Uma Garota Fora Da Lei
34 Julgamento [Part 2]
Notas iniciais
Gente, amei os reviews de vocês, e é por isso que eu estou aqui, postando mais um.
Viu como é? Vocês comentam e eu posto rapidinho, não tão rápido assim, mas enfim. Aqui está mais um capítulo que eu gostei apenas do final, eu não sei o que foi, mas eu gostei hehehe.
Boa leitura.
Todos pararam para me encarar e esperar o que eu iria dizer, eu olho diretamente no olhos da minha mãe, ou sei lá que ser era aquilo. E começo a falar tudo o que estava preso durante anos.
- Quem é você? Minha mãe? Não, eu acho que não, você é somente um monstro que fez apenas dá a luz e depois me desprezar. Olha aqui mãe, ou melhor... Carmen Moore. Você não estava lá, na verdade, você não conhece a sua filha de verdade, você pensa que ela é uma pessoa enquanto ela é outra totalmente diferente, eu sinto muito por uma pessoa ter que te aturar como eu aturo. Se você pensa que eu não me importo com você, está errada, eu posso te achar chata na maioria das vezes, mas isso? Isso não é coisa que se diga, você é... Não tenho um nome para te descrever, mas uma mãe você não é, pois até onde eu saiba, por mais que os filhos façam as piores coisas do mundo, a mãe continua ao lado dele, mas você é uma coisa bem diferente, eu apenas queria minha família de volta, o Guilherme de volta, eu sinto muito por não ter uma filha que sonhava ter, uma filha exemplar e que não desse nenhum tipo de trabalho, eu sinto muito... Mas esse não é o caso, isso é uma coisa que se deve resolver entre mãe e filha, se é que você me considera uma... Pois, mãe... Eu acho que eu não tenho mais nenhuma.
- Emily se não for falar o que realmente aconteceu, por favor, sente-se. – A juíza diz, olho para Jonatas que assente eu respiro fundo.
- Era um domingo, totalmente normal como qualquer outro, eu tinha escutado uma conversa do Guilherme com um rapaz... Ele disse que se o Guilherme o entregasse que ele mataria o Guilherme. Ele tinha cometido um crime muito... Cruel, não o Guilherme, e sim o rapaz, o Guilherme queria entrega-lo, mas ele o ameaçou, Guilherme não deu ouvidos e fez o que queria, eu tentei fazê-lo não entregar nem nada, eu sabia que o tal “rapaz” iria fazer o que disse, eu não tinha motivo pelo qual duvidar.
Ninguém dizia nada.
- Eu e ele estávamos juntos, ele disse que iria fazer o que disse, entregar o rapaz... Mas eu tentei evitar, ele não deu ouvidos e saiu. Mais tarde eu recebi um telefonema... – Fico em silêncio, eu estava com medo de continuar, e se o Félix tivesse... Sei lá. Escutando tudo? Vai saber. – Eu recebi uma ligação desse rapaz, ele me disse para encontrá-lo em um certo lugar, eu não iria, mas ele era perigoso, e eu fui, com medo de... Sei lá, tudo.
Dei uma pausa e todos me encaravam.
- Assim que eu cheguei lá, ele me disse que eu teria um trabalhinho para fazer, eu não queria, mesmo não sabendo qual era o trabalho, mas ele me mostrou uma arma e disse que se eu não fizesse... Ele me dava um fim. O trabalho era matar o Guilherme – Alguns ficam boquiabertos – É claro que eu não iria fazer isso, eu o amava, não tinha motivo para eu fazer aquilo, ele me ameaçou de novo disse que se eu não fizesse o que ele mandasse, eu iria morrer, junto com o Guilherme, ele me entregou a arma e saiu, eu tinha que matar o Gui, mas eu não fiz nada, eu fiquei segurando a arma apontada para ele, mas não conseguia, era o Guilherme. Eu o amava, ele já estava perto de sair de lá, o que era bom, assim eu não teria que matá-lo, mas o rapaz... Mas conhecido como Emanuel Lynch Félix... – Todos continuam prestando atenção – Chegou correndo e simplesmente atirou, e eu perdi o Guilherme.
