POV Bruno.

Tá bom. Tinha muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Se eu fosse um trouxa qualquer, acharia que estava louco.

Mas só louco mesmo, estaria viajando com seus amigos, para um lugar mágico fora da terra em outra dimensão. E para ficar mais estranho, viajando com Merlin, o grande mágico, que para piorar era avó da sua namorada.

"Namorada" aquela palavra me pegou de surpresa. Tecnicamente, eu e a Nic estávamos ficando juntos, éramos praticamente namorados. Só que eu nunca fiz, nem ela um pedido oficial.

Seria a primeira coisa que eu iria fazer quando sairmos dessa confusão. Se tudo der certo.

Merlin nos contou, que WL não era uma pessoa, e sim um grupo que sabia da existência de Merlin, só que havia três divisões nesse grupo. A primeira, eram seus seguidores, inofensivos. A segunda divisão, eram os que queriam acabar com a magia (Como a Amy e Wendy). E a terceira, que era a única que sabia da existência da descendente de Merlin (Nic), e queriam achá-la para orientá-la. Mas essa terceira divisão foi destruída, quando a Segunda descobriu que Merlin tinha uma neta, e eles não haviam contando para eles. Agora eles queriam matar a Nic, e se apossar do Livro de Merlin, para fazer algo pior do que destruir a magia. Eles queriam poder, eles irão pegar o poder de todos os bruxos, e os usarão para ficarem muito mais fortes. E no final, eles irão colocar um tipo de governo que irá racionar a magia, para eles terem poderes maiores.

Para falar a verdade, isso era pior do que os bruxos das trevas. E só de pensar que eles talvez estariam machucando a minha Nic, me destruía. Só pensando em ver ela sofrer, acaba comigo.

Merlin nos levou para fora da ilha, onde ficava a caverna. Ele estava procurando por uma coisa, uma espécie de portal, para nos levar para aquela dimensão mágica.

– Mas por que eles levariam elas para lá? — Perguntei.

– Porque lá, eles são mais fortes, tem o mesmo nível de poder da minha neta. Mas é o que eles pensam.

– Como assim? — Perguntou Victor

– Como Nicole tem meu sangue correndo pelas suas veias. Ela tem um sangue mágico muito maior do que qualquer tipo de bruxo. Ela tem poderes extraordinários, que sem o treinamento adequado, pode fazer coisas horríveis.

Paramos em frente a uma árvore. Ela era bastante alta, e parecia ser bem antiga.
Merlin tirou de dentro de suas vestes sua varinha. Ela a balançou no ar, e ela se transformou em seu cajado. Depois disso, ele o pegou e deu três batidas na árvore com o cajado. Em poucos segundos depois uma porta se abriu. Seu fundo era azul, com algumas coisas brilhantes ao fundo

Merlin passou pela a porta, e logo desapareceu.

– Precisamos passar por isso? — Disse Hugo

– Parece que sim. — Respondi — Precisamos salvar a Nic.

Juntei toda a coragem que tinha, fechei os olhos, e corri fazendo um certo tipo de força. Passei pelo o portal, sentindo apenas um leve empurrão para baixo.

POV Hugo.

Merlin tinha cara de "bicha". Passivo para ser mais exato. Ele tinha um jeito estranho com as mãos, andava rebolando, e tinha um cajado daquela grossura. Com certeza era.

Mas a pior decisão que tomei, foi passar por aquele portal. Senti como se estivessem quebrando todos os ossos do meu corpo.

Senti isso tudo quando caia, em direção ao chão.

Aquele lugar era estranho. Muito estranho. Era um grande campo, com grama azul. O céu era laranja. Onde diabos eu estava!?

Merlin, Bruno e Victor estavam parados na minha frente.

– Venho avisá-los que pode ser algo bastante doloroso. Porque eles podem ir atrás de vocês também.

Victor me olhou preocupado.

– Tem certeza que você quer vir? — Perguntou ele — Eu não estou pronto para te perder agora.

– Você não vai — Respondi — Nem eu vou te perder. Vai dar tudo certo.

Ele sorriu.

