Uma Guerreira, Uma Dúvida
25 Altas Revelações
Notas iniciais
– É pra já... – digo beijando-a
Thalia embora estivera com expressão de confusão e tristeza no começo da viagem agora estava com o sorriso radiante que eu vira dias atrás quando me encantei por ela.
Ela parecia doce, estava feliz consigo no avião. Talvez o bom humor de Thalai afetara Leo e Reyna... Ou talvez não.
P.O.V Leo
Chegaram nossos pedidos e a ansiedade pelos amendoins de Reyna era fantástica. Nunca pensei que uma garota como aquela pudesse gostar tanto de algo tão simples e gostoso, jurava que ela curtia Caviar ou coisas do tipo.
– Nossa! Isso aqui está maravilhoso! – exclamou Reyna
– Nunca pensei que pudesse gostar de amendoins – digo
– Me deixa, garoto! – diz ela ainda comendo seus amendoins
– Ok, mas me explica se gosto por essa comida tão humilde – digo
– Meu avô me dava amendoins sempre que ia na casa dele, ele morreu e meu pai nunca mais comprara amendoins... Meu avô dizia que sempre que pudéssemos deveríamos ajudar a quem nos ajuda mas foi assim que ele morreu e eu não gosto de lembrar desta história – diz ela cabisbaixa
– Eu... Eu não sabia, Reyna – digo
– Tudo bem, agora cala a boca e enfia essas jujubas na boca por que quando você chegar no acampamento eu vou finalmente embora – diz ela se forçando à ser fria
– E a Reyna que eu conheci infelizmente volta! – falo zombando
– E o Leo que eu nunca deveria ter conhecido continua a me encher o saco! – diz ela no mesmo tom
– Você quem pediu! – retruco
– Eu não faço pedidos estúpidos – ela responde
– Não, claro. Pois fizestes lá no Caribe – digo
– Ah, me deixa! Porque cê não para de falar? Está me retardando! – diz ela furiosa, agora estavam todos do avião a nos olhar, assustados – Ah! O que há em brigar com um idiota durante um vôo? Parece até que vocês nunca fizeram isso! – diz ela, e eu rio
– Gente, é o expediente de chatice dela, se ela não cumprir perde a fama de chata – digo zombando
– Ah, cala a boca! Você só fala idiotice, esse é o seu talento! – diz ela voltando para os amendoins
– Vem calar novinha! – digo provocando-a
– Pois bem – diz ela que enfia um monte de amendoim na minha boca
Passamos quase toda a viagem assim, a noite vinha chegando e Reyna parecia cansada. Estava gemendo de frio e não se atrevia a chegar na parte mais quente do avião, onde tinha a janela.
– Sei que vou me arrepender disso mas... Você está bem? – pergunto pra ela
– Não precisa fingir que se importas comigo, se me odeia deves estar a zombar de mim – diz ela
– És mesmo uma chata mas ninguém, nem você merece sofrer de frio. Tome – entrego-lhe meu casaco
– Obrigada – Reyna abre um simples sorriso e se aconchega em meu casaco, logo dorme. Inconsciente deita sua cabeça em meu ombro e é assim que dormimos.
P.O.V Reyna
Me acordo nos braços de Leo e pra piorar, com o casaco dele. Sei que foi de total gentileza dele me entregar o casaco mesmo eu não merecendo mas eu ainda não suporto o jeito “atirado” dele.
– Hey, engraçadinho! – ele tenta abrir os olhos mas não consegue – Acorda! – digo e Leo somente geme algo como “mais tarde”
– LEO! – grito
– Ai, começou o seu expediente, já?! – resmunga ele, se endireitando em sua poltrona – Porque você estava apoiada em mim?! – pergunta ele confuso
– Não sei, quando acordei você estava a me abraçar – digo e o engraçadinho cora –Vamos pegar nossas malas, o avião pousa em 10 minutos
Leo e eu pegamos nossas malas quando...
– Reyna! – Quíron, o diretor do acampamento grita sorridente atrás de nós
– Quíron? Queres falar comigo? – pergunto
– SIM! O motorista, seu pai afirmou que autoriza um tempo seu no acampamento
– Ah, obrigada mas depois desse filho de hefesto eu quero mais é distância do seu Acampamento – digo me retirando
– Reyna! – grita novamente Quíron
– O que foi desta vez? – pergunto me virando de costas
– Seu pai não só autorizou como lhe obrigou, disse que deverias ter mais amigos como o Leo Valdez – disse ele e Leo sorri irônico
– MAS O QUÊ? – pergunto furiosa
– É Reyna, não queres mais amigos como eu? – diz ele com uma ironia percebível
– Então... Vocês não são amigos? – pergunta Quíron entendendo a situação
– Não!
– SIM! – grita Leo
– Ah, então eu já entendi, quero que saiba Reyna que você estará em ótimos cuidados no acampamento e terá de ser avaliada por Leo. Eles estará com você o tempo todo já que és umanovata assim como ele. Não quero bagunça no Acampamento e não podem entrar nas Chalés sozinhos, entenderam?! – diz Quíron
– O Tempo todo? Mas... – Quíron se retirou e piscou para Leo
– Então marrenta, pronta para ter um dia com Leo Valdez bad boy supremo?! – pergunta ele
– Ah, claro! – finjo empolgação
Campistas são idiotas, mas o Leo... Surpreende minhas expectativas! Aquele garoto me inferniza de verdade, quem nos conhece sabe que somos totalmente opostos.
