Uma Dose de Clichê

18 ♡ 18 "Sobre as nossas decepções"


Notas iniciais
Olá, galera! Tudo bem com vocês? Espero muito que sim! Demorei um pouco, mas cheguei! Bem, vamos aos agradecimentos! Obrigada a todos que favoritaram, que colocaram a história pra acompanhar e que comentaram no capítulo passado: Yaoi, Monna, Babissf, Miau, mariana spesia, AnaLu, sabrinavilanova, Cintia Yuli, Nilla e Black Magic (Que comentou em todos os capítulos, coisa linda ♥) e a Babs que sempre me motiva e ajuda com os capítulos ♥ Muito obrigada mesmo, vocês são demais e me motivam muito! Espero que gostem do capítulo! Bos leitura!

Capítulo 18 — Sobre as nossas decepções

— Passa a porra da bola!

Os olhos de íris azuis e olhar distante, pareceram voltar a realidade quando a voz do colega de time exigiu o passe. Estavam em campo, treinando para o campeonato intercolegial que aconteceria na metade do mês seguinte.

Edward estava com a bola sob o pé calçado com a chuteira, pronto para continuar a treinar com o irritante Bruce Riley que, infelizmente, era sua dupla. No entanto, não podia reclamar, ele era bom. Não estaria no time se não fosse. Ele sabia reconhecer as habilidades do loiro.

— Concentração e determinação! — O treinador gritou, fazendo um gesto para que não perdessem tempo e voltassem ao treino. — Não quero ninguém parado!

Com sonora frustração ao estalar a língua no céu da boca, chutou a bola e a recebeu de volta com agilidade. Havia se desconcentrado entre um toque e outro, mas logo recuperou a normalidade, afinal, era o capitão do time, tinha que fazer por onde.

O motivo da distração daquela manhã, tinha nome e sobrenome. Parecia impossível não pensar em Sam e em sua repentina declaração. Ele mal havia conseguido dormir, culpando-se por não ter percebido os sentimentos do amigo e sentindo-se estranho com aquela novidade. Bem, não sabia exatamente como estava se sentindo depois de tudo, mas não podia se deixar levar, tinham um importante campeonato para vencer e era somente nisso que concentraria os pensamentos.

— Você 'tá bem? — Bruce perguntou ao ver o capitão errar o passe e ouvi-lo xingar. Não era como se não reconhecesse as habilidades do Logan em campo. O cara era um monstro e de longe o mais determinado, mas não naquele dia. — 'Tá de tpm ou algo assim? — Sim, reconhecia a importância dele para o time, mas provocá-lo era divertido.

— Cala essa boca e chuta. — Eddie retrucou. Haviam mudado. Agora o passe seria com o peito e depois com o pé.

Bruce deu um risinho cretino que irritou ainda mais o colega. Tinha ouvido da melhor amiga, aquela que era intrometida e socava feito um garoto, que Edward estava disperso por Sam ter falado abertamente sobre a sexualidade. Era óbvio o que aquilo significava, mas duvidava muito que o senhor porta chegasse a mesma conclusão.

O treino durou por uma hora e meia, entre passes e corridas com obstáculos pelo campo, quando foram dispensados pelo treinador Rodriguez. Como de costume, os jogadores seguiram para o vestiário onde tomariam um banho. Bruce foi um dos primeiros a correr dali, já que não via a hora de se livrar do suor, mas Edward foi chamado pelo treinador, sabendo claramente o que ele tinha para falar sobre seu péssimo desempenho naquele dia.

— Sabe que deve se concentrar e treinar a sério se quiser levar o time à vitória. — O mais velho cruzou os braços e olhou incisivo para o capitão. — Ficou disperso durante a manhã toda. Não é bom deixar os problemas pessoais interferirem nas atividades.

— Eu sei. O senhor tem razão. — Abaixou a cabeça, notavelmente envergonhado. — Não vai se repetir.

— Espero que não. Confio na sua garra e talento, não me decepcione. — O senhor Rodriguez deu tapinhas nas costas do Logan antes de sair de campo.

Aquela confiança claramente o animava e o fazia se empenhar ainda mais. Tinha o sonho de ser jogador profissional e fazer parte de um time de nome. Sempre levava tudo a sério, cada detalhe, e geralmente animava os colegas de time, mas estava mesmo com a cabeça nas nuvens.

