Uma Nova Chance Para O Amor BillMione
5 Capítulo 4
Capítulo 04
11 de março de 2005
Bill saiu mais cedo e passou no Ministério. Chegou em sua casa com um envelope na mão. Olhou para o relógio e sabia que ela chegaria atrasada. Ela sempre gostara de fazer uma entrada dramática. Colocou o envelope sobre a mesa e serviu-se de uísque. Olhou pela janela observando as ondas do mar e depois para o céu. A noite seguinte seria de lua cheia. Charlie concordara em ajudá-lo. Ouviu o som de aparatação e voltou a olhar para o interior da casa.
– Eu disse que entrava em contato – Fleur disse friamente.
– Cansei dessa brincadeira – ele falou sério.
– Não é brincadeira. Eu realmente estou melhor na França. Longe da Inglaterra, dessa casa, de...
– De mim? Não precisa responder. Acho que se pensa assim... – ele apontou para o envelope sobre a mesa.
– O que é isso?
– Documento para o nosso divórcio. Eu já assinei.
– Divórcio? – pela primeira vez ela pareceu não dominar a situação. Foi pega desprevenida.
– Sim, divórcio – ele falou pausadamente e sentou-se à mesa, puxando os pergaminhos – Como você mesma disse está melhor longe daqui. Faz quase um ano que não estamos tendo qualquer contato. E, se você está melhor na França... – ele deu de ombros.
Fleur continuou parada e calada.
– Bill,...
– Eu tentei por muito tempo. E cansei. Eu cansei de tentar e você nem tentou. Nosso casamento acabou. Assine logo e retome sua vida longe daqui se é o que deseja. O resto de suas coisas já está empacotado. – Fleur então olhou para trás e viu algumas caixas. Com um aceno de varinha, elas sumiram. Foi até a mesa e assinou os documentos. Olhou para Bill.
– Não queria que as coisas fossem assim...
– Mas também não lutou para que fossem um pouco diferentes. Assim que eu vender a casa, mando metade do dinheiro.
– Não. Fique com a casa. Não quero nada.
Encararam-se durante um tempo, até que Fleur desaparatou. Bill respirou sem saber se estava aliviado ou angustiado. Aparatou no Beco Diagonal e entrou no primeiro pub que encontrou.
Enquanto isso...
– Você está distraída. – Ethan perguntou enquanto andava com Hermione. Seu braço em volta do ombro dela.
– Apenas pensando no nosso casamento.
– Gostou do salão? Conseguimos por que minha mãe interviu, sabia?
– Sim, eu sabia. Só que gostaria de algo mais simples – ultimamente aquela ostentação a vinha irritando profundamente. Nunca fora algo que ela apreciara, mas era algo que não influenciava muito em sua vida pessoal.
– O Ministério deveria realmente fazer algo com esses bêbados vagabundos.
– Às vezes é só alguém passando por alguma dificuldade – não que ela apreciasse ver bêbados pelas ruas, mas também entendia que pessoas podiam cometer erros. E também havia certa necessidade em contrariar Ethan. Hermione olhou para o homem que estava deitado apoiado desajeitadamente contra uma parede. Ela passou ainda abraçada com Ethan, então estancou de repente – É o Bill!
– Está falando sério? Isso deve ser reportado ao Gringotes. – ele falou com desdém.
Hermione afastou-se do namorado e ajoelhou-se.
– Bill? Willian? Acorde! – ela tentou puxá-lo – Ajude-me aqui, Ethan.
– Não ajudo bebuns.
– Ele pode entrar em coma alcoólico. Não sei quanto bebeu.
– Realmente não me importo – ele falou cruzando os braços – Você vai mesmo ajudá-lo?
– É claro! – Hermione estava ajoelhada, olhando para seu noivo. Ethan murmurou alguma coisa, virou as costas e foi embora.