– Eu te amo — Disse ele vindo em minha direção, e logo depois me beijando.

Algo estava explodindo dentro de mim.

– Eu também te amo.

– Gente é melhor irmos logo... — Disse Bruno.

– Sim! Vamos então. Tenho que matar uma piranha hoje. — Disse

POV Nic

Não sabia o que era pior. Estar presa numa cela em outra dimensão. Ou ver a Cam sofrendo.

Ela estava assim desde ontem, quando descobriu do plano de Amy. Ela não havia parado de chorar, não conseguia nem se levantar. Conseguia imaginar um pouco como estava se sentindo, mas nunca saberia de verdade como era aquilo.

Me dava uma pena enorme dela. Queria poder fazer alguma coisa para fazer ela ficar melhor. Afinal ela era minha prima, quase minha irmã.

E tinha Bruno. Queria saber onde ele estava, se estava bem. Mas Amy, não quis nem me falar o que tinha acontecido.

POV Nic

Amy apareceu do outro lado da cela, segurando o livro do meu avô no braço.

– O que você fez com o Bruno? — perguntei desesperada.

– O que eu fiz com ele? — Disse ela rindo ironicamente.

– Fala logo! Eu não agüento mais isso.

– Niczinha. Seu namoradinho, está morto!

Fiquei em choque. A palavra "morto" ficava se repetindo em minha cabeça.

– Mentira! — Disse — Você está mentindo. Claro que ele esta vivo.

– Queridinha, eu mesmo o matei.

As lágrimas começaram a cair no meu rosto. Parecia que haviam arrancado minha pele. Não podia ser verdade. Ele estava vivo. Me esperando quando isso tudo acabar. Ele estaria com aquele sorriso lindo dele. E me beijaria como se fosse ainda a primeira vez. Era mentira, meu Bruno estava vivo. Ela era apenas uma mentirosa.

– Sua Vadia — Me pendurei na grade — Eu sei que ele está vivo.

Ela pegou sua varinha e me jogou no chão.

– Ele está morto. MORTO. — Disse ela.

Camille se levantou, e deu um soco nela, através da grade.

– SAI DAQUI SUA PIRANHA. — Gritou ela.

Eu não conseguia me mover. Eu precisava dele. Eu não tinha mais ele. Ai meu Deus. Minha respiração começou a falhar. Eu nunca nem cheguei a dizer um "Eu te amo" para ele. Nunca namoraria com ele. Nunca teria um futuro com ele. Doía muito. Queria morrer nesse momento. Camille me abraçou, forte. Eu chorava feito louca. Eu não conseguia mais enxergar direito, estava perdendo o controle sobre mim mesma. Senti minhas pernas bambearem, e cai no chão, fraca. Fechei os olhos, esperando a morte. Por que não queria viver uma vida que não fosse com ele.

POV Camille.

Nicole, tinha caído no chão. Estava desmaiada. Tentava de tudo para fazê-la acordar. Estava com vontade de matar Amy. Queria acabar com essa vadia.

POV Bruno

Entramos dentro uma casa. Começamos a procurar algum sinal da Nic ou da Camille. Tinha algumas celas vazias por lá, mas nada delas.

– Achei! — Gritou Merlin

Ele usou seu cajado e abriu a cela.

– Quem é esse? — Perguntou Camille

– Merlin — Respondeu Hugo.

– O quê!?

– Longa história.

– Cadê a Nic? — Perguntei

– Bruno!? Você está vivo!? Por Merlin!

Hugo soltou uma risada olhando para ele.

– A Nic foi levada daqui. Ela desmaiou, por que Amy disse que você estava morto. Ai levaram ela daqui, e iriam começar o ritual agora.

– Precisamos achá-las.

– Deixe que eu vou na frente — Disse Merlin.

POV Camille.

Fomos até o último andar da casa. Onde o ritual estava acontecendo.

Só sei que quando Merlin abriu a porta, começaram a sair feitiços de tudo quanto é lado.

Sai correndo para achar um lugar para me esconder. Porque estava sem varinha, precisava me proteger.

POV Hugo.

Amy pulou da janela, antes que eu jogasse um feitiço nela.