O garoto que eu gosto... É você, Eddie.

Ouviu como naquele momento a voz de Sam pronunciar aquela maluquice. Era isso que o estava afetando, todas as partes daquela conversa, aliás. Nunca havia se sentido tão... Tão assim, da forma que se sentia agora. Sam era seu melhor amigo, jamais desejaria que ele sofresse por não ser correspondido no amor.

Parou ao pensar na última palavra. Amor... Não, não era amor. Era só... Suspirou e retomou os passos. Todos já estavam no banheiro quando entrou no vestiário. Buscou pela mochila dentro do armário e retirou o uniforme, ainda perdido com os próprios pensamentos, quase esquecendo-se de carregar os itens de higiene ao ir para um dos chuveiros.

A água consideravelmente morna não serviu para lavar as frustrações e levá-las para o ralo, mas sentiu os músculos tensos relaxarem e conseguiu prestar atenção no que os garotos diziam.

— Amanhã é seu aniversário, né? — Um dos colegas perguntou a Bruce, fazendo Edward lembrar-se de um importante detalhe que fez o sabonete cair de suas mãos, atraindo a atenção dos olhares divertidos para aquela cena.

— Então... — O garoto continuou. — A gente podia combinar de fazer alguma coisa depois do treino. Pra comemorar. Com a galera toda, claro.

Edward olhou o garoto com o canto do olho e até mesmo ele se sentiu desconfortável com a atenção que Vincent O'Neal dedicava ao loiro. Ele era bissexual assumido e podiam dizer que ele tinha um precipício pelo Riley. Não que Bruce parecesse se importar. Edward silenciosamente desejou ser igual e não se importar com certos detalhes. Ouviu quando todos marcaram presença na tal comemoração e agradeceu quando a maioria terminou o banho e deixou o vestiário, despedindo-se dele e de Bruce. E Vincent. Vincent ainda estava ali.

— Vai fazer alguma coisa hoje? — Os olhos verdes foram bem atentos para uma atrevida gota de água que desceu pelo peito do loiro enquanto ele se secava.

— É... Eu tenho ensaio com a banda. — Bruce estava mentindo, mas não queria dispensar tão duramente o colega. Vincent era um garoto bacana, queria manter a amizade, sem dar espaços para qualquer outro tipo de aproximação.

— Ah, eu me esqueci que você é um cara incrível e além de ser um ótimo atacante também canta e compõe. — O sorriso admirado vinha em conjunto dos olhos claros que, sempre que encontravam os castanhos, tornavam-se mais brilhantes.

Edward quis revirar os olhos para toda aquela babação de ovo, mas se preocupou em terminar logo o banho, embora ainda prestasse atenção nos dois colegas de time.

— Não é pra tanto. — Bruce secou os cabelos e se vestiu na velocidade da luz, tratando de esconder o que o outro parecia bem interessado em observar. Aquela admiração toda, elevava sua autoestima, mas não sentia nada com os olhares intensos do moreno de olhos verdes.

— Sério mesmo. — Vincent reforçou, vestindo-se também. — Você é foda pra caralho. Não precisa fazer o modesto comigo.

E agora o quê? Ia rolar beijo? Era só o que faltava! Beijo... Pensar em beijo o fazia lembrar de Sam e tudo voltava ao início novamente. Porcaria de água que não servia mesmo para levar seus problemas ralo abaixo. A água cessou e a toalha foi passada de maneira desleixada pelo corpo. Não conseguiria evitar a aproximação do melhor amigo e também não queria, mas era estranho saber como ele se sentia e agir normalmente.

— Então... Até amanhã. — Bruce se despediu, escapulindo pela tangente, ou melhor, fugindo como o diabo foge da cruz.

— Bruce Riley é mais escorregadio que sabonete. — Vincent comentou, balançando a cabeça e sorrindo antes de também sair. — Até amanhã, capitão!

Edward ainda ficou ali por mais algum tempo.

— Ele quer o seu corpo nu. É normal.

Os olhos castanhos encararam os claros do amigo em um questionamento mudo. Aquele ruivo tinha sérios problemas.

— Como assim é normal?

Audrey estava mais presente em sua vida agora. Bruce não reclamaria e até preferia que fosse assim. Sabia dos problemas do ruivo e queria distrai-lo e apoiá-lo no que fosse preciso, mas não era fácil ser amigo daquela coisa.

