Uma História JakeNess- Como Acho Que Deveria Ser 2
14 Capítulo 14 - Você me salvou.
Notas iniciais
Pov. Nessie
Senti aquele desconfortável cheiro de hospital. Cheiro de vacina, com remédio de gosto azedo. Porém, eu sabia que estava em casa. Flashes daquela noite terrível vieram à tona. Não digo noite passada, porque não sei se foi ontem. Não sei por quanto tempo dormi. Mas fora isso, lembro de tudo.
Me lembro de me despedir de Jacob, jurando que voltava bem. Mesmo não voltando.... Lembro do ataque de Nahuel, e dos ferimentos que ele me causou. Lembrar isso me dá até medo de olhar minha barriga novamente... Me lembro de Jacob chegar e lutar com o hibrido, até que eu fui mordida, e uma sensação de queimação terrível se apossou de meu corpo. E lembro de meu nobre pai me salvando, porém não o suficiente. Eu tinha perdido sangue demais. Disso eu sabia desde que Nahuel furou meu estomago.
E depois eu lembro de tudo ficar escuro, e a única coisa que eu pensava era sobre Jake. A última pessoa que eu tinha visto antes de “morrer”, tinha sido ele. Lembro nitidamente. Ele estava sentado à minha frente, segurando minha mão, com seu peitoral a mostra. Ele respirava freneticamente, e dizia por seus lindos olhos que me amava. Eu retribuía.
Só sei que depois de tudo isso, ao longe, uma voz rouca me chamou com desespero e tristeza, e eu voltei, sugando todo o ar que tinha a minha volta. E quando olhei naquela imensidão de negritude, fiquei feliz sabendo que eu não tinha perdido Jake. Ele não tinha me perdido. Nada se tinha perdido.
Me lembro também de trocar palavras com ele, que estava em prantos, e dizer que tudo ia ficar bem. Nunca tinha visto Jake chorar tanto. E logo depois, eu adormeci de novo. Mas com a certeza que dessa vez era apenas uma “cochilada”.
Pisquei repetidas vezes, tentando me acostumar com a claridade ao redor. Logo que abri os olhos, vi o rosto cansado, e ao mesmo tempo lindo de meu Jacob.
Ele estava ajoelhado no chão, com os braços apoiados na maca em que eu estava deitada, e segurando minhas mãos enquanto dormia, com o queixo apoiado na minha “cama”. Nossas mãos estavam entrelaçadas. E mesmo que não sendo só por isso, eu já estava me sentindo bem melhor em relação aquela noite terrível.
Dei um meio sorriso, fazendo um carinho em sua mão com meu polegar. Jake parecia bem cansado. E dormia feito uma pedra. Senti dó, imaginando quantas horas ele passou acordado. Eu nem sei quantas horas eu dormi.
Passei meu polegar pela bochecha quente de meu amado, e levei um susto, logo que Jake pulou com meu toque. Ele me olhou meio surpreso, e ao mesmo tempo feliz. Sorri olhando em seus olhos negros, que todas as vezes que são dirigidos a mim, fazem sentir-me viva.
– Nessie! – Jake exclamou, e se ajoelhou de novo, me abraçando desajeitadamente. Porém, demostrando todo o carinho e paixão que sentíamos um pelo outro. – Você acordou... Você... Tá aqui... – Dei uma risadinha enquanto meu lobinho me enchia de beijos por todo o rosto. – Você não sabe o quanto eu estou feliz. – Ele declarou entrelaçando nossas mãos, e me olhando profundamente. Sorri.
– Eu te amo. – Foi o que eu queria pronunciar. Só essas três palavrinhas. Depois de ter essa experiência em que quase morri, tudo o que eu queria fazer em vida era falar essas 7 letras para meu amado. As primeiras palavras de uma vida recomeçada.