Ele é engraçado, desorganizado, fala coisas sem pensar, é leve e humilde.
Eu sou séria, comportada, encanada, penso sempre antes de falar alguma coisa e não tenho medo de admitir que sou esnobe em certas ocasiões, as pessoas não entendem o que sinto então prefiro que nem saibam “qual é a minha”. Cansei de ser mal compreendida, rejeitada.
– Então campistas, já podem se direcionar para suas chalés e Reyna, você pode ficar na Casa Grande. Leo irá leva-la até lá, apresentamos à ele a Casa Grande antes – disse Quíron, infelizmente
– Vem, marrentinha! – disse Leo gritando fazendo todos rirem
– Pode ser outro? – pergunto
– Não, o combinado é Leo lhe acompanhar por esses 3 meses que ficará – disse seriamente Quíron
– Viu, marrentinha? Terá o luxo de me acompanhar pelo acampamento por 3 meses! Vem que o combo é de graça mas não acompanha paciência – diz Leo pegando meu braço e me levando até a Casa Grande, desajeitadamente
– Hey, também não precisa me puxar como um bicho – digo
– Você e um bicho não têm diferença, são dois insensíveis! – exclama ele ainda me puxando, mas agora com suas mãos nas minhas, não hesitei
– Não descordo, sou esnobe e tenho motivos pra isso – digo
– Não, você não tem! – diz ele
– Você não me conhece, não sabe o que eu passei – retruco
– Reyna, fui abandonado pelo meu pai e minha mãe morreu, vivi em ma oficina de mecânica minha vida inteira, quando descobri que era filho de Hefesto perdi o chão e de certo modo até hoje nunca tive meu lar de volta, minha casa foi tirada de mim e eu simplesmente fui levado para o Caribe onde meu tio morava e me fazia de escravo dele. Fugi de casa e nem assim destrato as pessoas – diz ele furioso segurando fortemente minhas mãos, automaticamente me puxando pra mais perto
– Leo, eu... Tenho que ir – digo a chorar, saindo correndo
P.O.V Leo
Eu juro que não entendo aquela garota! Ela se acha no direito de magoar e irritar as pessoas só porque seu avô morreu... Isso é ridículo! Se bem que eu não a conheço e pelo jeito que ela saiu foi estranho...
– Hey, Reyna abre a porta! – bato na porta de seu quarto, na Casa Grande
– Vá embora – falou ela com a voz chorosa
– Por favor, deixe-me entrar – peço
– Leo, dê meia volta antes que não possa mais! – diz ela
– Não vou sair daqui antes que possa falar com você, certifique-se disso! – digo
O silêncio toma conta do ambiente e quando eu acho que está tudo perdido a porta se abre.
P.O.V Nico
Thalia sempre fora doce comigo, na maioria das vezes. Mas hoje era diferente, Thalia estará diferente, seus olhos brilhavam em uma intensidade mais iluminada, amava seus olhos azuis.
– Tagarela, estas a pensar há mais de 20 minutos, e observando meus olhos desse jeito está me assustando
– Me desculpa eu... Eu nem sei quem sou! Me perdi nesses belos e azuis olhos – digo sorrindo e acariciando seu rosto
– Você é um fofo! – diz ela me abraçar
Passamos a maioria do dia assim, não era dia de treinamento. Na verdade mesmo que fosse não ligaríamos, só o que me incomodava era o fato de Thalia me esconder o que queria, o porque de tirar o dia para ficar comigo já que ela não trocaria um dia de treinamento por nada. Hoje era diferente, os olhares se focavam em Thalia, eu nem ligava pro resto do mundo e acredito que nem ela, e foi assim que a tarde se passou. Parecia que o mundo tinha parado só para nos ver feliz e surpreendentemente confusos.
P.O.V Thalia
Jason está doente, muito doente. Recebi os laudos médicos do estado dele, o diagnóstico é hipertensão. Jason estava com a pressão alta, fora do normal e passara mal sempre e não tínhamos como permanecer aqui no acampamento com ele desse jeito. Jason nunca gostou de cenários de batalha e guerra, me despedira desse mágico lugar hoje. Irei partir amanhã cedo para levar Jason para um centro médico e irei aproveitar o fato de que na cidade mesmo (Los Angeles) tem uma faculdade ótima de direito.
Penso em Nico agora. Passei uma miséria antes de descobrir que era semideusa, o que pra mim ainda é uma surpresa, conheci o tagarela e até hoje não consigo entender o porquê do destino me torturar a esse ponto. Jurei Thalico para sempre e a dor de não poder cumprir toma conta do meu interior, me dilacerando por dentro. Quando se conhece alguém totalmente diferente de você e que ainda lhe faz ver o mundo de uma forma diferente da qual você via antes você não o largaria, de jeito algum.
Passo o meu dia tentando pensar em uma forma de fazer Nico nunca mais se esquecer do último dia que passei com ele, o nosso adeus.
Adeus Thalico, nunca mais chamarei um garoto sombrio de tagarela, nunca mais alguém se perderá em meus olhos e nunca mais voltarei pro lugar que me deu tudo o que as ruas não me proporcionavam. Não deixarei uma carta, talvez mande um e-mail, uma mensagem mas no dia de amanhã não pretendo pensar.
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