A juíza, os promotores, os júri, todos estavam calados.
Eu não contei tudo, é claro, mas se pedirem eu dou detalhes, minha mãe me encara seria, eu não dizia nada, apenas disse o que devia e não devia, eu literalmente estava ferrada. É claro que eu estava, era o Félix, eu estaria mesmo...
- Não foi você? — Minha mãe pergunta. Eu olho para a juíza
- O que eu disse agora não dá para acreditar? Ou acha que eu iria inventar tudo? O Pedro está de prova que foi ele... Ele meio que sabia, não sei, Félix foi quem botou incêndio na própria casa, matou a mãe dele, esse caso foi no ano de 2011, todos devem lembrar, era fogo para todos os lados, passou em jornais e tudo mais. Foi ele.
Todos ao fundo começaram a falar algo, e logo várias vozes tomaram conta de todo o tribunal.
- Silêncio no tribunal! – A juíza pediu batendo aquele martelo irritante dela.
- Juíza...
- Meritíssima – Ela me corrige.
- Tanto faz – Reviro os olhos – Ele também estava me ameaçando, ele disse que iria me matar se eu o entregasse, então provavelmente ele deve ficar sabendo que eu o entreguei, e vim atrás de mim, logo depois disso aqui.
Todos começam a conversar, a juíza conversava com algumas pessoas, como promotora e com meu advogado.
A minha mãe estava apenas me encarando assim como a família do Guilherme, era claro que eu queria sair dali o mais rápido que eu pudesse, mas não posso, então vou ter que esperar.
- Emily. Vamos precisar que diga mais, mas dessa vez somente entre eu, você e se os pais do Guilherme quiserem também. Vamos dar uma pausa nesse caso, precisamos encontrar esse homem, o Emanuel. E logo ele terá que responder, caso você esteja mentindo, você já sabe o seu caminho, você não pode sair do país de jeito nenhum, terá policias a qualquer momento para você, caso receba alguma ligação desse tal Félix, tem que nos avisar imediatamente, é a sua vida que está em jogo.
Ela bate o martelo.
- E agora vamos dar uma pausa para investigações, todos que fazem parte desse caso devem sair da sala, até a próxima chamada, e todos devem está aqui novamente. E agora o próximo caso 62.
Não dou mais ouvido, apenas saio da sala sem falar com ninguém.
Assim que chego ao pátio que separava várias salas, olho para os lados e David não estava em nenhum deles. Mas o jogo não deve ter terminado.
Sento-me em uma das cadeiras e espero que todos saiam. Pedro é o primeiro a se aproximar de mim, ele me abraça assim como eu também.
- Emily, eu estou feliz que agora você entregou o Félix, mas estou preocupado com isso.
- Eu também, eu estou com medo, eu estou com tudo, menos segura.
- A juíza disse que se você quiser tem policias para ficar com você.
- Eu sei, mas é o Félix, Pedro. E nós sabemos que ele me daria um fim, facilmente – Eu contenho as lagrimas – Eu vou morrer.
- Não! – Ele quase grita – Não vai não, fica tranquila Emily. Eles vão pegar o Félix e você vai ficar livre de tudo. Eu te admirei por ser tão corajosa e dizer tudo.
- Acho que as palavras duras da minha... Da Carmen, serviram para alguma coisa – Digo e ele sorri, mas eu não, eu não conseguia, por mais que eu quisesse esboçar pelo menos uma pequena curva. Ele me abraça.
Eu gosto do Pedro, não como... Namorado, e sim como amigo, por mais que ele já tenha deixado eu me ferrar sozinha, como todos dizem:
“Amigos são aqueles que ficam com você nas horas difíceis”. Tá, não é assim, mas é mais ou menos assim.
Eu me separo dele e olho para a porta de entrada, eu espera que o David entrasse ali, mas eu não sei, eu acho que ele deveria está muito ocupado comemorando com as garotas. Com certeza ele deve ter ganhado. Mas tudo bem, o que ele fez foi o suficiente.
Minha mãe estava pouco longe de mim, também não fazia questão de está perto dela.
- Você vai sair dessa livre, vai ver minha querida – Minha avó diz, eu a abraço.