— Você disse que o cara tem interesse em você. — Audrey deu ombros. Estava meio deitado no sofá velho da garagem dos Riley e jogando conversa fora. — É normal ele te querer pelado na cama dele. Até eu queria, não posso julgar esse tal de Vincent. — Ele jamais deixaria de pegar no pé do loiro com aquela ideia absurda. — Fazer o quê. É isso que dá ser incrível. Garoto prodígio.

Bruce não tentava ser incrível, bem, talvez algumas vezes, mas não tentava ser incrível para atrair ninguém... Certo, só alguém baixinho e de péssimo humor, mas isso não vinha ao caso e raramente funcionava.

— Um dia você vai crescer e ser como o tigrão aqui. — Audrey e sua autoestima com poder de mais de oito mil.

— E por falar nesse seu apelido ridículo, como é que vai o seu romance? — Bruce, que estava sentado no chão e bebendo – milagrosamente – suco de uva de uma garrafa, mostrou-se muito interessado por saber mais daquele assunto. — Um romance melhor que Romeu e Julieta, só que sem a parte da tragédia.

Audrey pensou por alguns segundos e coçou os cabelos vermelhos antes de ajeitar a postura. Tinham mesmo que falar sobre aquilo? Era tão melhor implicar e zoar com o loiro.

— Não rolou tragédia ainda, mas eu não seria tão otimista. — Passou as mãos no rosto e a única conclusão é que era tão fodido naquela coisa de sentimentos, quanto o loiro a frente.

— Da última vez você tinha um caderno com vários desenhos dele e estava saltitante feito uma lebre com a aproximação. — E ele desenhava tão bem, que Bruce não via a hora que o amigo ficasse famoso e mostrasse ao mundo aquele talento divino.

— Mas uma lebre de raça! — Que ficasse claro. — E ele não é a minha Julieta, é a minha Rose. — Só faltava desenhá-lo sem roupas. — Mas tem desenhos seus também. Meu modelo favorito. — Piscou para o loiro, e foi no exato momento em que um ser baixinho e com cara de poucos amigos surgiu na entrada da garagem.

— Interrompo?

Audrey não controlou a vontade de revirar os olhos e então se ergueu. Não negava que conversar com Bruce o ajudava a esquecer certos problemas, mas também não queria causar qualquer desentendimento entre o amigo e o meio metro. E por falar no meio metro... Tinha bem uma ideia do porquê Kyle não ia com a sua cara e só podia lamentar por ele, já que o japonês perdia uma amizade e tanto com aquele preconceito.

— A gente se vê depois. — Se despediu do loiro quando Bruce se levantou, dando um toque de mãos e tapinhas nas costas um do outro. Quando passou por Kyle, parou ao lado dele e sussurrou: — Felizmente não interrompeu. Esse loiro gostoso e eu, já fizemos tudo o que tinha pra fazer. E recomendo tomar cuidado com o sofá. — Um sorrisinho sacana se ergueu no canto dos lábios antes que deixasse os dois a sós.

— O que foi que ele disse? — Bruce perguntou com o olhar desconfiado. Audrey dizia muitas coisas absurdas.

— Nada de relevante, como sempre. — Não dispensaria maior atenção àquele garoto. — E aí? Como foi o treino? — Passou pelo dono da casa e se sentou exatamente naquele sofá. Obviamente que se não conhecesse Bruce como conhecia, não teria sequer se aproximado do móvel velho.

É o quê? Será que ele tinha ouvido direito ou seus ouvidos estavam lhe pregando alguma peça? Os olhos castanhos encararam os negros e puxados com certa descrença. Quem era aquele garoto bonito e o que ele tinha feito com o Ogawa? Ficou tão absorto com aquela pergunta, que se esqueceu de responder.

— Certo. — Kyle se ergueu e caminhou até a entrada. — Se não quer conversar, eu já vou indo.

E teria ido se o loiro não o impedisse ao segurá-lo no braço. Acabou suspirando e acreditando que era uma péssima ideia ter ido até ali. Aquele tipo de coisa era complicada de expressar, mas Bruce fazia parecer tão fácil.

