Uma Garota Fora Da Lei

33 Julgamento [Part 1]


Notas iniciais
Bom, eu não estou lá tão feliz com vocês, mas eu não sei quando eu vou postar o próximo, então eu resolvi postar logo agora.
Eu tive que dividir o capítulo, ficaria muito grande, tipo umas 7000, então eu não sabia como terminar e terminei desse jeito que tá ai. Eu vou responder os reviews, mas não agora. Depois ^^
Boa leitura.

Acordo já com uma angustia no peito, eu havia sonhado com tudo que me trouxe para cá, com tudo que me fez tornar quem eu sou hoje, com tudo que eu fiz, e ainda mais no dia que eu perdi o Guilherme.

Eu não aguentava pensar nele.

Eu era tão sensível e tão idiota.

Pensar que parte disso é tudo minha culpa, que se eu não tivesse ido encontrar o Félix, nada teria acontecido, e ele poderia está aqui até hoje. Comigo.

E nada teria mudado, não teria vindo para cá, não teria acontecendo nada disso. Apenas eu e ele.

Mas como nem tudo é como em um conto de fadas... Aqui estou eu, enfrente ao espelho me arrumando de jeito “civilizado” para ir ao julgamento pela morte de quem eu amava, e até hoje amo para falar a verdade.

Minha mãe já havia me ligado, e ela estava lá me esperando “para ver eu me entregar”.

Eu sei que eu não me importo muito com ela, mas como minha mãe eu acho que ela deveria acreditar em mim, ela sabia e sabe até hoje, o quanto eu amava o Guilherme, eu nunca o mataria... Nunca.

Meu pai como sempre, estava viajando e me desejou boa sorte para que eu vencesse “a batalha”, segundo ele.

O advogado que o David havia arranjado, já me ligou, e disse que me esperaria lá. David ainda não apareceu aqui.

O que é bom, já que hoje é o grande jogo, e ele não precisa se preocupar comigo, e sim com o jogo e a bolsa que ele pode ganhar.

E também, eu ainda estava meio que envergonhada pelo que quase rolou ontem, não que seja uma coisa tão ruim assim, mas... Não sei! Ia ser com o David.

Termino de me arrumar e sento na cama, estava tentando me concentrar, por incrível que pareça, eu ainda não sabia o que fazer, eu poderia entregar o Félix, ou simplesmente quando o advogado estivesse me defendendo eu pararia tudo e me entregaria.

Tudo tão complicado...

Alguém começa a bater na porta, meu corpo todo paralisa. E se fosse o David? Como eu iria olhar para a cara dele? Eu ainda estou... Com vergonha?!

Nem tanto assim, era normal, mas estranho ao mesmo tempo. Complicado de explicar.

Mas tudo bem. Levanto e abro a porta, era o Luther, um alivio percorre meu corpo.

- Oi?! – Ele diz meio confuso me olhando de cima a baixo.

- Oi!

- Para onde você vai... Assim?

- Luther eu disse que não iria participar dos jogos.

- Mas... Ah é verdade, aonde vai?

- Fazer coisas pouco que MUITO importantes.

- Não vai mesmo falar o que é?

- Não posso, desculpa. – Ele assentiu.

- Tudo bem, eu entendo, mas... Que dia volta?

- Não sei, não faço a mínima ideia.

- Mas ainda vai ter aulas...

- Eu sei. Mas eu não sei quando eu vou voltar – E se eu vou voltar.

- Emily, está acontecendo algo que você não quer me contar?

- Luther, fica tranquilo ok? Eu estou bem, eu volto e digo tudo a você, ok?

- Promete? – Mordo o lábio inferior e depois respondo.

- Prometo! – Ele se aproxima, coloca a mão em volta de minha cintura e me puxa devagar para mais próximo dele. Eu hesito.

- Luther – O empurro devagar – Desculpa!

- Tudo bem – Ele solta uma risada abafada – Eu entendo – Ele se aproxima e me dá um beijo na bochecha. Sorrio olhando em seus olhos, e ele aproveita a situação e me rouba um selinho.

- Seu idiota! – Dou um tapa em seu ombro. Ele ri.