– Filho da puta! – xingou em voz alta. Segurando Bil como pôde, aparatou em seu apartamento. Levitou-o até a cama no quarto de hóspedes. Tirou os sapatos e as meias. Foi até a cozinha e voltou trazendo uma poção. Apoiou-o meio sentado na cabeceira da cama, sempre ajudada pela varinha. Havia algo nos Weasley que Hermione notara: enquanto Fred, Jorge e Charlie eram mais baixos e robustos. Bill, Ron e Percy eram mais altos.
– Bill, tente beber um pouco da poção – dizia para o homem desacordado à sua frente. O ruivo abriu os olhos e antes que Hermione desse a poção a ele, Bill virou para o lado e vomitou. A morena só teve tempo de pular para trás. Hermione ajudou-o a se sentar com os pés para fora da cama. Sentou-se atrás dele, segurando sua testa e os fios vermelhos soltos do típico abo de cavalo. Quando ele parou, limpando a boca e completamente zonzo, ela levantou-se, pulando a poça de vômito. O cheiro embrulhava seu estômago. Rapidamente limpou tudo com um floreio de varinha – Beba – ela disse novamente estendendo a poção.
Bill estava completamente zonzo e sua visão embaçada. Não sabia onde estava, apenas sabia que nunca tinha bebida tanto. Vomitara como nunca. Sentia uma mão quente em sua testa. Depois, um copo foi entregue. Tomou o líquido. Tudo escureceu.
Com um feitiço, Hermione tirou a camisa que havia respingo de vômito. Deixou um copo com água e mais poção no criado-mudo. Percebeu que a respiração dele foi regulando. Cobriu-o e saiu do quarto. Resolveu tomar um banho. Detestava ver Bill daquele jeito. Detestava mais do que podia admitir.
12 de março de 2005
Acostumado com sua cama de casal, Bill virou-se com tudo para a direita e bateu contra algo duro. Murmurou um palavrão e abriu os olhos percebendo que não estava na sua casa. Sem o efeito do álcool e na semana de lua cheia, seus sentidos ficavam aflorados. Sua cabeça latejou ao sentar-se e viu uma poção ao lado da cama. Bebeu, depois bebeu a água. Viu que vestia apenas sua calça e que estava com um gosto terrível na boca. A noite anterior era um borrão. Andou tateando até chegar à porta. O cheiro de comida chegava até ele misturado com o perfume de...
– Hermione – ele falou apoiando-se no batente da porta – Por que estou aqui?
– Você está péssimo. Sua varinha está na mesinha de centro na sala. O banheiro é a segunda porta à esquerda. Deixei toalha, escova de dente e uma roupa limpa – ele não pensou e nem conseguiria protestar. Apenas assentiu e seguiu o caminho indicado. Depois de escovar os dentes, entrou no chuveiro e deixou a água quente cair sobre seu corpo. Lembrava-se que Fleur assinou o divórcio. Lembrava-se que saiu para beber. Paquerou algumas bruxas. Beijou uma delas, mas estava mais interessado em beber. Apagar sua vida. Depois,... nada. Novamente Hermione o ajudara, mas como havia ido parar ali ele não tinha a mínima ideia. Saiu do banheiro e voltou para a cozinha. Viu que Hermione servia um pequeno almoço.
– Acho melhor você tentar comer alguma coisa – Bill sentou-se e tomou um copo de água.
– Como vim parar aqui? – ele percebeu que ela titubeou – Conte logo, Hermione. Não é você que precisa ficar envergonhada.
– Estava voltando de um jantar com Ethan – Bill não pôde disfarçar uma careta e ela fingiu não ver – E... Bem... Você estava caído no chão, totalmente apagado, então aparatei com você para cá.
– Farmville te ajudou?
– Não – ela disse simplesmente – Dei uma poção e você dormiu – Bill percebeu que ela não quis se estender e que não havia contado tudo.
Um silêncio caiu entre eles enquanto Bill comia.
– Não vai tomar seu café?
– Já tomei. Na verdade, está quase na hora do almoço – ela sorriu.
– Eu... Obrigado, Hermione. Ontem eu perdi a cabeça.
– Sem problemas, Bill.
– Você será a primeira a saber. Não comente com minha família ainda – o ruivo passou a mão pelos longos cabelos úmidos – Fleur e eu nos divorciamos.
