Uma História para Recordar. ~ HIATUS~

2 Capítulo 1 - Algo me trouxe você.


Notas iniciais
Olá minhas lindas! Fiquei super feliz com os comentários do prólogo. Quase chorei, ou melhor, eu cheguei a chorar quando vocês falaram que gostam do prólogo mesmo ele sendo triste. E estão animadas para o 1º capítulo? Obs: Eu responderei todos os comentários! To tentando ser uma autora boa e respondendo, então, as meninas que eu ainda não respondi, em breve eu responderei. Bora pro capítulo??? Nos vemos lá embaixo... Boa Leitura!!

Já era noite e o céu de La Push estava límpido e estrelado quando o telefone tocou. Eu estava na varanda devaneando, ouvindo o barulho das ondas que beijavam com voracidade os grandes rochedos ao redor da praia. Havia pouco tempo em que eu havia me mudado para aquela casa e ainda ficava admirado, sempre que era possível, com a paisagem harmônica que da varanda da casa podia ser vista.

Fazia apenas dois meses que eu havia me mudado e também me formado em medicina. E faltava mais dois anos para que eu pudesse exercer minha profissão com êxito. Faltavam ainda mais dois longos anos como residente para que de fato começasse a exercer a profissão que eu, havia escolhido com tanto custo por causa de um acidente que ocorreu no passado.

Sem que fizesse esforço eu lembrei-me dela. De seus cabelos negros como a noite. De seus olhos azuis como o oceano e de sua pele morena que me fazia lembrar o pôr-do-sol. Mesmo depois de tantos anos ela ainda se encontrava afinco em minhas lembranças. Presa a um passado que eu tentava esquecer, mas nunca mesmo se eu quisesse a esqueceria. Por que o que são os anos a não ser tempo? E o que é o passado, a não ser ontem?

– Jacob, telefone! – Leah me gritou da sala. Sua voz trazendo-me para a vida.

Antes de sair da varanda e adentrar a casa eu aspirei ao último vento da noite. Naquele noite algo estava diferente. Eu só não sabia explicar e não conseguia distinguir, mas era como se a brisa gélida da noite que batia ao encontro de meu rosto trouxesse algo para mim, algo que eu não sabia o que era, mas que meu coração palpitava dizendo: Helena.

Atendi ao telefone e a voz que ouvi ao fundo foi a de Bella, minha melhor amiga desde a infância.

– Jake, eu estou ligando para falar que amanhã terá uma festa aqui em casa e... É para você vir. – Ela falou rápido demais então deduzi que estava nervosa.

– Que festa? – Eu perguntei confuso.

– Ah... É... Alice. – Ela gaguejou. – Alice dará uma festa. Você sabe como é... Alice adora dar festas. – Ela tentou falar com animação para esconder os seus tropeços nas frases.

– A festa será na sua casa? Ou na casa de Carlisle? – Perguntei já sabendo a resposta, mas queria vê-la se embolar nas frases novamente.

– Será na casa... Aqui em casa! – Ela quase gritou.

– Bella houve alguma coisa? – Perguntei. – Aconteceu algo?

– Não, está tudo normal. – Sabia que ela mentia. – Você vem, né?

– Sim, Bells. – Eu desliguei, ainda rindo de seu nervosismo inesperado.

Eu conhecia Bella. Conhecia-a até melhor do que ela mesma e sabia que algo estava acontecendo. Bella nunca soube mentir muito bem e, sempre que tentava, sua voz falhava e ela começava a gaguejar. Não era preciso estar a sua frente para perceber os sintomas, e mesmo ela estando calada, eu conseguia perceber.

– O que ela queria? – Leah me perguntou.

– Estava nos convidando para uma festa em sua casa amanhã à noite. – Eu respondi.

– Ela te convidou ou nos convidou? – Leah perguntou quase zangada.

– Você pode ir comigo se quiser. – Antes de terminar a frase ela saiu com raiva, disparada para a cozinha.

– É eu irei só para ver a cara de raiva dos Cullens. Eu sei que eles me odeiam, mas eles têm que entender que quem está contigo agora sou eu. – Ela bufou.

Leah era minha namorada há sete anos. Tempo suficiente para que já estivéssemos casados, mas com a faculdade tomando todo o meu tempo eu preferi deixar o casamento oficial para depois da formatura. No fundo, eu sabia que aquilo não passava de um pretexto para adiar a data. Não que eu não quisesse casar, o problema estava dentro de mim. Em cada pôr-do-sol, toda vez em que o céu ficava negro demais, obscuro demais e toda a vez em que, durante a noite, o barulho das ondas se quebrando nas rochas tirava o meu sono. O problema era que Helena estava sempre em meus pensamentos. Seu nome sempre era soado nas minhas palavras silenciosas. Eu ainda a amava e mesmo também amando Leah, tudo era diferente.

