Notas iniciais
Finalmente o capítulo dois, minha gente.

Sam tentou manter a dignidade. No dia seguinte da escola, apessar de claramente triste e calada, manteve a cabeça erguida. Exceto quando Carly estava próxima, então a loira evitava seu olhar. Aquele olhar bondoso que a confortou tantas vezes e que já fez imaginar coisas das mais puras e românticas às mais sórdidas e eróticas.

Sua respiração continuava falhando quando sentia o perfume de sua amada, ela ainda se distraía na aula de matemática tentando imaginar o sabor do gloss da morena em um beijo e ela ainda ficava corada imaginando se Carly era boa de cama.

Ela conseguiu sobreviver o dia inteiro, até que seu amigo e vítima de bullying favorito, Freddie, veio conversar com ela, no corredor já esvaziado do colégio.

– Oi, Sam.

– Fala, Freddie — ela respondeu, tristonha.

– Freddie? Você me chamou de Freddie? Nossa, você está mal mesmo.

– Então tá — disse ela, dando um sorriso fraquinho. — Fala, panaca...

– Melhor agora. Sam, eu soube o que houve entre você e a Carly.

– Não houve nada entre Carly e eu.

– Da sua parte, sim. Você finalmente se declarou para ela.

– Eu... Como você...?

– Esquece, ok? Vamos focar em você por um minuto.

– Como assim 'finalmente'?

– Ah, claro — Freddie deu uma risada e explicou para Sam, com a expressão de um professor ginasial. — É óbvio que você era afim da Carly, todo mundo percebe isso.

– Só porque somos amigas próximas temos que ser sapatas?

– Não use essa palavra. Sapatão — disse Freddie, com calma. Ele parecia bem preparada para conversar com a amiga.

– Tudo bem. Mas porque era tão óbvio assim que eu gostava da Carls?

– Sei lá, vocês duas se completam. A loira e a morena. A durona e a fofa. A barulhenta e a educadinha. A ogra e a princesa.

– Puxa, obrigado — disse Sam, pontuando claramente o sarcasmo.

– Eu acho um elogio. Você não segue a convenção social da menina delicada, acho isso legal — ele disse, dando um discreto sorriso. — Mas eu digo que vocês duas são um casal perfeito.

– Freddie, não somos um casal. A Carly não é sapatão — Freddie fez um careta rápida. — Ela não gosta de mim daquele jeito.

– Gosta sim. Tenho certeza.

– Como você pode ter certeza? Ela te disse algo.

– Eu sei ler as entrelinhas, Sam.

– Ok, ok. Então porque ela não falou nada quando eu.. você sabe, me declarei?

– Sam, estamos falando da Carly. A garota mais certinha que existe. Ela está lidando com sentimentos estranhos, com coisas que antes eram consideradas abominações e ainda não são plenamente aceitas.

– Ser gay?

– É — confirmou o amigo. — Não que ser gay seja errado, mas ainda é uma coisa que choca muita gente.

– Então ela está chocada?

– É. Bem, é minha teoria, mas tenho plena certeza disso. Dê tempo ao tempo. Tudo vai dar certo para vocês duas.

– Obrigado, Freddie. E não acredito que vou fazer isso, mas fiquei com vontade de te abraçar — disse Sam.

– E eu não acredito que vou fazer isso, mas fiquei com vontade de ser abraçado por você — retrucou o amigo, em tom jocoso.

Os dois amigos deram um longo abraço. Gibby, que entreviu a cena de longe, pensou consigo mesmo se Sam e Freddie estavam saindo escondidos. Quando finalmente os dois se soltaram, a loira perguntou:

– Mas Freddie, eu achei que você gostava da Carly.

– Gostava. Amava. Mas superei. Deixei para lá.

– E está mirando alguma outra garota agora?

– Não. Eu até estou gostando de uma garota agora, mas acho que é impossível conseguir algo. Mas tudo bem, estou tranquilo.

Notas finais
Freddie ficou bem fofo nesse capítulo, não ficou?