Decoração da festa:

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Bolo:

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Pov. Nessie

Jake sorriu pra mim, enquanto acariciava minha mão por debaixo da mesa. Apoiei minha cabeça em seu ombro, entrelaçando nossos dedos. Ambos estávamos envolvidos numa bolha particular de amor e felicidade. Finalmente nos tornamos marido e mulher. A sensação é tão boa!

Já estávamos na festa. A decoração era linda. Vermelha e branca. Segundo minha tia, as cores representam nosso amor, e também nossas... Origens. Branco me representa, e vermelho representa Jacob. Acredite se quiser, mas ela comprou até moveis novos para colocar no jardim. Comprou sofás brancos, e almofadas vermelhas, junto com algumas mesinhas de vidro e tudo mais. E mesmo eu não gostando de coisas muito exageradas, acho que está tudo perfeito.

Todos estão se divertindo, sorrindo, comendo e bebendo. A comida principal não chegou ainda. Por enquanto, são só salgadinhos. Minhas tias disseram que tem uma ordem certa no jantar de casamento. Depois de um monte de coisa, que finalmente vem o prato principal. Os lobos estão amando isso.

Na mesa dos noivos, ou melhor, nas nossa, estão meus pais, Charlie, Billy e René. Meus outros amigos estão na mesa atrás da gente, e o resto de minha família está na mesa ao lado. Todos conversam animadamente. Sheldon é o único mais retraído. Ele disse que preparou umas palavrinhas, para falar na hora dos discursos. Quero só vê...

– Oie! — Ouvi uma voz feminina atrás de nós, e logo uma mulher morena, de longos cabelos pretos e lisos, abraçou meu amado cheia de intimidade. Olhei para Billy e meu pai, visivelmente confusa. Os dois riram. Mas só quando vi o rosto da mulher, que percebi de quem se tratava. A irmã mais velha de Jake, e gêmea de Rachel. Rebecca. – Que saudade, maninho! – Ela exclamou quase sufocando Jake num abraço. O mesmo dava um sorriso amarelo, meio assustado com a aparição repentina da irmã.

– Oi Becca. – Ele disse depois que ela o largou. Rebecca parecia o tipo de pessoa que só vê o lado bom da vida. Como Rachel. Mas algo nela me dizia, que era um pouquinho mais centrada do que minha amiga. Sorri pra ela. Becca parecia simpática. E um pouco... Agitada. Dei risada com esse pensamento. – Essa é....

– Nessie! – Rebecca gritou me encarando, antes que Jake pudesse me apresentar. Me levantei em sinal de respeito, para cumprimenta-la.

– Oi. – Falei sorrindo envergonhada. Não tinha a menor ideia de como agir.

– Ai, que fofinha! – Ela exclamou olhando pro Jake. – Ela cabe no seu bolso! – Jake sorriu, e todos na nossa mesa deram risada. – Oi, cunhada! – Rebecca me abraçou rapidamente, e eu retribui meio sem jeito. Ela me soltou, e ficou sorrindo. – Até que enfim te conheci. Toda vez que eu ligo pra casa, o Jake só fala de você. Nessie pra lá, Nessie pra cá... – Ela falava muito rápido, e eu só conseguia sorrir e assentir nervosamente. Acho que todos perceberam isso. – Pelo jeito, meu maninho tem bom gosto. Adorei a cor do seu cabelo. É pintado ou natural?

– Natural.

– Ai que legal! Sempre quis conhecer alguém ruivo, sabe? Onde eu nasci só tem moreno... Afs... Mas pelo que eu vejo, aqui tem um monte de branquelo também, né? – Meus pais davam risada. – Pena que eu sou casada... Tem cada bonitão aqui... – Rebecca ficou analisando os convidados. Billy balançou a cabeça em negativa. Ok. Talvez ela seja parecida com a Rachel em outros aspectos também. – Enfim, adorei te conhecer. E parabéns pelo casamento. Eu tava lá na última fileira. Cheguei meio atrasada. – Ela riu, e deu um sorriso amarelo. Sorri. – Pena que não posso ficar muitos dias... Mas só de olhar, já sei que tu é cabeça no lugar. Enfim... Oi pai! – Ela exclamou, e deu um monte de beijos no rosto de Billy, que ficou todo envergonhado. – Depois eu converso com o senhor. Quero saber se já arrumou alguma namorada. – Rebecca deu uma piscadinha, fazendo Jake revirar os olhos. – Vou lá ver a Ray. Tchau, gente! – Ela acenou, e saiu atrás de Rachel. Me sentei novamente, e olhei para Jake.

