Capítulo 08

– O Ministro ainda não divulgou nada. Os aurores devem saber em breve.

– Nenhuma data então.

– Infelizmente, não. Até por que há uma distância entre a aprovação da lei pelo Ministério e a aprovação dos duendes. – o bruxo levantou-se – Mas acho melhor você fazer uma visita ao seu cofre no Gringotes se não quiser passar boa parte da sua vida em Azkaban.

Ele passara semanas fazendo sua lista. Ele tinha três contas diferentes no Gringotes. Em cada delas uma quantidade considerável de objetos. Alguns, herdara do seu pai e outros ele mesmo criara e testara em bruxos que foram encontrados mortos pelos becos da Travessa do Tranco. Bruxos quaisquer. Tão insignificantes que os aurores nem se importaram em investigar suas mortes com a devida atenção.

Teria que ter cautela... Provavelmente os funcionários do banco já deveriam estar cientes sobre o controle do que era colocado nos cofres.

03 de junho de 2005

– Bill! Hermione! – exclamou Molly – Estávamos esperando vocês!

– A família faminta já está presente? – Bill perguntou abraçando sua mãe. Ela encarou o filho com firmeza antes de responder.

– Os gêmeos estão chegando com Lino. – sorriu para os dois – Vocês vieram... Juntos?

Hermione olhou nervosamente para Bill. Ambos tinham decidido manter o relacionamento em segredo. Encontravam-se um na casa do outro. Apenas isso. Almoçavam juntos, como já era o costume dos dois. E mantinham a falsa aparência de serem colegas de trabalho e amigos.

– Juntos como amigos, mãe – Bill falou sentindo o peso amargo da mentira. Não queria e tampouco via Hermione como sua amiga. Só que era melhor não envolver sua família naquilo que nem ele sabia explicar.

Os dois foram até o quintal. Com exceção dos gêmeos, todos os outros estavam lá. Bill observou Gina se aproximando com o filho no colo. O pequeno Sirius estendeu o braço sorrindo para Hermione que o pegou. A caçula olhou para o irmão, mostrando que entendia que ele ainda não pudesse segurar o sobrinho.

Rony cumprimentou os dois e disse:

– Estamos pensando em jogar uma partida de quadribol antes do almoço. O que acha, Bill?

– Claro, eu gost-

Sua fala foi interrompida pela entrada dos gêmeos que chegaram com alguns explosivos coloridos. As imagens coloridas de animais que brilhavam e depois desapareciam. O bebê se divertia com aquilo. Hermione o passou para o colo da amiga novamente.

– Planejando um jogo? – Jorge perguntou.

– Sim, estamos – Rony respondeu – Hermione eu nem preciso perguntar... Provavelmente vai apenas assistir – ela sorriu concordando — Lino você vai jogar?

– Não. Sou melhor como locutor do que como jogador – o rapaz respondeu depois de olhar por uns instantes para Hermione. Olhar que não passou despercebido por Bill. Ele pediu licença e foi pegar algo para beber, voltando em seguida.

– Hermionezinha, — Fred começou, passando um braço sobre os ombros dela – Você está namorando? – ela olhou nervosa para Bill, que desviou os olhos.

– Não...

– Não? – Jorge falou, segurando pela cintura, do outro lado – Sabe que um amigo nosso está muito interessado em conhecer você melhor? – indagou apontando de maneira nada discreta Lino Jordan. A expressão de Bill cada vez mais séria.

– Obrigada, rapazes, mas no momento não quero me envolver com ninguém – ela disse. Os dois fizeram cara de cachorro abandonado. Jorge continuou:

– Lino é praticamente da família...

–... Você estaria em boas mãos...

–...Poderia assistir jogos de quadribol de graça...

– Eu não sou tão fã assim de quadribol – ela respondeu evitando olhar para Bill, apesar de sentir os olhos dele grudados nela – E mesmo que gostasse não seria esse um motivo para sair com Lino. Não sou interesseira.

