Uma História JakeNess- Como Acho Que Deveria Ser 2
27 Capítulo 27 - Hora de saber
Notas iniciais
Pov. Nessie
Após duas semanas completas, eu e Jake voltaríamos para casa hoje. Nossa lua de mel foi perfeita, exceto pelo fato de que Jake está estranho. Se antes eu era paparicada, agora sou mais ainda. E quando a conversa chega num assunto parecido, ele fala que minha família só quer meu bem. E repete isso, como se estivesse tentando me acalmar. Mas eu estou calma. Acho que ele me esconde algo.
Mas fora isso, tudo continua normal entre a gente. Embora eu ainda me sinta um pouco mal pelo que fiz em relação aos anticoncepcionais, Jake diz que está tudo bem, mas me fez prometer que nunca faria de novo. E não fiz. Jamais quebraria uma promessa, que fiz ao meu lobinho.
Após um longo, e pensativo banho, coloquei um vestido rodado, que minha tia Aly deixou em minha mala. Saí do banheiro, encontrando o quarto, que incrivelmente já estava com a cama, lençóis novos. Alguns dias atrás, em meio ao nosso fogo insaciável, eu e Jake meio que quebramos a cama. E só descobrimos que fizemos isso, na manhã seguinte, quando retornamos a este quarto. Na hora do fogo, eu e meu amado só nos locomovemos a outro lugar, envolvidos naquela conhecida atmosfera individual. E só notamos o real estrago no dia seguinte, quando viemos aqui para tomar banho. Estava tudo quebrado. As penas de ganso dos travesseiros estavam espalhados pelo cômodo, e os lençóis jogados em diferentes direções. Um coisa de doido.
E depois de uma conversa embaraçosa com Kaure e Gustavo, consegui convence-los que foi somente um “acidente”, e que precisaríamos de uma cama nova. Eles assentiram meio desconfiados. Dois dias depois, já tínhamos um quarto novinho em folha. Graças a Deus. Do jeito que eu e meu lobinho estamos, se não tivéssemos um quarto em especifico, destruiríamos a casa inteira.
Abri a gaveta do criado mudo, e peguei o pote de anticoncepcional. Me sentando na cama, peguei somente um comprimido. Quando ia leva-lo a boca, senti uma mão quente segurando meu pulso. Olhei e vi Jake, com uma cara de assustado.
– Que foi? – Perguntei estranhando sua ação. Jake não respondeu. Simplesmente tirou o comprimido e a embalagem de minhas mãos. Suspirei irritada. – Jacob, se está preocupado em eu quebrar minha promessa, e me entupir de remédio de novo, está perdendo seu tempo. Jamais vou quebrar uma promessa que fiz a você. – Falei com obviedade, um tanto triste com seu provável pensamento em relação a mim. – Só vou tomar um desses para não engravidar. Não precisa ficar medindo minhas ações, tá legal? – Falei irritada, cruzando os braços. Jake ficou até surpreso com meu discurso.
– Nessie...
– Nem me venha com desculpas esfarrapadas. Sei me cuidar, Jacob. Não vou quebrar minha promessa. Mas meu avô recomendou que eu tomasse um, após cada relação. E contando que não teve um dia aqui que a gente não transou, preciso tomar uma pílula todas as manhas. – Discursei brava por seu comportamento.
– Não quero que tome isso. – Jake por fim falou, e como sempre, sem elevar a voz comigo. Fechou a embalagem do maldito remédio, e a apoiou sobre o criado mudo ao meu lado. Fiquei o observando confusa.
– Jacob, qual é a sua? – Perguntei confusa, visivelmente irritada. Meu amor suspirou, enquanto eu tagarelava sem parar. – Sei que não quer filhos, e eu te entendo. Estou tomando todas as precauções, não estou? Tudo bem que errei ao me entupir de remédios, e já pedi desculpas. Não estou fazendo de novo. Ou vai querer me dizer que agora quer me dar os remédios por contra própria, só pra ter certeza que eu não menti pra você?
– Não. Não é isso. – Ele respondeu calmo, engolindo em seco. Parecia dividido, sem ação. – Só que os remédios já te fizeram mal uma vez, e não quero que se repita.
– Só estou tomando um, e não trezentos. – Argumentei com obviedade.