– Imagine eu vivendo minha infância com ela. – Ele disse fazendo careta. Dei risada, e tomei um gole de meu suco.

– Não fale assim, Jacob. – Billy repreendeu. – Faz tempo que ela não te vê.

– Eu sei, mas é que ela está um pouco...

– Agitada. – Completei a frase antes que Jake xingasse a irmã na frente do pai.

– A viagem de avião não deve ter feito muito bem a cabeça dela. – Ele disse fazendo careta. Billy revirou os olhos, e voltou a conversar com Charlie.

– Vocês não vão dançar, não? – René perguntou. Eu e Jake ainda não tínhamos dançado. Preferimos comer antes de tudo, pois ambos estávamos com fome, devido ao isolamento que tia Aly nos causou. A única coisa que fizemos até agora foi cumprimentar todos os convidados. – Tem que dançar pra ficar mais oficial. – Minha mãe revirou os olhos, ao ouvir o que minha vó disse.

– Quer dançar? – Jake perguntou com um meio sorriso no rosto.

– Ok, pera aí. – Falei me inclinando um pouco na cadeira, para alcançar Leah. Ela estava sentada na mesa, atrás da gente. – Trouxe o que eu pedi, Le? – Perguntei, fazendo todos arquearem as sobrancelhas.

– Trouxe. – Ela respondeu me entregando um sacola de pano branca.

– Valeu. – Falei, tirando meu All Star de couro branco, de dentro da sacola. Jake riu, junto com todos em nossa mesa. – Que foi? Tá louco, que eu vou dançar com esse salto aqui. – Falei com obviedade. Me levantei da cadeira, e puxei a barra de meu vestido um pouco mais pra cima. Jake se levantou, e peguei sua mão para não cair enquanto tirava a sandália.

– O que pensa que está fazendo? – Tia Aly perguntou cruzando os braços em pé na minha frente.

– Salvando meus pés da possível paralisia, que essas sandálias causam se ficar com elas muito tempo. – Respondi dando de ombros, e amarrando meu tênis. Todos riram. Ajeitei meu vestido, e olhei para Jake.

–Vamos? – Ele estendeu sua mão cavalheiramente, com um sorriso divertido e encantador no rosto. Sorri assentindo.

– Vamos. — Falei pegando em sua mão.

Me arrepiei ao sentir seu toque em minha pele. Meus pelos eriçaram. Jake sorriu, como se soubesse do incrível efeito que tem sobre mim. Entrelaçamos nossos dedos, e nos dirigimos para a pista de dança que minha família montou. Todos ainda estavam sentados, conversando pelo jardim. A pista era só nossa. Alguns olharam, e outros continuaram comendo. Embry ainda estava se gabando por ter realizado a cerimonia, mesmo tendo esquecido algumas partes. Dei risada com esse pensamento.

Senti Jake travar ao meu lado, e quase ir ao chão. Quase fui junto, pelo fato de ele segurar minha mão firmemente.

– Tá tudo bem? – Perguntei assustada.

– Não.... Esses sapatos escorregam. – Ele respondeu se ajeitando ao meu lado, e olhando para os convidados, como se checasse que ninguém tinha visto seu quase tombo. Porém, minha família ria, pois tinha percebido.

– Que sapatos são esses? – Perguntei novamente olhando confusa, para os sapatos sociais pretos de meu lobinho.

– Eu sei lá! Foi sua tia que arranjou pra mim. – Jake respondeu fazendo careta. – O único sapato que tenho no momento é o All Star preto que você me deu.