Harry interrompeu a conversa, perguntando se todos estavam preparados para o jogo. Cada um pegou sua vassoura e dirigiram-se para o campo improvisado. Todos eles mantinham uma vassoura especialmente para jogos guardada no pequeno depósito atrás da Toca. Havia uma pequena arquibancada que nem chegava a circundar o campo. Tinha cerca de quatro metros de altura e Hermione subiu até o ponto mais alto, sendo seguida por Lino.

– Se os gêmeos falaram algo – Lino começou ao perceber que Hermione estava sem graça perto dele – Ignore-os.

– Do que está falando? – ela indagou depois de ver Bill levantar voo.

– Dos meus amigos dizerem que estou interessado em você – respondeu diretamente. Hermione sentiu o rosto corar.

– Ahn, sim... Não me leve a mal, mas é que...

– Não precisa se explicar. Eu apenas disse que você é uma mulher linda. Apenas isso – ambos sorriram.

– Obrigada, Lino.

No céu o grupo se dividiu e jogavam uma partida amistosa de quadribol. Hermione estava atenta à partida, especialmente a um determinado ruivo de cabelos longos. Porém, manteve uma conversa com Lino. Eles pouco conviviam. Ela apenas encontrava o rapaz em festas ou quando ela visitava a Gemialidades Weasley.

– Bill parece bem melhor desde a última vez que o vi – Lino disse notando que ela observava o ruivo.

– Sim, ele está melhor – Hermione olhou para o rapaz ao seu lado – Pelo menos voltou a se alimentar.

No céu, os bruxos faziam manobras, enquanto Harry e Charlie, apanhadores, procuravam pelo pomo. Um vento começou a soprar, tornando o voo um pouco mais difícil, no entanto parecia que todos estavam apreciando aquele novo desafio.

– Bill! – Charlie chamou o irmão, flutuando com a vassoura ao lado dele – Preste atenção no jogo! Fred te passou uma goles e você nem percebeu!

– Estou atento ao jogo! – Bill respondeu encarando o irmão.

– Não. Você está atento à conversa que está acontecendo lá embaixo.

– Não diga besteiras – Bill disse e mudou de direção. Charlie o seguiu.

– Você vai mesmo mentir para mim dizendo que não há nada entre vocês?

– Não... Eu...

– Ei! – Fred gritou para os dois – Vocês vão jogar ou ficar de conversa fiada! Tem um jogo acontecendo aqui, sabiam?! – os dois sorriram e se separaram. No entanto, a atenção do irmão mais velho ainda estava focada no casal lá embaixo. Continuou voando, tentando focar-se no jogo. Acertou duas goles nos aros. O pomo ainda desaparecido. Então olhou para baixo, para direção de Hermione e viu que Lino Jordan inclinava-se sobre Hermione.

Os nós de seus dedos tornaram-se brancos de tanta força que fazia segurando a vassoura. Sem pensar em mais nada, mudou a direção do seu voo. Charlie notou a súbita mudança. Tudo aconteceu muito rápido.

– BILL, NÃO! – ele gritou, mas foi em vão.

Lino tinha o rosto bem próximo ao de Hermione, os lábios quase... Então ele foi atirado longe. Bill passou com a vassoura, arrancando o locutor da arquibancada. Ambos fizeram um voo rasante até caírem no gramado.

– O QUE PENSA ESTÁ FAZENDO, JORDAN? – a voz dele era raiva pura. Estava sobre o negro, uma mão segurava-o pela gola enquanto a outra estava fechada.

Logo uma chuva de ruivos o alcançou, juntamente com Harry. Hermione estava terminando de descer os degraus da arquibancada.

– Calma, cara! O que é isso? – Lino exclamou surpreso. Seu olhar indo da varinha que nem viu o ruivo pegar para os... Ele sentiu medo como não sentia há um bom tempo.