— O treino foi como sempre. Foi intenso e o treinador 'tá pegando no nosso pé, 'cê sabe, o campeonato intercolegial 'tá chegando. — Deixou de agir feito um idiota impressionado e puxou o vizinho novamente para o sofá, segurando-o carinhosamente na mão suave e gordinha, esperando até o momento em que ele se livrasse do toque e inventasse um assunto qualquer. E quando ele não se importou e permitiu que o contato perdurasse, ele se surpreendeu ainda mais.

Desde ontem à noite que o Ogawa estava estranho, mas, como sempre, ele se recusava a dizer qualquer coisa a respeito e Bruce preferia não perguntar, já que nunca conseguia alguma resposta e Kyle se irritava com sua preocupação.

— Então... — Que silêncio mais constrangedor era aquele? — Quer sair pra algum lugar? Ver um filme? Falar sobre física ou aquelas séries chatas que você assiste? — Recebeu um olhar atravessado e sorriu.

— Faz uns dias, mas você queria me perguntar uma coisa. — Kyle começou. Não deixou de notar a expressão do loiro mudar de sorridente para algo tenso. — O que era? Era importante? — E ele havia se esquecido de perguntar no dia seguinte.

Sim, Bruce estava tenso com aquela repentina pergunta. Jurava que ele não se lembraria de sua falha tentativa de tentar pedi-lo em namoro, mas o cérebro daquele garoto era realmente bom. Certo, e agora? Não faria o pedido na garagem de casa e sem aquela preparação especial. Precisavam de clima e ele precisava se recordar das palavras bonitas e impressionar o asiático. Fora de questão!

— Ah... — Soltou a mão do Ogawa e desviou os olhos, sorrindo sem graça e sentindo-se estúpido. — Era alguma coisa sobre a prova. É, era isso. — Que ele acreditasse, amém.

— Conta outra, Riley! — Kyle cruzou os braços, exigindo uma resposta real. — Você não se interessa por esse tipo de questão. E além disso, nós sempre estudamos, mesmo você não entendendo nada, se quisesse perguntar alguma coisa sobre o que caíria na prova, não deixaria pra perguntar às duas da manhã.

E lá vinha aquele falatório todo! Bruce se apoiou no braço do sofá e bagunçou os cabelos mais rebeldes que antes por não ter penteado depois do banho. Ninguém acreditaria naquela desculpa tosca, ainda mais o geniozinho exigente. Mas o fato é que ele não faria nenhum pedido naquele dia e muito menos comentaria sobre o que desejava fazer.

— Bom, se vai ficar de segredo, não me importo. — Kyle deu de ombros. — Pensei que fosse outra coisa. Algo importante, mas acho que é esperar demais que algo assim venha de você.

Bruce sentiu como se levasse uma bolada no rosto. Não queria dizer que estava acostumado com aquele tipo de tratamento, mas, infelizmente, estava. Também não podia esperar muito de alguém como Kyle Ogawa. Não podia, mas sempre esperava. Sua vida era ser trouxa de um nanico que parecia adorar menosprezá-lo. Era muita falta de sorte mesmo.

— Eu disse, não era nada importante. — Respondeu com o ar despreocupado, fingindo não dar importância. — Foi mal aí pela decepção.

Mais uma.

E por que mesmo ele não aprendia?

— Pensei que já tivesse ido embora.

A fala de Mariah soou tão próxima e ele não havia percebido aquela aproximação. Depois do banho, ainda correu para as aulas, atrasado, pois tinha se distraído no vestiário e acabou perdendo tempo. Os corredores já estavam parcialmente vazios, mas ficou curioso sobre uma coisa.

— Eu já vou. Só vou passar na quadra e esperar o Sam. — Respondeu ao ajeitar a mochila nos ombros. — A gente se encontra depois.

Mariah observou o amigo sumir pelo corredor e chegou a conclusão de que ele estava mais disperso que o de costume. Seus amigos... Todos eles tinham uma coleção de problemas que ela queria muito ajudar a resolver. Uma pena que não pudesse resolvê-los com uns bons tapas e socos.

— Mariah!

O som metálico do armário veio junto com a conhecida voz de outro amigo. Mariah ajeitou os livros dentro do compartimento e então olhou para o rosto do garoto mais fofo daquele colégio.

— Já sei. — Ela sorriu de um jeitinho que fazia Sam corar e o encarou de maneira divertida. — É sobre o Edward. E o ruivo só não havia encontrado o Logan, porque tinha vindo por outro corredor, das salas de aula.