– Sim, mas... Eu não quero que tome isto. Tenho medo por você. Chega desses remédios. – Jake disse parecendo incomodado com algo.
– Quer que eu faça o que então? – Perguntei mais calma, sem entender seu comportamento. – Jake... Você sabe que se eu não tomar, as chances de eu engravidar são enormes... E você...
– Não diga isso. – Ele me interrompeu, encarando profundamente meus olhos. – Nessie, eu te amo... Não pense o contrário.
– Não estou dizendo que você não me ama, Jake. Estou dizendo que não quer fi...
– Não diga isso. – Ele insistiu incomodado.
– Só estou tentando te entender. – Falei me aproximando, e pegando sua mão. Aquele conhecido choque elétrico, passou por nosso corpos, interligados. – Jake, você nunca disse isso em voz alta, mas o jeito que age... Todas as vezes que tocamos nesse assunto, você foge. Foge como se esse assunto te desse medo, irritação, ou simplesmente... Nojo. – Sussurrei pra mim mesma, sentindo um nó na garganta. Jake apertou minha mão, se virando pra mim rapidamente.
– Não tenho nojo. – Ele disse firme, como se a própria ideia de ele fazendo isso, lhe assustasse. – Não tenho irritação. Não tenho medo. Nessie, antes eu deixava você tomar esses remédios, porque logo na nossa primeira vez...
– A gente conversou sobre isso, e você disse que queria filhos, e eu também queria. Eu quero. – Completei, sentindo um alivio por finalmente, depois de todo esse tolo, estar tendo uma real conversa sobre isso. Era a primeira vez que eu sentia, que queria saber sobre o real motivo. E pretendia descobri-lo. – Sempre quis te dar filhos Jake. Mesmo isso parecendo uma ideia maluca aos olhos dos outros.
– Nessie, eu sei disso.
– Então, qual o problema? – Perguntei juntando o cenho em sua direção. Meu amor olhou a janela, engolindo em seco. – Jacob, finalmente estou te pedindo. Me conte o real motivo. Pela primeira vez quero saber. Antes você dizia que queria filhos, e do nada você mudou. Te amo mais que tudo... E sabe quantas coisas fiz pra satisfazer sua vontade, e não engravidar? – Perguntei calma, porém demostrando que eu estava realmente sem paciência em relação aquilo. Agora eu queria saber.
– Sim, Ness! U sei de tudo o que fez! – Jake exclamou, parecendo com medo. Sofrendo. Ele se levantou, olhando a janela. – Eu te amo, e não quero que você fique mal de novo! Por isso não quero que você tome essa merda de remédio! – Ele disse me deixando assustada, com seu tom. Já vi ele gritar desse jeito. Nunca comigo. Jake me olhou, percebendo meu espanto.
– Está bravo comigo? – Perguntei receosa, sentindo meus olhos ficarem marejados. Não queria imaginar como seria ter uma briga com meu lobinho. Jamais brigamos. E espero que essa não seja a primeira vez. Espero que NUNCA tenha uma primeira briga.
– Não, não! – Jake se apressou em dizer, se ajoelhando a minha frente. Pegou minhas mãos com carinhos. – Pequena, antes eu deixava você tomar esses comprimidos, porque pensava que era cedo demais pra você engravidar, e ainda nem tínhamos casado.
– Sim, mas...
– Deixe eu terminar. – Ele pediu calmo, olhando em meus olhos com carinho. – Mas agora estou pedindo que você não tome esses remédios, porque uma vez já te fez mal. Não quero que aconteça de novo. Sei que você não vai quebrar minha promessa. Você é um anjo, amor. Sei que nunca faria isso. Mas é que... Nessie, chega de empatar nessa assunto. Eu cansei de todo esse rolo.
– Mas se eu parar de tomar, tem chances de eu engravidar, e....
– Nessie, se acontecer, aconteceu. E juro por tudo de mais sagrado no mundo, que se você engravidar, vou te apoiar até o último momento. – Me assustei com a sinceridade que, tanto as palavras, quanto seu olhar, passavam. – Vamos deixar rolar... Naturalmente, ok? Chega de tudo isso.
– Mas Jake, você não quer filhos. – Falei confusa. Ele me encarou um pouco, e bufou.