- Obrigada vó, eu vou ver né, que o destino queira.
- Todos querem, vai ver. – Sorrio.
Minha mãe continuava de longe me encarando.
- Eu quero ir embora.
- Não pode, tem que ficar para conversar com a juíza.
- Que saco! – Sento na cadeira e começo a olhar coisas no celular, tinha uma mensagem, que eu espero que não seja do sumido admirador secreto.
Começo a ler:
“Eu não posso tá ai, porque você é uma mandona chata e irritante, mas eu espero que algo entre nessa sua bendita cabeça, que o certo a fazer é entregar o Félix, tá? Emily, eu estou “falando” sério, faça o certo. Boa sorte. Te odeio.”.
David, quem mais? Eu dou risada após ler a mensagem, todos me encaram.
- O que foi?
- Nada ué. – Pedro responde.
- Ah tá! – Volto a ler a mensagem, e toda vez que eu lia eu ria, de que eu não sei.
[...]
Passou mais alguns minutos, conversei com a juíza,e ela falou que iriam atrás do Félix, o que me deixou muito preocupada. Depois de combinarmos tudo, saio da sala. E assim que estava passando pelo corredor. A porta de entrada. É aberta e logo vejo o David entrando desesperado lá.
[...]
Pov. David:
Mais um jogo, o jogo que iria finalmente definir o meu futuro.
Eu tinha que dar tudo de bom, é o meu futuro, e o meu pai insistindo para que eu ganhe, como ele diz que é uma grande chance para mim. Mas realmente era uma chance e tanto, uma das melhores faculdades.
Mas algo não parava de batucar em minha cabeça.
O julgamento da Emily, eu sei que eu deveria estar lá, mas ela não quis, e acho que parte disso é bom, eu estou me servindo demais para ela e devo me concentrar mais em mim e ganhar o jogo, como ela diz. Eu havia mandado uma mensagem para ela. Nada de mais, mas ela não respondeu, mas estava ocupada demais. Fazer o que.
Mas eu precisava esquecer-se dela, pelo menos um pouco só, eu não conseguia pensar nas jogadas, no que fazer no meio do campo em nada...
- David? – O treinador, John, me chama.
- Oi?
- Acorda! O jogo vai começar – Ele me joga a bola, que não é bem uma bola, mas enfim. E todos se organizam no campo.
Precisava me concentrar, esquecer um pouco a Emily, esquecer a Emily... Esquecê-la, bem que tá um pouco difícil, nos envolvemos tanto de uns tempos para cá, mas eu preciso focar no campo.
Luther me lança um olhar e logo balança a cabeça como um aceno. Faço o mesmo.
Um dos locutores, ou sei lá o que aquele cara era, começa a falar sobre o jogo e do que o time que ganhasse o jogo iria para Nova Iorque ou Londres. Para mim seria melhor Nova Iorque. Não fica tão longe, e daria para sempre vim aqui nos feriados.
Logo depois de fazermos mais algumas coisas. Como assistir as apresentações das garotas, serem obrigados a fazer o juramento. E tudo mais, o sinal toca e o jogo começa.
Tudo começa comigo...
Bola vai e bola vem, e logo marcamos vários pontos. Eu e o Luther éramos um dos melhores jogadores, mas também eu era o quarterback do time, ou capitão, como preferir.
Mesmo a minha situação com ele não estando nada boa, fazíamos uma boa jogada, e logo pontos e mais pontos eram marcados por nós.
Olho para a plateia e meu pai sorri para mim, assim como minha mãe e por acaso, a Maria estava lá.
Mas isso não me importa.
Eu estava com a bola, e ainda distraído olhando para onde não devia, e logo meu pai começa a fazer uns sinais para eu me virar, eu franzo o cenho, e logo alguns jogadores me gritam, quando eu me viro, um dos jogadores adversários pula em cima de mim para tomar a bola, eu logo caio no chão.
- Ai! – Grito pela dor, que digamos que não foi pouca, e logo o jogador sai de cima de mim com a bola.
Não demorou para o outro time marcar, um, dois, três, vários pontos... E estávamos quase no final, mas digamos que a tal queda me machucou demais, e mal conseguia correr. O John pede tempo, e me chama.
