Uma História para Recordar. ~ HIATUS~

3 Capítulo 2 - O céu e o mar encontram-se no infinito.


Notas iniciais
Olá minhas lindas! Demorei demais com esse capitulo porque foi muito difícil conseguir escrevê-lo do jeito que eu queria. Espero que vocês gostem! Beijinhos... Boa Leitura!!!

O mar sentiria inveja de seus olhos se pudesse visualizá-los naquele momento. Onde os mesmos reluziam cristalinos e obscuros como as profundezas do mar e ao mesmo tempo traziam a irá do mar revolto. Já os céus, sentiriam pena daqueles mesmos olhos que causavam tanta inveja ao mar, pois os mesmos se encontravam tristonhos e descreviam a solidão do infinito. E aqueles mesmos olhos que me faziam mergulhar ao mais profundo do mar e que também me submergiam ao mais infinito dos céus, mostravam em amargor, uma imensidão de profundezas obscuras infinitas demais para serem descritas. Seus olhos era o baú de tesouro onde o ouro escondido era eu.

Aquele era o olhar de Helena para mim. Aquele era o jeito doloroso como seus olhos me faziam mergulhar para dentro de seu corpo. Fazendo-me sentir a dor juntamente as dores dela. E sabia que no fundo, aquela dor também era minha, pois tudo doía. A dor vinha de um passado distante que agora se espelhava a minha frente. O silêncio que havia pairado sobre o cômodo onde bocas se calaram dando mais ênfase para as vozes de meus próprios pensamentos que gritavam fazendo minha cabeça girar. E meus lábios se comprimiam impedindo que as palavras que vinham e iam do mais profundo do meu coração colocassem tudo a perder. Mas eu queria falar. Queria esbravejar as palavras ao vento.

O entorpecer me encarava a frente. Mas é difícil encarar o entorpecer quando o mesmo te entorpece. E eu me lembro o quanto, por quantas vezes já fugi de tudo aquilo. De quantas vezes já escondi com pensamentos os meus próprios pensamentos. E percebi que é inevitável porque as lembranças irão te cegar e você só voltará a enxergar quando olhar para ela. Quando olhar para a causa do porquê de suas lembranças ocultas.

Tudo aquilo era difícil de encarar.

Porque é difícil encarar os fatos ou ela quando por tanto tempo eu tentei fugir das lembranças que me levavam para ela. E tudo se tornou mais difícil, quando seus lábios trepidaram e meu coração se contorceu quando o timbre de sua voz estourou em meus ouvidos.

– Jacob! — Seus olhos se semicerraram talvez por dúvida ou surpresa e a dor me invadiu juntamente a sua incerteza.

O silêncio retornou quando os seus lábios se fecharam. A dor causou tensão em meus músculos e os mesmos se contraíram. Voltamos a nos encarar e o brilho azul de seus olhos me afogaram novamente. E ficamos perdidos em olhares que nos transportavam para o passado e para o presente, onde o azul e o negro de nossos olhos se misturavam e gritavam palavras que nossas bocas nunca seriam capazes de pronunciar.

Porém, o momento em que nossas cores se misturaram, foi apenas um momento que pareceu mais do que interminável para nós dois. Mas durou apenas tempo suficiente para que todos a nossa volta. Todos que eu me esqueci que existiam se sentissem incomodados. E, eu percebi isso quando um deles falou.

– Sentimos tanto a sua falta! – Alice, a baixinha encantadora exclamou alto o suficiente para que nós nos despertássemos e a abraçou. O abraço que meus braços sentiram inveja por não poder dar.

– Também senti falta de vocês. – Sua voz novamente me nocauteou.

Ela olhou por mais um momento para mim. Olhou até os outros entrarem em sua frente e faze-la perder a visão.

– Isso aqui já deu o que tinha que dar. – Leah falou com intolerância. – Vamos embora. – Ela segurou meu braço esquerdo guiando-me para a saída.