– Então vai colocar, ué. Tá lá no quarto. – Falei com obviedade. – All Star não escorrega. – Apontei para os meus pés que continham o tênis branco. Porém, me deixavam igualmente baixinha, fazendo Jake ter 3 metros de altura perto de mim.

– Mas sua tia me obrigou a usar esse sapato. – Jake disse bufando.

– Jacob, agora que estamos casados, eu sou a única que pode mandar em você. – Lembrei, cruzando os braços, convencida. Ouvi risadas pelo ambiente. Jake deu um meio sorriso, quando mencionei a palavra casados.

– Você meio que já mandava antes disso. – Ele disse sorrindo.

– Eu sei. – Falei sorrindo orgulhosa. Ouvimos mais risadas. – Agora vai colocar o All Star que eu te dei no seu aniversário. – Jake pareceu pensar um pouco na possibilidade. Eu sabia que ele detestava os chiliques de minha tia. A mesma, no momento estava nos olhando emburrada. – Você quer mesmo que nossa primeira dança de casados, seja conhecida na história pelo nome: “Abraçando o chão”?

– Ok, me espera aí. – Jake disse me dando um selinho, e indo em direção a porta de casa. Sorri para meu amado.

***

Jake passou uma de suas mãos pela minha cintura, arrepiando minhas costas. E om a outra, segurou minha mão. Puxou-me para cima de seu All Star, me fazendo ficar quase na altura dele. Sorri com minha testa colada na dele. Ambos abaixamos o olhar, olhando nossas manias de usar tênis. O meu de couro branco, e o dele de couro preto. Sorrimos.

Ouvimos uma música mais lenta começar, e Jake começou a se movimentar lentamente, como se estivéssemos flutuando. Tudo ao nosso redor sumira, enquanto nos envolvíamos naquela bolha particular. A mesma sensação de quando nos beijamos no altar. O mundo era só nosso.

Ficamos nos olhando profundamente. Eu conseguia enxergar sua alma, através daqueles lindos olhos negros. Imaginei que Jake também enxergava a minha. Meu amor me rodopiou lentamente, e logo me colou mais ao seu corpo. Nossas testas estavam coladas, me deixando sentir aquele hálito de menta invadir minha boca.

Jake me deu um leve beijo nos lábios, e desceu sua mão de encontro a outra, a apoiando em minha cintura. Passei meus braços por seu pescoço, os descendo até seu peito. O seu calor era reconfortante, aconchegante. Me senti protegida e segura, sendo envolvida por aquele fortes braços morenos.

Apoiei minha cabeça em seu largo ombro, me deixando levar pela melodia lenta da música, e pelo perfume amadeirado de meu amado. Ele movia os pés minimamente, porém era bom ficar no mesmo lugar. Era bom sentir seu coração descompassado, perto e sincronizado com o meu.

– É bom ficar assim. – Comentei fazendo carinhos em seu peito, enquanto Jake beijava minha testa.

– Também acho. – Ele sorriu, fazendo meu mundo ficar mais bonito. – Mas... Me permita estragar o momento um pouquinho. – Ele disse, e o olhei confusa. Jake sorriu, e foi se abaixando aos meus pés. De repente, percebi que todos os olhares se viraram pra gente.

– O que está fazendo? – Perguntei nervosa.

– Tem razão. Vem cá. – Jake me pegou no colo rapidamente, e foi andando em direção a minha cadeira em nossa mesa, que já estava vazia. Todos estavam em pé conversando, ou voltando sua atenção para nós.

Meu amado afastou a cadeira um pouco, e me colocou delicadamente sentada nela. Os meninos se olharam maliciosos. Juntei o cenho, encarando meu lobinho que se ajoelhava a minha frente.

– Jake, a gente já casou... Não tem mais o que você me pedir. – Comentei fazendo careta. Todos deram risada.