- David, o que houve com você?
- Foi aquele idiota que pulou em cima de mim, minhas costas e minha perna estão doendo.
- Sim, mas olha o placar, mais uma jogada e o time adversário vence David, você é o capitão do time, cadê? Vamos David, tem que virar esse placar.
- Será que não vê que eu estou tentando?
- David, é o seu futuro que está em campo, bem ai, nesse campo. E se você quer ter um bom futuro, por favor... Jogue bem.
- Porra John, eu estou todo dolorido, como quer que eu vença?
- Porra David – Ele diz gritando – Se não achar que está com forças suficientes, que está mais preocupados com outras coisas, dê a chance ao Luther, ou para qualquer outro desse campo, saia do jogo e perca a chance de ganhar uma bolsa de estudos.
Eu penso, muito, e muito mesmo. E assinto.
- Eu vou virar o jogo – O John sorri.
- Esse é o meu garoto – Rimos, ele me entrega novamente o capacete e eu vou para o campo, mancando, mas eu vou.
Todos se posicionam, olho para o Luther e fazemos novamente o aceno, só que com a cabeça. O sinal toca e jogo a bola para ele, ele toca para um dos jogadores, eu vou correndo para ficar perto da end zone e grito para me jogarem a bola. Luther consegue pegar e corre para jogar, mas um jogador o ataca e ele cai com tudo no chão, um jogador do time adversário, pega a bola e sai correndo para o lado que marca ponto.
Eu não estava nas “condições” de correr mais, então eu grito para outro jogador ir atrás.
Eles estavam a ponto de marcar o ponto, olho para o relógio e faltava apenas um minuto para o fim, bom, e eu tenho um minuto para ganhar uma bolsa.
O outro jogador corre, com muito esforço ele consegue se jogar para cima do que estava com a bola, outro do meu time, pega a bola e sai correndo, desvia dos adversários, e joga para o Luther.
Eu começo a gritar para o Luther jogar a bola para mim, ele continuava correndo, mas e vou pelo outro lado do campo, mesmo a dor estando me matando. Ele olha para trás e vários do time adversário vinham atrás.
- Luther, joga para mim! – Eu grito mais uma vez, ele olha para trás e para mim, e joga a bola, eu corro um pouco para frente até a bola chegar em minhas mãos, eu corro e logo todos começam a gritar
- Cinco... Quatro... Três... Dois...
Eu me jogo para a end zone marcando mais de um ponto
- UM! – E logo todos que torciam para o meu time começam a levantar gritando.
Eu levanto com dificuldade do chão e levanto os braços gritando também. Logo os outros do time viam em minha direção me abraçando e as meninas da apresentação quase rasgando minhas roupas. Mas fazer o que... Ser gostoso não tá fácil.
- Isso ai cara, boa jogada. Ganhamos! – Um dos jogadores fala.
- Valeu!
- Ai David, eu sabia que iria ganhar – Uma das meninas diz.
- É. Obrigado!
- Porra David! – O treinador diz em um tom de brincadeira – Sabia que devia confiar em você.
- Obrigado, eu fiz o que pude. Quase desmontando, mas estou vivo – Eu digo e ele ri, assim como eu.
- Então? Que tal irmos comemorar? – Ele pergunta e todos gritam um sim.
- Ahn... Eu... – Penso bem – Eu sinto muito, mas eu não posso.
- Como assim David? Você ganhou um dos mais importantes campeonatos de todos os colégios, isso merece pelo menos uma comemoração.
- Eu sei, mas é que... Eu prometi a uma pessoa que iria encontrar com ela, eu sinto muito John, mas depois a gente comemora essa, valeu?
- Bom, fazer o que não é? – Ele lamenta – Vamos pessoal, temos algo muito importante a fazer – Ele grita e todos os acompanham, e os únicos do time que ficaram no campo, foram eu e o Luther. Eu vou até ele.
- Você jogou muito bem – Digo.
- É – Ele levanta o olhar – É uma pena que não marquei o ponto final.
- Calma ai cara, você marcou quase a metade dos pontos.
- David, você não tem nada melhor a fazer do que vim falar coisas desnecessárias para mim?