Mas, Helena havia me deixado. Sumido sem deixar vestígios há mais de sete anos. E parte de mim sentia-se culpado por tê-la deixado ir e a outra parte sentia raiva dela por ela ter ido. Só que minha história com Helena não era somente de raiva e abandono. Havia algo nela que me fazia recordar em cada amanhecer, algo que como muitas coisas, eu não conseguia explicar. Mas por mais que fosse doloroso assumir e, mesmo sabendo que aquilo era apenas uma fachada para esconder a verdade, Helena não estava ali e não esteve nos últimos anos que transcorreram e, portanto, eu teria que continuar vivendo minha vida do lado da mulher que nunca havia me abandonado; Leah.

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Na noite seguinte, após sair do hospital onde Carlisle havia me deixado completar a minha residência, peguei minha moto e dirigi à caminho de La Push. Passei primeiramente pela casa de meu pai, o velho Billy Black, para vê-lo. Meu pai havia se casado com Sue Clearwater recentemente e esse havia sido um dos motivos para eu ter saído de casa. Eles dois precisavam ter um lar somente para eles e eu, estava sobrando dentro de seu ninho. Dei uma passada rápida também pela reserva e toquei a buzina quando passei em frente a casa de Sam, onde ele, Embry, Jared e Quil estavam sentados a varanda. A casa que eu havia acabado de comprar com o dinheiro de todas as minhas economias ficava em uma parte mais isolada da reserva, do outro lado da praia. Lá era calmo e deserto, o lugar perfeito para relaxar depois de um dia de trabalho. A casa era de alvenaria com estacas de madeira branca. Era simples e pequena, porém aconchegante. Cheguei em casa e Leah já começava a se arrumar. Em seus olhos negros eu via a sede de vingança. Ela iria a festa dos Cullens somente para causar raiva e eu já sabia disso.

– Por um momento eu pensei que você iria direto do hospital e me deixaria aqui te esperando. – Ela falou sem paciência.

– O meu dia foi bom, obrigado por perguntar. – Eu brinquei, arrancando um sorriso fraco de seus lábios. – Você não precisa ficar nervosa, eu não iria sem você. – A abracei. – Você é minha namorada e eles têm que entender. – Falei, referindo-me aos Cullens.

– É. Namorada! – Ela jogou uma indireta.

– Tudo bem. – Eu levantei as mãos em sinal de rendição. – Minha futura noiva. Assim soa melhor para você?

– Soaria se não tivesse a palavra futura na frase. – Ela abriu o seu melhor sorriso.

Fui para o quarto, peguei minha toalha e corri para o banheiro. Bella com o seu nervosismo não havia me dito a hora exata em que a festa iria começar, mas eu pressupus que começaria por volta das 19hs. Sai do banho e fui me vestir, na hora uma calça jeans azul escura e uma blusa social branca pareceram adequados, então eu os vesti. Leah já estava pronta e estava linda com um vestido de tecido bege e sapatos combinando.

Assim que olhei para Leah meu coração se apertou. E não era porque eu somente a amava, mas sim, porque por um breve momento não foi ela que eu vi. Se não fosse pelos seus olhos pretos ao invés de azuis, eu diria que ela estava bem a minha frente e aquele havia sido o motivo para o meu coração ter se exaltado. Porque mesmo Leah e Helena não tendo nada em comum, Leah também participara de meu passado. O passado em que Helena ficou e aquilo me fazia de alguma forma ligar uma a outra mesmo que aquela não fosse a intenção.

– Por que está me olhando assim? – Leah me fez voltar.

– Porque você está linda. – Eu a beijei, sentindo um aperto no peito por estar omitindo a verdade.

Entramos em meu Rabbit vermelho e seguimos pela estrada que levava até Forks.

Chegamos à casa dos Cullens e a fachada da casa estava enfeitada de balões coloridos seguidos por uma enorme faixa escrita em vermelho SEJA BEM VINDA!. Quem quer que fosse que estava chegando, Alice estava empolgada e Bella também, pois o sorriso que ela abriu quando eu desci do carro era radiante.

– Jake! Estou tão feliz que tenha vindo. – Ela abraçou-me forte. – Nessie ficará feliz em te ver. – Ela falou, após nos afastarmos. – A Leah veio! – Suas palavras saíram mais como uma confirmação do que como uma pergunta.

– Sim, Bella. E por que ela não viria? Ela é quase minha noiva, vocês têm que se entender. – Eu falei baixo, para que Leah não escutasse nossa conversa.