– Sinto muito – Hermione falou pegando a mão dele e a apertando contra a sua. Bill sentiu um arrepio percorrer o seu corpo. Hermione parecia tão pequena perto de si. Fleur era uma bruxa mais alta e magra. Hermione já era menor e bem... Bill não podia negar... Mais “encorpada” que sua ex. Afastou os pensamentos e a mão de Hermione.
– Eu preciso ir. Charlie vai para minha casa.
– É noite de lua cheia. Você precisa de algo?
– Como sabe que é noite de lua cheia? – ele surpreendeu-se.
– Desde quando começamos trabalhar juntos... E também... desde o afastamento de Fleur eu fico pensando como consegue lidar com isso sozinho – Bill percebeu o rosto levemente avermelhado e, intimamente, gostou de saber que Hermione pensava e se preocupava com ele.
– Não tem sido fácil. Charlie vai me ajudar.
– Se precisar posso ir lá também.
– NÃO!!! – o grito repentino assustou Hermione. Bill sentiu-se pior ainda – Desculpe... É que... Não quero que me veja...Tem sido difícil sem... E você lá... — Hermione não entendeu, mas respondeu com um sorriso. Os dois levantaram-se.
– Obrigado – ele falou e a puxou para um abraço. Um abraço mais longo que o normal.
Mais tarde
– Você vai ficar quanto tempo encarando essa penseira?
– Não sei.
– Por que não olha logo a merda que fez e acaba com essa tortura?
– Entra comigo? – Bill pediu. Charlie colocou a mão no ombro do irmão e, juntos, mergulharam a cabeça. Instantes depois voltaram – Como vou conseguir encarar Hermione?
– Camarada, na boa... Acho que está na hora de diminuir a bebida. Sei que está difícil e beber umas de vez em quando ajuda, mas você está exagerando.
– Eu sei... – Bill olhou pela janela. O sol estava se pondo. Aquela seria uma longa noite. – Já lançou o feitiço anti-aparatação? Não pode desfazê-lo sob forma alguma. Talvez eu precise de contenção física.
– Se dou conta de dragões, posso dar conta de um lobinho – Charlie sorriu cúmplice para o irmão. Bill sorriu, só que por dentro ele estava um caco. Cada vez mais era difícil controlar seus impulsos.
25 de março de 2005
– Então você vai realmente viajar com seu chefe bêbado? – Ethan perguntou enquanto observava Hermione escolher alguns livros.
– Ele não bebe desde aquele dia.
– Serão só vocês dois?
– Sim – respondeu sem paciência para outra discussão.
Ethan começou a falar sobre como os pais dele ficariam decepcionados ao saber que sua noiva, uma futura senhora Farmville, viajaria a trabalho e sozinha com outro homem. Seu chefe alcoólico. Nessas horas, Hermione tinha vontade de mandá-lo à merda. De mandar toda a família e todo o moralismo e machismo dele para a puta que pariu. Fechou os olhos.
– Você está me ouvindo, Hermione?
– Eu nunca serei como sua família idealiza, Ethan.
– Minha família não é tão importante. Apenas me preocupo com você. O que realmente importa é que te amo – Hermione não respondeu. Sabia que a família dele era muito importante. E duvidava que o sentimento dele fosse suficiente para superar as idealizações dos Farmiville. Ela mesma vinha duvidando do próprio sentimento.
01º de abril de 2005
Como Hermione imaginara, Ethan não apareceu para despedir-se. Aquilo não a chateou como deveria. A presença de Molly, Rony e Harry fez com que se sentisse melhor.
– Deixe um beijo para Gina e Sirius – ela despediu-se de Harry e depois de Rony.
– Cuide bem da minha menina, Bill – Molly falou – E cuide-se também. Você anda abatido – o desfazedor de feitiços retribuiu o abraço da mãe sem coragem de dizer-lhe que seu casamento havia chegado ao fim. Quando Hermione e Bill ficaram sozinhos, ele perguntou:
– Cadê o resto de suas malas? – Hermione mostrou uma bolsinha de contas.