Como previsto, o rosto do Mackenzie corou com o sorriso e a afirmação sobre o que tinha ido perguntar. Não conseguia deixar de ser óbvio e estava ansioso para ir embora e aproveitar a caminhada até em casa, para conversar e observar o rosto bonito de Edward tocado pelo sol da tarde.

Depois de ter contado como realmente se sentia em relação a ele, estava mais leve por não que inventar qualquer desculpa a respeito do assunto. Sentia-se péssimo em mentir e agora estavam bem. Não esperava que Edward aceitasse seus sentimentos, mas também não era como se fosse deixar de senti-los da noite para o dia.

— O bonitão seguiu pra quadra. Disse que ia te esperar pra irem embora juntos. — Mariah continuou sorrindo. — Você podia ir lá e...

— E esperar pelo meu melhor amigo. — Completou, vendo-a rolar os olhos. — Só isso. Beijo! — Acenou antes de se afastar e seguir pelo extenso corredor. Os dedos apertavam a alça da mochila a cada passo. Pensou no que Eddie estaria fazendo na quadra com o colégio basicamente vazio. Talvez estivesse com algum colega do time ou talvez tivesse esquecido alguma coisa e podiam até se desencontrar, mas não negava que estava curioso. Ainda acreditava que teria alguma surpresa devido ao aniversário, afinal, o Logan nunca se esquecia de uma data importante.

A quadra nunca pareceu tão distante, mas quando finalmente a alcançou, desejou ter esperado o amigo em frente a escola. Seria menos decepcionante.

Desejou não se importar com a sensação ruim de se deparar com aquela cena, mas era impossível ignorar o coração acelerado e os olhos úmidos. Sabia que em algum momento veria algo assim, afinal, era normal que Edward se envolvesse com alguém, mas nunca realmente havia se preparado para esse dia. Não na tarde seguinte após ter se declarado.

Os dedos se apertaram ainda mais na alça da mochila até que os nós ficassem brancos pela intensidade do contato. Apavorou-se quando a primeira lágrima contornou a bochecha, no exato momento em que as mãos do amigo envolveram a cintura da líder de torcida e os lábios se encaixaram em um beijo que havia imaginado muitas vezes compartilhar com ele.

Que tolo ele era. Seu desejo jamais se realizaria e quem sabe o amigo logo não viesse apresentar-lhe aquela garota como a namorada. E tudo que ele deveria fazer era sorrir e desejar que eles fossem felizes. Tudo bem se Edward estivesse feliz.

Então, por que se sentia assim?

— Sam?

As mãos cobriram o rosto e buscaram limpar as lágrimas quando a garota que chamava Geovanna, entrou em seu campo de visão.

— Desculpe... — Balbuciou, atarantado e tropeçando nos próprios pés, logo dando um jeito de escapulir dos olhos curiosos da garota e daquela cena que o deixava imensamente desconfortável.

Ele não viu quando Edward olhou para onde eles estavam e se afastou da garota. Sam saiu correndo em sua fragilidade e impossibilidade de continuar ali.

Notas finais
E então? Gostaram? Teve personagem novo ♥ Amo personagens novos! O Vincent, vocês já viram, é caidinho pelo Bruce e a gente nem pode julgar esse moço porque o Bruce é um partidão né?! Ele é bem fofo, vai dar as caras por aqui a partir de agora. E o que falar desse Edward? Ficou todo disperso durante o treino, pensando no menino Sam, mas sendo a porta de sempre... Depois, tivemos o lindo e maravilhoso do Audrey com o maravilhoso do Bruce, sou fã mesmo XD Esses dois sempre com essas conversas despretensiosas, e eu já deixando um pouquinho do "romance" do Audrey que será abordado na fic dele ♥ Kyle, meu lindo bichinho de palavras duras, que que tu foi fazer aí? Menosprezar teu boy? Acho que não deu muito certo o que ele tentou fazer... Pobre Bruce. E por último, mas não menos importante, Eddie e Sam... Fiquei com uma peninha desse ruivinho, só nos resta esperar que a porta tente ajeitar as coisas. Espero que tenham gostado! Ainda vou responder vocês, tenham paciência comigo ♥ Bjuss e até os próximos!