Sei que minha história com Jake não acabou, e que nem vai acabar. Sei que vamos viver a eternidade juntos, mas mesmo assim. Aquele não era meu momento de... Partir. Soube disso enquanto estava naquele estranho e maldito escuro. Senti que ainda não tinha terminado o que vim fazer aqui. Não tinha me despedido da minha família, e nem dos meus amigos direito. E para Jacob... Bom... Para Jacob não devia nem ter uma despedida. Eu necessito ficar ao lado dele, do mesmo jeito que ele necessita ficar ao meu. Jamais podemos nos separar. Jamais.
Jake me olhou profundamente, e deu o sorriso mais lindo e o qual eu mais amo no mundo. Sorri passando meus braços por seu pescoço, e logo nos beijamos como se fosse a primeira vez. Jake apoiou um de seus braços na maca, e o outro foi para minha cintura, fazendo-me carinhos arrepiantes.
Nossas bocas começaram a se moldar, mostrando o encaixe perfeito entre nossos lábios. Seu hálito de menta me deixava extasiada, me fazendo sorrir em meio a selinhos demorados. Me imaginar sem os beijos de Jake é impossível, principalmente quando Jake pediu passagem com a língua quente, e eu cedi de bom grado.
Nossas línguas começaram a batalhar como sempre fizeram, como se quisessem lutar pelo posto de beijo mais gostoso. Nem precisa de batalha pra isso. Todos os beijos de meu amor são deliciosos. Jake sorriu com meu pensamento. Senti paixão, amor, alegria, alivio... Tudo misturado naquele beijo.
– Eu também te amo. – Jake declarou com a testa colada na minha, enquanto ofegávamos devido ao beijo intensamente gostoso.
– Eu sei. – Falei sorrindo, fazendo carinho em seus cabelos que eu tanto amo. Jake sorriu, e me deu um outro selinho mais demorado.
– Até que enfim você acordou. – Ele falou de um jeito, que eu fiquei assustada.
– Ai Meu Deus, por quanto tempo eu dormi? – Perguntei alarmada. – Fiquei em coma ou qualquer coisa do tipo?
– Não. – Jake riu. – Só dormiu por algumas horas... É que... Fiquei preocupado, só isso. – Suspirei aliviada, e sorri para meu amado. – Como você é hibrida, para fazer efeito, seu vô tinha te dado um monte de remédios para dor... O efeito colateral era sono... Então, faz quase um dia que você está dormindo. – Ele fez carinho em minha bochecha.
– Nossa. – Exclamei meio assustada. Jake concordou.
– Filha! – Minha mãe entrou correndo, me apertando num abraço de literalmente tirar o folego. Meu pai veio logo atrás, com aquele constante sorriso torto. – Ai meu Deus! Você está bem? Tá doendo? Tá com fome? Sono? Quer...
– Mãe, tá tudo bem. – Falei calma, segurando sua mão que vasculhava meus braços como se buscasse algum ferimento. Minha mãe me olhou meio que... Emocionada.
– Ainda bem que você está bem... Ai... Estou tão feliz... Tão aliviada... – Ela me apertou em outro abraço.
– Então me deixe respirar. – Falei com dificuldade, e Jake deu um meio sorriso.
– Ai desculpe. – Ela parecia toda atrapalhada, e preocupada. – Entrei em desespero... Menina, não faz mais uma coisa dessas comigo, ouviu bem? – Ela disse autoritária. Meu pai sorriu balançando a cabeça em negativa. Sorri pra minha mãe. Ela aceitou aquilo como um sim. – Você está bem mesmo? Não quer nenhum curativo.... Sei lá.... Quer alguma coisa?
– Mãe, já disse que estou bem. – Falei. Eu parecia a mais calma lá. Embora meu pai e Jake só ficassem me encarando, e dando lindos sorrisos tortos.
– Bella. – Meu pai a olhou como se dissesse que ela já tinha ultrapassado o limite de perguntas. Eu realmente não ligo. Embora eu ache que minha mãe as vezes insisti muito num assunto, eu sei que ela está certa. Sou filha dela e.... Quase morri ontem. Ela provavelmente está preocupada.