– Ah que se dane! — Jake exclamou pra si mesmo, como se estivesse desistindo de algo. — Nessie, o que eu mais quero é ter filhos com você. – Jake declarou, em surpreendendo. — Sempre quis, e sempre vou querer. E quando acontecer, prometo ser o melhor pai do mundo!
– O que? Não, pera... Jake, o que está acontecendo? – Perguntei me ajeitando a sua frente, e colocando uma mecha de meu cabelo atrás da orelha.
– Nessie, como eu te disse, esse é um assunto muito delicado, ok? A verdade é que eu nunca deixei de querer ser pai dos seus... Dos nossos filhos.... Mas por causa de algumas coisas, tive que fingir que não queria.
– Meu Deus, mas como assim? – Perguntei exasperada.
– Sempre quis te contar porque detesto esconder algo de você, e me sentia culpado por isso. – Jake lamentou.
– Já falei que você não tem culpa de não me contar, afinal eu que pedi isso. – Argumentei com obviedade.
– Sim, eu sei. Mas esconder coisas de você sempre foi complicado pra mim. – Quando meu amado disse aquilo, me senti mal sabendo que eu tinha escondido o problema dos anticoncepcionais, ao mesmo tempo em que ele se roía por dentro, com a culpa em seus ombros. – Não, tá tudo bem, amor. Sério. – Jake disse, lendo meus pensamentos através de meu dom. — Enfim, ao mesmo tempo, não queria te contar porque tenho medo de como você vá reagir.
– Mas agora eu estou pedindo. Quero que me conte. – Falei firme, e ansiosa.
– Consegue esperar até que cheguemos em Forks? – Meu lobinho perguntou receoso. O olhei confusa. – Ontem sua mãe ligou, Nessie. Ela sabe o motivo.
– Minha mãe sabe?
– Calma, ela soube faz pouco tempo. – Jake respondeu percebendo minha surpresa. Pelo jeito que ele falava, percebi que esse assunto não era nada legal. – Ontem ela ligou pra falar que sabia, e no decorrer da conversa ela me contou o rolo dos anticoncepcionais, e tals...
– Por isso veio falar comigo. – Comecei a ligar os pontos.
– Sim. Então... Ontem no telefonema, Bella disse que você querendo ou não, vamos contar a verdade logo que chegarmos em Forks.
– Agora, eu quero. Conte agora. – Insisti me roendo de curiosidade. O alivio por saber que Jake sempre quis filhos, foi substituído pela curiosidade e receio de saber o que realmente aconteceu.
– Nessie... Sua mãe me fez prometer que só contaríamos quando chegássemos em casa. – Bufei irritada. – Pois isso eu estava estranho ontem e hoje. Não gosto de te esconder nada, já estou de saco cheio dessa droga toda, e além disso... Tenho medo da sua reação. – Ele se explicou incomodado. – Desculpa por não falar agora, mas eu concordo, afinal... Sua mãe, e seu pai devem estar presentes durante essa conversa. Vamos esclarecer tudo. Além disso, não quero contar agora, e você viajar para casa, triste.
– Triste? – Perguntei receosa.
– Ah droga, eu não devia ter falado. – Jake esbravejou pra si mesmo. – Já falei demais...
– Não, amor. Tá tudo bem. – Falei lhe dando um selinho demorado.
– Nessie, sei que quer saber, mas pode esperar até amanhã? – Ele perguntou implorando com os olhinhos, me derretendo por dentro. – Por favor. Sua mãe e seu pai tem que estar lá.
– O que meu pai tem a ver com tudo isso? – Perguntei com medo. Algo me dizia que amanhã eu passaria por poucas e boas. Jake me olhou, bufando. Suspirei. – Ok, eu espero até amanhã. – Cedi de má vontade. Eu queria mais que tudo colocar as cartas na mesa.
– Obrigado, pequena. – Jake agradeceu, beijando minha mão. Mas seu olhar continha medo. E agora eu sabia que esse medo era da minha reação. Até eu estava com medo dela. Tinha medo do que estava por vir. Meu amado me abraçou, como se me acalmasse.
– Jake? – Perguntei ignorando os fatos recentes, e indo para um assunto mais agradável. Jake me soltou, e me encarou. – Eu te amo, e.... Não sabe o quanto estou feliz por você querer ter filhos comigo. – Sorri envergonhada. Jake abriu o maior sorriso do mundo.