– Ir embora? – Eu parei seus passos quando percebi para onde ela me levava.

– Sim, Jacob. Por que, você quer ficar? – Um nó se formou em minha garganta.

– Sim. – Assumi vendo seus olhos escurecerem de raiva.

Não queria partir, mesmo sabendo que partir era a coisa certa a se fazer. Mas naquele momento minha mente me tirava a razão e meu ser era comandado pelo meu coração que me guiava a cada vez mais para perto de suas ondas. No entanto, se em minha mais completa sanidade eu estivesse sob controle de minha mente. Mandaria uma mensagem instantânea para o meu cérebro para poder caminhar. E eu até caminharia se fosse possível, mas estava envolto demais naquela maré, naquelas ondas para poder partir. Eu havia chegado até o mar, então por que não mergulhar? Eu estava entre o infinito e as profundezas e era ali que eu sempre deveria estar.

– Você está falando sério? – Leah me questionou, demostrando ainda mais raiva.

– Não vejo motivos para partir. – Falei qualquer coisa que veio em minha mente.

– Ela não é um bom motivo para você ir embora? – Leah apontou para Helena.

– Ela é um bom motivo para você ir embora, Leah. – Eu falei, falando para ela a verdade.

– Tudo bem, Jacob. – Os seus olhos estavam foscos. – Mas lembre-se que ela nunca fica tempo o bastante. E quando ela partir, não venha me procurar. – Ela se virou e partiu e se eu conhecia-a bem, Leah não deixaria aquele meu ato sem troco.

Na verdade eu não queria partir, não antes de dizê-la – mesmo no silêncio de suas ondas – o quanto estava feliz por sua volta. O quanto os raios de sol estavam queimando-me a face naquele momento, mesmo o sol não estando no céu para me causar tão sensação. Queria dizer, mesmo que somente no silêncio de minhas palavras, onde os meus pensamentos falam mais alto: "O quanto eu havia esperado por aquele momento." "O quanto ela estava linda mostrando-me os traços de uma mulher." e "O quanto eu queria abraça-la forte e nunca mais deixa-la ir."

– Vejo que a sua companheira te deixou na mão. – Sua voz quase sussurrava em meus ouvidos.

– É. – Eu me virei para ela e seu sorriso, o mais perfeito sorriso que um dia eu já vi, vitalizou meu corpo. – Quando ela viu que a surpresa era você ela não quis ficar. Você conhece a Leah.

– E você quis? – Ela perguntou, ainda sorrindo.

– Eu ainda estou aqui não estou?. – O sorriso que meus lábios abriram foi inevitável.

– Sim. E sinto dizer que você ficou sem carro. – Ela falou descontraída. – A Leahmbisgoia o levou.

– Vocês ainda se tratam com tanto carinho. – Eu falei sarcástico.

– Isso é tão imaturo, não é? – Ela colocou as mãos no rosto enquanto ria como se estivesse envergonhada.

– Você não parece imatura para mim. – Fui sincero. – Parece madura demais e isso chega a ser estranho. – Conclui.

– Você acha? – Ela me olhou com cara de surpresa. – Não. Você não achará isso por muito tempo. Ser madura é velhote demais. – Ela sorriu e por um momento pude ver a menina por quem eu me apaixonei.

– Eu pensei que você nunca mais fosse voltar. – Falei com tristeza ao lembrar por quanto tempo eu esperei por aquilo. – Fico feliz que tenha voltado.

– Eu não sei se fico tão feliz por estar de volta. – Ela cruzou os braços e percebi que aquele assunto a incomodava. – É estranho porque parece que nada mudou. A cidade ainda é fria. Ainda chove como se Deus chorasse arrependido por ter criado Forks e a cidade ainda fede a terra molhada. – Ela riu fraco tentando esconder algo que transparecia em seus olhos.

– Você nunca gostou daqui. Sempre preferiu lugares quentes.

– Prefiro lugares que me façam sentir liberdade e nesta cidade eu encontro tudo, menos libertação. – Ela olhava para o lado de fora, além da floresta e ao mesmo tempo para lugar algum.