- Te esperando ok?

- Ok! Bom jogo, e vê se ganha essa bolsa ok?

- Pode deixar – Ele sai, assim que ia fechar a porta, escuto um pigarreio, abro novamente e vejo David parado sorrindo.

É impressão minha ou eu estou totalmente corada? Porra! Merda.

Ele se aproxima mais um pouco.

- Oi!

- Oi! – Respondo.

- Ansiosa?

- Preocupada.

- Quando está preocupada fica corada é? – Coloco a mão no rosto e sorrio.

- Fica tranquila – Ele tira a minha mão do meu rosto – Como eu disse, fica linda corada.

- Para! – Dou um tapa nele.

- Ei! Para você – Ele se aproxima mais – Eu quero ir com você Emily.

- David, o seu futuro está naquele campo, e não em um julgamento.

- Você sabe se meu futuro não está lá? – Franzo o cenho.

- Ahn?

- Esquece – Ele se aproxima mais um pouco – Emily, eu quero que faça a coisa certa que parece errada, e não a coisa errada que parece certa. Você sabe do que eu estou falando e eu quero que você volte para cá, como inocente. Assim que acabar o jogo eu vou direto para lá.

- Não precisa.

- É claro que sim, eu vou você querendo ou não.

- Chato. – Ele balança a cabeça negativamente.

- Emily, por favor, faz a coisa certa? Ok? – Apenas balanço a cabeça positivamente, ele sorri.

- Obrigada, David!

- Pelo quê?

- Por tudo, por está comigo desde que descobriu tudo isso, por... Mesmo com minhas crises idiotas de raiva, você está aqui, sempre me apoiando, falando coisas desnecessárias, mas que me ajudaram... Por incrível que pareça.

- Estamos apenas dando tchau, e não adeus.

- Não sei – Encolho os ombros. – Mas mesmo assim, obrigada! – O abraço, e antes que eu pedisse, ele me abraça também.

Ficamos um bom tempo abraçados. O tempo suficiente para ele poder me passar segurança.

- Vai ficar tudo bem, ok? Eu só quero que volte.

- Ok! – Sorrio ainda abraçada a ele.

- Assim que acabar, eu vou lá hein? Não invente de fugir – Dou risada assim como ele.

- Fica tranquilo, eu acho que não vou mais fazer isso.

- Assim espero.

Separamos-nos e olhamos um nos olhos do outro. Eu só espero que seja impressão minha essa aproximação que eu estou percebendo. É impressão. Ou não.

Porque o David levou sua mão para trás do meu pescoço me puxando para mais perto.

- Emily? – Olho para o lado e a secretaria ou sei lá o que aquela mulher era do diretor me chamando – Vocês dois sabem muito bem sobre a regra de beijos por aqui não é? Não quero mais ver isso...

Afastamos-nos e encaramos a mulher. Silvia, esse o nome dela.

- Emily tem um carro na portaria esperando por você e David, o treinador está te chamando o jogo começa daqui a dez minutos e ele mandou você ir se aquecer e tal.

Assentimos e ela da as costas.

- Eu só espero que estejam atrás de mim – Sorrimos e vamos atrás dela.

Assim que chegamos à porta nos encaramos.

- Boa sorte no jogo! – Eu sorrio.

- Boa escolha no tribunal! – Ele sorri.

- Ok!

- Ok!

Demos as costas até a voz da Silvia soar.

- Dizem que um beijo da pessoa que ama dá sorte – Viro-me de novo para ela e começo a ri.

- Mas nós não nos amamos, ok?

- Sério? – Ela nos encara, David apenas observava – Vocês têm... Algo... – Ela fazia gestos com a mão – Não sei, achei que fossem namorados!

- Pois é, mas se enganou! – Aceno novamente – Até mais!

Reviro os olhos assim que dou as costas, David não disse nada, ainda bem, era capaz que ele começasse com as piadinhas sem graça dele.

Entro no carro, e quem estava lá... Bom, era alguns policiais, e eu já conhecia alguns.

- Olá senhorita Moore. – O encaro e reviro os olhos entrando.

- Menos... Menos...

- Tudo bem, pode ir – Ele diz ao que estava no volante.

