Notas iniciais
Olha só quem resolveu cumprir o prazo? rsrs Algo me diz que vou adorar escrever os próximos capítulos; música, pegação e treta é o que não vai faltar hum hum

Claire jogou a bicicleta no quintal e entrou em casa batendo a porta, subiu as escadas como se fosse matar alguém. Assim que passou pelo corredor, a porta do quarto de Tora se abriu.

–- Mas o que há com você? – Perguntou Tora irritada – Por acaso é um grupo de demolição?!

–- Não, mas isso não me impede de desfigurar a cara de alguém – Respondeu Claire com uma cara medonha.

–- Ok... – Tora olhou assustada – Vamos tentar novamente.

–- Tsc... – Claire bufou.

–- Entre aqui – Tora puxou a irmã para dentro do quarto, fazendo-a sentar na cama.

–- O que aconteceu? – Perguntou Tora puxando a cadeira do computador, sentando de pernas cruzadas.

–- Nada – Claire respondeu simplesmente.

–- Quem nada é peixe – Disse Tora – E o meu dinheiro...

Claire olhou feio.

–- Desculpe – Tora respirou fundo – Olha, eu sei que tem alguma coisa, você dificilmente fica assim.

–- É, talvez... – Claire soltou algumas palavras.

–- E pelo jeito tem algo haver com Armin.

–- Como sabe?

–- Titia disse que você foi até a casa dele – Tora analisou a carranca da loira – E para ter voltado tão rápido e com essa cara feia, coisa boa foi o que não aconteceu.

Claire continuou calada, olhando para o chão.

–- Escuta Claire, eu sou sua irmã, se não conversar comigo vai contar para quem? – Tora tentava fazer com que a irmã confiasse mais nela – Eu só quero o seu bem.

–- Armin estava no banho... – Claire começou a contar.

–- E?

–- Então uma garota me atendeu... – Claire cerrou os punhos.

–- Uhm? – Tora não gostava de como estava cheirando aquilo.

–- E ELA ESTAVA SÓ DE TOALHA, TORA! – Claire gritou.

–- Eita...

–- E sabe o que ela me disse? – As veias da testa de Claire saltavam.

–- Uhm... O quê? – Tora ficou com medo da resposta.

–- “Hoje foi uma loucura” – Disse Claire se abanando, imitando Arbel – AAAH!

–- Wow – Tora arregalou os olhos, chocada.

–- EU MATO ELE! – Claire pegou um dos bibelôs de Tora e jogou pela janela.

–- Mas... o... meu... anjo...– Tora olhava da rua pra Claire, de Claire para a rua.

–- Ah! Eu não quero mais falar sobre isso – Claire saiu batendo os pés pelo corredor.

–- Mas o que está acontecendo aqui?! – Gritou Alicia na porta de seu quarto – Quando finalmente encontro algo bom para assistir vocês resolver fazer uma arruaça?

–- Desculpe tia, a Claire está nervosa – Explicou Tora.

–- Nervosa com o que? – Perguntou Alicia.

–- Com o... Ah tia, quer saber... Deixa pra lá – Tora fechou a porta do quarto.

–- Esses adolescentes – Alicia voltou a assistir seu filme.

–- O BAIXINHA! – Gritou Castiel da sacada.

–- Ai... É só o que me falta agora – Tora foi até a sacada – O que foi?!

–- O que foi que eu te fiz dessa vez? – Perguntou Castiel.

–- Como assim? Do que você está falando?

–- Disso aqui – Castiel jogou algo na direção de Tora.

Tora abaixou-se a tempo de não ser atingida – Você quer me matar?!

–- Eu é que te pergunto!

–- Não fui eu – Disse Tora ao constatar que se tratava do bibelô que a irmã havia jogado fora – Foi a Claire.

–- Agora põem a culpa nos outros? Tsc, tsc... Não te reconheço mais – Provocou Castiel.

–- Cala a boca.

–- Vem aqui calar – Castiel lançou um olhar provocante.