– Está tudo aqui – o ruivo olhou espantado e então ela explicou sobre a bolsa encantada que tinha desde os 17 anos.
Pegaram a chave-do-portal que os levaria até o Cairo.
A primeira impressão de Hermione foi que tinha acabado de entrar em uma sauna. A cidade era extremamente abafada com um sol forte e o ar seco.
– Quente, não?
– Muito... – Bill riu ao vê-la se abanando.
– Venha... Vamos montar nosso acampamento. A casa fica em um oásis a nordeste daqui. Não é permitido chave-do-portal ou aparatações. Precisaremos andar alguns quilômetros.
– Sem problema – ela abriu a bolsinha de contas e tirou de lá um chapéu. Bill sorriu sem motivo aparente. Era raro isso acontecer ultimamente.
– Como você está? Com relação ao divórcio – ela perguntou após andarem alguns minutos em silêncio.
– Melhor do que eu pensava. Eu já estava separado dela há um muito tempo, faltava coragem para aceitar e formalizar.
A morena olhou o horizonte formado por dunas. A areia clara em contraste com o azul extremamente azul. Em pouco mais de quatro meses ela estaria casada com Ethan e ela nunca teve tanto receio.
– Você teve alguma dúvida? No começo? No seu noivado?
– Não – Hermione olhou para o lado e viu um pequeno sorriso – Na época, não. Fleur era tudo que eu queria. – ele olhou para baixo e viu o olhar de Hermione. Ela apenas olhava assim quando pensava seriamente em algum assunto. Bill sentiu algo dentro de si. Será...
– Você tem alguma dúvida quanto a casar com Farmville?
Só que sua pergunta ficou sem resposta. Sua colega de trabalho havia parado, Bill seguiu seu olhar. Ambos observavam o grande oásis e uma bela mansão. Para Hermione, lembrava a construção do Taj Mahal.
– É lindo... de perder o fôlego...
– Sim, é – mas Hermione não reparou que Bill estava olhando para ela nesse momento. E, para ele, Hermione que era de tirar o fôlego. O olhar brilhando enquanto admirava a vista à sua frente. Os cachos que caíam ao redor do rosto. O chapéu que fazia uma leve sombra no rosto alvo e levemente sardento.
– Onde podemos armar acampamento? Vamos chegar mais perto? – ela deu dois passos, mas Bill a segurou com firmeza.
– Espere – eles se encararam – A partir daqui precisamos tomar cuidado. Observe – o ruivo apontou uma pequena cobra do deserto. O corpo de Hermione congelou. Detestava cobras. O animal continuou seguindo seu caminho até, de repente, transformar-se em pedra.
– Nossa... – ela murmurou. Bill pegou sua varinha e murmurou alguns encantamentos.
– Nosso limite é aqui, por enquanto. Também precisamos ficar atentos com qualquer movimento. Como já estamos em área particular não somos autorizados a lançar feitços de proteção, apenas desfazer os que aqui foram implantados. Amanhã desfazemos as proteções do terreno. O que acha?
– Tudo bem. Estou exausta hoje.
– E... – Bill não sabia como continuar – acho melhor ficarmos na mesma barraca. A minha tem dois quartos – ele passou a mão pelos cabelos, ficando levemente vermelho. Hermione conteve o riso e levantou uma sobrancelha – É mais seguro assim nessa região.
– Bill, eu agradeço a oferta, mas não sou do tipo “donzela em perigo”.
– Não é isso, Hermione. Algumas pessoas por aqui pensam diferente. Estamos em um país predominantemente islâmico, com outros conceitos...
– Qualquer coisa eu te chamo, ok? – ela o cortou. Já estava cansada de Ethan controlando sua vida. Não queria mais ninguém fazendo isso. Ela percebeu que ele não tinha gostado. Bill realmente não gostara. Sua expressão fechou na hora e ele virou-se para montar sua barraca.
02 de abril de 2005
– Preparei um café – Hermione falou ao ver Bill sair da barraca na manhã seguinte. Eles não voltaram a se falar depois do pequeno desentendimento.
– Obrigado.
– Quanto a ontem,...