– Bill! Você enlouqueceu? – Jorge perguntou tentando puxar o irmão de cima do seu amigo.

– Não se meta, Jorge! – ele respondeu enfurecido. Ao ver os olhos do irmão, Jorge deu um passo vacilante para trás. Fred aproximou-se, mas foi detido pelo gêmeo.

– Você ainda não respondeu minha pergunta, Jordan. O que pensa que está fazendo? – Harry e Rony pegaram suas varinhas. Harry murmurou para a mulher:

– Entre e chame seu pai – ele disse. Ela não pensou duas vezes.

Os olhos de Bill apresentavam um círculo avermelhado.

– Acalme-se, Willian – Charles disse aproximando-se – Você... O que está havendo? Não estamos na semana de lua cheia. Nem é de noite! Olhe para si mesmo!

A resposta dele foi um grunhido baixo. Seu olhar preso aos olhos negro de Lino.

– Eu estava apenas tirando um cisco do olho de Hermione! – ele respondeu o mais rápido que pôde.

– Bill,... – Harry começou a com a voz, nisso Hermione aproximou-se correndo.

– Willian! O que está fazendo? – ela parou ao ver os olhos dele que desviaram de Lino ao ouvi-la.

– Eu vi vocês dois, Hermione... Vai me trocar? Vai me abandonar como Fleur? – a varinha dele fazia pressão no pescoço de Lino. Hermione viu Rony mexer a varinha, mas esticou a mão para que ele não fizesse nada. Provavelmente um feitiço estuporante o irritasse ainda mais como acontecera no dia da transformação. Gina e Artur chegaram correndo.

– Primeiro você vai sair de cima do Lino para que possamos conversar como dois adultos. Como pessoas. Controle-se – Hermione não sabia de onde vinham as palavras. Afinal, ela também não deveria estar apavorada? O que estava acontecendo com Bill?

Ele soltou o urro baixo e saiu de cima de Lino, seguindo para dentro da casa. O murmúrio de vozes ficando para trás. Passaram pela cozinha e Molly, que estava cuidando de Sirius começou:

– Filho, o que houv-

– Agora não, mãe – ele passou e começou subir rapidamente os degraus em direção ao seu antigo quarto. Hermione em seu encalço. Ele entrou no quarto e bateu a porta. Instantes depois, Hermione chegou e fechou a porta sem barulho. Bill sentou-se na cama e escondeu o rosto entre as mãos. Ele respirava profundamente tentando se acalmar.

– Acho que, agora, toda sua família já sabe.

– Nós não vamos confirmar nada. Não ainda.

– Eu também acho que é o melhor, mas será difícil depois da cena que acabou de acontecer lá embaixo. – ela cruzou os braços e esperou em silêncio.

– Eu não sei o que houve. Perdi a cabeça quando vi o filho da puta quase te beijando. Você está ou não está comigo, afinal? – ele perguntou levantando-se e encarando os olhos castanhos. O vermelho dos olhos dele tinha sumido.

– Claro que estou com você – ela disse calmamente – Entrou um cisco no meu olho. Ele foi apenas assoprar. Não precisava ter agido da forma que agiu. Você poderia tê-lo machucado. Você poderia ter se machucado.

– Hermione, ele... Eu vi a forma como ele te olhou... E ouvi muito bem as insinuações dos gêmeos.

– E não passaram disso: insinuações. Ele apenas me falou... Apenas disse que me acha linda. Apenas isso.

– Sei – ele soltou uma risada irônica. Hermione continuava séria e ela foi mudando sua expressão – Desculpe. Eu, eu não sei o que houve.

– Seus olhos...

– Eu sei... Quer dizer, eu senti...

– Bill – Hermione começou, pegou a mão e entrelaçou seus dedos com os dele – O que houve? Isso já aconteceu antes? É como... Foi como você estivesse...