– Vou trazer alguma coisa pra você comer. – Minha mãe disse, e saiu em velocidade vampiresca do quarto. Dei risada.
– Filha, estou feliz que você esteja bem. – Meu pai declarou segurando minha mão. – E... Obrigado, Jacob. – Ele foi sincero. – Sei que sem você, Renesmee não teria resistido. – Vi a sombra da tristeza passar pelo rosto de meu querido pai, logo que ele disse a última frase. Apertei sua mão. Jake deu um meio sorriso assentindo. – Acho que só agora percebi o quanto é importante para vocês dois ficarem juntos. – Meu pai declarou sério para Jacob como se arrependesse-se de ter feito algo. Jake assentiu entendo o que meu pai quis dizer. Boiei geral.
***
Nas próximas duas horas, minha família inteira e meus amigos adentraram o quarto. Cada um com sua personalidade, foram fazendo perguntas preocupadas sobre como eu estava me sentindo, e contando um relato diferente de como se sentiram durante minha “morte”. Eu era a mais calma de lá. E até achei que tudo estava normal demais para o que aconteceu, e soube exatamente que nas próximas semanas, eu iria ser paparicada mais do que já era antes de tudo acontecer.
Sei que não devo achar engraçado, afinal não era eu que estava presenciando a melhor amiga morrer e tals, mas achei fofo e engraçado ao mesmo tempo, logo que vi Embry. Ele estava com o rosto inchado pra caramba e vermelho também. Parecia que tinha chorado a manhã toda. Jake disse que logo depois que souberam realmente que eu estava bem, e depois de me botarem para dormir, Leah e Seth tiveram que acalmar o Embry. Disseram que o lobo estava chorando, emocionado com a cena que viu, e preocupado tanto comigo, tanto com Jake. Sorri, e balancei a cabeça em negativa percebendo como meus amigos são loucos e maravilhosos ao mesmo tempo.
– Tem só mais uma pessoa querendo te ver. – Jake comentou com um meio sorriso divertido no rosto, e eu sabia exatamente de quem se tratava.
Ouvi passos lentos e um tanto coordenados, e logo Sheldon entra no cômodo com as mãos atrás das costas, e olhar um pouco baixo.
– Oi querido. – Falei carinhosa, e ele elevou o olhar timidamente.
– Olá Nessie. – Sheldon disse formalmente.
– Como você está? – Perguntei querendo demostrar pra ele que aquilo era uma conversa normal, independente de tudo o que aconteceu nessas últimas horas. Jake sorriu. Ele sempre achou que eu parecia uma mãe falando com o filho.
– Estou aliviadamente bem. – Sheldon respondeu. Sorri. – E a senhorita?
– Tô bem sim. – Falei simpática.
Sheldon ficou parado por um tempo, avaliando meu corpo, como se procurasse qualquer sinal de ferimento. Mas não tinha nenhum. Menos o da barriga, que eu ainda não olhei, todos estão curados e sem cicatriz alguma. Minha nuca está bem, igualmente a minha testa.
– Nessie, eu quero que você tenha conhecimento que eu...
– Eu sei. – Falei calma. Eu sabia que demonstrações de sentimento não é muito a praia a do Sheldon. Principalmente quando se trata de morte.
– Ótimo. Acho que meu trabalho aqui acabou. – Ele disse se levantando. Jake revirou os olhos. – Aliás, fique boa logo, porque não quero outra garçonete no Cheesecake Factory. Não são experientes. – Sheldon completou balançando a cabeça em negativa. Assenti dando um meio sorriso. – Com licença. – Ele disse se retirando. Dei risada.
– Jake?
– Hum? – Meu amor rapidamente se ajoelhou ao lado de minha maca, demonstrando estar disposto a fazer qualquer coisa que eu pedir.