– Eu já trabalhei aqui por muitos anos e sei como são as coisas. Sei que é uma bruxa fantástica, acontece que – ela o interrompeu novamente.
– É só durante a noite, Bill. Afinal, passaremos o dia trabalhando, não? – ele levantou-se balançando a cabeça.
– Teimosa – murmurou – Podemos começar?
– Você não vai comer nada?
– Estou sem fome – Bill falou de forma grosseira, não conseguiu evitar. Ele queria apenas protegê-la.
– Então vamos começar logo.
Passaram horas tentando contra-feitiços. Avançaram pouco ao conseguirem desfazer alguns. Outros levavam mais tempo.
– Chega! – Hermione exclamou e sentou-se no chão – Você pode passar dias sem comer, mas eu estou faminta – ela voltou ao acampamento e entrou em sua barraca. Bill a seguiu em silêncio. Hermione preparou um macarrão e serviu-se. Escondeu um sorriso ao ver o ruivo fazer um prato para si.
– Desculpe – ele falou após terminar de comer.
– Não foi nada. Se for te deixar mais tranquilo, mudo para sua barraca amanhã.
– Deixará – ele falou e saiu. Estudou o ambiente em torno deles e entrou em sua barraca. Precisava falar com Charlie, mas enquanto estivessem lá precisavam se manter incomunicáveis. Bill tirou a camisa e sentou-se à mesa para fazer o relatório do dia. Quando terminou, abriu o livro que ganhara de Hermione e estava concentrado em seu texto.
– Bill, eu... – Hermione entrou e parou ao vê-lo sem camisa. A cadeira pendia para trás, pés sobre a mesa. Um livro no colo. Da última vez que o vira sem camisa estava tão concentrada em cuidar que não reparou com a devida atenção. A visão era magnífica. O ruivo percebeu que ela o encarava e sorriu. Quanto tempo uma mulher não olhava para ele assim? Sorriu mais ainda ao ver que ela ficara envergonhada, com as bochechas levemente coradas.
– Diga, Mione – ele falou levantando-se. Deixou o livro sobre a mesa e apoiou-se nela. Cruzou os braços sobre o peito. Hermione forçou-se a encarar os olhos dele.
– Eu... e-eu... – ela pigarreou — Tem esse livro de feitiços avançados que pode nos ajudar, mas estou com uma dúvida – ela mordeu o lábio inferior, lutando contra a vontade de descer os olhos novamente – Será que pode me ajudar?
Bill conteve-se para não fazer nenhuma besteira ao vê-la encabulada e mordendo o lábio inferior sem perceber o quão sexy aquele simples gesto era. Encarou os lábios avermelhados antes de responder com a voz inicialmente rouca:
– Claro. Qual feitiço?
Mais tarde naquele mesmo dia eles conversavam sobre Hogwarts e seus professores. Aqueles que mais gostavam e os que não gostavam.
– Vou para minha barraca arrumar minhas coisas e dormir. Amanhã mudo para cá.
– Não gosto nada da ideia de você sozinha.
– É apenas uma noite, Bill – Hermione segurou a mão dele tentando transmitir calma. O ruivo respirou fundo. A mão dela era tão pequena perto da dele, grande e calejada. Passou o polegar sobre os dedos de Hermione. O que, afinal, estava sentindo? Hermione puxou a mão, encerrando o contato, e saiu apressadamente. Entrou em sua barraca e começou a organizar os livros que estavam espalhados. Apesar do pouco tempo que estavam lá, ela tinha livros suficientes espalhados para deixar Rony cansado só de ler os títulos. Ela andava juntando o que encontrava pensando:
Hermione, você é noiva do Ethan! Como pôde olhar daquele jeito para o Bill? Olhos do Bill. Ethan! Peitoral do Bill. Ethan! Boca do Bill...
Soltou um baixo grito de insatisfação e preparou-se para dormir. Demorou a pegar no sono. Não soube quando tempo rolou na cama. Acordou com um barulho em sua tenda. Pegou a varinha, porém antes que pudesse dizer “lumus”, foi desarmada.
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