–- Sério?! – Tora ficou olhando pra Castiel durante um longo período.

–- Não custa tentar, não é? – O ruivo deu de ombros.

–- Pois é... – Tora ia dando as costas.

–- Ei! Você vai à festa?

–- Vou.

–- Quer carona?

–- Não obrigada – Respondeu Tora deixando Castiel sozinho.

21h30m – Casa de Ryu.

–- Ryu? – Chamou Helena na frente da casa, batendo palmas.

–- Já vai! – Gritou Ryu de dentro de casa, logo vindo abrir o portão – Boa noite priminha.

–- Boa noite – Helena deu um abraço na prima – Já está pronta?

–- Quase – Ryu olhou a platinada de cima a baixo – Mas você está gastíssima, Lysandre não sabe o que está perdendo, até eu pegaria você.

–- Não fale assim – Helena deu uma risadinha.

–- Ok. Entre – As duas entraram na casa e Helena cumprimentou a avó de Ryu.

–- Boa noite Dona Anice.

–- Olá querida – A senhora deu-lhe um forte abraço -- Como está linda, vai arrasar corações está noite.

–- Não imagina – Disse Helena ruborizada.

–- Helena, me dê dois minutinhos que eu já fico pronta – Pediu Ryu.

–- Tudo bem – Confirmou Helena.

–- Vovó! Poderia chamar um táxi pra gente? – Pediu Ryu indo terminar de se arrumar no banheiro.

–- Eu já chamei querida, daqui a pouco está aqui – Disse Anice sentando no sofá.

–- Nossa, quanta eficiência – Comentou Ryu.

–- Diferente de você, não é minha neta? – Anice pegou o crochê – Tem muito que aprender ainda.

–- Ai desculpa se eu não sou uma sessentona bem vivida – Disse Ryu debochada.

–- Olha o respeito menina! Vivida? Tem muito homem de olho em mim ainda.

–- Não vovó, isso se chama estrabismo.

Helena só ria da discussão das duas.

–- Posso te pedir um favor Helena? – Perguntou Anice.

–- Claro, o que a senhora quiser – Disse Helena.

–- Cuide bem de minha neta, você sabe... Ela tem um fogo no-

–- Eu estou ouvindo isso Dona Anice – Avisou Ryu, da porta do banheiro.

–- E qual o problema? – Anice era implacável.

–- Ai vovó, só a senhora mesmo hahahaha.

As três começaram a rir, até uma buzina soar.

–- Acho que o táxi chegou – Disse Helena olhando pela janela.

–- Ok. Então vamos – Disse Ryu pegando uma bolsa de mão – Tchau vovó, não espere acordada.

–- Como se eu fosse perder meu tempo com isso – Disse Anice ligando a TV.

Ryu e Helena embarcaram no carro e seguiram silenciosas durante o caminho, assim que foram se aproximando do local onde ficava a boate, a rua começou a ficar mais movimentada. Várias pessoas andavam pela calçada, carros lotavam o estacionamento e o transito fluía lentamente. O táxi parou em frente a entrada principal da boate, Ryu pagou a corrida e desceu juntamente de Helena; podia-se ouvir levemente a música que tocava.

Sweet dreams are made of this

How am I to disagree

I travel the world

And the seven seas

Everybory’s looking for something

Assim que entraram Ryu parou e suspirou.

–- Uau! – A morena observava deslumbrada a grandeza e beleza daquele lugar – Acho que vamos nos divertir a beça.

–- Você acha? – Perguntou Helena, pegando uma taça de Martini da bandeja de um garçom que passava servindo a bebida.

Some of them want to use you

Some of them want to get used by you

Some of them want to abuse you

Some of them want to be abused

[...]

–- Por quê? – Perguntou Ryu, olhando de Helena para a taça, da taça para Helena.

Helena virou o drink em um único gole – Porque eu tenho certeza.

Notas finais
Helena saidinha? É isso mesmo... E ela nos preparou uma grande surpresa hihi Música: Sweet Dreams - Eurythmics. Beijocas :*