– Ah piranha, você não vai fugir de mim não, puta. — Disse enquanto corria atrás dela.

Eu ia acabar com essa vadia, só sabia disso.

POV Bruno.

Parecia que Merlin estava conseguindo controlar os feitiços. Sai correndo para o outro lado para pegar Nic. Ela estava deitada, desmaiada, em uma mesa.

Peguei ela no colo e fui em direção a saída, para escondê-la.

Estava na metade do caminho, quando uma dor subiu em meu corpo, me fazendo cair.

POV Nic

Senti meu corpo cair em cima de uma coisa grande, enquanto acordava.

Era... Bruno!? Ele estava vivo!? Ou isso era um sonho?

– Nic... Me acertaram na minha perna, não sei se consigo andar. — Disse ele — Corre! Se proteja, eu vou ficar bem.

– Mas você pode morrer aqui!

– Tudo bem. Você só tem que ficar salva.

Ele olhei em seus olhos. E fui em direção à sua boca dei um selinho rápido e me levantei.

– Eu vou te tirar daqui. — Disse.

Vi que tinha sido Wendy que havia lançado o feitiço.

Olhei em direção a ela, apontei meu braço para seu rosto. Senti uma energia sair do meu corpo, atingi sua cabeça.

Ela caiu como se fosse um pássaro no chão.
Peguei Bruno no colo, e fui o levar para o outro lado.

– Ah quero que você saiba que eu amo você. Independente de tudo. Eu amo você — Disse

Ele sorriu, parecia que ia chorar, mas não chorou.

– Eu também. — Respondeu.

Dessa vez ele que me puxou para perto, e me beijou. Algo rápido, mas intenso.

Voltei para lá. Meu avô estava fraco. E ainda tinha muita gente.

Peguei na mão dele.

– Quer tentar uma coisa nova? — Perguntei

– Ideia Ótima — Ele respondeu

Sugáramos forte a mão um do outro. Sugamos o máximo possível de energia, nos concentramos em nossos inimigos. E Bum!
A sala estremeceu. Em alguns cantos pegava fogo. Todos estavam caídos no chão mortos.

Fui em direção a Bruno, e o abracei, abracei forte. Como se fosse a última vez que iria vê-lo.

POV Bruno.

– Vô, você consegue curá-lo? — Perguntou Nic sobre minhas pernas.

– Vou tentar... — Respondeu ele

Merlin apontou suas mãos para as minhas pernas, e uma dor forte saia dos meus ossos.

–Ai

– Se esta doendo, significa que está funcionando. — Disse ele.

Merlin chamou Nic para conversar. Eu fiquei reparando em tudo. Tinha dado certo.

Eu não imaginava que minhas férias seriam assim.

Nic voltou com uma cara um pouco triste de lá. Merlin, Camille e Victor estavam ao seu lado.

–Ninguém pode saber o que aconteceu aqui. Muito menos da minha existência — Disse Merlin.

Todos Nós concordamos

– Eu irei resolver com o Ministro sobre as mortes. Mas garanto que ninguém aqui irá ser preso ou algo do tipo. — Continuou.

– Bruno... — Disse Nic vindo em minha direção. — Eu acabei de te encontrar, não queria te perder de novo...

– O que aconteceu? — Perguntei.

– Eu vou sair de Hogwarts. Merlin vai ser o meu tutor.

– Mas o que há de ruim nisso. Você irá aprender mais sobre seu poder e irá controlá-lo.

– Eu sei só que... Eu não vou ter como te encontrar.

– Minha linda... Eu sempre vou te encontrar. Não importa. Vamos arranjar uma forma.

Ela sorriu.

– É por isso que eu te amo. — Disse ela se aproximando de mim.

Dei um beijo nela, sabia que não seria o último. Eu sabia que iríamos nos encontrar. Quando ela acabasse os estudos ficaríamos juntos. E eu sei que será para sempre.

Hugo apareceu, e se abraçou com Victor.

– Matei a piranha. — disse ele.

Camille riu estranhamente. Mas no final fez todo mundo rir

Sei também que não teria outra forma melhor dessa história acabar.