- Ahn? Luther, eu estou apenas dando parabéns pelo ótimo jogo.
- Viu alguém me parabenizando aqui? Eu acho que não, por que? Porque você é o preferido de todos. E isso inclui a Emily.
- Ah! – Reviro os olhos – É por isso? Eu e ela não temos nada Luther.
- Então por que ela me evita?
- Eu não sei cara, vai ver que ela não quer nada com ninguém.
- Mas com você ela quer, certo?
- Não vamos inventar um “triangulo amoroso” onde não existe Luther.
- Quer saber? – Ele levanta do banco – Vai lá encontrar com ela, eu sei que é ela a pessoa com quem falou que ia se encontrar. E parabéns por conseguir MAIS uma das coisas que sempre quis. – Ele dá as costas.
Momento mais estranho que eu tive com ele em toda a historia de nossa amizade.
Eu e a Moore não tínhamos nada, pelo menos até onde eu saiba ela não via nada demais entre a gente, eu sei que as vezes eu a beijo e já tentei levar para cama, mas é por impulso, e não tentando “usa-la” como eu sei que o Luther pensa. Mas eu não estou apaixonado por ela... Não estou... Eu acho?!
Afasto esse tipo de pensamento e saio do campo, mais algumas pessoas dizem algo como “parabéns pelo ótimo jogo cara” “você jogou muito bem”, e depois de ouvir mais outros elogios, eu faço alguns movimentos tentando afastar um pouco a dor.
Ia saindo do internato, mas só depois de falar com o meu pai, minha mãe e a Maria, já que eles insistiram em falar comigo.
- Meu garoto! – Meu pai diz – Ótimo jogo hein? Sabia que iria ganhar.
- Obrigado pai.
- Filho, eu estou tão orgulhosa de você – Minha mãe diz com um pouco de dificuldade – Desculpa está falando assim, é que eu apliquei um pouco de botox nos lábios, carnudos – Ela sorri e passa os dedos pelos lábios.
- Mãe, quando vai parar com isso?
- Filho, eu tenho que me manter jovem, imagine eu saindo na foto de um jornal com o seu pai toda velha? Minha fama?
- Fama?
- Ah! Está por fora – Ela dá um tapa em meu ombro – Percebi que aquela tal de Emily não está, o que rolou entre vocês? Espero que não estejam mesmo juntos.
- Ah... Ela... Está ocupada.
- Mas estão juntos? – Olho para o lado e a excluída, mais conhecida como Maria, estava com esperança nos olhos.
- É que... A gente... É... Demos um tempo.
- Ah! Ótimo, espero que esse tempo dure a eternidade – Ela olha para o meu pai – Não suporto aquela garota.
- Bom, eu meio que acho ela legal – Meu pai diz. E logo os dois começam a discutir sobre a Emily.
- Ótimo jogo David – Maria diz.
- Obrigado!
- Sabe... – Ela se aproxima e diz em meu ouvido – Se quiser podemos comemorar de um jeito bem quente... – Ela morde meu lóbulo e eu a afasto.
- Bom... Eu tenho que ir. Foi um prazer revê-la Maria.
Ela revira os olhos. Eu aceno para os meus pais e logo eu saio quase correndo do internato.
Não é para tanto, mas se desse tempo queria pegar pelo menos alguma parte do julgamento.
Assim que saio procuro algum táxi, já que o carro estava na minha casa.
Assim que entro peço logo para ir direto ao tribunal. Eu tento parecer mais “apresentável” não que eu estivesse tão preocupado com a aparência e sim com o que a irresponsável da Emily iria fazer. Eu sabia que o Jonatas não tinha tanto poder para fazê-la entregar o Félix, mas eu pelo menos penso que ela tenha feito isso.
Não demorou para que eu chegasse logo. Sai do táxi e entrei quase correndo. Olhei para os lados, e assim que olhei para minha frente avistei pouco longe, dois pares perfeitos de olhos azuis.
- EMILY! – Ela olha para frente e sorri.
Pov. Emily:
Ele me grita e assim que olho para frente eu esboço um sorriso. Ele tinha vindo, mesmo depois de horas e ele veio. Acho que ele está sendo bom de mais. Mas precisava mesmo gritar?