– Vem cá. – Jake chamou, me puxando de encontro ao seu corpo, e me abraçou. – Eu te amo muito, pequena.
Sorri, sentindo seus braços fortes e morenos, abraçando meus ombros, e minha cintura de forma protetora e carinhosa. Como eu estava sentada na cama, e Jake ajoelhado, ele ainda conseguia ser mais alto que eu.
Afundei meu rosto em seu peitoral, absorvendo aquele perfume amadeirado. O calor que emanava do corpo de Jacob, me aquecia de uma forma deliciosa. Passei meus braços por sua cintura, beijando seu peito.
Em seus braços, eu me sentia a pessoa mais protegida de todo o mundo. Como eu era sortuda. Pensei. Apesar de todas as diferenças entre raças, tínhamos enfrentados todos os obstáculos para ficarmos juntos. Inclusive a morte. Porém, o começo e o fim não são as palavras que definem nossas vidas. O Para Sempre que sempre foi a definição, e a única certeza.
Me afastei um pouco de seu largo peitoral, e o encarei profundamente. Sorrimos um para o outro. O momento não precisava de palavras. Enquanto serpenteava com minhas mãos por sua camisa preta, que estava igualmente quente, devido a sua pele, Jake se estremecia com meus toques delicados. Ao mesmo tempo, fazia carinho em minhas costas nuas, pelo modelo do vestido de verão, e me arrepiava com o toque tão leve de seus dedos, que parecia estar passando uma pena quente por meu corpo.
Nossos corações batiam normalmente rápidos, e sincronizados. A melodia mais linda que eu já ouvi em toda minha vida. Senti o hálito de menta de meu lobinho bater em minha face, e se esvair no ambiente. Em resposta de nossos rostos se aproximando, nossas respirações ficavam cada vez mais irregulares. Um efeito constante provocado pela conexão de nosso corpos.
Ao mesmo tempo em que senti suas mãos firmando minha cintura de encontro a sua, sentia também o leve, porém marcante, toque de seus lábios nos meus. E o incrível era que eu podia beijar o Jake agora, ou daqui a 100 anos... Os efeitos sempre seriam os mesmo.
O toque de nossas peles labiais sempre resultavam em uma explosão dentro de meu coração. Coração que batia somente por Jacob. As borboletas em meu estomago, começaram a se alvoroçar, como se voando uma por cima da outra. Sem falar nos choques elétricos, que eram inevitavelmente tremendos.
Nossas cabeças se movimentavam de lá pra cá, num embalo delicioso. O entrelaçamento de nossas línguas, misturavam nossas salivas, dando um gostinho de quero mais. E nós queríamos mais. Eu queria mais. Ah, como eu queria! Jake sorriu com meu pensamento, enquanto sutilmente afastava minhas pernas juntas, para poder se aproximar mais de meu corpo.
Esfreguei meus pés descalços em sua coxa, logo agarrando sua cintura com minhas pernas. Enquanto nos beijávamos deliciosamente, meu amor foi descendo com uma de suas mãos até minha coxa, e a apertando, causando- me sensações conhecidas e desconhecidas.
Aquele formigamento em minha intimidade iniciou, quando a intensidade do beijo aumentou, e Jake começou a passear livremente com suas mãos grandes e quentes sobre minha pele, roubando-me alguns gemidos involuntários.
Jake foi se inclinando cada vez mais sobre mim, e logo me deitou sobre a cama. Subiu por cima de mim, deslizando sua mão desde meu ventre, até minha nuca. Elevou meu pescoço, enquanto me beijava om devoção, e amor. Gemi, enquanto sua outra mão massageava a parte interna de minha coxa. Seu membro já estava duro, roçando em meu corpo. Somente algumas camadas inúteis de roupas nos separavam.
– Jake... Que... Horas... É o.... Voo? – Perguntei juntando todas as forças do mundo, percebendo o caminho que os toques, os gemidos, e o desejo, nos levavam.
– Dá tempo, pequena. – Meu amor disse sorrindo, e engatinhando até ficar cara a cara comigo. – Te amo. – Ele roçou nossos narizes.
– Também te amo. – Retribui, puxando seu pescoço, e engatando em mais um dos beijos maravilhosos que sempre compartilhamos.
Fale com o autor