– Cadê minha aliança? – Perguntei preocupada percebendo que ela tinha sumido. Jake sorriu.
– Está aqui. – Ele a tirou de uma caixinha, que estava em seu bolso. – Pedi pra Alice limpar. Ela estava um pouco... Suja. – Jake fez careta, e balançou a cabeça como se afastasse lembranças ruins. Estiquei a mão direita, e ele colocou minha aliança em seu devido lugar. Sorrimos um para o outro.
Olhei para os lados analisando o cômodo onde eu estava. Suspirei lembrando que foi nessa mesma maca que Jake permaneceu por quase um ano. Observei meu corpo. Sem cicatrizes ou ferimentos. Tudo em perfeito estado. Mas eu ainda estava receosa em olhar o de minha barriga. Jake seguiu meu olhar, e suspirou.
Afastei o cobertor branco de minha cintura, e apoiei minhas mãos na barra da Baby-doll azul clara que eu estava usando. Fui subindo devagar, sem me importar com a presença de meu amado. Eu não estava sentindo dor alguma, só um pouco de cansaço. Mas fora isso, eu ainda queria saber como estava o maldito ferimento. Nem me preocupei em perguntar. Eu sabia que Jake tinha matado Nahuel.
Para minha surpresa, não havia nada. Estava cicatrizado por completo. Minha barriga estava em perfeito estado, como se nunca tivesse sido atravessada por uma maldita faca.
– Está... Normal. – Concluí sorrindo aliviada. Jake assentiu. – Ótimo, agora posso sair daqui. – Falei animada, me sentando na cama, e tentando achar um chinelo pra colocar. Meu lobinho me segurou. O olhei fazendo careta.
– Nessie, o Carlisle disse pra você continuar na cama, descansando.
– Mas eu estou em perfeito estado. – Resmunguei fazendo bico. Jake suspirou.
– Ok, fui eu que pedi pra você continuar na cama. – Ele admitiu se rendendo. O olhei indignada.
– Jake...
– Desculpa. – Ele pediu se levantando do chão, e se encaixando no meio de minhas pernas. (Não pensem besteira). – Mas pequena... Eu tenho que proteger a única pessoa da qual não posso viver sem. Você. – Ele declarou com um olhar carinhoso, apoiando as mãos em minhas coxas. Sorri envergonhada.
– Awwt. – Exclamei toda envergonhada. Jake sorriu. Mas eu não queria entregar o jogo tão cedo. – Mas...
– Ness, é sério. Por favor... Só mais um dia. Fica descansando. – Ele me deu um olhar tão fofo, me fazendo derreter por dentro.
– Ok... – Me rendi suspirando. Jake sorriu. – Meu bebê. – Falei carinhosa, o abraçando. Ouvi risadinhas do lado de fora do quarto. Jake sorriu mimado, enquanto se afundava em meu pescoço. Ele ama quando eu o chamo de meu bebê. Aliás, ele ama quando eu o chamo de qualquer apelido carinhoso. – Vem cá Jake. – O chamei abrindo espaço para ele sentar na cama comigo.
– Ness, essa cama aí não aguenta dois não.
– Por favor, Jake. – Fiz biquinho. Ele nunca resistia ao meu biquinho. Jake suspirou sorrindo, e tirou seus tênis, ficando só de meia. Sorriu pra mim, e se deitou na cama ao meu lado. Dei uma risadinha sapeca, e me deitei literalmente em cima dele.
– Você tem que descansar, mocinha. – Jake disse beijando a ponta do meu nariz, e me rodeando com seus braços fortes e morenos.
– Vou descansar aqui. – Sussurrei e beijei seu peito. Senti meu amado se estremecer. – Jake?
– Hum?
– Obrigada.
– Pelo quê? – Ele sorriu confuso.
– Você me salvou. – Declarei sincera. – Te amo.
– Também te amo. – Jake sorriu lindamente.
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