Louco? Sim.
- Oi! – Eu digo, não muito baixo já que ele estava pouco longe de mim, ele vem em minha direção e assim que chega mais perto fica parado em minha frente, ele sorria, e eu não estava por fora.
- O entregou? – Ele pergunta esperançoso.
- Você ganhou?
- Você responde primeiro!
- Você.
- É o seguinte eu vim igual a um louco até aqui, então diga você.
- Eu entreguei! – Seus olhos praticamente brilham.
- E eu ganhei – Sorrimos juntos e logo depois no abraçamos.
- Estou feliz por você.
- E eu... – Ele não diz nada – Eu também estou feliz por você Emily.
Separamos-nos e ficamos um fitando o outro sorrindo iguais a dois idiotas.
- Vai para onde? – Olho para trás e minha mãe havia perguntado. Não tínhamos falado nada depois do que ela me disse e o que eu disse a ela.
- Eu vou para o internato, lá é melhor, quando a juíza me ligar eu aviso a vocês.
- Certo... É... Eu...– Ela começa a depois para – Eu... Juízo vocês dois.
- Hum... – Ela tenta sorrir e dá as costas.
Fica um silêncio constrangedor, mas logo David quebra.
- O que aconteceu entre vocês duas? Claro, a não ser tudo que já aconteceu durante esses anos.
- É meio complicado e doloroso de falar.
- Tipo, muito?
- Mais ou menos,eu já estou acostumada com as palavras que ela diz sobre mim.
- Que tal irmos para o internato e você contar tudo?
- É uma boa ideia, eu não aguento mais ficar aqui. – Olho para os lados – Mas não quero ir para o internato.
- Então para onde quer ir?
- Não sei, eu não quero encontrar ninguém e lá com certeza o Luther vai perguntar milhões de coisas.
- Você está indiretamente pedindo para ir para minha casa? – Um sorriso safado surge em seus lábios.
- David, menos, por favor! Eu só não quero ver ninguém, a não ser você, porque eu sei que não vai me deixar mesmo.
- Que bom – Ele põe o braço envolta do meu ombros – Mas me diga loirinha. – Olho brava para ele e ele ri, eu continuo séria. – Tudo bem Moore.
- Emily, por favor.
- Desculpa! – Ele ri – Vamos?
- Para onde?
- Minha casa, meu quarto e se quiser... Minha cama.
- David – O repreendo.
- Tudo bem, ainda estou cheio de energia.
- Use sua mão.
- Não acredito que disse isso.
- Pois é... Mas então? Vamos sair daqui ou não?
- Tudo bem, vamos! – Finalmente saímos daquilo, mas infelizmente teria que voltar.
- David, espera – Eu paro enfrente ao grande portão que tinha guardas na frente.
- O que foi? – Ele me olha confuso.
- E se o Félix estiver ai fora? Eu... Ele disse que me mataria se eu o entregasse.
Ele meio que congela e fica sério. Depois de muito silêncio ele diz.
- Tudo bem, eu... Quer dizer, tem guardas ai na frente, ele não vai fazer nada.
- David, eu acho que você não conhece muito bem o Félix.
- Emily, calma tá? Eu to aqui.
- Você por acaso é de ferro? E se eu ou você receber algum tiro?
- Emily, eu acho que ele não irá fazer nada. Pelo menos não agora.
- Exatamente, ele pode me pegar desprevenida.
- Eu vou ligar para o meu pai vim buscar a gente, quer?
- Não sei se quero ir para a sua casa, sua mãe me odeia.
- Ela deve está em seu “sono de beleza”, vai querer ir? – Penso um pouco.
- Tudo bem, eu vou.
- Ok! Acho que pelo menos lá estaremos seguros.
- Por enquanto.
Ele liga para o pai, e depois de muito tentar fugir do assunto porque estávamos em um tribunal, ele diz que viria nos buscar.
Eu não parava de olhar para os lados, não é normal eu ficar com medo, então agora eu estava com medo, David falava com outro alguém no celular, pela conversa era alguma biscate.