– Eu sei... Me desculpe. – Ela falou sem jeito.

– E para quem é a festa? – Perguntei.

– Como? – Ela estava aérea.

– Para quem é o Seja bem vinda!? – Apontei para a enorme faixa em cima de nós.

– É...

– Tio Jake! – Renesmee atravessou a porta saindo de casa correndo e pulou em meus braços. – Estava com saudade.

Nessie repousou sua cabeça em meu ombro e meu peito doeu e eu senti-me arrependido por não vir vê-la com mais freqüência. Nessie tinha cinco anos e foi fruto de uma gestação de grande risco. Fazendo com que Bella, que havia tido aborto espontâneo em suas duas tentativas, ficasse em repouso absoluto.

Entramos na casa e se a decoração do lado de fora já parecia um pouco exagerada, por dentro estava ainda mais. Tudo estava lindo e organizado como costumava ser todas as festas que Alice organizava. Balões de ar enfeitavam desde as paredes até o teto. A mesa principal enfeitada com confetes e toalhas em tons de vermelho e branco com aperitivos.

Renesmee desceu de meu colo e antes que ela pudesse correr pela sala, eu alisei os seus cabelos acobreados. Todos estavam ali. Todos os Cullens estavam presentes e de certa forma esperançosos. Eu estava perdido com tudo aquilo. Não sabia sobre o que era a festa e ao menos sabia quem estava vindo. Leah estava ao meu lado enquanto todos a olhavam. Não era difícil perceber e me senti incomodado, mas ao olhar para ela, percebi que ela ao menos se dava conta ou se havia percebido os olhares para ela, estava fingindo muito bem que não havia percebido.

– Ah! Ela está chegando! – Alice gritou entrando na casa afoita.

Quando os murmúrios se cessaram eu ousei perguntar. Queria saber sobre quem eles falavam e queria saber se eu a conhecia. Era mulher, percebi pela frase na fachada e pelas cores das bolas de gás. Mas quem era?

– Quem está chegando? – Eu perguntei e vi Bella estremecer.

– Você não sabe tio Jake? – Nessie caminhou em minha direção com os olhos semicerrados. – É a tia. – Ela falou antes que eu a respondesse. – A tia Helena, ela está vindo.

Depois de ouvir o seu nome meu mundo ficou em silencio. Eu já não conseguia escutar ninguém e não conseguia distinguir nenhum som que viesse ao meu ouvido. Era como se meu mundo estivesse desabando. Os batimentos de meu coração se aceleraram e eu conseguia ouvir o pulsar de meu sangue bombeando em minhas veias. Dor. Eu também sentia dor e a vontade que tinha era de correr para bem longe, mas estava absorvido demais em meus pensamentos para que pudesse mandar um sinal para meu cérebro, para que o mesmo dissesse as minhas pernas que eu deveria andar. Então permaneci parado. Enquanto minha cabeça girava e meu sangue pulsava forte demais. Agora tudo fazia sentido. Os balões vermelhos, as faixas de Seja bem vinda!, o nervosismo de Bella ao telefone, o espanto dela ao ver que Leah havia vindo junto e todo o suspense para me dizer o porque da festa. Era porque Bella queria que eu estivesse ali quando Helena chegasse, mas sabia que se tivesse me contado a verdade eu nunca iria colocar meus pés naquela casa. Porque por mais que eu quisesse ver Helena, por mais que meus pensamentos sombrios e ocultos a chamassem em silencio, eu não aguentaria vê-la. Não depois de tudo. Mas eu estava absorvido por tantas coisas que não havia percebido que toda a casa estava enfeitada com a sua cor preferida e que agora, eu conseguia ler outra faixa, dentro da casa que estava escrita: Nós te amamos, Helena! E é, eu também a amava.

Eu também te amo; Helena.

Eu gritei em meus pensamentos com meus lábios selados e, então consegui ouvir outra vez. Olhei para Leah, que agora demonstrava raiva e intolerância. Olhei para todos que estavam na sala. Emmett, Rosálie, Jasper, Alice, Esme, Carlisle, Renesmee, Edward, Bella e…

– Helena! – Pronunciei seu nome quando os seus olhos azuis oceano encontraram os meus.

Notas finais
Minhas amoras o que acharam??? Jacob por fim descobriu para quem era a festa. E como ele e Helena irão reagir ao se encontrarem depois de tantos anos? Será que Helena ainda o ama? E Leah? Será que se sentirá ameaçada com a chegada de Helena?? Aguardem o próximo capitulo! Esperarei os comentários e as futuras recomendações!!! Até o próximo capitulo... Beijinhos... By: Milleyd