– E quem disse que vou pedir alguma coisa? – Ele deu de ombros sarcástico, levantando a barra de meu vestido. Arregalei os olhos, corando violentamente. O sangue subiu as minhas bochechas, na mesma velocidade em que as batidas de meu coração se aceleravam. Ele não ia fazer aquilo que eu estava pensando, né? Ou ia?

– Jacob, se levanta. – Falei ficando um pimentão.

– Pera aí. – Jake disse.

– O que você... Oh Meu Deus. – Exclamei, logo que ele levantou meu vestido até a coxa. Todos deram risada da minha cara. Eu tapei meu rosto com as mãos, desejando sumir. Que vergonha! Me arrepiei ao sentir uma de suas mãos em meu corpo. Sua pele quente abalou minhas estruturas... Literalmente.

Engoli em seco, sentindo meu corpo enrijecer, logo que os dentes de Jake roçaram em minha pele. Meu coração deu um solavanco, e pensei que ia desmaiar. As meninas riam da minha cara, e incentivavam o Jake, enquanto ele segurava a cinta liga com a boca.

– Isso aí, Jake! – Embry e Seth gritaram. Meus pais davam risada. E eu juro que o sangue do meu corpo inteiro tinha ido pro meu rosto. Mas não aguentei, e ri junto, enquanto ele ia deslizando a cinta liga por minha perna.

Meu corpo se arrepiava por inteiro, enquanto eu abria uma frestinha entre os dedos, para ver meu amado. Jake deslizava a peça de roupa usando a boca, que fazia meu coração disparar com a proximidade de seus lábios em minha perna.

– Pronto. – Jake disse sorrindo, e tacando a liga pra trás sem tirar os olhos de mim.

– Peguei! – Embry disse saindo correndo atrás da liga que caiu no chão. Seth foi atrás, junto com Brad. Os três competiam pra saber quem pegava. Dei uma risadinha. Jake sorriu, e se aproximou, me beijando.

Seus lábios causaram um choque tremendo em mim, e eu automaticamente passei meus braços por seu pescoço, e agarrei cabelos. Jake sorriu em meus lábios, e logo me invadiu com sua língua deliciosa, causando-me fogos de artificio no coração. Ouvimos aplausos de todos presentes, e continuamos a nos beijar. Nossas línguas travavam uma batalha deliciosa, enquanto as borboletas no meu estomago já davam sinais de vida. Deu uma vontade de adiantar a lua de mel...

– Eita! – Meu tio Emmet exclamou enquanto eu e Jake quase nos atacávamos num beijo delicioso, e com muita ânsia. Eu o puxava com as mãos em seu cabelo, enquanto ele segurava minha cintura, com uma das mãos, e com a outra segurava a cadeira em que eu estava sentada. Se ele não segurasse, era capaz de cair.

Terminamos o beijo com vários selinhos, e sorrimos um para o outro. Logo, apoiei minha cabeça em seu ombro, tentando me esconder dos convidados que aplaudiam e davam risada. Alguns estavam até assustados, e impressionados com nosso beijo. Por incrível que pareça, meu pai era um dos que aplaudia. Fiquei vermelha, enquanto puxava por mais ar, tentando acalmar meus pulmões. Jake fazia o mesmo.

– Essas crianças de hoje em dia tem um folego, não? – Meu vô Charlie comentou para Billy, que deu risada junto com meus pais. Sheldon nos olhava meio assustado. Acho que nós nunca tínhamos nos pegado desse jeito na frente dele. Coitado. Vai ficar traumatizado.

Jake colou sua testa na minha, e sorriu. Lhe beijei mais uma vez.

***

Me virei de costas pra mulherada, me preparando pra jogar o buque. Tinha gente que era casada, mas resolveu entrar na brincadeira também, que nem minha Vó René. Ela é meio doidinha.

– Um.... Dois... Três! – Elas contaram, e eu joguei o buque pra ar. Me virei rapidamente pra ver quem pegava. E foi uma confusão danada.

Uma foi pra cima de uma, e o buque parecia que quicava em meio a um monte mãos. Mas finalmente, o buque chegou na mão de duas mulheres que não se bicavam. Tanya e Leah.