Ele me fazia algumas perguntas ao longo do caminho, a maioria eu ignorava, algumas eu até arriscava responder, mas não era nada demais.

Até que finalmente chegamos. Logo um medo toma conta de mim, está quase na hora.

Os policias me levam para dentro, me deixando em frente a uma grande porta de madeira, esperando para que eu seja chamada.

- Emily! – Olho para o lado e minha mãe, Pedro, o Brian e minha avó estavam lá. Abro um pequeno sorriso.

- Oi! – Disse a todos, abraço o Pedro e depois minha avó.

- Você está bem querida? – Ela pergunta.

- Melhor agora com você aqui. – Ela sorri o abraço de novo, depois olho para minha mãe.

- Cadê a Lara? – pergunto.

- Eu não iria trazê-la para ouvir barbaridades que você fez.

- Por favor, menos... – Brian diz. Reviro os olhos. Pedro se aproxima sorrindo.

- Está tudo bem?

- Já estive pior.

- Vai falar a verdade? – Fico em silêncio.

- Veremos logo... – Ele passa a mão pelo meu rosto e depois me abraça.

- Senhorita Moore? – Olho para o lado e o Jonatas o tal advogado estava lá.

- Emily, por favor – Eu disse.

- Desculpe – Ele da as mãos a todos – Sou Jonatas, advogado da Emily.

- Advogado? – Minha mãe pergunta quase gritando – Quem mandou você contratar um advogado? Você acha que eu vou pagar?

- Desculpa senhora, mas... Quem pagou foi o senhor Gregori Carter, o pai do namorado da sua filha.

- Não é meu namorado.

- Quem? – Minha mãe pergunta – Emily, o pai do David que está bancando isso?

- Não foi eu quem pedi, o David chegou lá com ele, o que eu podia fazer?

- Dispensar?

- Ele havia pagado.

- E você se aproveitou dele? Emily, você namorar o rapaz é uma coisa – reviro os olhos – Você aproveitar da boa vontade dele é outra.

- Eu não estou aproveitando de nada e ELE NÃO É O MEU NAMORADO, que saco! – Cruzo os braços e me viro para qualquer lado, menos o que eu podia olhar para o rosto da minha mãe.

Minutos se passaram, o Jonatas estava me dizendo o que fazer e o que não fazer lá dentro, o que falar e não falar. Até que a grande porta se abre, e nós todos viramos para lá.

- Emily Moore? – Uma senhora diz.

- Sou eu – Levanto o braço.

- Está na hora! – Eu assinto, da um frio na barriga, mas logo eu entro, junto com o Jonatas, minha mãe fica ao lado de fora para esperar a hora de falar, ela foi uma das chamadas para depor ao meu favor, mas acho que ela vai acabar falando coisas contra.

Assim que entro, ao lado estava a mãe do Guilherme o pai, na mesa ao lado, a mãe dele chorava o pai tentava consolar.

Logo um homem, que eu suspeito que seja o promotor ou sei lá o que, começa a falar, eu o Jonatas sentamos.

- Bom! Senhoras e senhores do júri, eu peço que prestem atenção a esse caso, a decisão de vocês e a concentração em cada depoimento da juíza é importante, então eu quero que fiquem em silêncio, e lembrando que nenhum de vocês devem se intrometer, a menos com ordem da meritíssima.

A juíza bate o martelo.

- Temos aqui um caso que não é muito raro, namorada que mata namorado – Ela solta uma risada nasal – Na verdade, isso não era para está acontecendo, mas já que a mocinha insiste em dizer que não tem culpa de nada, tivemos que marcar essa audiência. Na cadeira do réu, por favor... Emily Moore.

Levanto-me e vou até lá, sento. Depois de fazer o juramento da verdade, da tal verdade, para dizer somente a verdade:

- Com a palavra... Você – Ela me diz.

- Bom, eu estou aqui porque eu estou sendo julgada como a culpada da morte do Guilherme, mas... – Respiro – Mas...

- Mas? – A juíza pergunta insistindo pela resposta.

- Eu não sei... – Deixo uma lágrima escapar.