– Na lua cheia? – ele terminou a frase e a morena assentiu – Isso nunca me aconteceu. Foi... Instintivo. Eu apenas precisava... – ele soltou o ar pesadamente – Apenas precisava impedir que o Lino te tocasse. Não posso explicar nada além disso. Eu vou para minha casa. Sozinho – ele completou ao ver que ela proporia ir junto – Peça desculpas a todos. Especialmente ao Lino.

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15 de junho de 2005

O impasse entre duendes e Ministério ainda persistia. Draco Malfoy, Blaise Zabini, Theodore Nott, entre outros concordaram em abrir seus cofres para averiguação. Aquela comoção não alegrava nem um pouco os duendes.

Obviamente nada fora achado de suspeito nos cofres. E eles enfrentavam um impasse: para receber a aprovação dos duendes eles precisavam de provas. Para conseguir essas provas era necessário abrir os cofres mesmo sem autorização. Para averiguar os cofres sem autorização precisavam do consentimento dos duendes. Era como um cachorro perseguindo o próprio rabo.

Hermione notara a forma como Bill estava mais animado. Vinha ganhando seu peso novamente. Suas feições não eram mais tão pálidas. Mas ainda havia a tristeza em seu olhar, algo que jamais ele conseguiria superar. Eles não tocaram no assunto sobre o incidente ocorrido na Toca envolvendo Lino. No entanto, ao observar o mesmo olhar triste, ela notava que ele escondia algo. Algo que ela não sabia se seria capaz de decifrar ou se ele conseguiria revelar.

– Quer jantar na minha casa hoje? – ela perguntou.

– Claro, Mione – Bill respondeu com um pequeno sorriso.

Hermione voltou sua atenção para o documento que preenchia. Um cliente apresentou uma carta do ministério inglês explicando que ele seria transferido para Escócia. Então o bruxo pedia autorização para pegar alguns galeões e heranças familiares que seriam deixados na filial escocesa do Gringotes.

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– Você sabe isso é arriscado, senhor Malfoy. Por que pediu que eu vazasse essa informação para ele?

Draco acendeu o cigarro e tragou lentamente. Soltou a fumaça. Tomou um gole de uísque. Seu advogado esperava calado. Ansioso. Só que Draco não tinha pressa.

– Era a única maneira.

– Isso pode colocar a vida de algumas pessoas em risco... Você... – Flaherty sentiu o sangue sumir de seu rosto. Draco encarou o advogado – É alguma espécie de vingança? – ele levantou-se – Eu concordei em continuar como seu advogado desde que não houvesse envolvimento com... – ele deixou a palavra no ar.

– De que merda está falando? Você sabe muito bem que não estou mais metido com qualquer tipo de arte das trevas!

– Mas ainda tem seus contatos...

– E são todos reportados para os aurores! – Draco falou irritado pela postura do homem à sua frente.

– Então que merda de plano é esse que está armando? Por que pediu que eu avisasse aquele filho da puta? – indagou perdendo a compostura e o profissionalismo.

– Precisamos que ele vá até o cofre.

– Você colocará a vida daquela nascida trouxa em risco e sabe disso! – Flaherty bateu o punho na mesa.

– Meu pai fez coisas muito piores e você nunca abriu sua maldita boca!

– Ele ameaçava minha esposa e filhos. Você sabe muito bem disso! – ambos ficaram calados.

– É necessário. – Draco quebrou o silêncio incômodo — Não estou feliz com essa escolha – Draco disse depois de um tempo e apagou seu cigarro – Ela tem a proteção do mais velho dos Weasley. Ele já pediu a documentação para transferência, não pediu? — O advogado assentiu. – Quando o filho da puta for ao Gringotes provavelmente vai entrar em contato com você. Daremos tempo suficiente para que ele chegue aos cofres. Nesse meio tempo chamamos Potter e Weasley com o resto dos aurores.