– É meu! – Tanya gritou brava. Eu dei risada, da cara dela.

– Seu é esse teu cabelo oxigenado! – Leah rebateu puxando o buque pra si, e o tirando das mãos da Denali. Dei risada. Pra surpresa de todas, Leah pegou o buque e deu para Rachel. – Peguei pra você, Ray. – Falou, e voltou a se sentar ao lado de Fred. Rachel sorriu, olhando o buque maravilhada.

***

– Primeiro, eu! – Ouvimos Rachel exclamar, e subir no palco, que ficava bem à frente de nossa mesa, nos dando uma visão privilegiada.

– Sai da frente! – Leah exclamou quase derrubando minha cunhada do palco. Jake e eu demos risada.

– Nada disso. – Embry disse com obviedade. – Eu fui o padre, eu que falo primeiro.

Só sei que depois de alguns segundos, praticamente todos os meus amigos estavam no palco, lado a lado, esperando para discursarem no microfone. Sorri pra eles. Até Sheldon estava lá em cima. Dei risada, observando seu terno xadrez. Era o único na festa de terno assim.

– Bom, primeiro eu. – Embry começou se posicionando na frente do microfone. Todos fizeram uma cara de tipo Lá vem... – Quando vejo vocês começando uma vida junto, isso enche... Meu coração... – A voz dele começou a ficar falha, e sua expressão mudou. – Enche meu coração... – Embry estava de olhos marejados. Leah revirou os olhos. – Ok, eu preciso de um minuto. – Ele disse se afastando do microfone. Ouvi risadinhas discretas pelo ambiente.

– Ok, eu vou. – Rachel disse se metendo na frente do microfone. – Jake, e Nessie. Vocês tem muita sorte de ser dois melhores amigos que se amam. Esse é o tipo de amor mais forte... Tem confiança, carinho, devoção, e respeito. – Ela sorriu. – Qualidades que são difíceis de achar nas pessoas de hoje em dia... – Ela terminou o discurso com uma indireta pra Paul, que bufou ao nosso lado. Acredite se quiser, os dois tinham brigado de novo. Mas ainda não sei o motivo. Rache se afastou do microfone, sorrindo cínica.

– Minha vez. – Leah disse se posicionando na frente do microfone. – Nessie, queria agradecer por me deixar ser sua dama de honra...

– Foi escolhida na moeda! – Rachel disse brava.

– Fica quieta. – Leah a interrompeu, fazendo todos rirem. Rachel bufou, cruzando os braços. – Voltando ao assunto, queria agradecer por me deixar ser sua dama de honra, e quero que saiba que eu ficaria feliz em ser de novo, caso esse casamento ferre com tudo. – Ela terminou o discurso sorrindo, como se nada tivesse acontecido. Todos olharam pra ela incrédulos, fazendo careta. – Que foi, gente? Só tô brincando.... Mas baixinha... O recado está dado. – Leah piscou pra mim, e eu suspirei balançando a cabeça em negativa.

– Obrigado Leah. – Seth assumiu o controle. – Muito emocionante. – Ele comentou suspirando, fazendo todos rirem. Leah pisou no pé do irmão. Ele nem sentiu, mas olhou pra ela com raiva. Jake e eu rimos. – Bom, não tenho um discurso formado, porque já falei tudo o que tinha pra falar no jantar de noivado... Só queria dar parabéns, e sejam felizes. – Ele deu de ombros. Sorrimos pra ele.

– Minha vez! – Sheldon se meteu na frente de Seth. Revirei os olhos. – Jacob... Renesmee... – Do nada, ele começou a falar um dialeto grotesco, que ninguém entendia. Bufei.

– Sheldon! Eu disse nada de Klingon! – Exclamei nervosa, fazendo alguns arregalarem os olhos. Afinal, nunca fui de gritar com as pessoas. Mas o cientista maluco já estava me irritando. Sheldon me olhou como uma criança, que acabou de ser repreendida pela mãe.

