sua escolha.
Dobrou o pergaminho e aparatou. Encontrou Hermione sentada, observando a lareira apagada. O olhar triste e preocupado.
– Hermione. – Ele soltou o ar pesadamente. – Precisamos conversar.
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