Não que eu me importe com quem ele come ou deixa de comer. Apenas estava... Não sei, mas eu estava.
Demorou mais alguns poucos minutos e o pai do David chega.
Entramos no carro e logo começa as perguntas.
- O que vocês dois estavam fazendo aqui? – David me fita e depois volta a olhar para o pai que continuava com as perguntas – Era para isso que precisava de um advogado? Quem de vocês dois se meteram em uma encrenca?
- Foi eu senhor Carter. Me desculpe ter que pagar o advogado, mas o David insistiu, se quiser depois eu devolvo o dinheiro.
- Não, tudo bem. Eu gosto de você – Ela dá uma pausa – Acho que você é minha favorita entre a lista de namoradas dos David – Eu meio que coro, e depois dou risada envergonhada.
- Não somos namorados pai.
- Foi assim que eu comecei com sua mãe, logo depois veio você – Eu coro mais ainda, tá, não é lá essas coisas, mas isso me fez lembrar do episodio da noite passada com o David.
Não falamos mais nada o caminho inteiro. Assim que chegamos fomos direto para o quarto do David, eu sento na cama e ele começa a tirar a roupa em minha frente, logo revelando as suas linhas bem definidas. Eu já tinha visto aquilo muitas vezes, mas ainda me causava alguns... Fortes desejos. Mas ele não precisa saber.
- David que arranhão é esse sem suas costas?
- Ahn? – Ele olha no espelho – Ah tá! Deve ter sido na hora que eu cai. Estou todo dolorido.
- Imagino.
- Vou tomar um banho, se quiser pode deitar, fazer o que quiser ai.
- Ok! – Ele vai para o banheiro, começo a olhar envolta do quarto, e nada mudou.
Mesma cortina, mesmo tapete, a única coisa foi a cama. Apenas os lençóis trocados.
Mais alguns minutos, e ele sai do banheiro apenas de toalha presa na cintura, eu tentava desviar o olhar, mas aquilo era tentador, e muito irresistível, mas era o David, então meus hormônios que se acalmem.
Ele tira a toalha da cintura e eu grito, mas por sorte ele estava de cueca, ele ri.
- Que foi? Pensou mesmo que eu ficaria sem roupa na sua frente?
- Eu sei lá, você é louco.
- Não a ponto de ficar nu – Sorrio e ele também, ele termina de vestir o short e se aproxima de mim – Pode passar aqui? – Ele me entrega algum tipo de pomada, ou sei lá o que era aquilo para passar nos poucos ferimentos.
Começo a passar em suas costas bem definidas.
Quando termino, ele se vira e fica de frente para mim.
- Obrigado!
- Por nada! – Ele olha em meus olhos, eu abaixo a cabeça e sento na cama. Ele abaixa ficando de joelhos em minha frente – O que vai fazer? – Pergunto quase gritando.
- Calma! – Ele ri – Apenas queria olhar nos seus olhos.
- Isso é clichê.
- Mas eu gosto – Franzo o cenho – Dos seus olhos – Ele completa.
- Ah sim! – Digo aliviada, nem tanto assim – Posso deitar?
- Claro! – Sorrio e levanto para poder deitar – Mas antes... – Ele põe a mão em minha cintura me virando para si – Para fechar a noite! – Ele põe uma das mãos no meu rosto e me puxa para mais perto.
- David...
- Shh! Eu sei que quer Emily. – Eu sei que podia negar, mas aqueles lábios eram convidativos, e aquelas mãos me tocando era provocador, e ainda mais com aqueles olhos encarando os meus. Aproximamos-nos mais eu fecho os olhos e espero seus lábios tocarem os meus.
E por fim ele me beija.
Notas finais
Duvidas sobre o capítulos? Ask for me. Eu achei que o capítulo ficou meio confuso, então alguma duvida pergunte.
O que irá rolar depois desse beijo hm hm e.e
Parei '-'
Enfim, eu espero que tenham gostado.
São mais de 100 leitoras, então eu acho que PELO MENOS 15 comentem certo?
Vou responder todos os reviews agora mesmo.
Favoritem. Comentem, Recomendem, Obrigada! De nada .-.
Até o próximo que depende de vocês haha.
Beijos :*
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