– Ok. Eu falo em inglês... – Ele se rendeu. – Mas se perde algo. – Ele comentou superior. Jake revirou os olhos. Minha família deu risada. Sheldon respirou fundo, e começou a ler seu papelzinho. – A necessidade de encontrar outra pessoa para compartilhar a vida, sempre me intrigou. – Todos arquearam as sobrancelhas. – Talvez por eu ser tão interessante sozinho. – Ele sorriu convencido. – Dito isso, espero que vocês achem tanta felicidade juntos, quanto eu acho comigo mesmo. – Sheldon curvou os lábios num meio sorriso, em nossa direção. Sorrimos forçadamente. – Em Klingon vocês chorariam. – Ele completou superior. – O Conselho Superior de Klingon agradece. – Ele fez uma reverencia, e saiu do palco. Todos deram risadinhas. Eu e Jake suspiramos.

Bom, o resto do jantar foi muito divertido, e emocionante. Eu e Jake cortamos o bolo, e os lobos adoraram. Era de chocolate, com cobertura de glassê branco.

Finalmente, minha família falou um pouco. Meu pai e minha mãe desejaram tudo de bom pra gente, porém percebi uma pontada de tristeza em suas vozes, logo que eles comentaram sobre finalmente eu estar crescendo, e saindo de suas asas. Fiquei um pouco triste. Muita coisa vai mudar. Tudo bem que são coisas que eu quero, mas mesmo assim é emocionante.

Não vou mais morar na mesma casa que eles. Não vou mais ouvir os comentários maliciosos de meu tio Emmet, quando eu e Jake estivermos nos beijando no andar de cima. Não vou ouvir os constantes rosnados de minha tia ou de meu pai... Sei lá... Acho que depois de tantas vezes tendo meus beijos interrompidos por minha família, vou sentir falta disso, sabe?

Não me arrependo de casar com Jacob, e ele sabe disso. Mas sabe também que pra mim é um grande passo. Sempre fui muito ligada a minha família, e qualquer mudança é uma grande transição em minha vida. Vou sentir falta do beijo de boa noite de meu pai... Sei lá... Depois de tantas vezes discutindo por querer liberdade, agora dá uma pequena vontade de voltar a ser a protegida da família. Sei que continuarei sendo... Mas ainda é emocionante.

***

– Tá pronta? – Jake perguntou, me abraçando por trás, e beijando meu pescoço. Assenti, apoiando minha escova de cabelo na cômoda. Tínhamos voltado pro quarto, pra trocar de roupa, e ir para o aeroporto. Me virei, e o abracei, querendo um pouco de conforto. Jake entendeu o que eu estava sentindo, e me rodeou com seus braços quentes e fortes.

– Só agora percebi que ontem foi a última vez que dormi nesse quarto, Jake. – Falei apoiando minha cabeça em seu peito, e inalando seu perfume amadeirado.

– Eu sei... Não fica assim, pequena.

– Eu estou bem... Só é estranho nunca mais dormir nessa casa. – Refleti dando de ombros. – Mas estou feliz por ser sua mulher. – O encarei sorrindo. Jake abriu o sorriso mais lindo do mundo.

– Eu sei. Também estou feliz por ser seu marido. – Ele me deu um selinho. Sorri, de olhos fechados.

– Pombinhos, tá na hora de ir. – Tia Aly apareceu na porta. – Vocês ainda tem um bando de gente pra se despedir.

– Verdade. – Falei sem tirar os olhos dos meu Marido. Como eu amo essa palavra! – Vamos, Jake. – O puxei, e logo descemos as escadas. Nossas malas já estavam no carro de meu pai. Acredite se quiser, ele tinha emprestado seu carro para irmos ao aeroporto... Vai entender...

***

– Se cuidem lá. – Minha mãe disse com ênfase, dando entender que era muito cedo pra eu engravidar. Jake assentiu dando risada, e me deu um beijo na testa, indo falar com seu pai. Olhei pra minha mãe receosa. Se ela começasse a chorar, eu também ia chorar, e aí meu pai ia chorar também, e ia ser uma choradeira danada. – Ai filha, estou tão feliz por você. – Mamãe me abraçou. Sorri, sentindo a frieza de sua pele, que para mim, era reconfortante.