Pois é, como todos já estão cansados de saber, eu sempre sou “sensível” quando se toca no nome do Guilherme, eu não consigo dizer a verdade, é tudo tão complicado...

- Não tem mais nada que negar, está na cara que foi ela – O promotor ou sei lá quem era aquele homem que estava ao lado da família do Guilherme diz.

- Sem intromissões, por favor. – A juíza diz.

- Emily? Acho que todos aqui estão vendo que não está em “condições” de falar, mas não se faça de coitadinha.

- Eu não estou me fazendo de coitadinha, até porque eu odeio isso, eu só não consigo dizer...

- Eu já estou acostumada com isso, vamos dar um tempo para você enquanto outras testemunhas dizem o que acham, sente-se ao lado do seu advogado, por favor.

Apenas assinto e vou para o lado de Jonatas.

- Não deveria ter dito aquilo se fosse derreter como manteiga... Assim todos pensaram que foi você.

- Desculpa por ter sentimentos ok?

- Emily, você tem a chance de entregar aquele garoto, a palavra está com você, basta fazer a escolha certa – Ele vira novamente para frente enquanto a mãe do Guilherme se posicionava na cadeira e tentava parar de chorar. Depois de fazer o tal “Juro dizer a verdade, somente a verdade nada mais do que a verdade” e blá. A juíza diz:

- Senhora Benson – A juíza diz.

- Bom... – Ela respira – O meu filho era feliz, era lindo e saudável, mas eu não posso mentir que ele realmente já se envolveu com pessoas de má fé.

- Então está dizendo que a culpada não é a Emily?

- NÃO! As pessoas de má fé ou A PESSOA que ele se envolveu foi exatamente essa garota, sempre fechada, eu sabia que ela não era a pessoa certa para o meu filho, eu dizia que ela era errada, que ela não era um dos melhores exemplos de filha, ela é realmente uma idiota, ela matou o meu filho, ela deve ficar presa, ou melhor, deve sentir a dor que o meu filho sentiu antes de tudo se escurecer e ele nunca mais poder voltar, eu quero que essa garota morra.

Claro que eu chorei, estamos falando de mim, e claro que aquilo me ofendeu, e muito, eu sou uma idiota, fraca, idiota, essas palavras me definem.

- Senhora Benson, está aqui para dar seu discurso de prova que ela matou o seu filho, e não para desejar a morte dela.

- Eu sei, mas foi ela, está na cara que foi ela, não adianta negar – ela enxuga as lágrimas assim como eu. – Sempre soube que o Guilherme não devia ter se envolvido com ela, mas ele não me escutava, ele não quis olhar com o monstro que ele estava se envolvendo – Ela olha diretamente para mim e eu abaixo a cabeça.

- Tudo bem, acho que já escutamos o bastante – Ela bate o martelinho e chama o próximo, no caso... – A sala, por favor, Pedro Campbell – Ele entra e assim que pisa na sala olha direto para mim, ele esboça um pequeno sorriso, mas eu não conseguia esboçar nenhum. Ele faz também o juramento – Pode começar.

- Eu era amigo de muito tempo do Guilherme, a gente sempre ficava juntos... Eu e ele sempre tivemos uma amizade muito boa... E como ele sempre me contava tudo, eu sei de verdade como ele amava a Emily, eu sei que mesmo ele sendo aquele garotinho rebelde que sempre foi, tinha amor... E muito forte, no caso pela Emy – Ele me olha e eu esboço um pequeno sorriso, e irritada por ele me chamar de “Emy” – Ela também sempre me contava tudo, e pelo que ela me falava, eu sei que ela nunca o mataria, existia amor demais para que ela fizesse isso, eu sou a prova de que ele nem ela, nunca faria nada.

- E sobre a sua “amiga” está na cena do crime? O que tem a dizer? – Aquele idiota do homem, que pelo que ele já disse, suponho que seja o que tem me acusar... Porque né.

- Bom, isso eu não sei – como ele mente bem – Eu não sei como a Emily foi parar lá, como ela estava no mesmo horário, mas de uma coisa eu sei... Ela não foi.