– Isso não está me cheirando bem, Draco – o advogado levantou-se, pegou sua capa e sumiu nas chamas da lareira.

O loiro massageou suas têmporas, tentando se convencer que aquela era a única maneira. Que Granger era uma excelente bruxa e que ela estaria protegida. Era nisso que ele precisava acreditar.

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20 de julho de 2005

Hermione estava se tornando mais necessária para Bill do que ela poderia imaginar e do que ele poderia aceitar. O corpo dela. Precisava do corpo dela. Não apenas para acalmá-lo sexualmente e nos dias de lua cheia. Era o colo dela que precisava quando a dor era pesada demais. Era o cheiro dela que ele buscava quando precisava aplacar a saudade de algo que não existia mais.

Era o riso dela que o fazia rir quando sentia vontade de desistir de tudo. E aquele o som o tirava das trevas e da vontade de se embebedar diariamente. Eram os lábios dela curvando com seriedade ao vê-lo fazendo algo errado no trabalho ou boquiaberta quando ele ensinava algo novo.

E aqueles olhos castanhos que poderiam ser tão comuns eram o que o mantinha na sua promessa de controlar-se quando sentia raiva da vida. Raiva de tudo. De todos. Menos dela. Por que esses olhos não brilhavam quando ele estava deprimido. Eles não brilhavam quando ele queria se entregar. E isso tornava sua dor pior. Mais dolorida. E seu peito doía e chorar nunca era suficiente. E gritar e quebrar coisas nada seria suficiente por que nada traria sua filha de volta.

Restava-lhe conviver com sua dor. Com sua ausência. E apenas com Hermione ele conseguia isso. Apenas com ela. Pedaços de dias que se seguiam. Pequenos flashes de esperança. Pequenas possibilidades de viver. De rir. Apenas com Hermione ele tinha isso.

E sabia que por ter isso apenas com ela, o medo voltava. Por que ela merecia mais, muito mais do que um homem quebrado por dentro. Por fora. Um homem marcado. Um homem meio lobo.

– Bill? – ela perguntou, tirando-o dos seus pensamentos. Hermione repousava sua cabeça no peito dele. O som do mar agitado chegava até eles. O vento batia na janela e uma brisa marinha dominava o ambiente.

– Diga, Hermione – e sempre, a cada vez que ela o chamava ele temia que ela percebesse uma verdade que o atormentava: ela era boa demais para ele.

– Harry me convidou para uma festa. Aniversário do Dino, sabe? Ele pediu que Harry me convidasse. Quer ir comigo?

– As pessoas não sabem que estamos juntos, Hermione.

– Todos sabem e todos fingem não saber e nós fingimos que ninguém sabe. Podemos ir como amigos.

Não era uma cobrança. Ele sabia. Ambos sabiam.

Hermione sabia muito bem o que sentia e também sabia que ele não estava preparado. Que era apenas algo passageiro. Ela era apenas isso: alguém que o fazia esquecer-se de Victorie. Ele a desejava. E não passava disso. Não conversavam mais sobre sentimentos. Apenas os viviam. Intensamente.

– Quando é? – o tom dele era calmo. Bill virou-se para olhá-la. Sorriu – Você é linda, Hermione. – ela sorriu perante o elogio.

– No próximo sábado.

– Não entendo – Bill falou olhando-a intensamente. Hermione, muitas vezes, sentia-se encabulada. Nunca ninguém a olhara com tanta intensidade.

– O que você não entende? – ela disse passando a mão nos fios que caiam sobre o rosto dele.

– Por que está comigo? – ela parou o gesto por alguns momentos.

– Porque eu gosto de você. Gosto de estar com você. Porque sinto atração por você.

Ele fechou os olhos e respirou fundo. Sua testa encostando com a dela. Apenas pensava uma coisa: ela era muito boa para estar com ele.

Notas finais
Dois capítulos, como agradecimento pelos comentários!!!