– Te amo, mãe.

– Também te amo, minha bebezinha. – Dei risada do modo como ela falou. – Não se esqueça de se alimentar bem lá... Passe protetor solar...

– Mãe, eu sou uma hibrida. – Falei com obviedade. – Não sofro dessas queimaduras de praia.

– Não importa. Sou sua mãe, e mesmo você estando casada agora, eu ainda mando na senhora, ok? – Ela disse colocando as mãos na cintura. Ouvi risadas no ambiente. – Senhora Black. – Dona Bella me mandou uma piscadinha. Dei risada.

– Mãe, você não é tão diferente da vó René quanto pensa. – Comentei divertida.

– Que seja. Sou mãe coruja, e admito... – Ela deu ombros. –Agora vá falar com seu pai, porque o moço hoje tá emotivo. – Ela suspirou. – Enfim... Boa lua de mel, filha. Te amo, e me ligue quando chegar, ouviu?

– Pode deixar, dona Isabella.

– É Bella, Renesmee. Bella! – Ela exclamou nervosa, e saiu revirando os olhos. Dei risada.

***

– Oi, pai. – Falei parando a sua frente. Seus olhos se destacavam a luz da noite.

– Oi, senhorita casada. – Ele brincou com um meio sorriso no rosto. – Passou rápido, né? – Meu pai disse, e eu não aguentei. O abracei fortemente, enterrando meu rosto em seu peito gelado. Papai retribuiu o abraço de imediato. Senti uma lagrima solitária, rolar minha face. – Não chora, princesa.

– Não tô chorando. – Menti descaradamente, o fazendo rir.

– Está todo mundo olhando. – Meu pai disse divertido, fazendo carinho em meus cabelos.

– Não ligo. – Falei com minha voz embargada.

– Por que está chorando? – Ele perguntou carinhoso.

– E por que você não está chorando? – Perguntei indignada, elevando meu olhar para seus olhos dourados. Ouvi a risada de minha mãe, junto com a de meu amado.

– Porque não estou triste. – Papai respondeu dando de ombros, limpando minhas lagrimas.

– Tava querendo se livrar de mim, é? – Perguntei brava.

– Não, princesa... Claro que não...

– Então pode começar a chorar, senhor Cullen. – Mandei enterrando meu rosto em seu peito novamente. Eu estava me despedindo de meu pai. Agora estou casada. Tudo muda.

– Princesinha, olha pra mim. – Papai pediu, com aquela voz que ele sempre fazia pra me convencer de algo. O encarei meio contrariada. – Não estou triste, porque... Tudo o que me importa é ver você feliz, e você está... Então, tudo bem.

– Estou triste em parte, por ter que me despedir de você. – Falei emburrada.

– Despedir? – Ele perguntou confuso. – Vai morar no Brasil por acaso?

– Não, mas...

– Filha, você vai voltar daqui a umas 2 semanas... Não exagere. – Ele disse com obviedade. Bufei. – E vai morar numa casa, que é a uns cinco minutos daqui.... E vai me ver todo dia.

– Vou?

– Claro... Como sua mãe disse, não é porque casou que vai largar os pais, né? – Papai perguntou divertido. Dei um meio sorriso. – E não é só por isso, filha. – O encarei confusa. – Ultimamente, ando percebendo que as coisas não estão sempre no meu controle, e.... Às vezes, nós simplesmente temos que deixar ir... Desapegar... – Chorei mais ao ouvi-lo falar daquele jeito, e o abracei mais forte. – Desde que você começou a namorar Jacob, eu sabia disso... Porém, demorou um pouco para aceitar... – O encarei cética. – Ok, bastante. – Ele riu. – Mas depois a gente vê que... Um dia... Os filhos crescem... Se apaixonam... Namoram, e um dia... Casam. – Papai fez uma pausa, suspirando. – Não significa que vamos nos separar pra sempre. Só significa que agora você tem mais responsabilidades, do que tinha antes... Mas nada muda entre a gente, princesa. Eu prometo.