- PROTESTO, FOI ESSA VAGABUNDA MESMO, ELA QUE MATOU O MEU FILHO, EU QUERO ELA PRESA, MORTA... – A mãe do Guilherme começa a gritar e é tranquilizada pelo marido ou advogado, não faço a mínima.

- Silêncio!

- Pode ter sido qualquer um, a Emily não foi, ela o amava demais, ele podia ter más amigos, não sei, quem sabe a Emily não sabe... – Todos olham para mim. Mas eu abaixo a cabeça.

Pedro disse mais algumas coisas e mais coisas que eu realmente acho que não estava ajudando, algumas vezes ele quase ia direto ao ponto, mas não dizia.

Mais pessoas passaram pela cadeira, alguns parentes do Guilherme, outras pessoas mais próximas de mim, o Jonatas tinha dado a sua opinião e a mãe do Guilherme gritado como nunca e tinha chegado a vez da minha mãe.

Ela entra na sala, logo me lança um olhar sem qualquer expressão, eu não podia ver raiva, compaixão, nada, mas eu desvio os meus olhos do dela. Depois que ela faz o juramento, a juíza pede para que ela começasse.

- Vou direto ao ponto... Digamos que eu nunca tive uma filha muito... Exemplar, ela sempre fazia coisas erradas, sim, sempre chegava em casa com alguém que eu não conhecia, ou em um carro de policia, as vezes bêbada demais... Eu nunca tive uma garotinha que seguisse as normas, pelo menos de uns quatro anos para cá ela se tornou isso.

Abaixo a cabeça.

- Ela tinha e até hoje tem “amigos” que não são boa influencia, é claro que eu já disse que era para ela parar de andar com pessoas assim, mas ela não me dava ouvidos, sempre seguindo suas próprias regras, se é que ela tinha alguma. Eu nunca gostei do comportamento da... Da pessoa que eu costumo dizer que é minha filha...

Começo a sentir um aperto no coração. Minha mãe, “a pessoa que eu costumo chamar de mãe”. Disse aquilo, por mais que ela seja daquele jeito, eu queria que ela me desse ouvidos e acreditasse que não fui eu, todo o júri ficou sem reação com as palavras que saiam de um jeito frio dela, o seu olhar... Acho que ela estava ali para me acusar, e não defender. Levantei o olhar e a encarei.

- Eu não sei o que dizer dela, não sei se foi, não sei se não foi, mas do jeito que ela é... – Ela ri – Não duvido nada... Ela já foi presa por outros delitos como roubo de lojas e outras coisas, a Emily é uma delinquente, eu a coloquei em um internato para ela ficar presa e longe de mim, o que significava que seria menos trabalho e menos filha que vive cometendo. E a morte do Guilherme foi um dos motivos para ela ter ido para lá. Eu não merecia isso em minha vida.

Entreabro a boca, mais uma de muitas lágrimas que estavam caindo, tomam conta dos meus olhos.

- Em minha opinião... Foi ela s...

- CHEGA! – Eu levanto da cadeira gritando.

- Emily senta – Jonatas diz.

- NÃO! EU NÃO VOU SENTAR, E NEM ADIANTA MANDAR ALGUÉM VIM, PORQUE EU VOU CONTINUAR GRITANDO – Eu digo e a juíza não diz nada.

Eu respiro fundo e enxugo as lágrimas. É hora da verdade.

Notas finais
Oi leitoras, tudo bem?
Enfim, não sei quando vou postar o próximo, está na metade, mas estou sem tempo, mas não vou demorar muito, e ainda mais se vocês colaborarem, eu não demoro mesmo ok? Obg.
Espero que vocês fantasmas, parem com isso, porque na boa, ter muitas leitoras, tipo 90% ser fantasma não é legal, pois é, não é exagero... Comentem, eu garanto que isso não causa doenças, porque do jeito que as coisas andam... Então eu espero que sei lá, metade da metade pareça, apenas quero saber a opinião de vocês, não vão morrer se comentar flw? Até o próximo. Logo respondo os reviews. Já sabem o esquema, uma ou mais recomendações, e 15 reviews, mas como tenho MUITO mais que 15 leitoras, acho que mais podem colaborar.
Beijos.