– Então por que voltou? – Perguntei.

– Porque nem sempre se pode continuar fugindo. Uma hora na vida nós temos que encarar os problemas de frente.

– Depois você ainda fala que não se sente madura? – Eu brinquei.

– Essas palavras soam bem maduras para mim. – Para mim elas soam como Dilema – Ela sorriu fraco e se retirou quando Bella, do outro lado da sala a chamou.

Minutos depois, Helena já não parecia a menina/mulher preocupada. Ela agora bebia e dançava junto com os Cullens; Emmett e Alice. A conversa que tivemos minutos atrás havia se perdido com o vento. E eu a via dançar com graciosidade enquanto ela parecia me provocar.

­– Desculpe se não te contei. – Bella apareceu ao meu lado, vinda de algum lugar. – Eu sabia que não viria se contasse. Só não achei que a Leah viria junto. – Ela bebericava a bebida em seu copo.

– Você estava certa, eu não viria se soubesse que ela estava vindo, mas fico feliz que não tenha me avisado. Já a Leah... Eu me entendo com ela depois. – Respirei fundo quando pensei em Leah e em tudo que ela iria me falar.

– Ela deve estar morrendo de raiva. – Bella riu como se gostasse da ideia.

– Isso mesmo, ri. Eu que irei aguentar mais tarde. – Brinquei.

Helena apareceu a minha frente dançando e olhou para Bella que se retirou apenas com o olhar que Helena lhe deu. Elas deveriam ter algum código de irmãs, porque eu não percebi. Meu coração bateu forte quando ela se aproximou.

– Vamos dançar, Black! – Ela quase gritou.

– Eu não danço. – Falei.

– Deixa de ser careta pelo menos hoje. A Leahmbisgoia te deixou muito fraldinha. – Ela riu.

Fraldinha? – Repeti.

– Vem. – Ela segurou minha mão e um espasmo atravessou meu corpo ao sentir teu toque.

Ela me puxou para até o meio da sala onde o restante dos Cullens dançavam e no embalo da musica, começou a dançar também. Eu fiquei parado, vendo-a dançar enquanto o seu cabelo, de vez em quando, chicoteava o meu rosto. Ela era o pecado e eu confirmei aquele pensamento quando o seu vestido azul, por causa do suor, colou em seu corpo delineando suas curvas, suas ondas.

– Já falei para você dançar. – Ela sussurrou em meu ouvido e meu corpo estremeceu quando os seus lábios tocou meu rosto.

– E por que eu dançaria? – Perguntei baixo.

– Porque você quer me tocar. Eu sei que quer. – Ela mordeu seus lábios contendo um riso.

– Eu não preciso dançar para fazer isso. – Falei.

– Então porque você ainda não fez? – Ela provocou.

– Porque não posso fazer isso aqui. – Minhas palavras saiam com coragem.

Ela não disse nada e por um momento eu me arrependi pelas minhas palavras. Não percebi quando Helena saiu de perto de mim e também não a consegui avistar entre os outros. Me desanimei. O desanimo bateu contra meu ser quando ela saiu. Com certeza deve ter se arrependido de suas palavras assim como eu e, para evitar algo que eu sabia que nós dois queríamos, mas que não estaria certo se fizéssemos, ela partiu. E eu compreendi que não poderíamos apenas esquecer os anos que se passaram, porque não se esquece sete anos como se fossem sete dias.

Notas finais
Olá meninas, o que acharam??? Helena no final acho que ficou arrependida por provocar Jacob. Já Leah deve estar morta de raiva kkk "Bem feito!" E o Jacob? Será que ele irá realmente mergulhar neste mar desconhecido e imprevisível que se chama: Helena? Espero vocês no próximo capitulo. Mereço comentários? Fiquei muito feliz com os comentários do capitulo anterior. Beijinhos... Até o próximo capitulo... By: Milleyd