– Não vai mais me dar beijo de boa noite. – Resmunguei, fungando.

– Jacob já te dá muitos beijos, que eu saiba. – Papai comentou fazendo careta. Dei uma risadinha. – Mas prometo sempre te ligar te desejando boa noite, ok?

– Promete?

– Prometo. – Ele respondeu me dando um beijo na testa. – Menos durante a lua de mel, porque é meio inapropriado.

– Claro, claro. – Dei risada. – Te amo, papai.

– Também te amo, minha princesa. – Ele beijou minha testa, sorriu. O abracei, inalando seu perfume pra mim. Queria guardar na memória. Guardar esse momento. Todas as palavras de meu pai ficaram rondando na minha mente. Ele falava como se estivesse arrependido de algo, ou simplesmente aprendido mais sobre a vida... Mas no momento, não importava. Te amo muito. Falei pelo meu dom. Senti papai sorrir.

– Bom... – Me soltei de seus braços. – Pai, eu preciso que você e a mamãe façam algo por mim. – Falei séria. Ele me olhou confuso. – Isso aqui... – Tirei o papel de minha bolsa. – É a lista com toda a rotina do Sheldon. Eu preciso que cuidem dele. – Meu pai deu risada. – Estou falando sério, senhor Edward. Sheldon tem uma rotina muito complexa, e precisa ser seguida seriamente, caso você queria estar vivo no dia seguinte.

– Claro, claro. – Papai riu, e pegou a lista de minha mão, a analisando.

– Aqui fica a lista dos horários que ele acorda, que ele dorme, que ele janta... – Fui apontando na lista. Eu que tinha planejado. Afinal, não queria um Sheldon mal humorado quando a gente voltasse de viagem. — Lembrando que cada dia da semana, tem uma comida diferente durante o jantar. – Falei séria. – Ele almoça na faculdade mesmo... Ah, e aqui são os horários de quando levar e buscar no trabalho... E quando deve levar ele na loja de gibis...

– Ok, vou ver o que posso fazer. – Meu pai não parecia levar a sério.

– Pai, preciso que vocês cuidem do nosso filho adotivo. – Falei com obviedade. Ele riu. Jake dava risada com minha família, atrás da gente.

– Ok, não vou desobedecer. – Meu pai disse inocente, porém continha um sorriso torto nos lábios. Revirei os olhos.

– Ah, e ele não toma café. Segundo ele, café é o mesmo que droga, então... – Revirei os olhos, lembrando das manias de Sheldon. – E jamais entre no quarto dele sem ser chamado... Ele detesta isso... E nem lhe ofereça chocolate quente, porque estamos em junho.

– Não entendi. – Papai fez careta.

– Sheldon só toma chocolate quente em meses com R no nome. – Falei suspirando.

– Por que?

– Sheldon disse, abre aspas: “O que é a vida sem caprichos?” ... Fecha aspas. – Expliquei dando de ombros. Meu pai riu. – De qualquer jeito, siga está rotina, e sobreviverá até eu e Jake voltarmos.

– Ok, vou fazer o possível. – Ele disse batendo referência pra mim. Sorri, e o abracei.

– Tchau, pai.

– Até mais, filha.

***

– Vamos? – Jake perguntou com a mão no volante.

– Vamos. – Concordei sorrindo.

Meu amado acelerou o carro de meu pai, e todos os convidados acenaram, nos desejando felicidades e tudo mais. Avistei minha família e meus amigos, e sorri pra eles. Mas nada se comparou a ver a imagem de meu pai e minha mãe se afastando. Mas mesmo com aquela sensação de saudade começando, eu acredito em meu pai. Nada iria mudar.

– Te amo, Jake. – Falei beijando sua bochecha rapidamente. Meu amor sorriu.

– Também te amo, Nessie. – Ele segurou minha mão, e a beijou. E depois de alguns minutos, chegamos ao aeroporto, onde tinha o jatinho particular, que nos levaria a Ilha de Esme.